Apesar de noite violenta e problemas da capital, vereador reclama da falta de “amor à pátria”

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Nem mesmo o espantoso saldo no número de mortes ocorrido ontem (14) na capital acreana, pautou ou sensibilizou os debates hoje (15) na Câmara de Rio Branco. A despreocupação sobre o que realmente é importante para a nossa cidade e tão evidente que o vereador N. Lima (PSL) aproveitou o seu espaço na sessão para fazer uma reclamação no mínimo inusitada em comparação com os reais problemas sociais.

O vereador reclamou que durante a Marcha para Jesus, o público presente não se preocupou em mostrar o civismo por deixar de entoar o Hino Nacional brasileiro bem como do estado do Acre. Lima ressaltou que a culpa pela não demonstração de amor à pátria foi ocasionada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e suas siglas aliadas durante seus governos.

“Eu chorei na hora do Hino Nacional. Senhores, a hora do Hino Nacional, aprendi como militar, como civil, que se deve colocar a mão no coração (…) o hino era pra ser cantado junto com a orquestra, a minha primeira decepção foi ver a pastora em não saber cantar o hino. Eu acho que é importante isso. Eu olhei para o meu lado e os mais de 10 mil jovens, ao redor, ninguém abriu a boca para cantar. Comecei a cantar gritando. É triste ver essa ideologia que esse partido colocou em nosso estado. Sobre o Hino do Acre, não tiveram a coragem para rodar por inteiro, executaram só uma estrofe. Isso é muito ruim para geração”, reclamou.

Ao finalizar seu discurso, o vereador anunciou que vem estudando a possibilidade de apresentar um projeto obrigando as escolas municipais de Rio Branco a executarem, antes das aulas, os hinos do Brasil, do Acre e da Bandeira na tentativa de resgatar as tradições civis.

“Estou fazendo um Projeto de Lei para o município de Rio Branco para que as escolas sejam obrigadas, todos os dias da manhã, a cantarem o Hino Nacional, o Hino Acreano e o Hino da Bandeira. Precisamos disso para mostrar o cidadão à importância do ato de civismo, para colocar de novo para as futuras gerações essa tradição”, conclui.

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