Por Wanglézio Braga, para o Rio Branco

A ex-ministra do Meio Ambiente e ex-senadora do Acre, Marina Silva (REDE), foi uma das personalidades políticas que saíram em defesa do Supremo Tribunal Federal (STF) após decidir na noite de ontem (07) sobre a prisão após a segunda instância. Por 6 votos a 5, a Corte reverteu seu próprio entendimento, que autorizou as prisões, em 2016. O comentário de Marina sobre o assunto rendeu inúmeras críticas.

“Eu sempre me posicionei a favor da possibilidade de prisão em segunda instância pelo fato de que após este estágio as decisões passam a ser sobre a forma e não sobre o mérito da condenação. De toda forma, podemos até discordar da decisão do STF por considerar que a prisão após julgamento em segunda instância ajudaria no combate à impunidade, mas o veredito da Justiça precisa ser respeitado. Na democracia funciona assim”, escreveu Marina.

Após a postagem da ex-ministra, vários internautas repudiaram a publicação. “Na verdade pra você tanto faz marina! não precisa tá fazendo média em rede social!”, escreveu Chris Corrêa.

“Primeiro que a Sra não é jurista. Segundo nunca precisou deste instrumento para uso próprio ou familiar. Terceiro sabe, que neste caso. O seu partido vai enfraquecer bastante e na próxima eleição, não conseguirá fica nem no 4 lugar. As ações que reclamam a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade no STF não possuem capa e nem rosto. Seja coerente, pense por empatia. A Sra gostaria de ver que um julgamento foi feito sem o direito à ampla devesa e o devido processo legal. O juramento que a Sra fez a constituição federal só foi válido quando era senadora ?”, respondeu Daniel Souza.

Com a decisão abriu brechas. Os condenados que foram presos com base na decisão anterior poderão recorrer aos juízes que expediram os mandados de prisão para serem libertados. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o julgamento terá impacto na situação de 4,8 mil presos.

Na seleta lista, aparece o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde 7 de abril do ano passado, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR). Lula que deu a Marina Silva a oportunidade de ser ministra, foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá (SP).

Também está na cadeia, José Dirceu e outros executivos de empreiteiras. Todos foram condenados na Operação Lava Jato. Segundo o Ministério Publico Federal (MPF), cerca de 80 condenados na operação serão beneficiados.

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