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Programa Nacional de Florestas Produtivas que beneficia o Acre será apresentado na COP30

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O Programa Nacional de Florestas Produtivas, que destina recursos para o fortalecimento da agricultura familiar e a recuperação de áreas degradadas no Acre, será oficialmente apresentado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) durante a COP30, em Belém (PA).

A iniciativa, que já recebeu um aporte total de R$ 426 milhões, tem como objetivo promover sistemas agroflorestais que conciliem produção de alimentos e preservação ambiental. O Acre está entre os estados beneficiados, ao lado do Amazonas e do Amapá, que juntos devem receber R$ 37 milhões até 2026, com a meta de recuperar 1.593 hectares e atender 7.646 famílias agricultoras.

No estado acreano, as ações reforçam o modelo de produção sustentável adotado por agricultores familiares, extrativistas e povos tradicionais, que conciliam o cultivo de produtos como açaí, castanha, banana e cacau nativo com a conservação da floresta.

O programa é financiado com recursos do Fundo Amazônia (BNDES), do Fundo Socioambiental Caixa e do próprio MDA. Parte dos investimentos é destinada à Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), garantindo apoio técnico gratuito às famílias beneficiadas.

Uma das principais frentes da iniciativa é o Edital Restaura Amazônia, que destina R$ 150 milhões para a recuperação florestal de áreas de assentamentos da reforma agrária em sete estados da Amazônia, incluindo o Acre. A expectativa é restaurar 4.600 hectares e beneficiar cerca de 6 mil famílias.

COP30 em Belém: o futuro do planeta passa pela Amazônia

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Entre promessas de descarbonização, discursos sobre justiça climática e críticas à infraestrutura, a conferência coloca o Brasil no centro do debate global — e desafia o país a transformar discurso em ação.

A Amazônia no centro do mundo

A capital paraense viveu dias históricos ao sediar a 30ª Conferência das Partes da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30). De 10 a 21 de novembro, Belém se tornou o coração do debate ambiental internacional, abrigando líderes de mais de 190 países, cientistas, ambientalistas e povos tradicionais da Amazônia.

A escolha da cidade foi simbólica e estratégica: reconhecer que não há futuro climático sem a Amazônia. O bioma, essencial para o equilíbrio térmico e hídrico do planeta, finalmente ganhou o protagonismo que há décadas se reivindicava nos bastidores da diplomacia ambiental.

“Perder a meta de 1,5°C é uma falha moral e uma negligência mortal”, declarou o secretário-geral da ONU, António Guterres, na abertura da conferência.

O tom do evento foi de urgência e cobrança. As nações foram pressionadas a revisar suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), ampliando metas de corte de emissões e adaptação. Ao mesmo tempo, a justiça climática e a inclusão dos povos indígenas e ribeirinhos foram tratadas como eixos centrais — não mais como pautas paralelas.

O contraste entre discurso e realidade

Enquanto Belém se vestia para receber o mundo, os bastidores revelavam contradições. Obras atrasadas, greves de operários e preços de hospedagem multiplicados por dez geraram críticas e apreensão.

Reportagens internacionais destacaram que a infraestrutura da COP30 provocou impactos ambientais e sociais — ironicamente, em nome da sustentabilidade. A construção de vias e hotéis às pressas levantou questionamentos sobre quanto de floresta foi sacrificada para sediar um evento que prega sua preservação.

“É o desafio da coerência: a COP da Amazônia precisa ser também a COP da verdade”,
escreveu um analista do Le Monde.

Mesmo assim, o clima de otimismo prevaleceu. Para muitos, o fato de o mundo olhar diretamente para a Amazônia já representa uma virada de chave simbólica e diplomática.

Avanços e novos compromissos

O Brasil, anfitrião do evento, buscou reafirmar seu protagonismo climático. O governo apresentou a proposta de uma Aliança Amazônica para o Desenvolvimento Sustentável, com foco em bioeconomia, energia limpa e combate ao desmatamento.

Além disso, a Organização Mundial da Saúde lançou o Plano Belém de Ação em Saúde e Clima, reforçando a ligação entre mudanças climáticas e doenças emergentes — um marco que amplia a agenda ambiental para o campo da saúde pública.

As discussões também destacaram o impasse financeiro: os países do Sul Global exigiram dos ricos compensações justas e financiamento climático concreto, apontando que não é possível cobrar metas de quem ainda luta por sobrevivência básica.

O impacto direto no Acre

Para o Acre, que integra a Amazônia Legal, a COP30 tem implicações profundas. O estado compartilha com o Pará desafios como a pressão sobre a floresta, o desmatamento ilegal e a vulnerabilidade das populações ribeirinhas e indígenas.

Se as negociações resultarem em fundos para bioeconomia, crédito de carbono e pagamento por serviços ambientais, o Acre poderá emergir como um modelo de sustentabilidade regional, transformando sua riqueza natural em ativo econômico e social.

Mas, se a conferência repetir o roteiro das anteriores — repleta de promessas não cumpridas —, o risco é que o Acre e o restante da Amazônia voltem a ser apenas cenário exótico para fotos e discursos de ocasião.

Entre esperança e cobrança

A COP30 encerra-se com a sensação de que o tempo está acabando. As negociações mostraram avanços diplomáticos, mas o planeta segue em rota perigosa: o aquecimento global já ultrapassa limites críticos e a perda da biodiversidade é alarmante.

Belém, neste novembro histórico, mostrou o melhor e o pior da política climática:
a esperança de um mundo mais justo e sustentável, e a dificuldade de transformar promessas em realidade.

“A Amazônia não pode ser apenas um tema, precisa ser um pacto”, afirmou um líder indígena durante a plenária final.

Se esse pacto se concretizar, o Brasil sairá da COP30 com autoridade moral e política para liderar o século verde.

Se não, ficará claro que a Amazônia continua sendo o pulmão do mundo — mas respirando por aparelhos.

*Adriano Gonçalves é jornalista especializado em geopolítica, ciência e meio ambiente

Bittar inclui Acre na CPI do Crime Organizado e Senado vai ouvir procurador e secretário de Segurança

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Senador apresentou requerimentos para ouvir autoridades locais sobre rotas do tráfico e segurança na fronteira

O senador Márcio Bittar (PL-AC) encaminhou cinco pedidos à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado com o objetivo de inserir o Acre nas apurações sobre facções que atuam em diferentes regiões do país. A proposta busca ouvir representantes e profissionais com atuação direta na região, considerada uma das principais passagens de entrada de entorpecentes e armamentos oriundos de nações vizinhas.

Entre os convidados estão o atual secretário de Justiça e Segurança Pública do estado, coronel José Américo Gaia, e o ex-titular da mesma secretaria, coronel Paulo Cézar dos Santos. Também foram indicados o procurador-geral de Justiça local, Danilo Lovisaro, o superintendente da Polícia Federal no Acre, Carlos Rocha Sanches, e o ex-integrante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) Rodrigo Pimentel.

A CPI foi formalmente instalada no Senado em 4 de novembro e tem duração prevista de 120 dias para examinar a atuação de grupos criminosos e milícias em território nacional. A comissão é liderada por Fabiano Contarato (PT-ES), com Hamilton Mourão (Republicanos-RS) na vice-presidência e Alessandro Vieira (MDB-SE) como responsável pelo relatório.

A inclusão do Acre nas discussões ocorre após alertas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que apontou o avanço do Terceiro Comando Puro (TCP) na unidade federativa. De acordo com documento apresentado ao Senado, o grupo passou a disputar áreas com o Comando Vermelho (CV), oferecendo estrutura própria para o tráfico e proteção em comunidades sob sua influência.

Nos requerimentos, Bittar ressalta que o estado enfrenta obstáculos específicos por estar localizado na Amazônia e fazer divisa com países como Peru e Bolívia. Os depoimentos das autoridades locais devem contribuir com dados sobre rotas ilegais, estratégias de policiamento e ações conjuntas entre os diferentes órgãos públicos.

A próxima reunião da CPI está prevista para o dia 18 de novembro, com início das oitivas de representantes do governo federal. A data, no entanto, pode ser revista em razão da participação do presidente da comissão, senador Fabiano Contarato, na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 30), realizada em Belém. A confirmação da agenda depende do retorno do parlamentar e da disponibilidade dos convidados já aprovados.

Governo do Acre, através Deracre, investe R$ 18 milhões em obras de infraestrutura no Juruá

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Com objetivo de executar serviços de limpeza, roçagem, sinalização viária e melhorias em calçadas, tanto em áreas urbanas quanto em ramais das comunidades rurais, o Governo do Estado do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagens, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), firmou três convênios com os municípios de Mâncio Lima, Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul. Os acordos que integram o Programa de Infraestrutura aos Municípios, foram publicados nesta segunda-feira, 10, no Diário oficial do Estado (DOE).

De acordo com as publicações, os investimentos somam R$ 18 milhões, sendo R$ 4,5 milhões destinados a Mâncio Lima, R$ 4,5 milhões a Rodrigues Alves e R$ 9 milhões a Cruzeiro do Sul. O prazo para a execução das obras é de oito meses.

Em Mâncio Lima e Cruzeiro do Sul, o convênio prevê a construção e manutenção de calçadas, além da sinalização viária vertical e horizontal. Já em Rodrigues Alves, as ações incluem, além dessas etapas, a reforma e manutenção de calçadas, meio-fio e sarjetas, reforçando o compromisso com a mobilidade e segurança urbana.

Os documentos foram assinados pela presidente do Deracre, Sula Ximenes, e pelos prefeitos José Luiz Gomes da Costa (Mâncio Lima), Salatiel Pinheiro Magalhães (Rodrigues Alves) e José de Souza Lima (Cruzeiro do Sul).

Os convênios fazem parte das ações do governo estadual voltadas para a melhoria da infraestrutura municipal e o fortalecimento das parcerias entre o Estado e as prefeituras, especialmente na região do Juruá, considerada estratégica para o desenvolvimento econômico e social do Acre.

Educação convoca aprovados em processo seletivo para lotação em Rio Branco

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A Secretaria Municipal de Educação (Seme) convocou os candidatos aprovados no Processo Seletivo Simplificado – Edital nº 005/2025 para contratação temporária de professores e servidores administrativos da rede municipal de ensino de Rio Branco. O edital foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta segunda-feira, 10.

De acordo com o edital, os convocados devem comparecer à Escola Municipal de Educação Infantil Monteiro Lobato, localizada na Rua Alfredo Zaire, nº 102, bairro Bela Vista, para fins de lotação conforme cargo, nas seguintes datas e horários:

⦁ Quinta-feira, 6 de novembro de 2025, das 8h às 12h:
Merendeira (Zona Urbana), Assistente de Creche, Assistente Escolar (Zonas Rural e Urbana) e Professor da Educação Infantil (Pré-escola e Creche).

⦁ Quinta-feira, 6 de novembro de 2025, das 14h às 17h:
Professor do Ensino Fundamental (Zonas Urbana e Rural) e Professor da Educação Especial (Mediador, AEE e Bilíngue).

Os convocados deverão apresentar documento oficial de identificação com foto (RG ou CNH), CPF, comprovante de residência atualizado, comprovante de escolaridade exigido para o cargo e cópia do número da conta bancária para fins de contratação.

A Seme reforça que os candidatos que não comparecerem no prazo, local e horário estabelecidos serão considerados desistentes, sendo a vaga automaticamente destinada ao próximo classificado, conforme a ordem geral de classificação.

Entre os convocados estão professores da Educação Especial, Educação Infantil e Ensino Fundamental, além de assistentes escolares, assistentes de creche e merendeiras.

Veja abaixo, a lista completa dos convocados:

Professor da Educação Especial – Mediador (Zona Urbana)

⦁ Roziele Farias da Silva – 65

⦁ Terezinha dos Santos Mello – 65

⦁ Antonia Alves de Barros – 65

⦁ Felipe dos Santos Menezes – 65

⦁ Antonia Rivalciene Bezerra da Rocha Souza – 65

⦁ Rosely Maria Barbosa Alves Franco – 65

⦁ Zuleide Severiano da Silva – 65

⦁ Susana Tavares da Silva – 65

⦁ Edileuza da Silva Martins – 65

⦁ Samile da Silva Maia – 65

Professor da Educação Especial – Mediador (Zona Urbana) – PCD

⦁ Jaqueline Silveira de Lima – 50

⦁ Professor da Educação Especial – AEE (Zona Urbana)

⦁ Carina Cordeiro de Melo – 35

⦁ Professor da Educação Infantil – Pré-escola

⦁ Magda Moura de Lima Bitencourt – 50

⦁ Bruna Karine Nascimento Campelo – 50

⦁ Adriana Aragão da Silva – 50

⦁ Ivonete Santos dos Santos – 50

⦁ Elizângela Maciel de Souza Bandeira – 50

⦁ Reginalda de Oliveira Castro Silva – 50

⦁ Fernanda da Silva Souza – 50

⦁ Rosimeiry Salvino Silva – 50

⦁ Rosangella Bitencourt de Oliveira – 45

⦁ Gervânia Sayra de Souza Gundim – 45

⦁ Márcia Ferreira Barbosa da Silva – 45

⦁ Professor da Educação Infantil – Creche

⦁ Rosiene de Lima Mascarenhas – 30

⦁ Cilde Souza Silva – 30

⦁ Naiara Maria Silva Oliveira dos Santos – 30

⦁ Jaqueline Figueroa Hernandez – 30

Professor do Ensino Fundamental – 1º ao 5º ano (Zona Urbana)

⦁ Raimunda Nery da Silva – 70

⦁ Maria de Lourdes da Silva Lopes – 70

⦁ Denise Cristina de Souza Amorim – 70

⦁ Raimunda Nonata da Silva – 70

⦁ Sanderly Nascimento de Góes – 70

⦁ Marta Martins Ferreira – 70

⦁ Mayara Nágila Teixeira de Freitas – 70

⦁ Professor do Ensino Fundamental – 1º ao 5º ano (Zona Urbana) – PCD

⦁ Vanessa Cristini de Souza Mikuanski – 60

Professor do Ensino Fundamental – 1º ao 5º ano (Zona Rural)

⦁ Alessandra Ramos de Oliveira Cabral – 60

⦁ Maria Zenaira Vitoriano da Silva Oliveira – 60

Professor da Educação Especial – Bilíngue (Zona Urbana)

⦁ Aduzandily Rege da Cruz – 25

Professor da Educação Especial – Libras (Zona Urbana)

⦁ Sherlay Pereira Lima – 35

Assistente Escolar (Zona Urbana)

⦁ Marineuza da Rocha Cabral – 80

⦁ Jânio Araújo da Silva – 80

Assistente Escolar (Zona Rural)

⦁ Kaylla Pinheiro de Mesquita – 60

⦁ Erika Sousa da Silva – 60

⦁ Rozilene dos Anjos Souza – 50

⦁ Valério Ferreira Magalhães – 50

⦁ Ziza Lima Moura – 50

Assistente de Creche

⦁ Maria Efisa Campos Aguiar – 50

⦁ Mileny Pereira Silva – 50

⦁ Isabelle Rocha Guerreiro – 50

⦁ Laryssa Vitória Moura da Silva – 50

⦁ Daniely Santos da Rocha – 50

⦁ Antônia Janaína de Araújo Oliveira – 50

⦁ Merendeira (Zona Urbana)

⦁ Elionalia Pereira da Silva – 55

⦁ Beatriz Santos Gomes – 55

⦁ Lucas Arantes Magalhães – 55

⦁ Jaquelline da Silva Garcia

Caixa abre edital de concurso público com salário de até R$ 16 mil

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A Caixa Econômica Federal publicou, nesta sexta-feira (7), o edital do novo concurso público voltado para cargos da carreira profissional de nível superior.

A banca organizadora é da Fundação Cesgranrio e as provas ocorrerão em 1º de fevereiro de 2026.

CONFIRA O EDITAL

Ao todo, são 184 vagas distribuídas entre seis cargos. A maior parte é para engenheiros civis, mas também há oportunidades para arquitetos e médicos do trabalho. Os salários variam de R$ 12.371,00 a R$ 16.495,00.

Além da remuneração, os aprovados terão benefícios como assistência à saúde, previdência complementar, participação nos lucros e resultados, auxílio alimentação e refeição, vale-transporte e auxílio-creche.

A diferença entre os salários é explicada pela jornada de trabalho, que será diferente para cada cargo: enquanto arquitetos e engenheiros terão carga horária de 8 horas por dia — totalizando 40 horas semanais —, médicos do trabalho cumprirão 6 horas diárias, somando 30 horas por semana.

O concurso será composto por prova objetiva, com questões de conhecimentos gerais e específicos, prova discursiva e avaliação de títulos — o que significa que candidatos com especializações ou experiência poderão somar pontos adicionais.

A Caixa também vai aplicar políticas de inclusão: 5% das vagas serão destinadas a pessoas com deficiência, 25% a candidatos negros, 3% a indígenas e 2% a quilombolas.

As inscrições serão feitas pelo site da Fundação Cesgranrio, e mais informações estarão disponíveis na página “Trabalhe na Caixa”.

Para quem está interessado, vale ficar atento ao edital e começar a se preparar desde já, já que as vagas são para áreas estratégicas e exigem formação específica.

Defesa consegue adiar julgamento de ex-vereador acusado de matar pecuarista no Acre

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Estava previsto para esta segunda-feira (10) o julgamento do ex-vereador por Capixaba, Teio Tessinari, acusado de ser o autor do homicídio do pecuarista Antônio Deuzimar Santiago, ocorrido em junho de 2022, na Vila Mapajó, região de fronteira entre o Acre e a Bolívia. No entanto, o julgamento não irá acontecer.

O motivo é um pedido de vistas feito pelo juiz Fábio Alexandre Costa Farias, acatado pelo Tribunal. Com isso, a defesa do ex-parlamentar ganha um prazo de 15 dias para reunir novas provas e apresentá-las no processo. Após o fim desse período, será definida uma nova data para o julgamento.

O crime aconteceu em 16 de junho de 2022, quando o pecuarista Antônio Deuzimar foi morto com dois tiros nas costas, após sair da porteira de sua propriedade, na zona rural de Capixaba.

De acordo com a investigação conduzida pela Polícia Civil do Acre, Deuzimar teria sido abordado por Teio Tessinari no momento em que tentava deixar o local. Ainda segundo a perícia, a vítima chegou a tentar fugir, mas foi atingida por dois disparos fatais.

O conflito entre os dois teria começado por causa de um arrendamento de gado pertencente a um empresário de Senador Guiomard, identificado como Celso Ribeiro, ex-prefeito do município. Parte do rebanho começou a desaparecer, e Teio teria responsabilizado a vítima pelos furtos.

Faltando sete dias para o julgamento, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) produziu um novo relatório técnico. O promotor responsável pelo caso, acompanhado do delegado e de peritos da Polícia Civil, esteve novamente no local do crime para verificar a posição geográfica das testemunhas que afirmaram ter presenciado o assassinato.

A visita teve o objetivo de confirmar se os relatos prestados na delegacia e durante a audiência de instrução, realizada em setembro de 2023, condiziam com a realidade dos fatos.

Após o crime, Teio Tessinari chegou a ser ouvido pelo delegado de Capixaba, afirmando ter agido em legítima defesa. Pouco depois, ele desapareceu e passou à condição de foragido da Justiça.

O ex-vereador se entregou voluntariamente em 20 de setembro de 2023, durante a audiência de instrução do processo. Ele chegou a ficar alguns dias preso, mas conseguiu um habeas corpus que lhe permitiu responder ao processo em liberdade.

Com o pedido de vistas aceito pelo juiz, a defesa de Teio Tessinari tem agora 15 dias para reunir novas provas. Após o prazo, o processo volta a tramitar e uma nova data de julgamento será marcada pelo Tribunal do Júri, em Rio Branco.

Informações agazeta.net

Municípios do Acre recebem R$ 52,9 milhões em repasses de tributos estaduais referentes a outubro

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A Secretaria de Estado da Fazenda do Acre (Sefaz) divulgou nesta segunda-feira, 10, o demonstrativo de distribuição da arrecadação estadual referente ao mês de outubro de 2025, em cumprimento à Lei Complementar nº 63/1990. Segundo o levantamento, os 22 municípios acreanos receberam juntos R$ 52,9 milhões, provenientes da divisão das receitas de ICMS, IPVA e Fundeb.

O maior volume de repasses foi destinado a Rio Branco, que concentrou quase metade de toda a arrecadação. A capital recebeu R$ 23,5 milhões, sendo R$ 16,29 milhões de ICMS, R$ 4,07 milhões do Fundeb e R$ 3,17 milhões de IPVA.

Cruzeiro do Sul aparece na sequência, com R$ 6,33 milhões — R$ 4,55 milhões de ICMS, R$ 1,13 milhão do Fundeb e R$ 640,9 mil de IPVA. Já Brasiléia contabilizou R$ 2,33 milhões. Entre os demais municípios com destaque estão Sena Madureira (R$ 2,06 milhões), Tarauacá (R$ 1,75 milhão), Senador Guiomard (R$ 1,98 milhão) e Epitaciolândia (R$ 1,44 milhão).

Os menores valores repassados foram registrados em Jordão, com R$ 681,8 mil, e Santa Rosa do Purus, com R$ 626,2 mil.

No total consolidado do mês, o ICMS se manteve como principal fonte de arrecadação distribuída, somando R$ 38,2 milhões, seguido pelo Fundeb, com R$ 9,55 milhões, e pelo IPVA, que representou R$ 5,14 milhões.

Governo promove simulado de incêndio e mobiliza forças de segurança, saúde e estudantes no Via Verde Shopping

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Ação envolveu mais de 100 profissionais do Estado, além das brigadas internas do shopping e estudantes. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Um simulado de incêndio e resgate de vítimas movimentou o Via Verde Shopping na manhã deste sábado, 8. A operação, coordenada pela Defesa Civil Estadual, testou a capacidade de resposta do Estado e de diferentes órgãos de segurança e emergência diante de uma situação real de crise.

O exercício, que começou às 8h, reproduziu um incêndio de grandes proporções na praça de alimentação do shopping, com evacuação do público e resgate de vítimas em solo e por via aérea. A ação envolveu mais de 100 profissionais do Estado, além das brigadas internas do shopping e da Defesa Civil de Rio Branco.

De acordo com o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Carlos Batista, o simulado teve papel estratégico para o aprimoramento das respostas em situações de emergência e no fortalecimento da cultura de prevenção entre instituições e sociedade.

“Este simulado tem importância estratégica para o Estado e para toda a sociedade acreana. Nosso objetivo é avaliar, de forma prática, a integração e a capacidade de resposta das equipes de emergência e das brigadas internas, fortalecendo a cultura de prevenção e autoproteção”, destacou o coordenador.

Durante o exercício, um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) sobrevoou a área para o transporte aeromédico de vítimas, enquanto equipes terrestres controlavam o “incêndio” e realizavam o atendimento pré-hospitalar. Todo o cenário foi acompanhado por dezenas de pessoas que assistiam à movimentação nas áreas externas do shopping.

O superintendente do Via Verde Shopping, Wander Porto, ressaltou a relevância da parceria entre o setor público e a iniciativa privada para reforçar a segurança do público. “Nosso objetivo é oferecer segurança aos nossos usuários, especialmente nesse período de fim de ano, quando o varejo está mais aquecido e o shopping recebe um grande fluxo de pessoas. Por isso, ampliamos os treinamentos internos e realizamos este simulado em parceria com o poder público”, disse.

Um dos momentos mais marcantes do evento foi a participação dos estudantes da Universidade da Amazônia (Unama), que atuaram como vítimas no simulado. Com maquiagens realistas e muita entrega, os alunos ajudaram a tornar a simulação mais fiel e dinâmica, contribuindo diretamente para o treinamento das equipes de resgate.

O coordenador da Unama, Fábio Santos, destacou o valor pedagógico da atividade. “É uma oportunidade única para que nossos alunos vivenciem na prática situações que podem enfrentar em sua vida profissional. Os estudantes de enfermagem, por exemplo, estarão na linha de frente em casos como esse. Participar de um simulado dessa dimensão é uma forma de aprendizado real, que complementa a formação em sala de aula”, explicou.

Entre os participantes, a estudante de Farmácia, Graziela Paiva, chamou atenção pela atuação durante o exercício, interpretando uma das vítimas do incêndio. Para ela, a experiência foi marcante.

“Foi uma experiência única, que nos faz entender o quanto é importante estar preparado para situações de emergência. A gente aprende de verdade quando vivencia na prática, e hoje pude ver como o trabalho das equipes de resgate é essencial para salvar vidas”, contou.

Agência de Notícias do Acre

Motorista causa explosão ao bater caminhonete contra poste no bairro Morada do Sol

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Câmeras de segurança registraram o momento de um grave acidente ocorrido na madrugada de sábado (8), na Estrada da Usina, bairro Morada do Sol, em Rio Branco.

De acordo com informações da polícia, o motorista da caminhonete perdeu o controle da direção e atingiu um poste de energia. O motorista fugiu do local e ainda não foi identificado.

As imagens mostram que o automóvel vinha em alta velocidade e, após se chocar contra o poste, causa uma explosão. O motorista da ré e foge do local do acidente deixa os estragos para trás. Ainda não se sabe se houve feridos.

Parte da calçada e a base do poste ficaram destruídos por conta da batida.

Segundo relatos de moradores das redondezas, a vizinhança ficou sem internet por conta da colisão, tendo sido restaurada no sábado. Equipes da Energisa também trabalharam no local ao longo do final.