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Polícia

Policial penal que matou a própria esposa em Rio Branco é condenado a quase 26 anos de prisão

Por Redação Folha do Acre 03/11/2020 23:49
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O policial penal Quenison Silva de Souza foi condenado a 25 anos e 11 meses de prisão, em regime inicial fechado, pela morte da companheira, Erlane Cristina de Matos, de 35 anos. O julgamento ocorreu na 1ª Vara do Tribunal do Júri, em Rio Branco, nesta terça-feira (3), e encerrou por volta das 17h30.

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Erlane foi morta com um tiro na cabeça em março deste ano na casa do casal, no bairro Estação Experimental, na capital. O casal brigou depois de chegar da casa de um amigo. O acusado foi condenado pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil e por feminicídio.

A defesa trabalhou com a tese de homicídio culposo por negligência, mas o júri por maioria entendeu o contrário e ele foi condenado. Ao todo, 10 pessoas foram ouvidas, sendo nove testemunhas e o réu. O processo ainda cabe recurso.

Ao G1, o advogado do policial, Maxsuel Maia, disse que respeita a decisão do júri, mas que vai recorrer da decisão.

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“Infelizmente, o Conselho de Sentença não acatou a tese defensiva de que o disparo foi acidental. Respeitamos a decisão do júri, mas continuamos convictos de nossa tese. Por isso, não há outro caminho que não seja o recurso”, falou.

O servidor público já estava preso no Complexo Penitenciário de Rio Branco desde o dia do crime. Ele chegou a ser internado no Hospital de Saúde Mental (Hosmac), mas a Justiça determinou que ele voltasse ao presídio.

Relembre o caso

Quenison Silva de Souza foi preso no dia 12 de março e indiciado por feminicídio por matar a companheira, Erlane Cristina de Matos, de 35 anos, com um tiro na cabeça. O crime ocorreu na noite de 11 de março na casa do casal, no bairro Estação Experimental, na capital acreana.

À polícia, Souza afirmou que o tiro foi acidental. O policial foi denunciado pelo Ministério Público do Acre (MP-AC) à Justiça pelo crime de feminicídio.

O G1 teve acesso a um relatório psicossocial feito por uma psicóloga do Tribunal de Justiça que aponta o seguinte:

“Seus sentimentos são de intensa dor e arrependimento no que diz respeito ao ocorrido. Se sente culpado e em extrema vergonha perante sua família e seus amigos. Não consegue aceitar que uma tragédia como essa teve sua pessoa como responsável, pois sempre foi muito responsável com sua arma e com suas obrigações de esposa e pai de família”.

G1

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