Família que estava em barco que explodiu no AC mudava de cidade em busca de emprego

Mulher de 40 anos deve ser transferida para Rio Branco ainda nesta segunda-feira (10). O marido dela segue em coma no Hospital de Rio Branco

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Família que estava em barco que explodiu no AC mudava de cidade em busca de emprego — Foto: Arquivo da família

Cinco pessoas da mesma família estavam a bordo do barco que explodiu na última sexta-feira (8) no Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul. Marluce Silva dos Santos, de 40 anos, estava com o marido e três filhos e encaravam a viagem porque estavam de mudança para Marechal Thaumaturgo à procura de trabalho, pois enfrentava dificuldades financeiras.

O filho mais velho de Marluce, Felipe Ibernon, de 22 anos, disse que nem sabia que a mãe estava na embarcação, porque não mora com ela há mais de 10 anos.

“Vi a notícia por meio de uma rede social, mas não imaginei que seria com minha família, já que deixei de morar com ela desde criança e não tinha muito contato com ela. Fiquei sabendo quando uma mulher me ligou e falou que era ela”, diz Ibernon,

O rapaz conta que seu padrasto é carpinteiro e, por estar sem emprego em Cruzeiro do Sul, decidiu mudar para Marechal Thaumaturgo com a família. “Como eles estavam passando necessidades, eles iam em busca de melhoras, já que a família dele é toda de lá”, falou.

Por conta disso, todos os pertences da família estavam na embarcação e foram destruídos pelo fogo. Marluce está em estado gravíssimo no Hospital Regional de Cruzeiro do Sul e deve ser transferida para Rio Branco ainda nesta segunda-feira (10).

O marido de Marluce, José Artemísio deu entrada no Pronto-socorro com queimaduras em 80% do corpo, mas ainda estava consciente e chegou a conversar com o enteado e contou detalhes do incidente. Neste domingo, Artemísio seria submetido a uma cirurgia, mas seu quadro de saúde se complicou e ele foi transferido em estado de coma para Rio Branco.

Da família, apenas um adolescente de 12 anos teve queimaduras leves e foi liberado do hospital no mesmo dia da explosão. Uma bebê também teve queimaduras em 80% do corpo e foi a primeira vítima da explosão que foi transferida para a capital do estado.

O quinto integrante da família, um adolescente de 15 anos, teve queimaduras graves nas pernas, mas não corre risco de perder a vida.

Felipe ficou inconformado ao ver seus familiares no hospital. Segundo ele, sua mãe estava irreconhecível. Apesar da situação em que se encontram seus familiares, ele ainda tem esperanças que eles sejam recuperados.

“Estou colocando tudo nas mãos de Deus. Todo mundo que vai ver ela disse que não a reconhece e não acreditam que ela vai escapar, mas eu não desacredito. Tenho fé em Deus que minha mãe e minha irmã vão ser um grande milagre a ser contado”, acredita Ibernon.

G1/AC

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