Policial federal que matou jovem em boate será ouvido em audiência de instrução

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A Justiça do Acre marcou para o dia 18 de julho, a segunda audiência de instrução do processo contra o policial federal Victor Manuel Fernandes Campelo, de 23 anos.

O PF é apontado como autor dos disparos dentro de uma boate em Rio Branco, no dia 2 de julho de 2016, que resultaram na morte do estudante Rafael Frota, na época com 25 anos.

A audiência está marcada para as 8h na 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco. O advogado Maurício Hohenberger, que representa a família da vítima, diz que o policial federal assumiu os riscos ao fazer os disparos dentro de um ambiente fechado com quase 200 pessoas.

“Além disso, a agressão sofrida pelo policial, um murro na boca, não partiu do estudante que não estava nem do lado dele e isso ficou comprovado. Ele [policial federal] está até trabalhando. Queira ou não, ele faz parte de uma instituição respeitada que é a Polícia Federal”, destaca.

Ao G1, o advogado Wellington Silva, que representa o policial, disse que 11 testemunhas de defesa devem ser ouvidas e o réu interrogado. Campelo é acusado de homicídio doloso pela morte do estudante e também tentativa de homicídio contra outra vítima que foi atingida por disparos na casa noturna, mas não morreu.

Silva explica que o inquérito policial foi encerrado pelo delegado responsável pelo caso, pois ele teria concluído que Campelo agiu em legítima defesa. No entanto, o Ministério Público do Acre (MP-AC) ofereceu denúncia à Justiça contra o réu.

“Houve uma primeira audiência e nessa oportunidade foram ouvidas testemunhas de acusação. Dentre as testemunhas de defesa, tem peritos que atuaram no caso, delegado de Polícia Civil e também federal, agentes da PF e testemunhas do fato que presenciaram a situação”, diz.

A defesa afirma que está otimista devido a riqueza de construção técnica e produção de provas do processo.

“Na época foi feita a reconstituição dos fatos, onde cada pessoa envolvida diretamente e indiretamente contribuiu com informações. Além disso, ao final do processo, o próprio delegado do caso foi favorável ao não indiciamento do réu”, alega.

Fonte: G1

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