Falta de atenção à segurança pública mobiliza debates na Aleac: leis, salários e helicóptero ausentes

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A crise generalizada na segurança pública do Estado, que vitimou dezenas de pessoas nos últimos dias em diversos pontos do Estado e mais concentrada na capital, pautou os debates na Assembleia Legislativa do Estado Acre (Aleac). Diversos deputados levantaram o tom das denúncias contra o governo de Tião Viana, falado da ausência de leis e sobre o sumiço do helicóptero da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

Para os deputados, a situação de desgoverno já passou de qualquer dos limites admissíveis, deixando a população totalmente abandonada e ao mesmo tempo sem proteger as instituição que atuam no combate ao crime, seja ele organizado ou não.

Para os parlamentares, a falta de uma política séria de ação é um quadro revelador da política equivocada implantada pelo governo do PT nos 20 anos em que o partido governa o Estado.

Onde anda o helicóptero?

O deputado estadual Luiz Gonzaga (PSDB) questionou a ausência do helicóptero da Sejusp: “Está faltando saúde e segurança, transporte para doentes e no combate ao crime e o equipamento que deveria estar ajudando, ninguém sabe onde está”.

O deputado tucano destacou ser é o governo do PT, onde o secretário de segurança diz para o povo se acostumar com as mortes: “Hoje Rio Branco é uma cidade presa e refém das facções. Cadê a segurança e cadê o helicóptero comprado para melhorar a segurança e garantir a tranquilidade do povo?”.

Segundo Gonzaga, o governo não pagou a última manutenção e agora só farão algum serviço se pagarem à vista. ‘Por conta disso, o equipamento está parado, se acabando, enquanto o povo está sofrendo e exposto’, destacou.

Segundo informações obtidas junto à fontes ligadas à Polícia Civil, o helicóptero está com problemas na hélice, que foi retirada e enviada para conserto, sem prazo para voltar mesmo o aparelho estando parado há meses.

Faltou lei para a PM

O deputado Gerlen Diniz (PP), por sua vez, reclamou da falta de palavra do governo do Estado, que prometeu uma revisão dos salários dos Polícia Militar do Estado do Acre (PMAC). O pepista destacou que apesar de anunciado há vários dias, o projeto não chegou.

“Já divulgaram que foi aprovado, mas de parte do governo veio apenas um e-mail. O governador não se preocupa com o povo e com a Aleac, não prestando conta de nada. A lei de recomposição dos soldos dos PMs, anunciada já alguns dias pela imprensa, não chegou. Esse governo do PT é uma vergonha”.

Segundo informações da assessoria da Aleac, o projeto físico somente chegou no final da manhã desta terça-feira.

Lei de equiparação de posto na PM

O deputado Éber Machado (PDT), por sua vez, criticou duramente a falta de andamento em um projeto de lei que visa beneficiar aos PMs do Estado. Segundo o deputado, ao se aposentar o policial recebe uma promoção (posto acima), mas esta vale apenas para o contracheque e não aparece na carteira funcional.

“Digamos que um capitão se aposenta, então ele vai para a reserva com proventos de major, mas na carteira de identidade funcional continua com o posto antigo. Assim, muitos estão sendo impedidos até de abrir contas em banco por inconsistência dos dados”, alertou Éber.

Segundo informações do deputado, a Lei apresentada por ele nã traz custos para o Estado e apenas ajusta os dados na carteira funcional, aplicando a promoção final. Conforme informações extraoficiais, tudo estava ajustado com a Casa Civil do governador, mas setores ligados ao comando da PM teriam intervido e brecado o andamento da Lei.

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