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Polícia Civil prende homem condenado por abuso sexual de criança em Assis Brasil

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Na manhã da última segunda-feira, 27, a Polícia Civil do Acre, por meio da Delegacia-Geral de Assis Brasil, efetuou a prisão de um homem condenado por abusar sexualmente de uma criança de 8 anos. O indivíduo, que cumpria pena em regime semiaberto, foi recapturado após descumprir as condições estabelecidas pelo juiz da execução penal.

De acordo com as investigações, o condenado utilizava tornozeleira eletrônica para monitoramento, mas teve a progressão de regime revogada em razão do descumprimento das medidas impostas pela Justiça. Diante da decisão judicial, a equipe da Polícia Civil localizou e prendeu novamente o indivíduo, que retornará ao sistema prisional para dar continuidade ao cumprimento da pena em regime fechado.

A Polícia Civil do Acre reforça que continua atuando com firmeza e responsabilidade para garantir a aplicação da justiça e a segurança da comunidade de Assis Brasil, reafirmando o compromisso de combater crimes graves, especialmente aqueles que atingem crianças e adolescentes.

Ascom Polícia Civil

Polícia prende foragido da Justiça acusado de tortura e envolvimento com organização criminosa em cidade acreana

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A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Rodrigues Alves, prendeu na tarde desta quarta-feira, 29, um foragido da Justiça que possuía mandado de prisão em aberto pelos crimes de tortura e envolvimento com organização criminosa.

De acordo com o delegado Marcílio Laurentino, responsável pela ação, o homem é acusado de participar de um crime de tortura ocorrido no início deste ano, no próprio município. A vítima teria sido agredida violentamente após ser acusada de ter agredido a própria mãe.

“O crime contou com a participação de mais dois indivíduos, que já haviam sido presos anteriormente. Hoje recebemos a informação de que o foragido estava escondido na casa do pai, localizada no Ramal Nova Cintra. A equipe montou um cerco à residência e conseguiu efetuar a prisão sem resistência”, explicou o delegado.

Após a captura, o suspeito foi conduzido à delegacia para os procedimentos de praxe e ficará à disposição da Justiça. Ele passará por audiência de custódia nesta quinta-feira (30), ocasião em que será avaliada a legalidade e manutenção de sua prisão.

Ascom Polícia Civil

Aleac aprova requerimento de Adailton Cruz convocando Sesacre e direção da Maternidade para explicar caso José Pedro

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O plenário da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) aprovou, nesta quarta-feira (29), o requerimento apresentado pelo deputado estadual Adailton Cruz presidente da Comissão de Saúde Pública e Sociedade, que convoca o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal, e a direção da Maternidade Bárbara Heliodora para prestarem esclarecimentos sobre o caso José Pedro — o bebê que chorou durante o próprio velório, após ter sido declarado morto, e faleceu na última segunda-feira (28), no Hospital da Criança.

A reunião está marcada para o dia 12 de novembro, às 9h, na sede do Parlamento acreano, quando os gestores deverão explicar os fatos que resultaram na tragédia e as providências adotadas desde então.

Durante a sessão, Adailton Cruz destacou a importância de apurar o episódio com transparência e responsabilidade, sem antecipar julgamentos, mas garantindo que falhas graves não se repitam. “Esse caso abalou profundamente a sociedade acreana e manchou a imagem da nossa saúde pública. A Comissão de Saúde tem o dever de buscar respostas e cobrar medidas para que situações como essa nunca mais aconteçam”, afirmou o parlamentar.

O deputado também lembrou que os profissionais da Maternidade Bárbara Heliodora enfrentam condições de trabalho precárias, com falta de leitos, déficit de técnicos e escassez de equipamentos, o que reforça a necessidade de uma atuação firme do Estado para reestruturar o serviço. “Reconhecemos o esforço dos trabalhadores da saúde, que atuam sob pressão e carência de recursos, mas é preciso corrigir os erros e fortalecer o sistema. O cidadão acreano merece um atendimento seguro e humanizado”, completou.

Com a aprovação do requerimento, a Aleac reforça seu papel fiscalizador e a disposição de acompanhar de perto a investigação do caso, assegurando que as famílias tenham respostas e os profissionais possam trabalhar com dignidade.

Ao encerrar sua fala, Adailton expressou solidariedade à família de José Pedro e reafirmou o compromisso da Comissão de Saúde com a verdade e a justiça. “Vamos continuar vigilantes e atuantes. A saúde pública precisa de respeito, transparência e compromisso com a vida.”

Com 11 votos a favor, Aleac aprova criação de Secretaria Adjunta de Turismo e novos cargos

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Os deputados estaduais aprovaram, na manhã desta quarta-feira, 29, o Projeto de Lei nº 174/2025, de autoria do Poder Executivo, que altera a Lei Complementar nº 419/2022, a fim de incluir uma Secretaria Adjunta na Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (SETE).

A proposta foi aprovada por 11 votos a favor e 3 contrários, dos deputados Edvaldo Magalhães, Michelle Melo e Emerson Jarude.

De acordo com o documento assinado pelo governador Gladson Cameli, a criação da nova Secretaria Adjunta tem como objetivo “aperfeiçoar a gestão da SETE, fortalecer a governança e ampliar a capacidade de execução da política estadual de turismo e de estímulo ao empreendedorismo”, em benefício da geração de emprego e renda, do ambiente de negócios e do desenvolvimento sustentável do Acre.

O deputado Edvaldo Magalhães afirmou que a aprovação do projeto fere a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), ao criar um novo cargo em um momento em que o Estado está no limite de gastos.

“Quando o Estado está sob a imposição dos limites da LRF, não pode criar cargos nem aumentar despesas. O procurador tentou argumentar que não há aumento, mas está claro que há criação de cargos. A Assembleia, ao aprovar isso, comete uma ilegalidade. Vou observar o Diário Oficial para saber quem será o homenageado com esse cargo, criado justamente na semana do servidor público”, declarou o parlamentar.

A deputada Michelle Melo também criticou o projeto, classificando-o como “ilegal, imoral e desnecessário”.

“Não há segurança jurídica de que não haverá aumento de despesas. O governo diz que não vai gastar mais, mas sabemos que haverá custos com diárias, viagens e estrutura. Enquanto isso, há servidores idosos que se aposentam recebendo menos de um salário mínimo. É uma questão ética e moral: o governo, na semana do servidor, cria mais um cargo comissionado de alto valor, em vez de garantir dignidade a quem sustenta o Estado”, afirmou Michelle.

O deputado Emerson Jarude questionou o interesse social da criação da nova função e reforçou a inconstitucionalidade da medida.

“Não há justificativa para uma Secretaria Adjunta de Turismo. Desafiei alguém a citar cinco pontos turísticos movimentados no Acre, e ninguém respondeu. A LRF é clara: quando se alcança o limite de gastos, é proibido criar cargos. Além disso, há aumento real de despesas, o cargo anterior tinha salário de cerca de R$ 20 mil e o novo pagará R$ 34 mil. É um gasto desnecessário e ilegal”, disse Jarude.

Em defesa do governo, o deputado Manoel Moraes afirmou que não há ilegalidade na medida, destacando que a criação da Secretaria Adjunta faz parte das atribuições administrativas do Executivo.

“O governo pode administrar, foi eleito para isso. Ele pode remanejar e tomar as decisões que considerar necessárias. O governo não é composto apenas por servidores públicos — são 800 mil pessoas para cuidar no Estado do Acre. Se formos pensar, os servidores representam cerca de 55 mil. Há muita gente que também precisa de atenção. Quanto à nomeação, se o governador quiser nomear alguém, ele vai procurar uma pessoa capacitada”, argumentou Moraes.

Jarude vota contra projeto que cria novo cargo de secretário adjunto com salário superior a R$ 30 mil

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Durante a sessão desta quarta-feira (29), o deputado estadual Emerson Jarude (NOVO) votou contra o projeto de lei enviado pelo Governo do Estado que cria um novo cargo de secretário adjunto, alegando que a proposta fere a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) ao gerar novas despesas com pessoal em um momento em que o Estado já ultrapassa o limite prudencial.

De acordo com Jarude, a criação de novos cargos, mesmo sob a justificativa de que haveria uma compensação com a redução de outras funções, é ilegal, já que a LRF não prevê exceções nesse caso.

“O próprio texto da Lei é claro: quando o Estado ultrapassa 95% do limite de gastos com pessoal, é vedada a criação de cargos, empregos ou funções públicas. Não existe exceção, nem brecha. Esse projeto ignora completamente o que diz a LRF”, destacou o parlamentar.

Atualmente, o Acre possui 16 cargos de secretários adjuntos, com um custo mensal de R$ 543 mil, totalizando mais de R$ 7 milhões por ano. Com a criação de mais um cargo, o impacto anual será de R$ 440 mil adicionais aos cofres públicos.

Além do impacto financeiro, o projeto também revoga a lei que criou a Ouvidoria Fundiária e de Meio Ambiente, estrutura criada dentro da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) no ano passado para mediar conflitos fundiários e ambientais. Segundo Jarude, a extinção da Ouvidoria deixa as comunidades e produtores rurais sem canal direto de diálogo com o poder público.

“Estão substituindo um órgão que ajudava a resolver conflitos no campo por mais um cargo político. O Governo diz que vai regulamentar essa função dentro do Executivo, mas não apresentou nenhum regulamento. Na prática, o que estão fazendo é acabar com uma estrutura que funcionava e criar mais uma despesa para o povo pagar”, criticou Jarude.

O deputado também alertou que o novo cargo de Secretário Adjunto terá remuneração de R$ 33.976,39, superior à do cargo de Diretor que existia na Ouvidoria, de R$ 20.094,79, o que reforça o aumento indevido de gastos.

“Enquanto o Estado diz não ter dinheiro para pagar reajustes, PCCRs e nem garantir serviços básicos de saúde e segurança, cria cargos com salários de quase R$ 34 mil. Essa é a contradição de um governo que pede economia para uns, mas gasta sem limites para outros”, concluiu Jarude.

Edvaldo cita julgamento de Gladson no STJ no próximo dia 19 de novembro: ‘foi dado amplo direito de defesa’

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O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) falou a respeito do julgamento do governador Gladson Camelí, réu no caso Murano, no âmbito da Operação Ptolomeu, deflagrada em dezembro de 2021. Camelí será julgado dia 19 de novembro pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O líder da oposição disse torcer para que o chefe do Palácio Rio Branco seja inocentado, mas isso caberá ao STJ decidir.

“Foi dado amplo direito de defesa e o próprio governador não pode reclamar daqueles que são oposição. Essa denúncia foi feita pelo aliado dele, de Cruzeiro do Sul. Foi pego numa escuta telefônica comentando tudo. E o Coaf, por conta disso, nada a ver com o governador, fez um relatório e mandou para a Polícia Federal. Atiraram no que viram e acertaram no que não era visto, mas existia”, disse Edvaldo Magalhães.

Em outro trecho da fala dele, o parlamentar disse que não faz nenhum pré-julgamento. “O governador contratou, para a defesa dele, depois desse julgamento, José Eduardo Cardozo, um advogado renomado, é do PT. Foi ministro da Justiça no governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Pediu o voto do Gladson contra o impeachment e o Gladson votou a favor do impeachment. Qual será o resultado desse julgamento? O STJ vai decidir. Não faço nenhum pré-julgamento, torço que ele seja inocentado, senão for, que responda perante à Justiça pelos erros que seu governo cometeu. Torço muito para que não aconteça absolutamente nada com o governador, mas ele já teve a oportunidade de se defender”.

O deputado afirmou, ainda, que a Operação Ptolomeu foi abafada ao longo dos anos pela mídia. “Tomou conta do debate público e depois foi abafado, literalmente abafado. Eu, por exemplo, numa ocasião com a presença do governador, fiz uma fala de três páginas do discurso e lá pelas tantas fiz uma referência à operação Ptolomeu. Nesse período teve vários líderes de governo e fui questionado por todos eles quando abordei esse assunto. E um deles, o deputado Pedro Longo, chegou a afirmar que eu estava fazendo papel de delegado, porque eu fui a primeira pessoa que falou sobre a Murano. Eu denunciei a Murano nesta Casa”, lembrou.

Jornal Extra destaca atuação da Polícia Civil do Acre no combate ao crime organizado

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O jornal Extra, em uma série especial de reportagens sobre a expansão das facções criminosas pelo país, destacou o trabalho da Polícia Civil do Acre (PCAC) no enfrentamento ao crime organizado. A publicação nacional analisou a influência de grupos oriundos do Rio de Janeiro em diferentes estados e ressaltou que o Acre tem conseguido conter o avanço dessas organizações graças à atuação firme e coordenada das forças de segurança locais.

De acordo com a reportagem, facções como o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP) tentaram se instalar no estado, mas encontraram resistência efetiva da Polícia Civil acreana, que tem investido em inteligência e investigação para enfraquecer o poder dessas organizações.

O coordenador da Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Acre, delegado Alcino Sousa Júnior, explicou ao Extra que o trabalho de monitoramento contínuo tem sido essencial para impedir que o Acre enfrente o mesmo cenário de violência visto em outras regiões do país.

“A gente tem investido muito no monitoramento desses grupos para impedir que o cenário do Sudeste se repita”, destacou o delegado.

O reconhecimento do Extra reforça o compromisso da Polícia Civil do Acre com a segurança pública e a proteção da sociedade, demonstrando a eficiência e a seriedade com que a instituição atua no combate à criminalidade organizada.

Para o delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, o destaque em um dos maiores veículos de comunicação do país é motivo de orgulho para toda a corporação.

“Esse reconhecimento mostra que estamos no caminho certo. Nossas equipes têm trabalhado com dedicação, inteligência e responsabilidade para garantir a segurança dos acreanos e enfraquecer o crime organizado. A Polícia Civil do Acre é uma instituição forte e comprometida com o povo do nosso estado”, afirmou o delegado-geral.

Com informações Ascom Polícia Civil

Gonzaga destina emenda para compra de instrumentos musicias e incentiva a cultura no Juruá

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Além de ser um incentivador da produção agrícola, comércio exterior do Acre com países da América do Sul e Ásia e outras áreas, o deputado estadual Luiz Gonzaga também apoia a música e a cultura acreana. Prova disso foi a emenda que o parlamentar destinou ao Centro Educativo Adilis Nogueira Maciel (CEANOM), instituição filantrópica, sem fins lucrativos, com sede em Cruzeiro do Sul.

Graças ao apoio do deputado Gonzaga, o centro conseguiu comprar instrumentos musicais que vão beneficiar centenas de crianças e jovens nos projetos sociais desenpenhados pelo CEANOM na região do Juruá.

Dentre os instrumentos comprados estão 15 violões, 5 praticáveis de bateria, 2 saxofones, 1 sanfona, 2 teclados de aprendiz, 3 estandes de teclado, uma case para mesa de som e um subativo — equipamento que até então a instituição não possuía.

Gonzaga destacou que projetos sociais como os desempenhados pelo CEANOM podem salvar vidas e inserir os jovens no mercado de trabalho. O parlamentar afirmou ainda que a Aleac está sempre disposta a incentivar projetos que beneficiem a população acreana.

“Fico feliz em poder contribuir para projetos sociais tão importantes como os desenvolvidos pelo CEANOM em Cruzeiro do Sul. Tenho certeza que esses instrumentos vão mudar a vida de muitas crianças e jovens. O Legislativo estará sempre à disposição para ajudar no estado em todos as áreas”, disse o deputado.

A coordenadora do CEANOM, Sharline Matos, destacou a importância da aquisição dos instrumentos para a continuidade dos projetos desenvolvidos em Cruzeiro do Sul.

“Essa conquista representa um marco importante para o nosso trabalho social e educativo, pois sabemos o quanto o acesso à música transforma vidas, especialmente das crianças e adolescentes de baixa renda atendidos pela nossa instituição. Para muitos dessas crianças e jovens, essa é uma oportunidade inédita de contato com instrumentos de qualidade, algo que talvez não tivessem acesso em suas realidades familiares. Além do impacto emocional e social, muitos descobrem talentos e fazem da música uma profissão, passando a contribuir em igrejas, grupos musicais e eventos culturais da cidade”, disse Sharline.

Sharline também aproveitou para agradecer ao deputado Gonzaga pela parceria com a instituição.

“Por tudo isso, é com alegria, satisfação e profundo reconhecimento que o CEANOM agradece ao deputado Luiz Gonzaga por acreditar no nosso trabalho e investir no futuro de tantos jovens. Essa parceria reafirma o compromisso com a inclusão social, a educação e o desenvolvimento cultural do nosso município”, finalizou.

Manoel Moraes pede paciência a servidores da saúde e diz que “situação será resolvida dentro das condições que o Estado oferece”

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Em resposta ao pronunciamento do deputado estadual Adailton Cruz, sobre a situação dos trabalhadores da saúde, o deputado Manoel Moraes afirmou que “a situação da saúde será resolvida dentro das condições que o Estado oferece”. A declaração foi feita durante a sessão ordinária realizada na manhã desta quarta-feira, 29, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac).

“O sindicalista chega querendo tudo, mas precisa aprender a negociar. Você [deputado Adailton Cruz] foi um grande negociador. É preciso entender o que o Estado pode fazer, e o Estado está procurando fazer. Independentemente das divergências, você sabe da seriedade do secretário de Saúde. A situação da saúde vai ser resolvida, mas dentro das condições que o Estado dá”, declarou Moraes.

O parlamentar também fez um apelo aos servidores da saúde, pedindo paciência diante do impasse nas negociações. “Estamos tentando e esperamos que os servidores tenham a paciência necessária para que possamos alcançar novas vitórias, assim como tantas outras que já foram conquistadas aqui”, afirmou.

Manoel Moraes também comentou o caso do bebê José Pedro, que quase foi enterrado vivo no último fim de semana, em uma unidade de saúde do Estado. Segundo ele, o governo tomou as medidas cabíveis e está acompanhando o caso.

“Foi uma situação lamentável sob todos os aspectos. Tudo o que aconteceu ali é inacreditável. O governo procurou saber, interveio, afastou os responsáveis e designou um delegado de polícia para apurar a parte criminal, para que tudo fique muito claro. O que o governo fez era o que precisava ser feito”, destacou o deputado.

Deputado Adailton Cruz cobra respostas sobre falhas na saúde pública e defende trabalhadores da área

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Durante sessão ordinária realizada na manhã desta quarta-feira, 29, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado estadual Adailton Cruz abordou sobre a situação dos trabalhadores da saúde e o caso envolvendo o óbito do recém-nascido José Pedro, ocorrido no último fim de semana, em uma unidade de saúde do Estado.

O parlamentar destacou que os profissionais da saúde seguem sem avanços concretos nas negociações com o governo. “Ontem a equipe de governo recebeu todos eles — agradeço à Secretaria de Fazenda, à PGE, à Casa Civil, à Secretaria de Governo e à Secretaria de Saúde —, mas, infelizmente, não houve encaminhamento. O governo havia se comprometido a concluir o plano da saúde até 30 de setembro, mas pediu mais dois meses, adiando novamente para o dia 31 de dezembro”, afirmou.

Segundo Adailton, a categoria está reunida no auditório do Pronto Socorro de Rio Branco deliberando sobre os próximos passos. “Provavelmente, estarão nesta Casa nas próximas semanas em um movimento forte, e estarei com eles, como sempre estive. É importante o apoio de todos para que esse plano seja, enfim, concluído”, reforçou o deputado.

O segundo tema abordado por Adailton Cruz foi o caso do recém-nascido José Pedro, que, segundo ele, expôs uma grave falha no sistema público de saúde. “Esse fato mancha a imagem da nossa saúde e coloca em xeque a confiança da sociedade no sistema. Foi uma situação lamentável e que não poderia ter acontecido. Que segurança a população vai ter ao procurar atendimento em uma unidade onde se constata um óbito dessa forma?”, questionou.

O deputado também reconheceu o esforço dos profissionais da saúde, mas pontuou as dificuldades estruturais enfrentadas diariamente. “A maternidade tem déficit de mais de 30 leitos de enfermaria, mais de 5 leitos de UTI, mais de 15 técnicos de enfermagem e mais de 10 enfermeiros. Falta maca, falta lençol. O problema é grave e vai além dos trabalhadores”, destacou.

Diante do ocorrido, Adailton informou que protocolou um pedido de esclarecimento à Secretaria de Estado de Saúde e uma convocação oficial para que o secretário de Saúde e a direção da maternidade compareçam à Comissão de Saúde da Aleac, no próximo dia 12 de novembro, às 9h, para prestar esclarecimentos sobre o caso.

“Estamos protocolando hoje uma convocação, e já peço apoio dos nossos pares, convocando o secretário de Estado de Saúde e a direção da maternidade [Bárbara Heliodora], para vir a esta casa, prestar esclarecimento sobre esses fatos junto à Comissão de Saúde. Essa casa e a sociedade precisamos de resposta”, declarou Cruz.

O parlamentar também manifestou solidariedade à família da criança e reafirmou seu compromisso com os servidores da saúde. “A sociedade e esta Casa precisam de respostas. Quero me solidarizar com a família e dizer aos nossos trabalhadores: estou com vocês. Vamos cobrar respostas, inclusive pelos erros e pelos fatores que contribuíram para que eles ocorressem”, finalizou.