Depois da péssima repercussão, Tião Viana retira lei que garante proteção policial para ex-governador

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Não durou 24 horas a tentativa do governador Tião Viana em garantir a extensão da segurança pública para ex-autoridades. Devido à forte repercussão negativa da proposta que beneficiava apenas os chefes de poder, reduzindo ainda mais o policiamento para a sociedade, o governo retirou a proposta de Lei, mas não sem antes criar uma nova polêmica na Assembleia Legislativa do Estado Acre (Aleac).

O líder do governo, deputado Daniel Zen (PT), ao justificar a retirada da matéria, a qual já havia sido reformulada e estava novamente na casa, disse ter sido tudo uma ideia da vice-governadora, Nazaré Araújo. Ocorre que a Lei era apenas para os titulares, no caso governador e presidente da Aleac.

O deputado estadual Nélson Sales (Progressistas) foi taxativo ao se posicionar contra a medida proposta pelo governo e disse que esta fosse apresentada para ser votada, iria enfrentar a ferrenha campanha da oposição.

O fato chegou até a causar uma polêmica entre o líder do governo e o oposicionista, tendo aquele acusado este de ter mentido. Para provar que estava falando a verdade, Sales mostrou a pauta da reunião da Comissão de Constituição e Justiça, onde constava a proposta do governo.

Mas a medida é tão impopular que até mesmo os deputados da base governamental de Tião Viana já estavam se posicionando contra a medida. Dentre eles estava o deputado Jenilson Leite (PCdoB), cujo posicionamento contrário foi antecipado da tribuna da Aleac.

Apesar de tudo, o presidente da Aleac, deputado Ney Amorim (PT), já havia se posicionado de forma contrária a extensão da segurança para ex-autoridades. Na quarta-feira (01) Ney foi taxativo: “Se a Lei vier, eu não pauto para votação e se estiver pautada, retiro e não vai à votação”.

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