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Retração comercial: estimativa acreana é de queda de 18,6%, diz Fecomércio

Por Redação Folha do Acre 22/06/2020 10:16 Atualizado em 22/06/2020 10:16
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O Acre registra números ainda mais preocupantes que os divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que preveem uma retração de 10,1% no volume das vendas no varejo ampliado este ano. A perspectiva é do assessor técnico do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac/AC, Egídio Garó, que especificou que, no estado acreano, a queda foi de 18,6%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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No varejo restrito – que exclui os ramos automotivo e de materiais de construção –, a projeção aponta um recuo de 8,7%, de acordo com a CNC. As estimativas tiveram como base os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de abril, divulgada nesta terça-feira (16/06) pelo IBGE.

Garó explicou que em março, o resultado já havia sido negativo, com uma queda de 7,9%. “O setor de serviços, como bares, restaurantes, academias e escritórios, estão sem funcionar desde o início da pandemia decretada no Estado. A Pesquisa Mensal do Comércio indica uma queda no volume de vendas de -14,4%, apontando uma redução da receita nominal de vendas de -17,2%. Como resultado, prejuízos ao comércio acreano chegam a aproximadamente R$ 520 milhões”, refletiu.

De acordo com a PMC, o volume de vendas no varejo recuou 16,8% em abril, em relação a março, registrando a maior retração mensal do indicador em toda a série histórica da pesquisa – iniciada em 2000 – e igualando-se ao nível observado em janeiro de 2010. Até então, a maior queda mensal do varejo havia ocorrido em março de 2003 (-2,7%). No conceito ampliado, o tombo foi ainda maior (-17,5%), em queda igualmente inédita. Todas as atividades pesquisadas registraram perdas, com destaque para os segmentos considerados não essenciais, como tecidos, vestuário e calçados (-60,6%), livros, jornais, revistas e artigos de papelaria (-43,4%) e veículos, motos, partes e peças (-36,2%).

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Egídio Garó afirmou ainda que a forte tendência de queda no número de empregos, da manutenção e funcionamento das empresas – notadamente das pequenas e médias – comprometeria a economia local. “Que ainda caminha por conta dos repasses do governo federal”, finalizou.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, relembrou que a crise sem precedentes imposta à atividade econômica na história deve levar o setor a registrar a maior queda anual desde os anos 2000. “Os danos ao mercado de trabalho, os graus de aversão à oferta e à demanda de crédito, o nível de confiança dos consumidores e o comportamento dos preços tenderão a cumprir, em um cenário de abertura contínua e gradual do comércio, um papel fundamental no ritmo de vendas até o fim de 2020”, ressaltou.

Mês perdido

Segundo cálculos da CNC, em 12 semanas de pandemia (de 15/03 a 06/06), os prejuízos do setor com a crise alcançaram impressionantes R$ 200,71 bilhões. O valor é equivalente à média mensal de faturamento do varejo antes do surto de Covid-19. Desse total, o varejo não essencial foi o que mais perdeu: acumulou R$ 184,05 bilhões de prejuízo (91,7% do total). Já o varejo essencial, como supermercados, minimercados, mercearias e farmácias, apresentou perdas de R$ 16,66 bilhões (8,3% do total).

De acordo com dados da consultoria Inloco, o isolamento social no Brasil vem apresentando tendência de redução nas últimas semanas. Após atingir 63% na segunda metade de março, o índice tem recuado sucessivamente, abrindo o mês de junho com uma média semanal de aproximadamente 40%. De acordo com o presidente da CNC, a abertura gradual dos estabelecimentos comerciais deverá manter a tendência de perdas menos acentuadas para o setor ao longo dos próximos meses.

Ascom Sistema Fecomércio/AC

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