Início / Versão completa
Cruzeiro do Sul

Indígenas bloqueiam BR-364 em protesto por serviços básicos de energia, água e saúde

Por Redação Folha do Acre 02/09/2020 10:24
Publicidade

Desde às 12h da terça-feira (1), os indígenas da etnia Katukina se juntam aos moradores da comunidade Santa Rita nas proximidades do Rio Liberdade, para pedir do poder público melhorias para as comunidades. A reivindicação cobra não apenas energia, mas também, água e atendimento de saúde. O Cacique Fernando Rosa diz que a energia foi prometida muito tempo antes de chegar a pandemia, e pede a presença de um representante da Energisa, outro da prefeitura de Cruzeiro do Sul e da saúde. “Nós queremos apenas a presença deles para explicar a gente, esse manifesto é pacífico e não estamos aqui quebrando nada do governo nem agredindo ninguém. Todos nós pagamos impostos, somos brasileiros, eleitores e porque nenhum representante público nos ajuda?”, desabafou o indígena que diz estar ciente do que estão fazendo e que foi até a cidade procurar um responsável na prefeitura e não foi atendido.

Publicidade

Os manifestantes informaram que passam muita dificuldade com a falta de água para manter a higiene e saúde nos indígenas, segundo o cacique, na época do verão eles ficam sem água para beber, que um poço foi perfurado por conta própria para atender a localidade, mas a falta de energia impossibilita que a água seja distribuída para as famílias da aldeia.  “Água é vida, é saúde, é tudo. Se a gente dormir sem tomar banho a doença ataca, sem energia não tem como mandar a água para as casas de cada morador”, disse ele.

Explica também que a falta de energia elétrica os impossibilita de armazenar alimentos. A falta de recursos para ir até a cidade diariamente para comprar alimentos os deixa sem a possibilidade de alimentação adequada, caso tivessem o fornecimento de luz, poderiam refrigerar alimentos e assim manter a população indígena melhor alimentada.

Até às 23h da terça-feira eles ainda não haviam liberado a pista, o líder indígena disse ainda que sabia que na estrada estavam aguardando caminhões com mercadorias, medicamentos e até doentes, mas que só iriam liberar o trânsito dos veículos, quando as autoridades competentes dessem um retorno a sua solicitação, “Eu quero resposta, enviamos os documentos para a melhoria da comunidade e esperamos pela resposta, aqui tem pai de família, tem pessoas de bem e enquanto não tiver resposta vamos permanecer”, finalizou o Cacique Fernando.

Publicidade

Com informações do Juruá Online

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.