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Após mortes, Segurança envia força-tarefa para combater ações de facções na fronteira

Por Redação Folha do Acre 05/10/2021 08:50 Atualizado em 05/10/2021 09:06
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A Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp) enviou força tarefa para a área de fronteira nos municípios de Epitaciolândia e Brasileia para tentar conter hostilidades entre as organizações criminosas que querem dominar o corredor da passagem das drogas que vem da Bolívia. Em menos de 24 horas foram duas execuções e nessa segunda-feira, a casa do ex-prefeito de Cobija na Bolívia foi alvo de vários disparos de arma de fogo.

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A primeira vítima da execução foi um jovem de 18 anos. Gabriel Lira de Almeida, andava pelo bairro onde mora em Brasiléia, e por volta das 21:30 sábado, foi abordado por dois homens que estavam em uma bicicleta. Os indivíduos sacaram as armas automáticas e dispararam várias vezes.

A polícia não tem dúvida que houve uma execução.

No domingo quase 24 horas depois uma nova execução. Tudo indica que a organização rival quis vingar a morte de Gabriel.

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Também em Brasiléia, o jovem Kenedy de Oliveira Oliveira de 19 anos morreu quando estava sentada na calçada na frente da casa de um amigo. Dessa vez 4 indivíduos em duas motos se aproximaram da casa, rapidamente os garupas sacaram a armas e fizeram vários disparos.

Desde o dia 4 de agosto, quando uma boliviana foi executada no mercado de Epitaciolândia que a polícia identificou um aumento das hostilidades entre as facções que atuam na área de fronteira.

Nessa segunda feira, homens deram vários tiros na casa do ex-prefeito de Cobija, mostrando que membros bolivianos as mesmas facções atuam em conjunto na criação do clima de terror.

A secretaria de Segurança enviou o coronel Ulisses Torres, diretor operacional de ações integradas para ficar à frente da investigação e apuração dos crimes. Como as cidades de Brasileia e Epitaciolândia fazem parte da rota da passagem das drogas a região vira um barril de pólvora. As organizações criminosas disputem com muita violência cada espaço. Segundo Coronel Ulisses, é preciso mostrar o poder do estado na fronteira para evitar novas execuções e o aumento do clima de medo dos moradores. “A secretaria de segurança quer uma resposta rápida quanto aso responsáveis pelas execuções assim pode deixar o clima mais tranquilo nos municípios de Brasileia e Epitaciolândia que há muitos anos convivem com a disputa das facções envolvendo membros da Bolívia”, completou.

Com informações A Tribuna

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