Fugitivos da FOC podem estar escondidos em comunidade rural no Bujari

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Pelo menos três, dos 11 fugitivos do presidido estadual Francisco D’Oliveira Conde (FOC), podem estar escondidos em um assentamento rural no município do Bujari. A informação foi passada a reportagem da Folha do Acre por agricultores que residem na localidade, e que durante a madrugada desta terça-feira, 8, observaram uma movimentação estranha em uma das propriedades localizadas no “ramal do curral”.

De acordo com os denunciantes, pelo menos quatro motocicletas, com dois ocupantes cada, circularam durante a madrugada pelos ramais do assentamento rural Valter Arcer chegando até o “ramal do curral”, onde os garupas desceram dos veículos e caminharam um trecho a pé.

“Estava quase amanhecendo o dia quando umas quatro motos começaram a passar pelos ramais do assentamento, rodaram alguns minutos, parece que estavam procurando alguma coisa, até que chegaram ao ramal do curral e dai os homens que estavam na garupa desceram e saíram andando pelo ramal, os outros voltaram com as motos”, revelou um agricultor que pediu para não ser identificado, já que, segundo o morador, na localidade existem membros da facção Comando Vermelho escondidos.

Os moradores disseram ainda que durante a madrugada, pouco antes da chegada dos desconhecidos, foram ouvidos tiros, exatamente “pro rumo do ramal do curral”.

A pouco mais de um mês a Folha do Acre conversou com um grupo de moradores da comunidade rural que denunciaram a ação de bandidos ligados a facção criminosa Comando Vermelho. Na ocasião os colonos revelaram que famílias estavam sendo expulsas de suas terras, que forma doadas pelo Incra, por membros da facção, que tomavam os lotes e negociavam com terceiros. Os moradores disseram ainda que um dos invasores é esposo de uma policial civil e que estaria trabalhando para a facção como negociador dos lotes tomado das famílias.

“Tem um cara que invadiu um lote no assentamento. Ele é marido de uma policial civil, esse cara é que dá apoio aos bandidos que estão escondidos por lá. É ele que negocia os lotes invadidos pelos marginais”, disse o morador.

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