Prefeita de Rio Branco é xingada nas redes sociais após autorizar aumento da passagem

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A prefeita de Rio Branco, Socorro Neri (PSB), continua sendo criticada nas redes sociais após homologar o reajuste da tarifa de ônibus na última sexta-feira (8). No último domingo (10), um internauta xingou a prefeita e a gestora prometeu processá-lo. Ao xingá-la de “vaca”, o internauta afirmou que Neri só homologou o novo valor da tarifa e a considerou justa porque a prefeita não paga nem o combustível do próprio veículo.

Indignada, Socorro Neri publicou uma cópia da ofensa onde promete acionar Paulo Andalécio juridicamente.

“Isso não é direito de expressão. É agressão à minha honra e a condição de mulher. E é com esse entendimento que recorrerei aos remédios jurídicos. Por mim e por todas as mulheres”, diz.

Socorro frisou ainda que teria sido mais fácil ceder ao que classificou como apelos populistas no que se refere a não conceder o reajuste da tarifa de ônibus que foi solicitado pelos donos de empresas de ônibus em maio.

“Seria mais fácil ceder aos apelos populistas ou daqueles que pouco se importam com regularidade dos transportes coletivos, mas não posso agir de forma irresponsável e inconsequente”, disse.

Confira a nota enviada pela prefeita:

ESCLARECIMENTOS – TARIFA DE ÔNIBUS

Na sexta-feira, 8, na condição de prefeita de Rio Branco, e amparada na Lei Orgânica e legislação pertinente, fixei por meio de decreto a tarifa de ônibus aprovada pelo Conselho Municipal de Transportes, no dia 5 de junho de 2018.

O estudo realizado pela Câmara Técnica do referido Conselho foi feito de forma minuciosa, transparente, e seguiu os critérios técnicos utilizados nacionalmente.

Diferente do que tem sido divulgado, não recebi do Ministério Público do Acre (MPAC) recomendação de não fixação da tarifa.

Na quarta-feira, 6, em conversa por telefone com a promotora de Justiça, Alessandra Marques, solicitei que ela recebesse os membros da Câmara Técnica do Conselho e agendamos a reunião para o dia seguinte.

Na quinta-feira, a equipe do RBTRANS e da Câmara Técnica do Conselho Municipal de Transportes, acompanhada pelos procuradores municipais Raquel Eline e Pascal Khalil se reuniram pela manhã e à tarde com a promotora Alessandra Marques.

Ao final da reunião da manhã, a promotora informou aos procuradores Raquel Eline e Pascal Khalil que não via razões, naquele momento, para fazer qualquer recomendação relativa à tarifa, não apresentando qualquer restrição à sua homologação, sem prejuízo da investigação em curso.

Então, na sexta-feira, em respeito aos contratos firmados com as empresas concessionárias, que estabelecem a revisão anual, e levando em conta o resultado dos estudos técnicos realizados pela dedicada equipe técnica da RBTRANS, com o acompanhamento ativo do Conselho Municipal de Transportes, decidi fixar a nova tarifa.

Não tinha elementos para tomar outra decisão que não fosse a de respeitar a aprovação do Conselho. Entendo que a discricionariedade não pode ser confundida com arbitrariedade ou oportunidade para decisões populistas.

Aliás, decisões anteriores de cassação das concessões de empresas e de veto ou fixação de tarifas em valores inferiores aos aprovados pelo antigo Conselho Tarifário, resultaram em condenações judiciais ao Município, obrigando-o a ressarcir os prejuízos requeridos pelas concessionárias.

Como todos sabemos, tudo tem custo. A concessão dos serviços de transporte coletivo é pública, mas os serviços tem custo.

Na condição de prefeita, é minha responsabilidade zelar pelo equilíbrio do sistema de transporte coletivo, considerando ser este essencial para os munícipes.

Assim, acompanhei esse processo com a preocupação de que a nova tarifa ficasse no valor estritamente necessário à sustentabilidade do sistema, o que chamei de tarifa “justa” e, por incompreensão deste termo ou interesses políticos, tenho tido minha honra e condição de mulher duramente atacadas.

Com certeza seria mais fácil ceder aos apelos populistas ou daqueles que pouco se importam com a regularidade dos transportes coletivos, mas não posso agir de forma irresponsável e inconsequente. Meu único interesse é o bem público, e este requer decisões responsáveis, consequentes e sustentáveis juridicamente, ainda que impopulares.

O resultado desse processo é que a tarifa será MANTIDA, nos valores atuais, para todos os usuários que utilizem bilhetagem eletrônica e para todos os estudantes.

Infelizmente, as condições financeiras do Município não permitem a continuidade do subsídio de 30 centavos na tarifa do usuário geral, passando este custo para o usuário que passará a desembolsar R$ 3,80.

Ressalto que a tarifa de 4 reais só alcançará o usuário que não quiser aderir à bilhetagem eletrônica. Hoje, mais de 75% dos usuários já a utilizam.

Por fim, informo que objetivando mais qualidade, eficiência e controle do sistema, decidi implementar, dentre outras medidas de natureza administrativa, as que seguem:

– implantação de novas linhas de ônibus convencional;

– implantação de linhas expressas com ônibus executivo;

– disponibilização de aplicativo para carga e regarca do cartão;

– disponibilização de aplicativo com horários dos ônibus;

– emplacamento local dos novos ônibus e exigência de que estes sejam equipados com ar condicionado;

– implantação de corredores exclusivos de ônibus.

Abraço fraterno

Socorro Neri
Prefeita de Rio Branco

O print abaixo é de um dos comentários publicados numa postagem do Sr. Willamis Franca. Isso não é direito de expressão. É agressão à minha honra e à condição de mulher. E é com este entendimento que recorrerei aos remédios jurídicos. Por mim e por todas as mulheres.

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