Ex-controlador de Tião é acusado de cobrar R$ 200 de servidores para resolver problema criado no governo do PT

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Giordano foi controlador-geral do Estado no governo de Tião Viana

O advogado e ex-controlador-geral do Estado do Acre, Giordano Simplício Jordão, está sendo acusado de realizar captação ilícita de clientes e em tese de se propor a advogar contra o Estado para o qual esteve no cargo de corregedor-geral na última gestão.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Acre, Erick Venâncio, afirmou à reportagem da Folha do Acre, na manhã de quinta-feira (3), que o caso de Giordano Simplício foi encaminhado ao Tribunal de Ética e Disciplina (TED) que avaliariará o caso para determinar eventuais sanções ao advogado.

“Em tese pode ter havido a captação ilegal de clientes. O caso está sendo analisado”, diz.

O ex-controlador-geral foi representado no Tribunal de Ética da OAB após começar a circular em grupos de WhathsApp mensagens, atribuidas a ele, onde era ofertado, incluindo valores, propostas para que os servidores exonerados pelo governo Tião Viana e que não receberam indenizações ingressem com ação jurídica contra o Estado, agora gerido por Gladson Cameli, para receber os valores que lhes é devido.

Além de chamar atenção a suposta intenção do ex-controlador de colocar seu escritório jurídico para pleitear contra o Estado e o governo a qual integrou, desagradou aos membros da advogacia o fato de Giordano ser explícito com relação a valores financeiros a serem pagos ao escritório.

“Colegas….A Dra Mayara que trabalha comigo estará entrando com as devidas ações recisorias, então estarei passando o numero dela para quem quiser já acertar com ela. Combinei que ela receberia os honorários no final da ação, que seria cobrado apenas R$ 200 reais para cobrir as custas e ao final uma percentagem. Fiquem a vontade para procura-la'”, diz o texto e ao final é colocado o numero da advogada citada.

Giordano negou as acusaões, afirmou que o fato trata-se de um mal entendido e que jamais advogaria contra o Estado do Acre.

“Eu já falei inclusive com a OAB, disse que isso não passou de um mal entendido. Eu não posso advogar porque estou licenciado. Não é da minha índole fazer captação irregular de clientes. Não entrei e também não irei entrar com nenhum tipo de ação contra o Estado do Acre. Eu entendo que o pagamento das revisões são devidas, mas eu não entraria contra o estado”, diz.

A OAB deixa bem claro que o advogado não pode utilizar a publicidade com a intenção de captar clientes. Ela deve ter discrição e sobriedade, além de ter caráter informativo. A ideia é que não se estimule o litígio, nem a mercantilização da advocacia.

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