Recurso pede que motorista que matou jovens atropelados seja indiciado por homicídio doloso

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Israel Filgueira (esq.) e Gilson Teixeira morreram em um acidente de trânsito no mês de maio (Foto: Arquivo da família)

As famílias dos jovens Israel Ériston Filgueira de Araújo e Gilson Teixeira Rodrigues, mortos em um acidente de trânsito no mês de maio, na BR-364, entraram com recurso pedindo que o Ministério Público do Acre (MP-AC) modifique a denúncia e Diego Moraes, que dirigia a caminhonete, seja indiciado por homicídio doloso.

O MP-AC denunciou o rapaz por homicídio culposo. A caminhonete conduzida por Moraes estava na contramão e acabou atingindo a moto dos jovens frontalmente. Ele chegou a fugir a pé do local, mas foi achado e levado para a Delegacia de Flagrantes, onde foi indiciado por homicídio culposo.

Ao G1, o promotor do caso, Marcos Galina, informou que não vai comentar a denúncia.

O rapaz se negou a fazer o teste de bafômetro e foi solto na audiência de custódia no dia seguinte. No início do mês de junho, a Justiça autorizou Moraes a deixar o estado acreano e se mudar para Joinville, em Santa Catarina.

“O próprio promotor tinha dito que cabia o dolo eventual, mas ontem [quarta,25] a história foi diferente. O laudo não tem nenhuma foto, a testemunha foi a família que foi buscar e o levou para o Ministério Público ouvir, que foi um borracheiro. Os policiais que foram ouvidos confirmaram que ele [motorista] falou que tinha ingerido bebida alcoólica, estava em uma festa e que estava doidão. O promotor sabia de tudo isso e não quer comprar essa briga”, contou a tia de Gilson Rodrigues, Helena Rodrigues.

Procurada pelo G1, a advogada do motorista, Vanessa Chalub, disse que a defesa não vai se pronunciar sobre o caso.

Além dessa briga, Helena diz que os familiares pretendem entrar em outra discussão. Segundo ela, Moraes estava com um carro da empresa para qual trabalha no momento do acidente. As famílias querem que a empresa também seja responsabilizada.

“Os meninos tinham um futuro pela frente, então, vamos entrar na esfera cível também. Essa é um pouco mais longa porque é uma briga para quatro anos, mas que a empresa deve ser responsabilizada. É uma empresa do Sul que tem vínculo com o Ministério do Meio Ambiente, mas é particular”, reclamou.

Fonte: G1/AC

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