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Aposentados e pensionistas do Acreprevidência devem realizar prova de vida para evitar bloqueio de benefícios

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Prova de vida é obrigatória para pagamento dos proventos. Foto: Neto Lucena/Secom.

O Instituto de Previdência do Estado do Acre (Acreprevidência) alerta para a obrigatoriedade da realização da prova de vida para aposentados e pensionistas. A comprovação, prevista em lei, destina-se a confirmar que o beneficiário está vivo e evitar fraudes.

Foram bloqueados 343 pagamentos de aposentados e pensionistas nascidos em agosto, devido à falta de realização da prova de vida.

O bloqueio é efetuado quando o segurado não faz a comprovação no mês de aniversário. Para regularizar, basta realizar a prova de vida pelo aplicativo AcrePrev, presencialmente na sede do instituto ou, em casos específicos, por meio de agendamento de visita domiciliar.

Após a regularização, o pagamento é desbloqueado em até 72 horas. O Acreprevidência reforça que o procedimento é simples e essencial para manter o pagamento em dia e orienta os beneficiários a não deixarem o procedimento para a última hora.

Estão dispensados da prova de vida somente os que se aposentaram ou se tornaram pensionistas no ano corrente. Para mais informações ,o cidadão pode acessar o site do Acreprevidência pelo endereço: www.acreprevidencia.ac.gov.br ou por telefone, que também é WhatsApp (68) 3215-4309.

Agência de Notícias do Acre

Servidores públicos “invadem” Aleac e cobram apoio dos deputados para pautas da categoria

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Servidores públicos cobram apoio dos deputados/Foto: Mirlany Silva/Folha do Acre

Os servidores públicos do Acre realizaram um protesto na manhã desta terça-feira, 28, em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), em alusão ao Dia do Servidor Público. Em um ato simbólico, o grupo subiu as escadarias da Aleac cantando “parabéns”, como forma de ironizar a data, marcada por insatisfação e cobrança ao governo.

Durante o ato, os servidores também chamaram os deputados estaduais a se unirem à mobilização, entoando palavras de ordem como “deputados, venham pra luta!”, no Salão do Povo da Marina Silva, localizado na sede do Legislativo acreano.

A manifestação é organizada pela Frente Unida dos Servidores Públicos, que reúne sindicatos das áreas de educação, saúde, segurança pública (polícias civil, militar e penal), fazenda e administração direta. O movimento cobra um posicionamento do governo sobre pautas apresentadas desde o início do ano, que incluem reajuste de auxílios e recomposição salarial.

Servidores públicos cobram apoio dos deputados/Foto: Mirlany Silva/Folha do Acre

Entre as principais reivindicações estão o aumento do auxílio-alimentação, atualmente fixado em R$ 420,00, para R$ 1.000,00; a extensão do auxílio-saúde — hoje restrito apenas aos servidores da saúde — a todos os servidores ativos e inativos; e a revisão geral anual (RGA) referente às perdas inflacionárias de 2023 a 2025, com reajuste linear estimado em cerca de 20%.

Casos de dengue dobram no Acre com baixa vacinação

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O Acre registrou um aumento alarmante nos casos de dengue em 2025. De janeiro até a primeira quinzena de outubro, as confirmações da doença mais que dobraram em relação ao mesmo período de 2024, segundo boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre). Foram 7.120 casos confirmados em 2025, contra 3.167 no ano passado, um crescimento de 125%.

A região do Baixo Acre, que inclui Rio Branco, Porto Acre e Senador Guiomard, concentra a maior parte das ocorrências, somando 3.563 casos confirmados e 3.930 prováveis, enquanto em 2024 havia registrado 1.044 confirmados e 1.188 prováveis. Entre os grupos etários, os jovens de 20 a 34 anos foram os mais afetados, com predominância entre mulheres.

A baixa cobertura vacinal é apontada como um dos fatores preocupantes. A meta estadual era aplicar 75.573 doses da vacina contra a dengue em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, mas até setembro apenas 27.201 doses haviam sido aplicadas. Nenhum município atingiu a meta, incluindo Rio Branco, Sena Madureira e Cruzeiro do Sul.

A dengue pode se manifestar com febre acima de 38ºC, dores de cabeça, mal-estar, cansaço, dor nos músculos e articulações, dor atrás dos olhos, vermelhidão na pele, além de náuseas, vômitos e diarreia. Os sintomas surgem geralmente entre 2 a 10 dias após a picada do mosquito Aedes aegypti.

A prevenção continua sendo a melhor forma de proteção. É fundamental eliminar qualquer recipiente com água parada, grandes ou pequenos, como caixas d’água, piscinas abertas, pratos de plantas, tampas de garrafa ou vasos. É importante também esfregar os recipientes para remover ovos do mosquito depositados nas superfícies.

A Sesacre alerta sobre a importância da vacinação e da vigilância constante para reduzir os casos e evitar formas mais graves da doença.

MP estende investigação contra prefeitura do interior sobre contrato sem licitação

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O Ministério Público do Acre (MPAC) decidiu estender por mais um ano a investigação sobre possíveis irregularidades na contratação da empresa JL Beer Fest, de Jean Lopes da Silva, pela Prefeitura de Porto Walter. O acordo foi feito sem licitação, por meio de um processo chamado inexigibilidade, mas não foi incluído no Portal de Licitações e Contratos (Licon) do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), como manda a lei.

A apuração, conduzida pela Promotoria de Justiça Cível de Cruzeiro do Sul, tenta entender se houve falha na transparência do processo que levou à escolha direta da prestadora de serviço, que é especializada em organizar feiras, congressos, exposições e festas. Apesar de algumas etapas já terem sido concluídas, o promotor André Pinho Simões disse que ainda é preciso reunir mais documentos e detalhes que ajudem a esclarecer a situação.

Seguindo orientações do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o despacho autoriza a continuidade do trabalho e lista uma série de medidas. Entre elas, está o pedido para que o Executivo municipal envie, com urgência, uma cópia do contrato de exclusividade relacionado ao processo nº 002/2023, além de regularizar a divulgação desse acordo no portal oficial.

Também foi exigido o envio de toda a documentação que comprove que o vínculo com a empresa foi feito dentro das regras. O texto ainda determina que o Conselho Superior do MPAC deve ser informado sobre a prorrogação, que o sistema interno da instituição precisa ser atualizado e que a medida seja publicada no Diário Eletrônico. Após o cumprimento dessas etapas, o caso será novamente analisado.

Acre está sob alerta de chuvas intensas e risco de alagamentos até quarta-feira

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Rio Branco tem alerta de chuvas fortes/Foto: Iryá Rodrigues

Cemaden e INMET apontam perigo moderado em Rio Branco e municípios vizinhos do Vale do Acre

Moradores de Rio Branco e de outras cidades do Vale do Acre devem ficar atentos entre esta terça (28/10) e quarta-feira (29/10) devido à previsão de temporais. Dois órgãos federais emitiram comunicados que indicam risco moderado de alagamentos, enxurradas e inundações em diversas áreas do estado.

De acordo com o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), o aviso abrange os municípios de Acrelândia, Assis Brasil, Bujari, Capixaba, Epitaciolândia, Plácido de Castro, Porto Acre, Senador Guiomard e Xapuri, além da capital. Nessas regiões, locais mais baixos e com escoamento deficiente estão entre os mais suscetíveis a transtornos.

O INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) também publicou um alerta laranja para a mesma área, prevendo precipitações entre 30 e 60 mm por hora e rajadas de vento que podem atingir até 100 km/h. O boletim destaca riscos como queda de árvores, interrupções no fornecimento de energia elétrica e prejuízos em lavouras.

A orientação é que os moradores evitem trafegar por vias alagadas, não se abriguem sob árvores durante ventanias e acionem a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193) em situações de emergência. Ambos os institutos seguem acompanhando as condições climáticas e reforçam que o apoio da população é essencial para reduzir danos e evitar acidentes.

Governador Gladson apresenta proposta na Aleac para integrar orçamento público à agenda climática

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Governador destaca que ferramenta deve dar mais transparência às ações do Estado. Foto: Diego Gurgel/Secom

O governador Gladson Camelí encaminhou, nesta segunda-feira, 27, à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) um Projeto de Lei que cria o Orçamento Climático, uma ferramenta inédita no estado para organizar e acompanhar os gastos públicos voltados à proteção ambiental e ao enfrentamento das mudanças climáticas.

Desta forma, o Acre está prestes a se tornar o único do Brasil a adotar uma ferramenta fiscal que incorpora, de forma direta, os compromissos climáticos à gestão pública. A iniciativa coloca o Acre na vanguarda da inovação orçamentária, consolidando uma trajetória que começou em 2021 com o Orçamento da Criança e do Adolescente (Ocad) e seguiu em 2023 com o Orçamento Sensível a Gênero (OSG).

Segundo o governador, a proposta reforça o compromisso do estado com o desenvolvimento sustentável e a justiça climática, especialmente em um momento em que o Brasil se prepara para sediar a COP30, conferência global sobre o clima.

“O Orçamento Climático representa uma inovação institucional no âmbito das finanças públicas estaduais, assegurando a identificação, organização, monitoramento e avaliação das ações orçamentárias voltadas à mitigação e à adaptação às mudanças climáticas, com foco na proteção das populações mais vulneráveis e na valorização dos ativos ambientais do estado do Acre”, destacou Camelí.

Ele enfatizou, ainda, que a instituição do Orçamento Climático propõe a incorporação da responsabilidade fiscal climática no processo de planejamento de longo prazo, representado pela agenda Acre 10 anos e na execução das leis orçamentárias de forma transversal a todas as áreas do governo.

Ferramenta Inédita

O Orçamento Climático é um modelo de gestão que permite identificar, monitorar e avaliar todas as ações do governo que contribuem para:

Reduzir os impactos das mudanças climáticas (mitigação);
Preparar o Estado para enfrentar esses impactos (adaptação);
Proteger populações vulneráveis;
Valorizar os recursos naturais e culturais da Amazônia.

A ideia é que essas ações sejam organizadas dentro do orçamento público, com mais transparência e eficiência, sem gerar novas despesas obrigatórias. O projeto prevê que o orçamento climático seja aplicado de forma transversal, ou seja, integrado a todas as áreas do governo: saúde, educação, infraestrutura, agricultura, entre outras. As ações serão agrupadas em sete eixos temáticos, como:

Desenvolvimento sustentável e bioeconomia;
Mitigação das mudanças climáticas;
Adaptação climática;
Justiça climática e inclusão social;
Governança ambiental e transparência;
Educação ambiental e inovação;
Gestão de riscos e proteção civil.
Além disso, o governo poderá criar um comitê de governança climática, com participação da sociedade civil, para acompanhar os projetos e propor melhorias.

“O Orçamento Climático será o terceiro orçamento temático que visa, basicamente, garantir as condições para que o governo possa ter clareza de quais políticas estão sendo executadas no âmbito dos órgãos públicos estaduais que vão garantir uma segurança climática dentro do Estado do Acre, mas, sobretudo, garantir a correta alocação dos recursos que irão permitir a implementação das políticas públicas, que irão permitir o monitoramento futuro, que darão para o conjunto da sociedade a dimensão real do compromisso do governo Gladson Camelí com o desenvolvimento socioeconômico sustentável do estado”, destacou o secretário Estadual de Planejamento, Ricardo Brandão.

Com a ferramenta, o Acre poderá saber exatamente quanto investe em ações climáticas; avaliar se os projetos estão funcionando; atrair recursos nacionais e internacionais, e fortalecer políticas públicas voltadas à sustentabilidade. A proposta não cria novos gastos, mas reorganiza os investimentos já existentes, tornando o planejamento mais estratégico e transparente.

“O orçamento público é o instrumento de gestão mais relevante da administração pública. É por meio dele que o Estado organiza seus recursos financeiros e define prioridades. Agora, com o Orçamento Climático, o Acre dá um passo além, unindo planejamento fiscal, sustentabilidade e justiça social”, explica Denys Bandeira, chefe do Departamento de Estudos e Planejamento Orçamentário (Deppo) da Seplan.

A estrutura do novo modelo contará com a criação do Comitê de Governança do Orçamento Climático do Acre, composto por órgãos públicos e representantes da sociedade civil. Esse comitê será responsável por monitorar a execução das ações, assegurar transparência e fortalecer a participação de comunidades tradicionais e grupos vulneráveis nas decisões sobre o destino dos recursos. “O comitê terá papel fundamental para garantir que os investimentos não sejam isolados, mas sim parte de uma estratégia coesa e resiliente, voltada à sustentabilidade e à justiça climática”, explica Bandeira.

Inovação reconhecida mundialmente

O Acre se junta a um seleto grupo de governos que utilizam o orçamento climático como ferramenta de gestão. No mundo, apenas 12 cidades já adotaram a metodologia, entre os quais: Mumbai, Barcelona, Berlim, Oslo, Paris e Nova Iorque. No Brasil, até agora, apenas a cidade do Rio de Janeiro faz parte dessa lista.

Com a iniciativa, o governo acreano reafirma seu compromisso em colocar as pessoas mais vulneráveis, como crianças, adolescentes, mulheres e comunidades tradicionais, no centro das políticas públicas, reconhecendo que são justamente esses grupos os mais expostos aos impactos das mudanças climáticas. “O Orçamento Climático representa um novo paradigma de gestão. É o Estado do Acre mostrando que é possível planejar o futuro com responsabilidade fiscal, social e ambiental”, conclui o gestor.

Agência de Notícias do Acre

Sejusp diz que Alan Rick não foi barrado de entrar no ISE, mas foi impedido de filmar menores infratores

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A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Estado do Acre (Sejusp) divulgou nota de esclarecimento e solidariedade aos servidores do Instituto Socioeducativo do Estado (ISE) diante do imbróglio envolvendo a instituição e o senador Alan Rick.

Na nota, a Sejusp afirmou que o senador não foi impedido de entrar no ISE, só não foi liberado aos assessores do parlamentar a filmagem dos adolescentes infratores.

“Na ocasião, o senador tentou entrar no ISE com equipamentos de filmagem sem a autorização necessária. Em conformidade com as normas de segurança, foi informado que o ingresso requer um pedido prévio, como é o protocolo em qualquer unidade de segurança do país. Contudo, em um gesto de consideração à sua posição parlamentar, a diretoria permitiu sua entrada, restringindo a captação de imagens dos adolescentes conforme estabelecido pelo ECA”, diz trecho da nota.

Confira a nota:

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Estado do Acre (Sejusp) manifesta apoio e solidariedade aos colaboradores do Instituto Socioeducativo do Estado, que enfrentaram situações de desrespeito em suas funções pelo senador Alan Rick nesta segunda-feira, 27 de outubro de 2025.

É fundamental ressaltar que o acesso a instituições socioeducativas é regulado pelo
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pelo Sistema Nacional de Atendimento
Socioeducativo (SINASE), que visam garantir a proteção e o desenvolvimento dos adolescentes. Essas legislações estabelecem diretrizes para o acesso, buscando assegurar tanto a privacidade dos socioeducandos quanto a segurança do ambiente.

Na ocasião, o senador tentou entrar no ISE com equipamentos de filmagem sem a autorização necessária. Em conformidade com as normas de segurança, foi informado que o ingresso requer um pedido prévio, como é o protocolo em qualquer unidade de segurança do país. Contudo, em um gesto de consideração à sua posição parlamentar, a diretoria permitiu sua entrada, restringindo a captação de imagens dos adolescentes conforme estabelecido pelo ECA.

Entendemos que a situação gerou desconforto, mas é importante destacar que os colaboradores estavam apenas cumprindo suas responsabilidades e garantindo a segurança de todos.

A Sejusp lamenta os acontecimentos e reafirma seu compromisso em apoiar os servidores públicos estaduais, promovendo um ambiente de respeito e colaboração.

Secretaria de Justiça e Segurança do Acre

Servidores protestam na frente da Aleac e cobram valorização e aprovação do PCCR

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Os servidores públicos se reuniram em ato de protesto na manhã desta terça-feira, 28, em frente à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), para reivindicar melhorias e fortalecer a Frente Unida dos Servidores Públicos, que reúne diversas entidades sindicais.

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Acre (Sinpol/AC), Rafael Diniz, destacou que é necessária a união da categoria neste momento.

“A gente vê sim a chance de, não tem outra palavra, arrancar algo para todos os servidores. Me desculpe os colegas que ainda insistem, mas eu falo pelos policiais civis, não vamos vender ideias ilusórias de que ainda vai passar PCCR. Só tem um caminho: é junto. É abrir mão nesse momento”, disse o sindicalista.

O ato é realizado pela falta de posicionamento da equipe governamental sobre as pautas apresentadas pela Frente, que tratam de auxílios alimentação e saúde, além da recomposição de perdas inflacionárias com revisão geral anual (RGA) de 2023 a 2025.

Segundo Gerliano Nunes, um dos sindicalistas que integra o grupo, o governo do Estado não cumpriu o prazo de 45 dias para apresentar um estudo de impacto orçamentário-financeiro das pautas e não apresentou contrapropostas.

Para Nunes, que estuda dados econômicos, um exemplo de que o Estado dispõe de financeiro para abrir um diálogo mais efetivo, é receita advinda da cota-parte do Fundo de Participação dos Estados (FPE), sendo repassado R$ 300 milhões a mais nos dois quadrimestres de 2025, além do que foi previsto no orçamento para este exercício, conforme os números apresentados no Relatório de Gestão Fiscal (RGF), o que possibilitaria concessões às pautas sindicais.

“A equipe de governo beneficia apenas um pequeno grupo de servidores ligados às fortes carreiras de estado pela concessão de verbas de acervo com impacto de R$ 1,5 milhões por mês na folha de pagamento”, finalizou Gerliano.

A sofrência de Eduardo Bolsonaro e o encontro de Lula com Trump: entre a crise familiar e o tabuleiro global

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O cenário político brasileiro vive dias de ironia histórica. Enquanto o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro atravessa o que muitos já chamam de uma “sofrência política”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta reconstruir pontes internacionais em meio a uma das maiores tensões diplomáticas recentes: o encontro com o ex-presidente norte-americano Donald Trump, em Kuala Lumpur.

A sofrência de Eduardo Bolsonaro: entre a sombra e a vitrine

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo tem enfrentado um desgaste interno e público. Recentemente, o parlamentar admitiu sentir-se desconfortável com declarações do próprio pai, que sugeriu que ele “não teria perfil” para a vida pública — afirmação que Eduardo teria recebido como um desmerecimento de sua trajetória.

Nos bastidores, assessores confirmam que o deputado tem buscado uma mudança estratégica: menor exposição na imprensa e uma atuação mais discreta desde que passou a residir temporariamente nos Estados Unidos. Essa reconfiguração seria uma tentativa de se reposicionar politicamente e aliviar a pressão que vem tanto da base bolsonarista quanto da opinião pública.

Para completar o enredo, Eduardo se viu em meio ao imbróglio das tarifas impostas por Trump a produtos brasileiros — taxas que ele chegou a defender em parte, mesmo sem alinhamento oficial do Itamaraty. O episódio provocou críticas dentro e fora do Congresso, aprofundando a imagem de isolamento que o deputado tenta agora contornar.

Lula e Trump: aproximação diplomática ou duelo estratégico?

Enquanto isso, no cenário internacional, Lula e Donald Trump protagonizaram um encontro simbólico à margem da cúpula da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático), na Malásia.
Segundo o presidente brasileiro, Trump teria garantido que “um novo acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos” está no horizonte. O norte-americano, contudo, respondeu de forma cautelosa: “Vamos ver o que acontece”.

O pano de fundo do encontro é delicado. As tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, impostas pelo governo Trump como reação política à condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe, provocaram um choque na relação bilateral. Lula, por sua vez, afirmou que o Brasil “não se curvará a humilhações” e que buscará “diálogo sem submissão”.

Diplomatas avaliam que o gesto de Lula é duplo: busca aliviar tensões comerciais e, ao mesmo tempo, afirmar o protagonismo do Brasil num contexto internacional cada vez mais polarizado.

Do drama familiar à geopolítica global

O curioso é como esses dois universos — o drama político de Eduardo e a diplomacia de Lula — se entrelaçam.

Enquanto o filho do ex-presidente tenta manter viva a chama de um movimento conservador que perdeu parte de seu ímpeto, Lula se move para reposicionar o Brasil no cenário internacional, tentando neutralizar os efeitos do bolsonarismo em sua política externa.

De um lado, a sofrência de Eduardo simboliza o cansaço de uma ala que resiste à perda de influência.

De outro, o encontro de Lula e Trump revela que o jogo global não se define mais por afinidades ideológicas, mas por pragmatismo e sobrevivência econômica.

Conclusão: o Brasil entre dois mundos

Entre o drama pessoal e o cálculo diplomático, o Brasil segue em busca de um novo equilíbrio.

Eduardo Bolsonaro tenta encontrar seu lugar em meio ao esvaziamento de sua influência e às fissuras familiares que se tornam públicas. Já Lula aposta na diplomacia e no comércio exterior como instrumentos para recolocar o país em outro patamar de diálogo com as potências.

A pergunta que fica é simples, mas profunda: a política brasileira ainda é sobre pessoas — ou já se tornou um jogo de forças globais?

Enquanto isso, o país assiste, dividido, a esse curioso enredo onde o drama familiar e a geopolítica internacional se confundem no mesmo palco.

Adriano Gonçalves é colunista da Folha do Acre. Cobre política, geopolítica e cultura sobre o Brasil no cenário global.

Calegário participa da 1ª Conferência das Prerrogativas da OAB e reforça compromisso com a valorização da advocacia

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Na noite desta segunda-feira, 27, o deputado estadual Fagner Calegário participou da 1ª Conferência das Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC), um evento voltado à defesa e valorização da advocacia e ao fortalecimento das garantias que asseguram o pleno exercício da profissão.

Advogado por formação e parlamentar em seu segundo mandato, Calegário destacou a importância das prerrogativas como instrumento essencial para o funcionamento da justiça e para a defesa dos direitos da sociedade.

“As prerrogativas não são privilégios, são garantias que asseguram o exercício da advocacia em sua plenitude. Defender o advogado é, sobretudo, defender a cidadania e o Estado Democrático de Direito”, afirmou o deputado.

O evento, promovido pela OAB/AC, reuniu advogados e autoridades, promovendo um evento qualificado sobre o fortalecimento institucional da advocacia acreana.

Ao longo de sua trajetória política, Fagner Calegário tem sido uma voz ativa na defesa dos direitos e valorização dos profissionais do Direito, apoiando pautas relacionadas à categoria e participando de discussões sobre o aprimoramento das políticas públicas voltadas à justiça e ao fortalecimento das instituições democráticas.

“Tenho orgulho de ser advogado e reafirmo meu compromisso de continuar atuando em defesa da classe, que é fundamental para a garantia de direitos e para o funcionamento da nossa sociedade”, ressaltou.

A presença do parlamentar na 1ª Conferência das Prerrogativas reforça sua atuação comprometida com a advocacia e seu reconhecimento do papel essencial dos advogados na construção de um Acre mais justo e com instituições cada vez mais fortalecidas.