Decisão “truculenta” de Socorro em demitir dirigente altera escolha da direção da Câmara

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Prefeita Socorro Neri demite líder partidário a menos de 14 horas de votação para escolha da nova Mesa Diretora da Câmara

A menos de 24 horas para a eleição da nova Mesa Diretora da Câmara de Rio Branco que será realizada na manhã de sexta-feira (9), a prefeita de Rio Branco, Socorro Neri (PSB), exonerou dos quadros da prefeitura o presidente estadual do Podemos, Eros Asfury, que por sua vez anunciou rompimento político com a prefeita socialista.

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A exoneração feita por Socorro Neri altera todo o desenho feito para a composição da nova chapa que teria como presidente o vereador petista Antônio Morais e como primeiro-secretário o vereador Railson Correia (Podemos), que já foi comunicado oficialmente pelo presidente da sigla que não mais integrará a base de apoio à prefeita e que deverá votar contra todo e qualquer projeto de interesse de Socorro.

Embora em tese e com fundamento jurídico, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário sejam independentes entre si, é de conhecimento de todos que a prefeita Socorro Neri se reuniu com os vereadores e chancelou a chapa formada pelo PT e Podemos que deveriam assumir os cargos mais importantes da casa legislativa.

“Tivemos uma reunião com ela, a prefeita deu a benção para esta chapa. É a chapa adequada”, contou um vereador da base.

Com a saída do Podemos da base de apoio à prefeitura, Railson perde a chance de ser primeiro-secretário, haja vista que seu partido virou rival de Socorro Neri e deve assim ter perdido “a benção da prefeita”.

Em entrevista à reportagem da Folha do Acre, Eros afirmou que não foi comunicado da decisão de Socorro e disse que ela agiu de forma truculenta.

“Essa exoneração foi de forma truculenta, haja visto que em momento algum ela chamou para uma conversa, para alinhar. Isso foi feito de uma forma desrespeitosa”, diz o líder partidário.

A reportagem entrou em contato com o chefe da Casa Civil da Prefeitura de Rio Branco, Marcio Oliveira, que afirmou que a demissão de Eros Asfury é meramente administrativa.

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