Samir Bestene defende melhorias no Shopping Aquiri e no Calçadão para atrair clientes e ajudar comerciantes
O comércio popular do centro de Rio Branco voltou a ser pauta no plenário da Câmara Municipal. Em discurso nesta terça-feira (4/11), o vereador Samir Bestene (PP), aliado do prefeito Tião Bocalom (PL), cobrou mais atenção do Executivo aos lojistas da região. Segundo o parlamentar, os trabalhadores enfrentam queda nas vendas, com muitos comerciantes faturando menos de R$ 30 por dia, e dificuldades para manter seus negócios.
A fala foi motivada após o episódio do último domingo (2/11), quando oito boxes do Shopping Aquiri foram lacrados pela empresa Elit Participações e Patrimônio LTDA, concessionária que administra a galeria. Os comerciantes alegam que não foram avisados previamente e que a medida foi tomada por causa de dívidas acumuladas. A situação gerou revolta e mobilizou vereadores, que intermediaram uma negociação para reabrir os espaços.
Bestene reconheceu os desafios e sugeriu medidas para estimular o comércio local. “Nós precisamos trazer viabilidade para aquele negócio. O que movimenta uma galeria ou um shopping é serviço. Por que a prefeitura não leva pra lá um centro de atendimento, uma agência de correio, uma agência bancária?”, questionou. Ele também defendeu a capacitação dos profissionais da praça de alimentação, localizada no segundo piso.
O vereador pediu ainda que a decoração natalina da prefeitura seja estendida ao Calçadão e ao entorno do Shopping Aquiri. “Essa época do ano é quando as vendas crescem, as pessoas recebem o 13º salário e querem presentear suas famílias. Precisamos criar um ambiente atrativo para que elas voltem a frequentar o centro”, afirmou.
Além disso, Bestene relatou que já procurou a Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Turismo e Inovação (SDTI) para discutir soluções com uma comissão de comerciantes. “Tem calçada cedendo, está perigoso para quem passa ali. E a segurança pública também precisa melhorar. Já vimos vários vereadores pedindo mais policiamento no centro da cidade”, disse.
Sena Madureira se prepara para receber, neste dia 8, a Copa Thurking, um campeonato de Free Fire criado em homenagem a Marcinho, jovem morador do município que faleceu há pouco mais de um mês em um trágico acidente de trânsito.
O evento reunirá jogadores e equipes locais apaixonados pelo game, e tem como principal objetivo manter viva a memória de Marcinho, conhecido entre os amigos por seu carisma, alegria e amor pelos jogos. A Copa leva o nome “Thurking”, apelido pelo qual Marcinho era amplamente conhecido na comunidade gamer do Acre.
Além da competição, a Copa Thurking será marcada por momentos de lembrança e celebração da vida do jovem, mostrando o quanto ele foi querido e inspirou outros a seguirem seus sonhos dentro e fora do jogo.
O evento acontecerá em Sena Madureira, no auditório da escola Messias, e contará com premiações e rodadas classificatórias emocionantes. A expectativa é reunir centena de jogadores e espectadores, fortalecendo o cenário de eSports no interior do Acre.
A segunda superlua de 2025 será nesta quarta-feira (5) e poderá ser vista em todo o Brasil e no exterior. O fenômeno ocorre quando a lua cheia está a menos de 360 mil quilômetros da terra, parecendo maior e mais brilhante do que o normal. A superlua do Castor, a maior e mais brilhante deste ano, permanecerá visível por três dias consecutivos.
O fenômeno poderá ser observado a olho nu em todo o Brasil, desde que as condições meteorológicas sejam favoráveis. Ele poderá ser observado sem a necessidade de telescópios ou equipamentos especiais.
O fenômeno acontece quando a lua cheia coincide com o perigeu, ponto de sua órbita em que está mais próxima da terra. O resultado é um satélite cerca de 14% maior e até 30% mais brilhante do que o normal.
Embora o termo superlua não seja usado oficialmente por astrônomos, ele se popularizou por traduzir de forma simples esse efeito visual que chama a atenção a cada ocorrência.
Horários
A melhor hora para apreciar o espetáculo será logo após o pôr do sol. Em São Paulo, o nascer da lua deve ocorrer por volta das 18h45; em Belém, às 18h14; e no Recife, às 17h28 — horários aproximados, que variam conforme a região e o fuso local.
Para aproveitar o momento, basta procurar um local com boa visibilidade do horizonte e torcer por um céu limpo. Nessa condição, será possível observar a lua a olho nu, mais próxima, brilhante e detalhada.
De acordo com a astrônoma do Observatório Nacional, Josina Nascimento, o termo superlua é reconhecido “apenas quando ocorre durante a fase cheia, mas sempre que a lua percorre sua órbita em torno da terra, completando seu ciclo de fases, em algum momento ela estará no perigeu”.
Um mês depois, no dia 4 de dezembro, aparecerá a terceira e última superlua de 2025.
A proposta que pretende equiparar as facções criminosas à prática do terrorismo expõe o Brasil à estratégia intervencionista dos Estados Unidos (EUA) na América Latina, alertam especialistas em relações internacionais, terrorismo e segurança pública.
O Projeto de Lei (PL) 1.283/2025, que equipara as facções ao terrorismo, pode ser votada nesta terça-feira (4) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. O tema ganhou força após a megaoperação no Rio de Janeiro da semana passada.
Os estudiosos apontam que o crime organizado que busca o lucro – como as organizações que movimentam bilhões com o tráfico de drogas – tem natureza distinta do terrorismo, que sempre tem um objetivo político por trás.
O jurista e professor do direito Walter Maierovitch enfatizou que são fenômenos distintos e que é preciso diferenciar método terrorista de terrorismo.
“As pessoas não técnicas fazem confusão em distinguir terrorismo com método terrorista. Por exemplo, um vizinho, depois de desavença, joga uma bomba na casa do litigante. Isso é método terrorista e não terrorismo. No direito internacional, a distinção é feita e existe a Convenção das Nações Unidas que contempla o crime organizado”, afirmou à reportagem.
A coordenadora do núcleo de estudos de terrorismo e crime transnacional da PUC Minas Rashmi Singh explicou à Agência Brasil que o aumento do número de grupos/indivíduos designados como terroristas pelos EUA tem legitimado ações políticas e militares norte-americanas no mundo.
“Isso resultou não apenas na invasão ilegal do Iraque em 2003 (ação que levou ao surgimento da Al-Qaeda no Iraque, que não existia antes da invasão, e ao surgimento do que ficou conhecido como Estado Islâmico), mas também no surgimento de centros de detenção secretos e prisões sem julgamento e, em muitos casos, sem provas em prisões como Guantánamo”, disse a especialista.
Singh explica que essas ações são ilegais segundo o direito internacional humanitário, mas que veem sendo progressivamente normalizadas nos últimos 25 anos.
“[Essa normalização] é comprovado pelo fato de o genocídio em curso em Gaza, desde 2023, ter sido justificado (e continuar a ocorrer e a ser justificado) com a linguagem do contraterrorismo e do combate a um grupo terrorista – neste caso, o Hamas”, completou.
Para a professora da PUC Minas, a discussão desse tema no Brasil revela a influência dos EUA no “seu quintal”, uma vez que estaríamos internalizando a política atual do presidente de Donald Trump, que vem sendo usada para justificar as ações militares no Caribe.
“Mas a grande maioria dos países e instituições internacionais se absteve de rotular suas próprias organizações criminosas locais – como gangues britânicas ou a ‘Ndrangheta [máfia] italiana’ – como organizações terroristas. Não apenas para evitar a pressão e uma possível intervenção dos EUA, mas também devido à série de problemas que tal designação acarretaria”, completou.
Estado é declarado livre de febre aftosa sem vacinação e peste suína clássica, o que fortalece sua presença no comércio internacional
Reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como zona livre de peste suína clássica desde 2016 e de febre aftosa sem vacinação desde 2021, o Acre fortalece sua posição no agronegócio nacional. Com esse duplo status sanitário, o estado amplia as chances de exportar carne e outros produtos de origem animal para mercados internacionais que exigem controle rigoroso de doenças.
O anúncio ocorreu durante missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na Colômbia e no Chile. A delegação brasileira, liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, negociou temas técnicos e comerciais com autoridades dos dois territórios. Rondônia também obteve o mesmo reconhecimento, o que fortalece as oportunidades de exportação na região Norte.
Ao longo das reuniões, foram discutidas medidas para facilitar o intercâmbio agropecuário entre os parceiros sul-americanos, como a regionalização da exportação de carne de aves, a certificação eletrônica para bebidas e proteínas animais, e a atualização de documentos para envio de frutas como o mamão papaia. Além disso, foi firmado acordo de cooperação técnica em zoneamento agrícola, com foco na redução de perdas e no aumento da eficiência produtiva.
Outro resultado importante veio da Colômbia, que autorizou a entrada da farinha de sangue bovina brasileira, utilizada na alimentação de animais domésticos. Com mais de 52 milhões de habitantes e elevado número de lares com pets, o mercado colombiano se torna estratégico para o Brasil. Em 2024, as vendas de produtos agropecuários brasileiros para o país somaram US$ 863 milhões.
De acordo com o Mapa, a missão reforça o compromisso do governo federal com a valorização dos produtos nacionais e com a busca por novos compradores na América do Sul. Com o reconhecimento sanitário, o Acre se consolida como um dos estados mais preparados para crescer no comércio exterior e atrair investimentos no setor.
Parlamentares da base e da oposição criticam gestão municipal e cobram licitação urgente do transporte coletivo
Um novo problema mecânico envolvendo um ônibus da empresa Ricco Transportes reacendeu as críticas ao sistema de transporte público de Rio Branco. Durante sessão na Câmara Municipal nesta terça-feira (4/11), vereadores da base e da oposição se uniram para cobrar providências da prefeitura e exigir a abertura de licitação para contratação de uma nova empresa.
O episódio que motivou os discursos foi o rompimento do eixo traseiro de um coletivo da linha Belo Jardim II, que ficou imobilizado na Via Chico Mendes. A imagem do veículo com as rodas soltas na pista foi exibida no plenário e usada como símbolo do que os parlamentares classificaram como “colapso” do serviço.
Mesmo sendo aliado do prefeito Tião Bocalom (PL), o vereador Aiache (PP) fez duras críticas à Ricco. “Essa empresa é um lixo, não merece o respeito da população, nem desta casa e muito menos do Executivo. É um câncer que precisa ser retirado da nossa cidade”, afirmou. Ele também lembrou que a Câmara já aprovou subsídios e empréstimos para renovar a frota, mas que os problemas continuam.
Do lado da oposição, o vereador André Kamai (PT) reforçou que os alertas sobre a precariedade do transporte não são recentes. Ele citou o incidente ocorrido na semana passada, quando um ônibus da mesma empresa soltou fumaça no Terminal Urbano, assustando passageiros. “É isso que queremos evitar. Será que os órgãos de controle vão esperar alguém morrer?”, questionou.
Eber Machado (MDB), outro opositor, também se manifestou. Segundo ele, a capital acreana tem hoje “a passagem mais cara do Brasil e o pior serviço de transporte coletivo”. O parlamentar acusou a prefeitura de omissão e criticou a falta de contrato formal com a empresa. “Já levaram mais de R$ 200 milhões e continuam operando sem qualquer responsabilidade”, disse.
Os três vereadores cobraram que o Executivo envie à Câmara o projeto de lei que autoriza a licitação do transporte público. Eles afirmam que a medida é urgente para garantir segurança aos usuários e permitir que o serviço seja fiscalizado com base em regras claras.
Apesar das divergências políticas, os parlamentares concordaram que a situação atual é insustentável e que a população não pode continuar sendo penalizada por falhas recorrentes. A expectativa é que o debate sobre o transporte coletivo volte à pauta nas próximas sessões.
O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Administração (Sead) e da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), divulgou o Edital nº 029 Sead/SEE/Indígena, que trata da convocação de professores aprovados no Processo Seletivo Simplificado para contratação temporária na Educação Escolar Indígena. O resultado foi publicado no Diário Oficial do Estado do Acre (DOE) desta terça-feira, 4.
A convocação atende à solicitação de reposição de profissionais e segue as normas do Edital nº 001/2023 Sead/SEE, de 24 de março de 2023. De acordo com o novo edital, os candidatos deverão apresentar a documentação necessária e assinar o contrato até o dia 14 de novembro de 2025, no horário das 7h30 às 13h30, nos municípios de Assis Brasil, Santa Rosa do Purus, Manoel Urbano, Tarauacá, Feijó, Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves.
A Sead e a SEE reforçam a importância do comparecimento dentro do prazo, a fim de garantir a efetivação da contratação e o início das atividades letivas nas escolas indígenas da rede estadual. O edital completo com a lista de convocados e demais orientações está disponível no Portal do Governo do Estado do Acre.
Os candidatos poderão obter informações referentes ao Processo Seletivo Simplificado com a SEE, por meio do telefone (68) 3213-2331, ou ainda com a Sead, por meio do endereço eletrônico: [email protected].
O vereador Zé Lopes (Republicanos) fez duras críticas à situação do transporte público e ao abastecimento de água em Rio Branco durante sessão na Câmara Municipal, nesta terça-feira, 4. O parlamentar destacou que os problemas vêm se agravando e cobrou providências urgentes do Executivo.
Durante o discurso, o republicano mencionou o incidente ocorrido pela manhã, quando um ônibus da empresa Ricco Transportes teve o eixo traseiro arrancado no Segundo Distrito da capital. O vereador classificou o caso como grave e afirmou que o episódio demonstra o estado precário da frota.
“Mais uma vez vemos um ônibus da empresa Ricco causando prejuízos e colocando vidas em risco. Desde o início do ano o transporte coletivo tem sido pauta constante nesta Casa. O vereador Eber Machado chegou a propor uma CPI sobre a Rio Branco Transportes, mas a iniciativa não conseguiu as assinaturas necessárias. Se tivesse avançado, certamente já teríamos mudanças concretas”, afirmou.
Zé Lopes destacou que o acidente poderia ter causado uma tragédia. “O eixo que se soltou poderia ter atingido passageiros ou pedestres. O trânsito ficou congestionado, e muitas pessoas se atrasaram para o trabalho. É um problema recorrente, e nosso dever é fiscalizar e cobrar soluções do prefeito”, completou.
Além do transporte coletivo, o vereador abordou outro tema recorrente nas sessões: a falta de água em diversos bairros da capital. Segundo ele, as reclamações se multiplicam e poucas medidas efetivas têm sido tomadas.
“Visitei comunidades da parte alta, como Mulateiro, Caladinho, Jorge Kalume, Tancredo Neves, Santa Mônica, Vila Nova e Raimundo Melo. Já apresentamos mais de 240 indicações, e quase nenhuma foi atendida”, relatou.
O parlamentar também criticou a gestão municipal pela falta de coordenação em relação ao programa de cisternas do governo federal. “Encaminhei um ofício solicitando informações sobre a adesão ao programa e, em vez de enviarem ao Saerb, mandaram para a Defesa Civil, que apenas faz o abastecimento emergencial por caminhão-pipa. Isso demonstra desorganização e falta de prioridade com um problema tão grave”, concluiu Zé Lopes.
O deputado estadual Chico Viga apresentou o Projeto de Lei nº 178.3/2025, que autoriza o Poder Executivo a criar o Programa Passe Livre, destinado exclusivamente a atletas de futebol com idade entre 14 e 17 anos e 11 meses, devidamente registrados em seus clubes e na Federação de Futebol do Estado do Acre, durante sessão ordinária realizada na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), na manhã desta terça-feira, 4.
Segundo o parlamentar, a proposta tem como objetivo garantir o transporte gratuito para jovens atletas em deslocamentos entre suas residências, locais de treino e competições oficiais. Chico Viga destacou que muitos talentos acreanos acabam abandonando o esporte por dificuldades financeiras, especialmente com os custos diários de transporte.
“Inúmeros jovens promissores deixam de seguir no futebol por não terem condições de custear o transporte diário. Esse programa busca justamente garantir que esses atletas tenham condições de continuar treinando e se desenvolvendo, sem que a falta de recursos seja um obstáculo”, afirmou o deputado.
O projeto, de caráter autorizativo, não impõe execução imediata ao Poder Executivo, respeitando o princípio da separação dos poderes e a responsabilidade fiscal. Dessa forma, o governo poderá instituir o benefício conforme sua conveniência, por meio de convênios com municípios, empresas de transporte, federações esportivas ou entidades de formação de atletas.
Durante a apresentação, Chico Viga também anunciou a inclusão de um artigo adicional que permite ao Estado firmar parcerias com prefeituras e concessionárias de transporte coletivo urbano, a fim de estender o Passe Livre aos transportes municipais.
“Conversei com o doutor Cristóvão, da Casa Civil, e inserimos o artigo 3A para que o Estado possa firmar convênios com os municípios e ampliar o alcance do programa. A adesão, claro, dependerá do interesse e da disponibilidade orçamentária de cada município”, explicou.
Para o parlamentar, o Programa Passe Livre representa um avanço nas políticas públicas voltadas à juventude e ao esporte, além de reforçar o papel do futebol como instrumento de inclusão social e formação cidadã.
“Não se trata apenas de incentivar o esporte, mas de formar cidadãos comprometidos com a disciplina, o esforço e o espírito coletivo, valores essenciais para uma sociedade melhor”, concluiu.
Gabriele Tavares tem 24 anos e possui o 9º melhor café do Acre. Foto: Alice Leão/Secom
No Acre, o café tem se mostrado muito mais do que uma cultura agrícola: é um motor de transformação social e econômica para pequenos produtores. Com um crescimento expressivo nos últimos anos, o grão vem possibilitando que famílias rurais ampliem sua renda e transformem a própria realidade no campo, mostrando que o cultivo de qualidade pode abrir portas e gerar novas oportunidades.
O governo do Estado tem oferecido todos os mecanismos necessários para fortalecer a produção do fruto cafeeiro. Ao garantir apoio aos pequenos produtores, a Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri) contribui para o desenvolvimento do setor e assegura perspectivas de um futuro mais promissor.
Graças a iniciativas como essa, centenas de histórias de superação são vividas todos os dias. O poder público, em parceria com diferentes atores, tem transformado gradualmente a realidade dos pequenos produtores em todo o território, intensificando cada vez mais o trabalho no campo.
Aos 24 anos, Gabriele Tavares viu sua vida dar uma reviravolta ao se consagrar como dona do 9º melhor café do Acre, resultado obtido no Qualicafé 2025. Com um início pouco promissor e sem os recursos necessários, ela enfrentou diversos desafios, mas tudo mudou quando a Seagri passou a apoiá-la.
Café produzido no Acre vem ganhando reconhecimento nacional e internacional. Foto: Alice Leão/Secom
Antes de se dedicar integralmente ao campo, Gabriele trabalhava como cuidadora de idosos para ajudar a complementar a renda da família. Com a chegada de uma gravidez, precisou se afastar dessa atividade e, nesse momento, tomou a decisão que mudaria o rumo de sua vida.
“Junto com meu pai, comecei a plantar, e nós pagávamos diárias a outras pessoas para nos ajudar. Foi muito difícil. Tínhamos uma base de inspiração, porque vimos pessoas próximas conseguindo ter uma boa plantação de café, como minha irmã e meu cunhado, que têm uma lavoura em Porto Acre. Também contamos com o incentivo de amigos para começar”, conta.
Já na primeira safra, a família Tavares colheu um total de 22 sacas de café. Além disso, participou da 3ª edição do concurso Qualicafé, conquistando a 9ª colocação entre os 15 melhores produtores do estado. Gabriele relembra o momento como um dos mais marcantes de sua vida.
“Passei um ano irrigando o café manualmente, jamais esperava ficar entre os 15 melhores. Tivemos muito apoio do governo, por meio da Seagri, porque precisávamos de diversas ferramentas. O [José Luis] Tchê e a Michelma Lima nos proporcionaram tudo”, afirma. Ela destaca ainda que o incentivo é contínuo: “Até hoje, eles continuam nos ajudando e auxiliando com o que precisamos.”
Para o futuro, ela espera conseguir exportar seu produto para diversos países. Foto: Alice Leão/Secom
Acre na Semana Internacional do Café
Entre os dias 5 e 7, Belo Horizonte (MG) será a capital da cafeicultura no Brasil. A Semana Internacional do Café (SIC) já se consolidou no calendário anual do agronegócio nacional e representa um dos momentos mais importantes para o setor.
Produtores acreanos irão marcar presença durante os três dias de evento no estande Robustas Amazônicos do Acre. Por meio de uma parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a gestão estadual possibilita a participação de 16 cafeicultores, sendo 15 finalistas da 3ª edição do Qualicafé.
Gabriele Tavares faz parte do grupo que irá participar da SIC. Essa será sua primeira viagem de avião e, segundo ela, as expectativas são as melhores e espera ampliar o potencial de sua lavoura e conquistar reconhecimento internacional para, no futuro, exportar seu café para diversas partes do mundo.
“Para mim, é um sonho realizado. Estou muito ansiosa para conhecer outros cafeicultores e para que eles conheçam o nosso café também. Com isso, surgem mais oportunidades de exportar nosso produto e ser reconhecido. A cada dia, eu aprendo ainda mais”, frisa.
O titular da Seagri, José Luis Tchê, ressalta que nenhum projeto é executado sem a participação ativa dos produtores, que são envolvidos desde o início dos debates. Dessa forma, o governo garante que tenham um protagonismo significativo nas decisões.
“Na SIC, eles adquirem experiência, trocam informações com outros produtores, conversam com compradores e começam a entender como o processo realmente funciona e como podem agregar valor aos seus produtos. Quanto mais os levamos para ver de perto, mais diferente eles voltam. Tenho certeza de que isso vai transformando a vida deles no campo”, ressalta Tchê.
Além disso, o secretário ressalta que uma das principais políticas do governo Gladson Camelí é transformar a vida das pessoas e garantir dignidade a quem produz, e que o café veio para reafirmar esse trabalho: “Quem ganha mesmo é o nosso estado, porque melhora a qualidade de vida dos produtores e das produtoras rurais.”
Sentimento de gratidão
Meses após deixar o trabalho para se dedicar à produção de café, Gabriele ainda não acredita nas conquistas que já alcançou por meio dos pequenos grãos. Mesmo com muito trabalho pela frente, ela afirma que não irá parar e que este é apenas o início de uma grande história.
A jovem reconhece, ainda, a importância do apoio oferecido pelo Estado e demonstra forte sentimento de gratidão à equipe da Seagri, que de alguma forma contribuiu para que ela alcançasse seus objetivos e realizasse seus sonhos. Para o futuro, Gabriele espera ainda mais conquistas.
“Só tenho a agradecer, porque, para um pequeno agricultor, receber apoio da secretaria, do Tchê e de outras pessoas que estão por trás de tudo isso é muito importante. Eles estão ajudando com recursos, adubo e máquinas, que também disponibilizam para nossas terras. Isso é ótimo”, completa.