Railson Correia diz que Bocalom não tem direito à vaga de Manuel Marcos e vai à Justiça

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Um dia após a decisão proferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE) que decidiu pela cassação dos mandatos dos deputados Manuel Marcos (PRB) e Juliana Rodrigues (PRB), o vereador de Rio Branco pelo Podemos, Railson Correia, primeiro suplente da coligação, falou com a imprensa pela primeira vez sobre o assunto, negou que tem provocado a ação do Ministério Público e declarou que está inconformado com a decisão da corte eleitoral de anular os votos prejudicando assim a coligação.

Railson afirmou que Bocalom não é suplente e, portanto, não tem qualquer direito a assumir a vaga de deputado federal em caso de cassação de Manuel Marcos e que seus advogados irão questionar a decisão da corte acreana.

O vereador afirmou que a decisão do TRE de anular os votos feriu o ordenamento jurídico que trata das coligações.

“Bocalom não é suplente, não possui qualquer direito a este mandato que está em discussão. Temos jurisprudências que sempre garantem que em casos assim o mandato é da coligação. Absurdo penalizar a coligação anulando os votos, até porque a coligação não cometeu crimes eleitorais”, diz.

Railson falou ainda sobre as acusações de que estaria ligado às denúncias que originaram o processo contra os parlamentares cassados, mas defendeu a legalidade do seu interesse no caso a partir da cassação de Manuel Marcos.

“Até aqui eu fiquei calado, mas a partir do momento em que houve cassação eu sou parte interessada por ser suplente. O Bocalom não é suplente e não tem direito a assumir em caso de vacância. Iremos questionar a decisão porque trata-se de um direito legítimo nosso”, diz.

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