Após serem chamados de fuxiqueiros, vereadores aprovam CPI para investigar denúncia de corrupção em Assis Brasil

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Vereadores de Assis Brasil aprovam CPI para investigar pasta da Saúde

Os vereadores de Assis Brasil aprovaram durante votação nesta segunda-feira (2) a abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostos desvios de recursos públicos na Secretaria de Saúde do Município.

A proposta de abertura de CPI foi aprovada com os votos dos vereadores Paulo Sales (PP), Lázaro Manchineri (PCdoB), Manoel Matias (PSD), Wendell Gonçalves (PR), Toinha Cavalcante (PCdoB) e Ivelina Marques (PT). Apenas dois vereadores votaram contra: Gilda Almeida (PR) e Antônio Camelo (PP).

De acordo com o requerimento enviado à Câmara pedindo a abertura da investigação, a CPI tem a finalidade de apurar as suspeitas de superfaturamento em notas fiscais, uso indevido de combustível comprado para serem usados nos carros oficias da secretaria e gastos exorbitantes com diárias para servidores da pasta.

Vereadora Toinha Cavalcante (PCdoB)

Segundo a vereadora Toinha Cavalcante, a CPI virá para trazer uma resposta aos moradores sobre as suspeitas levantadas dentro da secretaria.

“A criação da CPI será importante para investigar as suspeitas de várias irregularidades dentro da Secretaria de Saúde, como também responder os vários pedidos de requerimentos de informações sobre medicamentos, funcionários e pagamentos abusivos de diárias. Pedimos informações e sempre foram negadas”, diz Toinha.

A vereadora comunista explica, ainda, que o secretário de Saúde de Assis Brasil, Antônio Jesus de Oliveira Rios, chegou a chamar os vereadores de fuxiqueiros por pedir informações sobre as contas públicas da saúde.

“O secretário de saúde usou as redes sociais para afirmar que a Câmara de Vereadores era uma casa de fuxico. Decidimos montar o pedido de CPI e teremos 90 dias para fazer a investigação. Se não tiver nada irregular parabéns, mas se tiver todos ficarão sabendo o que está acontecendo dentro da Secretaria de Saúde”, concluiu.

A reportagem da Folha do Acre tentou contato com o secretário
Antônio Jesus de Oliveira, mas não conseguiu falar com o gestor. O espaço fica reservado para os devidos esclarecimentos.

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