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Saúde

Estudo da Fiocruz identifica 3 linhagens do novo coronavírus no Amazonas e Rondônia

Por Redação Folha do Acre 15/07/2020 10:46 Atualizado em 15/07/2020 10:46
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Três linhagens diferentes do novo coronavírus circulam ou circularam na Amazônia desde a chegada do vírus no país. É o que dizem os sequenciamentos de DNA e análises realizados pelo Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) em amostras de pacientes infectados nos estados do Amazonas e de Rondônia.

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A análise dos genomas indica que a covid-19 deve ter sido “importada” de países da Europa, mas de locais diferentes. Com isso, sabe-se que o vírus teve ao menos três entradas diferentes na região. Os estudos agora seguem para saber não só a origem exata, mas a data de chegada à região.

No Amazonas, foram examinados 37 genomas da capital, Manaus, e do interior do estado. Lá, três tipos diferentes do novo coronavírus —A2, B1 e B1.1— foram achados. Já em Rondônia foram oito genomas estudados, que mostraram dois tipos B1 e B1.1 similares aos achados no Amazonas.

Uma das hipóteses levantadas é que o vírus tenha chegado primeiro no Amazonas, por conta da maior movimentação de turistas, e seguido de lá para outros estados da região.

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“Não sabemos ainda se foi direto do Amazonas para Rondônia, ou ao contrário; ou se as linhagens B1 e B1.1 são uma coincidência”, diz o pesquisador da Fiocruz Amazônia e coordenador do estudo no Amazonas, Felipe Naveca.

A pesquisa no estado conta com a parceria da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas e o apoio da Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas), por meio da Rede Genômica de Vigilância em Saúde.

Naveca explica que os vírus B1 e B1.1 têm maior circulação no Reino Unido, Estados Unidos e Austrália. “O B.1.1 já é um derivado de B.1. Usamos essa informação para nos ajudar a traçar a rota por onde os vírus passaram”, diz.

Além deles, em Manaus ainda foi achado o tipo A2, mas que teve uma circulação menor e, ao que tudo indica, não saiu da capital. Esse vírus circulou basicamente em Espanha, Reino Unido e Austrália.

Em regra, não se sabe se algum tipo é mais grave que outro. “Até agora ninguém conseguiu mostrar uma relação entre linhagem e gravidade”, explica.

O sequenciamento revelou que dois tipos de vírus diferentes chegaram a cidades pequenas do estado, como Manaquiri (que tem 33 mil habitantes).

UOL

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