Início / Versão completa
Cotidiano

Para reduzir superlotação, PS deve passar por readequação e criar ‘sala de decisão clínica’

Por G1/AC 02/08/2021 08:53
Publicidade

Sala vai abrigar pacientes que aguardam por internação. Além disso, direção quer conscientizar pacientes que não são casos de urgência a procurarem postos de saúde e UPAs.

Publicidade

Com uma média de 6 mil atendimentos mensais, a direção do Pronto-Socorro de Rio Branco, maior hospital de alta complexidade do Acre, informou que a unidade vai passar por uma readequação no atendimento para diminuir a superlotação do local.

Para isso, vai ser criada a sala de decisão clínica. A expectativa é que o funcionamento inicie dia 12 de agosto, segundo informou a gerente geral do PS, Carolina Pinho, que assumiu a direção nesta semana.

“Para o usuário a gente espera que o atendimento fique mais rápido e resolutivo. Vai mudar dentro do PS a forma como a gente se organiza e nossa previsão é dia 12 de agosto mudar tudo porque ainda estamos apresentando para as equipes”, afirma.

Publicidade

Carolina diz que essa readequação é mais do funcionamento interno para que os atendimentos sejam mais eficazes dentro e o usuário melhor atendido e o servidor também mais satisfeito e menos sobrecarregado.

Mudança

Carolina explica que da forma atual o atendimento é feito, a partir da chegada do paciente que faz a ficha, é atendido, e o médico, se entender que ele deve ser internado, manda o paciente para a sala de observação, onde ele espera pelos exames, especialista, se for o caso.

Com a criação da sala de decisão clínica, o paciente pode ficar até 24 horas, e passa por avaliação se vai ficar ou não internado.

“Então, o paciente vai chegar, vai ser atendido e ali na frente mesmo faz os exames necessários para uma triagem, com horários específicos, e os plantonistas já avaliam lá mesmo se há necessidade de cirurgia, cardiologia nessa sala de decisão clínica e o médico que atendeu na frente reavalia esse paciente para ver se ele precisa mesmo ser internado”, explica a mudança.

A diretora disse que a expectativa é de reduzir internações e também a espera.

“Teve um dia, por exemplo, que foram internados 10 pacientes para cirurgia, mas só dois eram realmente cirúrgicos. Só que não existe esse espaço para o paciente ficar esperando, ele fica lá na frente e não tem o mínimo de conforto. Então, aquele que tiver alguma dúvida, ele vai para a sala de decisão, pede os exames ali, e vão ser feitos mais rapidamente”, continua.

Além disso, a gerente diz que também vai otimizar quem fica ou vai para outros hospitais. “Porque a ideia é diminuir a superlotação. E junto disso, a gente quer conscientizar a população que o PS é uma unidade de atendimento de urgência. E temos uma demanda muito grande de pacientes crônicos e não é esse nosso atendimento. Nosso atendimento é de alta complexidade para o paciente que tem risco de morte.”

Para o paciente que não é caso de urgência, a orientação é que busque o posto de saúde, em casos de doenças crônicas, por exemplo, que o caso agravou, atendimento deve ser buscado nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA).

“Nossa ideia é organizar esse fluxo dentro do PS e depois expandir para outras unidades porque somos uma rede então queremos organizar tudo, inclusive no interior”, conclui.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.