Facções impedem Energisa de fazer cortes de energia no Taquari e Cidade do Povo

Servidores da companhia só conseguem realizar o corte de energia das casas quando escoltados pela Polícia Militar

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Alguns funcionários da companhia elétrica Energisa, que administra a distribuição elétrica e cobrança dos consumidores, se dizem ameaçados de morte por supostos líderes de facções que dominam o bairro Taquari e a Cidade do Povo, em Rio Branco.

A denúncia foi feita ao ContilNet na manhã desta terça-feira (13) pelo presidente do Conselho de Consumidores de Energia do Acre, Ivan de Carvalho.

Segundo Carvalho, os funcionários da Energisa que fazem a aferição do consumo, regularização do serviços e até o corte do fornecimento de energia quando identificado atraso de pagamento, não querem mais de arriscar e entrar no bairro Taquari temendo serem assassinados.

A situação segundo ainda o presidente do conselho de consumidores, se repete em outros bairros de Rio Branco, com maior ênfase na Cidade do Povo, também dominado pelas facções do Comando Vermelho (CV) e Bonde dos 13 (B13).

“Estamos tentando conversar com os presidentes das associações de moradores do bairro Taquari e também da Cidade do Povo para que falem com a comunidade sobre a importância do serviço. A Energisa vem tentado negociar com todos os consumidores para prestar um melhor serviço”, disse.

Carvalho disse também que há situações em que uma única unidade consumidora, por exemplo, está com até 10 meses sem pagar energia e o corte do fornecimento não é efetivado porque os leituristas não se arriscam mais a entrar em determinados bairros da capital.

“Enquanto presidente do Conselho de Consumidores, nós estamos tentando um diálogo. Não é justo a empresa elétrica prestar o serviço e ficar no prejuízo. A Energia tem feito melhoria na prestação da.distribuição e tem adotado uma politica para evitar perdas na cobrança”, justifica.

Em contato com o comandante do 2° Batalhão, major Edvan Rogério, responsável pelo policiamento ostensivo nas regiões do bairro Taquari e na Cidade do Povo, ele confirmou a denúncia e disse que sempre que a companhia elétrica solicita escolta policial para realizar os seus serviços, a corporação tem atendido.

“Por várias vezes a empresa Energisa já nos solicitou escolta para os funcionários para poderem fazer os seus serviços de corte e manutenção da rede elétrica. Estamos diuturnamente reforçando o policiamento nessas localidades para trazer um pouco de paz aos moradores e quem precisa trabalhar”, garantiu o comandante do 2°Batalhão.

ContilNet

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