Nil montou esquema criminoso dentro do Iteracre para desviar dinheiro e combustível, diz PF

Diretor do Iteracre é acusado de estocar combustível na casa da própria mãe

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Três delegados da Polícia Federal (PF), incluindo o superintendente em exercício da instituição no Acre, delegado França, e o chefe da Operação Democracia, Eduardo Maneta, deflagrada na manhã de sexta-feira (19), concederam coletiva a imprensa logo após o cumprimento dos mandados de prisões para afirmar que o diretor-presidente do Iteracre, Glenilson Araújo Figueiredo, conhecido como Nil, montou e coordenou um esquema criminoso dentro do instituto para desviar recursos públicos e combustível visando a compra de votos nas eleições 2018.

De acordo com a PF, a prisão de Nil é preventiva, aquela que, de acordo com o código penal brasileiro, não possui prazo para sua duração e é aplicada para assegurar a garantia da ordem pública e a aplicação da lei penal.

O coordenador da Operação Democracia, Eduardo Maneta, exibiu áudios comprovando o esquema utilizado pelo que ele mesmo qualificou como grupo criminoso que fraudou pagamentos de diárias e desviou combustível, inclusive, armazenando o produto de forma clandestina.

“Foi constatado um esquema de desvio de recursos públicos, inclusive recursos federais. Havia pagamento indevido de diárias, pois pagavam-se diárias a estes servidores que recebiam como se tivessem em viagens quando na verdade não estavam. Havia também o desvio de combustível. Aprofundamos as investigações e constatamos outros crimes como dependências públicas, uso de veículos oficiais para a campanha eleitoral”, diz.

Eduardo Maneta afirmou à imprensa que a PF descobriu um reservatório clandestino de gasolina desviado do Itaracre usado para a campanha eleitoral.

“Chegamos a identificar um esconderijo, na casa de uma servidora do Iteracre. O reservatório tinha capacidade para pelo menos mil litros de combustível. Eles também guardam combustível na casa da mãe do Nil Figueiredo”, diz.

Segundo levantamento da polícia, o desvio de combustível para a campanha de Nil em 2018 foi tão alto que em um mês foi gasto todo o valor utilizado no último ano.

“O gasto de combustível do Iteracre somente no mês de setembro até o dia 7 de outubro data da eleição foi superior a todo total gasto em 2017”, diz.

O chefe da operação afirma que o grupo chefiado por Nil era formado por servidores efetivos e cargos comissionados que atuavam fraudando pagamentos de diárias.

“Constatamos a participação de um grupo criminoso formado por servidores efetivos e servidores de cargos em comissão do Iteracre. Houve um aumento de 257% do pagamento de diárias”, diz.

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