Conflito entre governo e caçambeiros se acirra e protesto pode parar Rio Branco

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Sede do Deracre, em Rio Branco/Foto: Marcos Dione

O empasse entre os sindicatos representantes do caçambeiros e operadores de máquinas pesadas com o governo do estado do Acre deve se estender para os próximos dias. Na manhã desta sexta-feira (18), após a ameaça do governador Tião Viana (PT) ameaçar rescindir os contratos com as empresas caso a manifestação não terminasse, os caçambeiros cogitaram fechar as 4 pontes que ligam os dois distritos da cidade.

Os caçambeiros exigem que o Estado deposite pelo menos 50% do valor da divida para que a manifestação que dura mais de 48 horas termine. Cristovam Moura, diretor do Deracre [Departamento Estadual de Estradas e Rodagens], se limitou a informar que o Estado já tentou se reunir na com o sindicato em duas oportunidades, mas não conseguiu êxito nas negociações. “Estamos tentando abrir um canal de diálogo”, disse.

Júlio Farias, presidente do Sindicato dos Caminhões e Máquinas Pesadas do Acre, disse em entrevista coletiva na sede do Deracre, que as obras em todo o estado estão paralisadas em forma de protesto, e que enquanto o governador não honrar com os compromissos com os trabalhadores, eles não irão liberar a entrada do prédio da instituição, na Via Chico Mendes. A dívida acumulada do governo com os sindicatos passa de R$ 6 milhões de reais.

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