‘Guerra’ envolvendo Nem da Rocinha, PCC e CV pode ter resultado em aumento de mortes no Acre

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Nem da Rocinha foi preso ao tentar fugir da favela em novembro de 2011

Uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP/SP), denominada Echelon, concluiu que integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) decidiram se aliar ao maior traficante do Rio de Janeiro, Antônio Bonfim Lopes, mais conhecido como Nem da Rocinha, para tomar do Comando Vermelho (CV) o controle do tráfico de drogas na maior favela do RJ, a Rocinha.

O relatório apresentado pelo MP/SP revela que essa guerra pelo controle do tráfico de drogas e armas na Rocinha pode ter influenciado no aumento de assassinatos em outros estados do país, como o Acre, onde 231 pessoas foram assassinadas nos primeiros seis meses de 2018. No Acre, o CV rivaliza com a facção Bonde dos 13, que é apoiada pelo PCC.

Ainda de acordo com o MP/SP, uma das conclusões da Operação Echelon é a de que o PCC decidiu intensificar o envio de armas para seus membros e aliados em todos os estados para aumentar o número de mortes de rivais. Isso explicaria a intensificação no confronto entre integrantes de facções criminosas no Acre, aumentando o número de mortes nos últimos dias.

Em suspostos áudios divulagdos em redes sociais na última semana, possíveis membros do Bonde dos 13 afirmaram que receberam armas de fora do estado para poder confrontar a facção rival CV.

A assessoria da Polícia Civil chegou a afirmar que os áudios já estavam sob investigação para analisar a veracidade e os autores das conversas.

PCC teria enviado armas para membros de facções no Acre

Entenda a guerra pela Rocinha

Desde o segundo semestre de 2017 se intensificaram os confrontos armados entre traficantes na Rocinha. Localizada entre os bairros de Gávea e São Conrado, na zona sul do Rio, a comunidade tem 95 hectares de extensão e possui 100 mil habitantes, de acordo com o Censo das Favelas, realizado pelo governo estadual. Sua posição geográfica é considerada estratégica pelos traficantes devido à proximidade com uma “clientela” de alto poder aquisitivo.

Ao romper com Nem, um dos líderes da facção ADA (Amigos dos Aliados), Rogério 157, se aliou ao CV (Comando Vermelho). Essa facção carioca é a principal adversária do PCC pelo controle das rotas e pontos de vendas de drogas e da massa carcerária em todo o país.

Uma das conclusões da Operação Echelon é a de que o PCC decidiu intensificar o envio de armas para seus membros e aliados em todos os estados para aumentar o número de mortes de rivais.

Com informações do UOL

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