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Saúde

Diocese de Rio Branco é contra reabertura de igrejas neste momento: “Vidas acima de tudo”

Por Redação Folha do Acre 21/07/2020 09:59 Atualizado em 21/07/2020 10:00
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A Diocese de Rio Branco se manifestou sobre a pressão para reaberturas da igrejas e templos no Acre durante a pandemia.

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Em nota divulgada à imprensa, a Diocese afirma que “em nenhum momento pressionamos o Governo ou as prefeituras, para acelerar o processo de reabertura das igrejas, porque acreditamos que ainda não é o momento para isso. Ademais, o ‘efeito sanfona’ de abrir e depois ter que fechar, poderá trazer perdas irreversíveis para o nosso povo”.

Veja a nota:

A Diocese de Rio Branco vem a público manifestar o seu posicionamento, acerca da reabertura das igrejas e templos religiosos, neste tempo de tantas incertezas e contradições.

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Conforme os dados do IBGE, os católicos somam mais de 51% da população do Acre. Desse total, mais da metade reside no território da Diocese de Rio Branco, que abrange a capital e mais 13 municípios do interior do Estado, além do município de Boca do Acre, no Amazonas, e os distritos de Extrema e Califórnia, em Rondônia.

Desde o dia 18 de março de 2020, antes mesmo do primeiro decreto do Governo do Estado, tomamos a difícil decisão de manter as nossas igrejas fechadas. Desde então, submetemo-nos às decisões do Governo, no que se refere às medidas para enfrentamento da pandemia, sem criar mecanismos para driblar a lei e, procuramos seguir todas as orientações das autoridades sanitárias. Em nenhum momento pressionamos o Governo ou as prefeituras, para acelerar o processo de reabertura das igrejas, porque acreditamos que ainda não é o momento para isso. Ademais, o ‘efeito sanfona’ de abrir e depois ter que fechar, poderá trazer perdas irreversíveis para o nosso povo.

Quatro meses se passaram e, durante esse período, testemunhamos o crescimento dos números da COVID-19 e choramos as perdas de muitas vidas, inclusive, de muitos agentes de pastoral de nossas comunidades. Temos convivido diariamente com as incertezas e estamos todos cansados e ansiosos. Não ignoramos a grave crise econômica que acompanha a crise sanitária, tampouco estamos imunes a ela. Porém, precisamos ser prudentes e sábios, para não nos deixarmos ser conduzidos por outros interesses, pois nosso interesse principal sempre será a defesa da vida acima de tudo.

Reconhecemos o esforço das nossas autoridades constituídas, e confiamos na capacidade técnica dos profissionais envolvidos no enfrentamento da COVID-19, que dirão a hora mais segura para darmos o passo de reabertura das nossas igrejas. Enquanto isso, vamos nos reinventando para manter vivas a fé e a esperança do nosso povo, sem, contudo, colocar em risco as suas vidas.

Que Deus abençoe, com o dom da sabedoria, todas nossas autoridades, para que trabalhem sempre em favor da vida de nosso povo!

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