Membros de facções são condenados a mais de 100 anos de prisão por crime bárbaro

0
Alexandre Silva Magalhães, de 19 anos, foi morto a tiros — Foto: Arquivo da família

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) apresentou denúncia e conseguiu, em júri popular realizado nesta terça-feira (11), a condenação de quatro réus por homicídio qualificado, motivado por guerra entre facções criminosas, e corrupção de menor por duas vezes. As penas somadas chegam a 101 anos e 10 meses de reclusão.

Romário Miranda Santana, Wesley Nascimento Ruiz, Manoel Jeferson Silva Rocha e Diego Pinheiro Cunha, conselheiro de uma facção, tiveram participação no assassinato de Alexandre Silva Magalhães, 19 anos, morto em julho de 2017, no bairro Alto Alegre.

De acordo com os depoimentos de testemunhas ainda na fase policial, o grupo teria planejado a execução, que aconteceu com disparo de arma de fogo, impelido por vingança, já que a vítima pertencia a uma organização criminosa rival.

Duas adolescentes teriam sido envolvidas no homicídio para seduzir e atrair a vítima ao local do crime. Elas foram submetidas a medida socioeducativa de internação.

O Ministério Público apresentou a denúncia nas sanções do Código Penal por homicídio qualificado cometido por motivo torpe e por recurso que impossibilitou defesa, além de corrução de menor por duas vezes, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Responsável pela dosimetria da pena, o juiz Leandro Leri Gross determinou, ainda, a fixação de indenização no valor de R$ 5 mil para reparação de danos causados e negou a todos os acusados o direito de apelar em liberdade em razão de serem perigosos.

Ascom MPE

Comentários

comentários