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Polícia

Vice-presidente da OAB é chamada de “égua” por policial na Defla e caso revolta advogados

Por Redação Folha do Acre 05/12/2020 11:22 Atualizado em 05/12/2020 11:23
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O que devia ser uma noite de sexta-feira, 4, comum no cotidiano dos operadores de direito acabou se tornando um cenário de baixaria e que teve como palco a Delegacia de Flagrantes (Defla) de Rio Branco. A vice-presidente da OAB/AC, Marina Belandi, foi xingada de égua por um policial civil de plantão enquanto representava a instituição devido um advogado não conseguir ter acesso ao delegado plantonista.

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De acordo com informações apuradas pela reportagem, Belandi pediu para ter uma conversa particular com advogado e, em seguida, pediu também uma conversa reservada com o preso. Nesse momento, ela conta que um agente, o qual ela preferiu não citar o nome, deu início proferir a piadas. Os ânimos se acirraram e a advogada foi xingada de palavrão pelo agente de polícia.

“Eu pedi para ter acesso com o delegado sobre o que estava acontecendo e pedi, posteriormente, o acesso ao preso para verificar o que foi que aconteceu. Não fui atendida e tive que insistir por muito tempo. Até que fui levada à cela para conversar com o preso e pedi para ter uma conversa reservada. Nesse momento, esse agente começou a fazer piada, e comecei a ser ofendida. A advocacia merece um tratamento cordial e educado, assim, como eu fui muito educado com ele, mas infelizmente faltou com o respeito’, relatou a Belandi ao ac24horas por telefone.

A vice-presidente da Ordem afirma que o agente de polícia civil começou a fazer piada e no calor da discussão, ela teria pedido respeito e educação. “Como profissional me senti desrespeitada. Me xingou e me chamou até de égua, mandou calar a boca. Eu rebati e disse que ele deveria se calar e mostrar respeito. Infelizmente, foi lamentável. Eu nunca tinha passado por uma situação dessa, como advogada, de ser xingada, então foi um atendimento lamentável”.

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Ainda de acordo com a advogada, o tratamento desrespeito também foi praticado por delegado plantonista. “O delegado também não estava em um bom dia. Ele não me atendeu e foi extremamente grosseiro e não quis conversar. Virou as costas e foi embora. É uma situação muito delicada, embora tenha tentado a todo custo. O atendimento hoje foi lamentável”, disse.

Belandi afirmou que estuda ingressar com uma ação contra o agente de polícia e que fará relatório para colocar a disposição da Ordem. “Assim, eu não pensei ainda. A gente tem que tomar algumas prerrogativas como instituição. Vou analisar ainda, já que não parei ainda. Eu vou fazer um relatório acerca do atendimento e a gente deve tomar algumas medidas acerca do aconteceu hoje”, concluiu.

Ao tomar conhecimento do caso, o presidente da OAB/AC, Erick Venâncio, que cumpre agenda fora do Estado, tratou de acionar o delegado-geral de Polícia Civil, Josemar Portes, relatando o caso. “É um absurdo o que aconteceu e tomaremos providências”, disse o advogado.

Procurado pela reportagem, o delegado-geral se restringiu a afirmar que o caso será investigado pela corregedoria da Polícia Civil.

Ac24horas

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