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Cotidiano

RBTrans autua empresas de ônibus de Rio Branco por paralisação de 100%

Por Assessoria 17/12/2020 11:29
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Os motoristas de ônibus resolveram parar 100%, nos dias 14 e 15 por conta do arquivamento do Projeto de Lei que a prefeitura de Rio Branco encaminhou para a Câmara Municipal, que subsidiava o pagamento de salário dos empregados do transporte coletivo.

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Como medida a Superintendência Municipal de Trânsito – RBTrans expediu notificações as empresas de ônibus para que apresentassem a frota em circulação. A gestora do órgão, Sawana Carvalho, explica que em caso de greve, deve-se manter um percentual de 40% funcionando. “De acordo com a Lei nº 332/1982, em caso de greve, a frota deve funcionar com 40% dos carros”, afirmou ela.

Após as empresas serem notificadas, os motoristas voltaram a trabalhar na manhã de hoje, 16, e 85% da frota operante estava circulando. No entanto, no início desta tarde ocorreu nova paralisação por parte dos trabalhadores do transporte coletivo.

“O Transporte Público é um serviço fundamental, para garantir que ele seja ofertado à população, estamos tomando as medidas administrativas necessárias. O primeiro passo foi a notificação, no segundo dia foi a autuação. Caso se persista a paralisação, o próximo passo será abrirmos processo administrativo”, relatou Sawana.

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Novo Projeto

Na manhã de hoje, a prefeitura encaminhou para a Câmara de Rio Branco, novo Projeto de Lei, contendo as alterações indicadas pelos vereadores. No entanto, para que entre em votação, é necessário a assinatura de nove vereadores.

Sobre a crise

Essa crise toda se dá exclusivamente pela pandemia. De uma hora pra outra o sistema viu uma queda drástica de 85% da demanda, em um espaço de tempo muito curto. Sendo o serviço de transporte sustentado exclusivamente por passageiros, a ausência deles acarreta carência de receita.

“Como esse é um serviço essencial para a cidade, se faz necessária a intervenção do Poder Público por meio da proposta de subvenção que se propôs a destinar 2.4 milhões de um recurso que já estava reservado para subsidiar o estudante, para subsidiar o sistema como um todo. Como não houveram aulas, não houve também estudantes. É por isso que esse recurso existe, e está aí”, explicou Sawana Carvalho.

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