Governo manda ofício para Coopserge demitir servidores, mas diretor se nega a cumprir ordem

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Um dos diretores da Cooperativa de Trabalhadores Autônomos em Serviços Gerais (Coopserge), José Roberto Araújo, usou as redes sociais nesta quarta-feira (6) para denunciar que o governo do Acre, através da Secretaria de Pequenos Negócios, tentou ingerir na administração da cooperativa e enviou ofício com nomes de servidores para serem demitidos. José Roberto afirmou que a Coopserge se recusa a cumprir determinação e que não se curvará a nenhum tipo de desmando.

O diretor da Coopserge afirmou que a Secretaria de Pequenos Negócios havia enviado documento comunicando a redução de 25% do contrato vigente, o que representaria 14 demissões, após os cooperados terem decidido em assembleia geral sobre quem seria demitido, o secretario de Tião Viana surpreendeu a todos mandando lista das pessoas que queria fora da folha de pagamento.

“Já havíamos conversado sobre quem demitir e optamos por aqueles que tinham dois contratos para que ninguém saísse prejudicado, mas para nossa grande surpresa chegou até aqui um ofício com a lista nominal das pessoas que eles queriam demitidos. Nós condenamos veementemente este tipo de postura. Queremos que respeitem a lei que diz que é proibida a interferência estatal dentro da cooperativa. Nós como representantes dos cooperados não iremos abrir mão dessa prerrogativa. Não iremos abrir mão de nossa independência”, diz.

José Roberto segue o desabafo gravado em vídeo afirmando que a Coopeserge não se curvará a este tipo de atitude e não sabe quais os motivos que têm por trás dos pedidos de demissão.

“Se estão reduzindo o contrato por uma questão econômica então precisamos também saber porque escolheram estas pessoas para serem demitidas. Precisamos saber o que há por trás desse pedido. Não ousem pensar que nos curvaremos a este tipo de coisa. Na Coopserge a autoridade máxima é o cooperado que gera renda”, diz.

O diretor da Coopserge pediu calma aos cooperados lotados na Secretaria de Pequenos Negócios.

“Pedimos tranquilidade aos cooperados da Secretaria de Pequenos Negócios e segue valendo o que foi decidido na nossa assembleia geral que é soberana sobre o assunto”, diz.

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