Presos no Acre viviam vida de classe alta e responderão por tráfico e lavagem de dinheiro

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A ação da Polícia Federal e do Grupo de Combate ao Crime Organizado (GAECO) aconteceu nesta terça-feira (5) com foco no tráfico de drogas, porte ilegal de armas de fogo como espingardas, pistolas e metralhadoras, além dos crimes de estelionato envolvendo financiamento de veículos, falsificação de documentos públicos e lavagem de dinheiro.

A “Operação Capone” foi realizada pela Delegacia da PF do município de Epitaciolândia e teve apoio da Vara Criminal do município de Brasiléia, cidades localizadas na região de fronteira no interior do Acre. Ao todo, 12 pessoas foram presas preventivamente e outras duas foram conduzidas coercitivamente para prestarem depoimento na delegacia.

O delegado federal Fares Antoine Feghale disse durante coletiva de imprensa na manhã de hoje, que as investigações iniciaram há pelo menos 8 meses e que devem continuar podendo resultar em novas prisões e apreensões. Feghale informou também que o grupo conseguiu circular cerca de R$ 1 milhão de reais com o esquema no período em que ocorriam as investigações.

“São pessoas de diversos setores da sociedade, mas são de uma classe mais alta. De certa maneira, chamaram atenção pelo gasto de altas quantias de dinheiro. Pelo menos os líderes, tinham grande poderio financeiro. Foram 12 presos, e todos eles com envolvimento no tráfico de drogas. Mas não foi constatado tráfico internacional, e sim interestadual”, disse.

Sobre as acusações de falsificação de documentos e lavagem de dinheiro, o delegado falou que existia um esquema no financiamento de veículos por meio de laranjas e que os carros seriam usados no tráfico. Eram veículos de médio e baixo custo, sendo a maioria caminhonetes. Alguns dos envolvidos já possuíam passagens pelo sistema prisional e outras respondiam processos.

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