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MPAC investiga projeto habitacional da prefeitura em cinco bairros de Rio Branco

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Órgão quer saber se o programa Minha Dignidade segue normas de urbanismo e proteção ambiental

O Ministério Público do Acre (MPAC) abriu uma investigação para verificar se os conjuntos residenciais do programa Minha Dignidade, construídos pela Prefeitura de Rio Branco, estão de acordo com as regras de planejamento urbano e preservação ambiental. A apuração envolve empreendimentos localizados nos bairros Bonsucesso, Rosa Linda, Rui Lino III, Santo Afonso II e Tucumã.

A iniciativa está sob responsabilidade da Promotoria de Justiça Especializada em Habitação e Urbanismo. Segundo o MPAC, o objetivo é garantir que os moradores tenham acesso a ambientes bem estruturados, com moradias seguras e qualidade de vida. Para isso, serão analisados aspectos como infraestrutura básica, uso adequado do solo e possíveis impactos ao meio ambiente.

Como parte do processo, o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia) e as empresas responsáveis pelas obras foram acionados para apresentar documentos e esclarecimentos técnicos. O programa Minha Dignidade é vinculado ao Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, e tem como foco atender famílias em situação de vulnerabilidade social.

O procedimento foi registrado oficialmente e será acompanhado por meio de publicações no Diário Oficial do Estado (DOE). O prazo inicial para conclusão da investigação é de um ano.

PM evita novo ataque a tiros e apreende adolescentes com arma de fogo no Segundo Distrito de Rio Branco

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A Polícia Militar, através da Força Tática do Segundo Batalhão, realizava um patrulhamento preventivo e ostensivo na noite desta quinta-feira (30), nas ruas do bairro Vila Acre, com o objetivo de garantir a paz e a tranquilidade da população de bem que ali residem. O local tem sido palco de ataques recentes, deixando várias pessoas feridas a tiros.

A guarnição policial entrou no bairro Santa Helena e visualizou um veículo Wolksvagem com 3 ocupantes escutando som em volume alto, ao perceber a presença da viatura policial, o condutor acelerou rapidamente, os militares resolveram proceder com a abordagem e deram ordem de parada, o veículo foi alcançado e parado na Rua Francisco Corrêa da Silva, no bairro Santa Helena.

O carro era ocupado por dois adolescentes de 17 anos, e um maior de 21 anos que conduzia o veículo. Na abordagem, o motorista e um dos adolescentes que estavam na frente desceram, porém, o jovem que estava no banco de trás, demonstrou certo nervosismo, contudo, na busca pessoal, nada de ilícito foi encontrado com eles.

Na busca veicular, os militares encontraram uma pistola TAURUS G2C calibre 9mm escondida no compartimento da porta de trás do carro, a arma não possuía carregador, ao verificar o bagageiro do carro, a polícia encontrou o carregador da arma com 11 munições intactas da pistola.

A polícia informou que os detidos fazem parte de uma organização criminosa e, possivelmente, estariam planejando novos ataques em Rio Branco.

Diante das evidências de porte ilegal de arma de fogo, foi dado voz de apreensão aos dois adolescentes de 17 anos, e de prisão ao maior de 21 anos, sendo todos conduzidos para a Delegacia Central de Flagrantes (DEFLA), juntamente com a arma, as munições e o veículo apreendidos para que sejam tomadas as devidas providências cabíveis.

Alan Rick não descarta aliança com partido de Bocalom na disputa do governo: ‘Vou dialogar para o PL vir compor conosco’

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O senador Alan Rick afirmou que o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, tem todo o direito de se candidatar ao governo do Estado, mas ponderou que ainda é cedo para definições. A declaração foi feita durante participação no podcast FolhaCast, da Folha do Acre, nesta quinta-feira, 30.

“O prefeito [Tião Bocalom] tem todo direito de ser candidato, mas a eleição é só no ano que vem, né? Tem tempo pra dialogar com o Márcio, com o Valdemar da Costa Neto, com o Flávio Bolsonaro, são todos meus amigos. Eu vou dialogar com eles e buscar esse entendimento para que o PL venha compor conosco”, disse o senador.

Ao comentar sobre o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Alan Rick destacou a importância do partido no cenário acreano e a possibilidade de uma aliança para as próximas eleições. “O MDB é um partido com história no Acre. Pode não ter hoje o mesmo peso de antes, mas tem vereadores atuantes e nomes expressivos, como o Marcos Alexandre, que foi um bom prefeito, e a deputada Jéssica Sales, uma amiga querida e dedicada ao Juruá. Gostaria muito de tê-los ao meu lado nessa caminhada”, afirmou Rick.

O senador ressaltou, porém, que as alianças políticas são diferentes dos relacionamentos pessoais. “Na política, nem sempre o casamento é para a vida toda. Às vezes é só para uma eleição. As pessoas se unem porque aquela chapa é melhor, aquela proposta é mais viável. Depois, há o troca-troca, o que não deveria acontecer, mas é a prática política”, declarou.

Alan Rick também avaliou que o MDB deve definir seu posicionamento até o dia 15 de dezembro e que o cenário político acreano ainda passará por mudanças. “Nesses próximos meses, muita coisa pode acontecer e novos cenários podem surgir. Acredito que teremos poucas candidaturas ao governo, o que vai influenciar também na disputa pelo Senado”, pontuou.

Sobre o cenário eleitoral de 2026, o senador citou alguns possíveis nomes na disputa. “Vejo poucos candidatos: o próprio Bocalom, a a Mailza Assis, o Dr. Thor Dantas, que é uma candidatura importante, de alguém que tem muito a contribuir no debate sobre saúde. Apesar das diferenças ideológicas, tenho grande respeito por ele”, destacou.

Alan Rick comparou o ritmo das articulações políticas ao futebol, lembrando as decisões de última hora. “Muitas decisões acontecem aos 47 do segundo tempo. Igual ontem, quando o Rossi pegou aquele chute no fim e o Mengão garantiu a vaga na final da Libertadores. Viva o Mengão!”, brincou o senador.

Justiça manda Detran retirar multas de veículo que já havia sido devolvido; entenda o caso

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Decisão reconhece que antiga dona não pode ser responsabilizada por infrações cometidas após entrega da moto

Uma moradora de Rio Branco venceu uma disputa judicial contra o Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran/AC) e conseguiu a exclusão de multas registradas em seu nome, mesmo após ter devolvido a motocicleta à empresa City Lar. A decisão, publicada no Diário da Justiça Eletrônico, obriga a autarquia a eliminar os débitos em até 30 dias, sob pena de sanção.

O caso teve início quando a mulher tentou renovar sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e descobriu que havia pendências relacionadas a uma moto que já não estava sob sua posse. Em processo anterior, a Justiça havia determinado que a empresa responsável pelo veículo realizasse a transferência de propriedade, o que não foi cumprido. Apesar disso, as infrações continuaram sendo atribuídas ao nome da antiga proprietária.

Na primeira análise, o Juizado Especial da Fazenda Pública encerrou o processo sem avaliar o conteúdo, aceitando o argumento do órgão de trânsito de que não deveria ser responsabilizado pela situação. A autora recorreu, e o caso foi encaminhado à 1ª Turma Recursal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC).

Ao revisar o processo, os magistrados concluíram que o departamento é encarregado pela administração de multas e pela regularização de veículos, e por isso deve responder por casos como esse. Além disso, ficou comprovado que a motocicleta havia sido devolvida à empresa vendedora, e que a ordem judicial para transferência não foi cumprida, o que manteve os débitos indevidamente vinculados ao nome da antiga dona.

Com base em decisões anteriores e na interpretação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), os juízes afirmaram que, mesmo sem a comunicação formal da venda ao sistema de trânsito, o antigo proprietário não pode ser responsabilizado por infrações cometidas após a entrega do bem. A responsabilidade solidária prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) foi considerada excessiva nesse tipo de situação.

A decisão alterou a sentença inicial e determinou que o Detran exclua as multas e débitos pendentes em nome da autora, referentes às infrações cometidas após a devolução da motocicleta. Como ela venceu o recurso, não vai precisar pagar custos com advogado.

Homem acusado de furtos no Papoco é brutalmente agredido por facção até confessar crimes em Rio Branco

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Um homem suspeito de cometer furtos na região conhecida como Papoco, área central de Rio Branco (AC), foi violentamente agredido por integrantes de uma facção criminosa que domina o local. O episódio, registrado em vídeo e compartilhado nas redes sociais, mostra o acusado sendo espancado até confessar os crimes diante dos agressores.

De acordo com informações obtidas pela reportagem, a vítima teria sido capturada após ser acusada de furtar objetos de moradores e comerciantes da região. Nas imagens, é possível ouvir os criminosos exigindo que ele admita os atos e peça desculpas, enquanto é golpeado diversas vezes.

A área do Papoco, situada na rua Rui Barbosa, no bairro Dom Giocondo, é amplamente conhecida pelas autoridades de segurança por ser dominada por uma organização criminosa que impõe suas próprias regras. No local, moradores relatam que qualquer ato considerado “proibido” pelo grupo é punido com torturas, espancamentos e até mortes.

A Polícia Militar foi acionada, mas até o momento nenhum suspeito das agressões foi preso. O homem ferido foi socorrido e encaminhado a uma unidade de saúde da capital, onde recebeu atendimento médico.

A Polícia Civil deve investigar o caso e tentar identificar os autores das agressões, bem como apurar os furtos atribuídos ao homem espancado.

Gladson e Mailza recebem Hortência em encontro marcado por simpatia e reconhecimento em Sena Madureira

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Antes de subir ao palco para a palestra do programa Desperte a Liderança que Existe em Você, em Sena Madureira, a “Rainha do Basquete” Hortência Marcari protagonizou um encontro cheio de carisma e descontração com o governador Gladson Camelí e a vice-governadora Mailza Assis, no fim da tarde desta quinta-feira, 30.

Durante a conversa, Hortência destacou o carinho pelo Acre e a admiração pela cultura local, relembrando experiências vividas na Região Norte.

“Eu geralmente gosto de ficar na cidade, conhecer as pessoas, comprar algumas coisas da região. Eu gosto bastante. Estava até lembrando que acho que já joguei aqui no Acre, viajamos muito pelo Norte e Nordeste, e fiquei feliz de voltar”, comentou a ex-jogadora, demonstrando entusiasmo com a visita.

Em tom bem-humorado, o governador Gladson Camelí agradeceu pela presença da atleta e destacou a importância de eventos como o Desperte a Liderança, que inspiram novas gerações.

“É uma honra receber você aqui, Hortência! Agradeço por vir compartilhar sua história com os acreanos. Sena Madureira está no meu coração e no coração do nosso estado. Esse encontro representa o quanto o Acre valoriza quem inspira, motiva e acredita nas pessoas”, afirmou o governador.

A interação também contou com momentos de descontração, quando o governador comentou sobre uma “corrida” recente que participou e Hortência respondeu com leveza e bom humor. “Eu já estou aqui me recuperando, viu?”, brincou o governador, arrancando risadas da campeã mundial.

A vice-governadora Mailza Assis elogiou a trajetória de Hortência e ressaltou a representatividade feminina no evento.

“É uma alegria ver uma mulher com a força e a história da Hortência inspirando outras mulheres e lideranças acreanas. Ela simboliza coragem, disciplina e superação, valores que queremos ver crescer cada vez mais no nosso estado”, destacou Mailza.

O encontro antecedeu à palestra da ex-jogadora, realizada na Escola Dom Júlio Mattioli, que encerrou a edição especial do Desperte a Liderança em Sena Madureira. O programa, promovido pelo governo do Acre, tem como objetivo incentivar o protagonismo, o empreendedorismo e o desenvolvimento pessoal de jovens, mulheres e lideranças locais.

“Obrigada pelo carinho, Acre. É um prazer imenso estar aqui e ver de perto o quanto o esporte, a educação e o exemplo podem transformar vidas”, concluiu Hortência, antes de se despedir e seguir para o evento.

Com a presença da “Rainha do Basquete”, Sena Madureira viveu uma tarde de emoção, aprendizado e reconhecimento ao poder da liderança e da inspiração.

Assessoria

Após articulação do governo do Acre, bebê de Pauini é enviado para tratamento especializado em Manaus

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“[Viajar de avião] vai ser uma experiência e tanto. Eu tô com muito medo, mas é o jeito: enfrentar. Pela saúde da minha filha eu enfrento tudo”, disse o pai. Foto: Agnes Cavalcante/Sesacre

O coração acelerado e o estado ofegante de Isadora foram os alertas iniciais para os pais, Isaías Sobrinho e Raimunda Nonata Avelino, perceberem que algo não estava bem. Após buscar atendimento médico em Pauini/AM, onde residem, eles acabaram vindo para a capital acreana em busca de atendimento especializado.

Em Rio Branco, veio o diagnóstico: com sete meses de vida recém-completados, a bebê sofre de cardiopatia congênita grave, conhecida como transposição das grandes artérias – um problema de formação do coração que faz com que o sangue não circule corretamente entre o corpo e os pulmões. Diante do quadro, os médicos indicaram a necessidade de uma cirurgia corretiva em caráter de urgência, que só pode ser realizada em um centro especializado de cirurgia cardíaca infantil de alta complexidade.

Em menos de uma semana, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), conseguiu uma vaga em uma unidade especializada em Manaus/AM, para onde a família decolou na madrugada desta sexta-feira, 31 de outubro.

“Desde quando a minha esposa estava grávida, nós procuramos fazer tudo certinho com a gravidez dela. Desde o começo, nós fizemos pré-natal, fizemos as ultrassons, aí desde o começo nós percebíamos que o coração da nossa filha era acelerado. Quando ela teve, não foi normal, foi cesárea, e um tempo depois nós vimos que não era normal a nossa filha ‘tá’ daquele jeito, porque até de mamar ela ficava cansada. Aí nós procuramos ajuda, iniciamos os tratamentos dela lá na nossa cidade mesmo, mas só que lá não tem recurso pra isso, pra descobrir o que era a real situação dela. Aí nós consultamos ela lá e o doutor deu o encaminhamento pra ‘nós vir’ pra Rio Branco, que era pra ‘nós descobrir’ a real situação da nossa filha”, relata.

“Aqui, nós ‘fomos pego’ de surpresa por essa situação, que nós não ‘esperava’ ser tão grave assim a doença da nossa filha. Mas, graças a Deus, está ocorrendo tudo bem, que é pra nós, se Deus quiser, estar logo de volta à nossa casa”, complementou o pai.

A médica Aline Pontes, residente de pediatria, explicou o caso. Segundo ela, todo o tratamento inicial da bebê durou cerca de uma semana e, logo, veio a transferência assegurada pelo governo do Estado.

“Ela tem uma cardiopatia complexa grave, que é a transposição de grandes artérias, e hoje ela vai ser encaminhada para o centro de referência para poder fazer a correção dessa cardiopatia. A história da Isadora é que ela vinha com um cansaço; eles são de Pauini, do Amazonas, e a mãe, por meios próprios, buscou atendimento aqui em Rio Branco. Assim que foi feito o ecocardiograma, a médica cardiologista pediatra que viu a alteração já encaminhou a Isadora para fazer a internação hospitalar. A Isadora foi acompanhada por pediatras e cardiopediatras. O cardiopediatra avaliou ela, iniciou o tratamento e já solicitou o TFD dela”, conta a médica.

“Hoje a Isadora está indo na companhia da mãe e do pai para Manaus, para fazer a correção dessa cardiopatia. Em nome da Sesacre, do Hospital da Criança e da Residência Médica de Pediatria, estamos muito felizes com esse desfecho. Desejamos que a Isadora tenha uma recuperação incrível e que, em breve, possamos vê-la com ainda mais saúde”, salientou Pontes.

Isadora é a única filha do casal Raimunda Nonata Avelino e Isaías Sobrinho. Uma curiosidade é que esta foi a primeira viagem de avião dos pais, mas é por um bom motivo, relata o pai.

“[Viajar de avião] vai ser uma experiência e tanto. Eu tô com muito medo, mas é o jeito: enfrentar. Pela saúde da minha filha eu enfrento tudo”, disse ele.

Agência de Notícias do Acre

Morador em situação de rua tem o braço quebrado após ser violentamente agredido no centro de Rio Branco

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Na tarde desta quinta feira (30), um morador em situação de rua teve o braço quebrado após ser violentamente agredido no centro de Rio Branco. O homem de 51 anos, identificado como Edilmo Inácio Pereira, foi encontrado por populares clamando por socorro na calçada ao lado do Comando-Geral da Polícia Militar, na Avenida Brasil.

Um oficial da PM informou que populares passaram pelo local e notaram o homem ferido e informaram no Corpo da Guarda do Quartel. Ao se dirigir até a Avenida Brasil, um tenente da PM localizou o morador de rua bastante machucado.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado. Uma ambulância de suporte básico foi enviada para atender a ocorrência. O morador de rua recebeu os primeiros atendimentos no local e, logo após ser estabilizado, ele foi levado ao Pronto Socorro.

Edilmo sofreu uma fratura exposta no braço esquerdo, um ferimento corte contuso (FCC) na cabeça, e múltiplas escoriações pelo corpo. Ao policial militar, a vítima relatou que foi agredida pelas costas a golpes de ripas, mas não informou quem era o agressor e nem qual seria o motivo da agressão.

Edilmo foi entregue no setor de traumatologia para as devidas condutas da equipe médica plantonista da unidade de saúde.

O caso poderá ser investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Alan Rick defende parceria entre governo e prefeituras para resolver crise de saneamento no Acre

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Senador Alan Rick/Foto: Folha do Acre

Durante participação no FolhaCast, podcast da Folha do Acre, nesta quinta-feira, 30, o senador Alan Rick destacou que o Acre ocupa o penúltimo lugar do Brasil em saneamento básico, com apenas 47% das famílias tendo acesso à água tratada. O parlamentar defendeu investimentos urgentes em abastecimento, esgoto e tratamento de resíduos sólidos, ressaltando que a falta de estrutura impacta diretamente a saúde da população.

“O saneamento é uma pauta importantíssima. O Acre está em penúltimo lugar do país. Só 47% das famílias têm acesso à água tratada em casa, e o atendimento está cada vez mais precarizado, com falta de água na cidade inteira”, afirmou o senador.

Alan Rick destacou que tem visitado municípios do interior para ajudar na construção de sistemas de abastecimento, em parceria com as prefeituras.

“Em Porto Walter, já fizemos três sistemas. Estamos construindo seis em Marechal Thaumaturgo e vamos fazer mais três em Santa Rosa do Purus. Aqui em Rio Branco, há um projeto lindo em Vila Verde, no final da Transacreana, para levar água potável diariamente às famílias”, explicou Rick.

O senador também criticou a visão política de que obras de saneamento “não dão voto”, ressaltando que água e esgoto tratados são fundamentais para a saúde pública.

“Durante muito tempo, se dizia que não valia a pena investir em esgoto ou tubulação porque era obra enterrada e não aparecia. Mas é isso que vai reduzir os índices de doenças como diarreia, dengue, Chikungunya e outras infecções causadas pela falta de saneamento”, disse Alan.

Além da falta de água tratada, Alan Rick alertou para a situação dos lixões espalhados pelo estado, que somam mais de 22 pontos de descarte irregular.

“O lixão contamina o solo, o lençol freático e gera diversos tipos de poluição. É um problema grave de saúde pública e os municípios já deveriam ter iniciado seus aterros sanitários desde agosto de 2024”, lembrou o parlamentar.

O parlamentar afirmou que já buscou apoio do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, citando a visita do ministro Valdez Góes, que apresentou experiências de saneamento bem-sucedidas implementadas no Amapá.

Alan Rick também mencionou conversas com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para conhecer o modelo de concessão da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), e defendeu o uso de parcerias público-privadas (PPPs) como solução para o Acre.

“O saneamento completo do estado, com água tratada, redes novas, estações de tratamento, drenagem e manejo de resíduos sólidos, custaria cerca de R$ 6,5 bilhões. O Acre nunca terá recursos próprios para isso. Precisamos atrair o investimento privado, gerar emprego e movimentar a economia”, destacou o senador.

O senador lamentou a falta de união política entre os entes públicos e pediu cooperação para que o projeto avance. “Falta entendimento entre governo e prefeituras. Eu não tenho problema nenhum em trabalhar junto, mas parece que a contaminação da eleição de 2026 já chegou, e ninguém quer dar as mãos porque foi o Alan que começou o projeto”, concluiu.

Festival Varadouro retorna após 15 anos e recoloca o Acre no mapa da música independente nacional

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Evento acontecerá em dezembro com três dias de programação e forte presença da cultura amazônica

Após 15 anos desde sua última edição, o Festival Varadouro de Música Independente retorna ao cenário cultural com uma promessa clara: reafirmar seu papel como território livre para a música autoral e a arte amazônica. A edição 2025 está marcada para os dias 12, 13 e 14 de dezembro, no Clube Juventus em Rio Branco (AC), e contará com shows, oficinas, batalhas de MCs e uma programação voltada à valorização da cultura produzida na Amazônia e na Pan Amazônia

Com financiamento da Fundação Elias Mansour, Governo do Estado do Acre, PNAB (Política Nacional Aldir Blanc) e Governo Federal, o evento é realizado pela Eita Pau Produções e pelo Comitê Chico Mendes, com apoio da Casa Ninja Amazônia, Abrafin, Som.vc e do Circuito Amazônico de Festivais.

Criado em 2005, o Varadouro nasceu de um intercâmbio cultural entre artistas do Acre e de Rondônia, rapidamente se consolidou como um dos festivais mais importantes da Região Norte, reunindo nomes como Vanguart, Autoramas, Gaby Amarantos, Cordel do Fogo Encantado, BNegão, Macaco Bong e artistas da Bolívia, Peru e Argentina. Mais do que palco, o festival funcionou como plataforma de articulação e circulação da música autoral latino-americana.

Para a produtora cultural Karla Martins, a volta do festival tem um sentido profundo de continuidade e resistência. Ela destaca que “retomar o Festival Varadouro é retomar essa articulação de uma cena autoral acreana que sempre existiu, ela está sempre presente”, é mais do que organizar um evento, é reviver diálogos entre gerações artísticas e fortalecer uma estrutura cultural viva e pulsante no Acre.

Karla lembra que há uma cena musical intergeracional no estado, que se renova constantemente, e que o festival é uma forma de expressar e potencializar isso. “A gente não faz festival de música só para divulgar artista, a gente faz festival de música para articular a cultura. A coisa mais importante é como essas pessoas se articulam, conversam, debatem”.
Ela também ressalta que o Varadouro 2025 é fruto de um esforço coletivo e institucional, viabilizado por meio de políticas públicas e pela dedicação de quem acredita na cultura local. “É uma honra para a gente da Eita Pau Produções junto ao Comitê Chico Mendes, estarmos nesse momento trazendo de volta o Festival Varadouro. Uma emenda de quando o Daniel Zen era deputado também foi essencial”.

A música, para Karla, é elemento estrutural da cultura acreana. E o festival é uma forma de reposicionar os artistas locais no centro do debate cultural. “A música acreana é muito potente, ela tem muito a contribuir. O mundo já não olha mais para o centro. O centro passa a ser onde você está. Quando a gente posiciona os artistas daqui, a gente centrifica o estado do Acre para esse lugar. Nós já começamos isso com o Som do Acre, com a formação recente, conversas com artistas, nós já estamos ganhando”, pontua.

Também envolvido desde a origem do festival, o ex-deputado estadual Daniel Zen recorda como o Varadouro teve papel decisivo na sua trajetória. Ele afirma que foi ali que iniciou sua carreira na vida pública, a partir da gestão de políticas culturais, e que também foi no palco do festival, tocando com a banda Filomedusa, que se entendeu como artista.

“Foi na convivência com as demais pessoas nessa lida da produção cultural e do fazer artístico que me realizei como gente, como indivíduo, enquanto sujeito de um processo que era e é muito maior do que eu”, afirma Zen reforçando a importância do festival para o cenário regional e nacional da música independente.

“Foi por intermédio dele que vários artistas locais ganharam projeção regional e até nacional, em um circuito independente de música. O Varadouro abriu portas pra muita gente”, destaca.

Vale pontuar ainda que a ação também conta com uma emenda destinada por Zen ainda quando deputado estadual.

A expectativa é que a programação e o line-up completo sejam divulgados em breve. Mas o recado da organização é claro: o Acre está de volta ao circuito nacional de festivais, com o mesmo espírito de quando tudo começou: resistência, arte e conexão amazônica.