Gladson diz que não chamará concursados da segurança e educação por causa da crise financeira

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O governador do Acre, Gladson Cameli (PP), confirmou à imprensa na manhã desta quarta-feira (13) que o Acre vive um momento de crise financeira após o Banco do Brasil se negar a comprar a dívida do Estado para receber de forma parcelada o rombo deixado pelos governos passados.

Cameli afirmou que diante da possibilidade de venda da dívida se concretizar somente em 2020, o Estado precisará fazer ajustes financeiros urgentes e não descarta decretar Estado de Calamidade Financeira para conseguir apoio da União.

“Vou decretar Estado de Calamidade Financeira, chamar os poderes e anunciar que a única coisa certa neste Estado é o pagamento do décimo terceiro salário, todo o restante, como a contratação de 500 professores e convocação do pessoal da segurança que já fez curso, está suspenso”, diz Cameli.

Segundo o governador, a demora na aprovação da reforma da Previdência estadual fez com que o Tesouro Nacional suspendesse o aval para que o Bando do Brasil comprasse a dívida do Estado.

“Virou uma palhaçada, politizaram tudo e não aprovaram. Inclusive pessoas que querem ser candidatas como a Rosana do Sinteac, usou a situação para se promover. Agora vou chamá-la para me ajudar a resolver a questão da falta de dinheiro e convocação dos professores”, desabafou o governador.

Hoje a dívida do Estado está em R$ 3,8 bilhões e o governo negocia a venda de R$ 700 milhões junto ao Banco do Brasil Plural, mas para isso, precisa do aval do Tesouro Nacional, que exige a Reforma da Previdência.

“Estamos no fundo do poço, não tem mais espaço para negociar e essa era a chance de ouro. Daqui pra frente só temos interrogações”, conclui Gladson.

Com informações do Ac24horas

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