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Com máscaras e longe da família, médicos se casam em cartório no AC e adiam festa devido à pandemia

Por Redação Folha do Acre 03/06/2020 10:12 Atualizado em 03/06/2020 10:12
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Casamento civil ocorreu no dia 28 de maio e festa foi adiada. ‘É um conforto pra gente no meio de tanta coisa ruim’, diz.

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Juntos há pouco mais de cinco anos, os médicos Daniel Barreto e Amoty Pascoal Nogueira, ambos de 34 anos, não imaginavam que teriam que fazer o casamento de forma tão intimista. Os dois trabalham na linha de frente do combate ao novo coronavírus, ele como cirurgião vascular e ela como pediatra e neonatologista.

Em dezembro do ano passado, em uma festa com amigos e familiares, eles noivaram em Rio Branco. Estava tudo certo para uma grande festa no dia 2 de maio, mas eles não imaginavam que uma pandemia mudaria os planos. Com os eventos suspensos e as orientações de isolamento social, os dois tiveram que adiar a festa tão esperada de casamento.

Porém, não abriram mão do casamento civil. E foi assim, na sala do cartório, com duas testemunhas e seguindo todas as recomendações de saúde, que os dois oficializaram a união. Um cerimônia sem festa, amigos e familiares, mas que mostrou a força do amor dos dois.

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“Somos cristãos e a gente planejou tudo para 2 de maio, mas Deus reservou outra data. O casamento cristão é a comunhão com Cristo, então a festa, esses rituais, ostentação, futilidade, a gente gosta, claro que é bom celebrar, mas o principal é estar em comunhão com Cristo e fazer o mandamento dele direitinho”, conta a médica.

Foi com esse pensamento que eles decidiram manter a união no cartório. Também para servir de alento, já que não foi só na comemoração do casamento que os dois não puderem ver a família. Por trabalharem no combate à Covid-19, os dois não têm tido contato físico com a família.

Amoty, que morava com os pais em Rio Branco, teve que ir para um apartamento. Ela diz que há mais de dois meses não vê a família com medo de passar algo para eles.

“A gente está na linha de frente e, por isso, a gente está longe da nossa família. Até evito acompanhar esse tempo números pra não machucar mais, mas eu morava com meus pais e estou em um apartamento agora longe da minha família, que não tenho contato físico há quase dois meses. É muito difícil, a saudade bate”, diz a médica.

G1

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