Traficante foi morto por membros da própria facção por agredir esposa, diz delegado

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Brenda Monteiro Freitas, 21 anos, foi presa no domingo (26), enquanto visitava um presidiário no Presídio Antônio Amaro Alves (AA), que faz parte do Complexo Francisco D’Oliveira Conde (FOC), em Rio Branco. Brenda, que é mais conhecida como “Gringa”, teria participado da morte de seu ex-marido, o traficante Maycon da Silva Pereira, vulgo “Mayco Louco”, executado a tiros após ser liberado em uma audiência de custódia em março de 2016.

O delegado Pedro Henrique Resende, titular da Delegacia de Repreensão ao Entorpecente (DRE), informou durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (27), que tanto a vítima e sua mulher eram integrantes da facção criminosa “Bonde dos 13”, e que ele foi julgado e sentenciado pelo conselho do grupo porque costumava agredir a companheira, que cansada de apanhar buscou ajuda aos líderes da facção.

“Através das investigações descobriu-se que a mulher facilitou a entrada dos executores na casa. Algumas pessoas já haviam sido indiciadas, principalmente os conselheiros da facção que autorizaram e determinaram a morte do Maycon, enquanto estava em casa dormindo. Ela pediu a autorização e estava na casa no momento do crime. Ela vai responder por homicídio qualificado”, disse o delegado.

Outras 12 pessoas que participam da mesma facção e tiveram envolvimento no crime já estavam presas por outros delitos e agora passam a responder também pelo homicídio. A execução ocorreu numa “Boca de Fumo” que era mantida pela vítima na ‘Sapolândia’, região com altos índices de violência e criminalidade localizada no bairro Mocinha Magalhães.

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