Jorge Viana, Renan e integrantes da CCJ fazem visita a Lula na sede da PF

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O senador Jorge Viana (PT-AC) e integrantes da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, incluindo o presidente Edson Lobão (PMDB-MA) bem como os senadores Roberto Requião (PMDB-PR), Renan Calheiros (PMDB-AL) e Armando Monteiro Neto (PTB-PE) estiveram reunidos na tarde desta terça-feira, 17 de julho, durante mais de uma hora com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR).

Os parlamentares foram designados pela CCJ para fazer uma inspeção nas condições da detenção de Lula e de outros presos na sede da PF em Curitiba. A comissão é suprapartidária e, de acordo com os senadores, a visita foi uma demonstração de respeito pelo líder político, detido há mais de cem dias. Lula disse a eles que abre mão até do direito à liberdade, mas vai seguir lutando para provar sua inocência.

Segundo relatos dos senadores, Lula mantém a esperança de que os recursos encaminhados às instâncias superiores da Justiça sejam examinados e sua condenação seja revertida pelo Supremo Tribunal Federal. “O presidente Lula está em boas condições, mantém-se esperançoso de que sua inocência seja reconhecida”, disse Viana. “Ele clama por Justiça, não quer nenhum tipo de concessão e apenas espera um julgamento justo em respeito a sua história”.

De acordo com Viana, autor do requerimento de inspeção aprovado pela CCJ do Senado, Lula está indignado com a sua prisão, tendo em vista que o processo que o condenou ainda não transitou em julgado e que a Constituição estabelece a presunção de inocência como garantia de todos. “Ele está indignado por sofrer uma injustiça, mas também tem a paciência de quem espera por Justiça”, disse Jorge Viana.

O senador presenteou Lula com a obra “Hippie”, do escritor Paulo Coelho, que fala dos sonhos da geração de jovens dos anos 60 que buscou transformar a sociedade com um ideário pacifista e transformador. “Foi um gesto de carinho ao presidente Lula, a quem conheço e sou amigo há mais de 30 anos”, comentou o parlamentar.

Assessoria

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