Tião nomeia Ermício e Irailton com salário de R$ 19 mil e burla lei para apadrinhar Edvaldo

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Ao que tudo indica, o governador Tião Viana (PT) só lembra que o Acre está no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, lei que visa impor controle de gastos, condicionando-os à capacidade de arrecadação e tributos, quando se trata de conceder reajuste a concursados, mas esquece totalmente quando decidi nomear seus “apadrinhados” políticos como fez nesta segunda-feira (16).

O Diário Oficial publicado nesta segunda-feira trouxe a nomeação de Ermício Sena, Edvaldo Magalhães e Irailton Lima, todos com salários superiores a R$ 18 mil mensais. O que chamou atenção também é que o governo ‘burlou’ a lei que exige que candidatos sejam afastados dos cargos para disputar eleições e apenas moveu Edvaldo de função, deixando-o com o mesmo salário.

Tião Viana nomeou Magalhães com o mesmo salário que estava recebendo como secretário do Depasa, porém com um outro título que é de “assessor especial”, onde além do gordo salário mensal não precisará deixar de ser candidato a deputado estadual. A lei eleitoral diz que apenas ordenadores de despesas não podem ser candidatos e, portanto, como assessor o comunista não estará impedido.

Irailton Lima foi nomeado como secretário-adjunto na Secretaria de Gestão Administrativa, e Ermício Sena foi nomeado como secretário-adjunto na Secretária de Articulação Institucional (SAI), já Edvaldo Magalhães foi nomeado como assessor especial. Nenhum dos salários é abaixo de R$ 18 mil líquido, lembrando que no caso de Magalhães o salário será de R$ 21 mil, o mesmo valor pago a um secretário de Estado.

Vale frisar que em março de 2017 o Tribunal de Contas do Estado (TCE) chegou a suspender o reajuste concedido pelo governo aos servidores da saúde, educação e também a gratificação operacional paga para militares e bombeiros, por entender que o governo estava no limite de gastos.

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