Mesmo sem achar corpo, polícia indicia dois por decapitar homem e filmar crime no Acre

Raimundo Lacerda do Nascimento aparece em um vídeo sendo decapitado, em Rio Branco. Crime ocorreu no mês de maio

0
Vídeo com decapitação foi divulgado na internet — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Ainda sem ter um corpo, o inquérito da morte de Raimundo Lacerda do Nascimento que aparece em um vídeo sendo decapitado, em Rio Branco, foi concluído pela Polícia Civil e duas pessoas foram indiciadas como suspeitas de cometer o crime e dois menores identificados.

A informação foi confirmada pelo delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Cristiano Bastos, nesta quinta-feira (17).

Um vídeo da decapitação de Nascimento foi divulgado nas redes sociais no mês de maio e mobilizou as forças de Segurança em Rio Branco. Na época do crime, três pessoas foram presas e dois menores apreendidos. A suspeita é que o corpo tenha sido jogado no rio.

Mas apenas Arlys Almeida, mais conhecido como Pepe e Adriana Silveira foram identificados como autores do crime, além de dois menores que também teriam participado.

“A morte do Raimundo foi comprovada através de outras provas. A legislação prevê que quando não se tem o corpo de delito, que outros meios comprobatórios o substituem. Nós temos, no caso, a prova testemunhal e até mesmo a confissão dos autores, além de vestígios encontrados no local onde o corpo foi lançado ao rio”, disse o delegado.

Os dois suspeitos já estavam presos desde a época do crime e os dois menores identificados. Segundo o delegado, um procedimento foi encaminhado para a Vara da Infância e da Juventude para que sejam aplicadas punições aos menores.

Relembre o caso

De acordo com a polícia, Nascimento foi visto pela última vez no dia 15 de maio, quando conversava por meio de áudio com uma mulher que teria atraído ele ao local onde foi executado. Ainda conforme informações da polícia, a família fez o boletim de ocorrência no dia 17 de maio.

Além disso, logo no início das investigações, o delegado tinha informado que a vítima foi mantida em cárcere privado e em seguida torturada psicológica e física até confessar ser de uma facção criminosa rival a dos autores do crime.

Na época, a divulgação do vídeo mobilizou as forças de Segurança em Rio Branco. As imagens do homem sendo degolado de forma brutal foram gravadas no Segundo Distrito de Rio Branco e acabaram viralizando. A suspeita da polícia é que o corpo da vítima tenha sido jogado no Rio Acre.

As buscas realizadas pelo Corpo de Bombeiros foram suspensas após 30 horas de atividades de mergulho no Rio Acre. As buscas da polícia continuaram através das investigações.

G1

Comentários

comentários