Início / Versão completa
Destaque

Médico condenado por tentar estuprar jovem durante carona no AC está foragido após romper tornezeleira eletrônica

Por Kenedi Rodigues 10/01/2021 08:39
Publicidade

O médico Humberto Nilo Júnior, de 42 anos, condenado por passar as mãos nos seios de uma jovem durante uma carona em fevereiro de 2020 e tentar estuprá-la em Rio Branco, está foragido desde outubro do ano passado, quando a Justiça concedeu liberdade, mas, com uso de tornozeleira eletrônica.

Publicidade

Atualmente, a defesa dele havia feito um pedido de prisão especial para o médico, mas a Justiça negou.

O acusado foi condenado a mais de seis anos de prisão em regime inicial semiaberto por constranger e quebrar dois telefones da jovem de 18 anos na época, além de tentar estuprá-la. Logo após a sentença, ele teve o pedido de prisão decretado e não pôde recorrer em liberdade. A decisão é da 3ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco.

Em outubro do ano passado, o acusado foi beneficiado com o monitoramento eletrônico e autorizado a deixar a prisão para ficar em casa. Contudo, o sinal da tornozeleira dele sumiu após a soltura e a Justiça não encontrou mais o acusado nos endereços disponíveis.

Publicidade

Pedido

Novamente, a Justiça decretou a prisão do médico e a defesa entrou com um pedido para que o réu passe a cumprir a pena no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) por ter nível superior. O Juízo da 3ª Vara Criminal de Rio Branco analisou e indeferiu o pedido por entender que o réu pode cumprir a pena em uma cela diversa comum, não necessariamente em um prédio especial.

“Atualmente, o acusado não se encontra recolhido, nem em cela especial e nem comum, pelo contrário, está foragido. Ele estava sendo monitorado pela tornozeleira eletrônica e desde que a sentença foi decretada encontra-se evadido. O sinal do equipamento foi perdido e ele não foi mais encontrado em seu endereço, nem contatado nos telefones cadastrados”, destacou o juiz Raimundo Maia.

O G1 tentou contato com os dois advogados do médico citados no processo, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria. A reportagem também não conseguiu contato com o médico.

Processo

Segundo o processo, o acusado agrediu uma jovem durante uma carona após uma festa em Rio Branco. Na época, a vítima tinha 18 anos e estava saindo do local quando o médico se ofereceu para deixá-la em casa.

No caminho, o réu parou em uma distribuidora do bairro Floresta e começou a consumir bebidas alcoólicas. A vítima teria saído do carro e falado que iria para casa a pé. A partir de então, segundo o processo, o acusado começou a passar as mãos no corpo da jovem, xingá-la e bater nela.

Assustada com a situação, a jovem mandou o acusado parar e tentou correr do local, mas foi perseguida pelo médico. Ele pegou o celular dela e jogou no chão. A vítima pegou outro celular na bolsa, que seria de uma prima e tentou gravar o crime, mas o médico também quebrou esse telefone.

A partir daí, o acusado deixou a vítima no local e fugiu. A situação foi flagrada por câmeras de segurança do estabelecimento e também por pessoas que estavam em uma parada de ônibus do outro lado da rua. A jovem registrou um boletim de ocorrência por estupro na forma tentada na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que investigou o caso e pediu a prisão preventiva do acusado.

No dia 9 de outubro, a 3ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco condenou o acusado a mais de seis anos de prisão pelo crime. Ainda segundo a Justiça, o médico já tem outras três condenações por estupro.

O Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC) informou que o médico teve o cadastro cassado.

G1 AC

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.