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Cotidiano

Em Tarauacá, Jenilson atende mais de 200 pacientes que contraíram a covid-19

Por Redação Folha do Acre 21/06/2020 11:00 Atualizado em 21/06/2020 11:00
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O médico infectologista Jenilson Leite está atendendo pacientes do novo coronavirus desde sexta-feira ( 19) , no Clube do Sinteac, em Tarauacá, sua terra natal. Além de consultar, prescrever os medicamentos e orientar como deve ser feito o tratamento, o infectologista distribuiu máscaras para a população local.

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A ação de saúde é voltada exclusivamente para os pacientes que contraíram a doença, ou apresentam os sintomas virais da covid-19. Contando os pacientes que foram atendidos na sexta-feira e sábado, 20, deu um total de mais de 200 pessoas.

“ Aqui em Tarauacá as pessoas estão mais doente de preocupação do que pelo vírus devido a confusão de interpretação que fizeram sobre o teste rápido que identifica a resposta imunológica( IgM e IgG) e não o vírus. Quando se diz a uma pessoa ao fazer o teste rápido, – você testou positivo, as pessoas entendem que se encontrou o vírus e que ele continua causando doença, e não verdade, não é isso que está acontecendo, o que se encontrou foi a resposta imune do paciente, e deveria se dizer: Parabéns, apesar de você ter pego essa doença, você conseguiu combater bem o vírus, desenvolveu anticorpos, sua imunidade reagiu bem, você ainda vai sentir alguns sintomas, mas seu organismo está lidando bem a doença. Por falta desses esclarecimento, tem muita gente triste, com depressão e com medo”, diz Jenilson.

O atendimento ocorre no momento em que o município está sem teste para o novo coronavirus. Contudo, segundo o médico infectologista, o tratamento e o diagnóstico pode ser feito antes de ser feito o teste. ” O exame é um balizador para dizer se o paciente contraiu ou não, mas quando apresentam os sintomas o médico já pode receitar e orientar o tratamento. Até porque nem todos conseguirão fazer o teste e como fica ?”, pondera.

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Além de atender em Rio Branco e Tarauacá, Jenilson fará atendimento na cidade de Jordão, que é isolada e não tem especialista na área de infectologia.

A baixa no quadro de profissionais de saúde por terem contraído o vírus, fez com o que deputado trocasse o paletó pelo jaleco e voltasse para dentro dos hospitais para cuidar da saúde dos acreanos.
” Antes de ser deputado, sou médico e serei sempre. E cuidar da saúde do próximo é uma missão de todos que optaram por seguir os passos do padroeiro da medicina , o apóstolo Lucas”, afirma.

“Vou continuar ajudando, onde for preciso além de Rio Branco e Tarauacá, Jordão, as pessoas precisam de mais esclarecimento sobre essa doença para ter paz”, finaliza o deputado e médico.

Assessoria

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