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Operação da Polícia Civil combate esquema de exploração de indígenas em Jordão

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Uma megaoperação coordenada pela Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Tarauacá, com apoio da Prefeitura de Jordão e da Polciia Militar, foi realizada na última terça-feira, 12, resultando na desarticulação de um esquema criminoso que explorava financeiramente famílias indígenas beneficiárias do programa Bolsa Família. Batizada de Operação “Padrão”, a ação cumpriu 28 mandados de busca e apreensão, prendeu quatro pessoas e conduziu oito indivíduos para prestar esclarecimentos à autoridade policial.

As investigações, iniciadas há cerca de dois anos, revelaram que comerciantes da região retinham cartões bancários e senhas de indígenas beneficiários do programa, realizando saques dos valores e repassando mercadorias a preços abusivos. O golpe era sustentado pela vulnerabilidade das vítimas, que, em muitos casos, tinham baixa escolaridade e acreditavam que os débitos informados pelos comerciantes eram legítimos.

Durante a operação, foram apreendidos 300 cartões do Bolsa Família, R$ 70 mil em espécie, além de valores em dólar e euro, 6 mil litros de combustível, celulares, máquinas de cartão de crédito, cadernos de anotações, duas espingardas, um revólver, 250 quilos de chumbo e 300 espoletas. Parte do material apreendido, como combustíveis e gás, eram armazenados de forma precária e sem autorização, oferecendo risco à população.

O delegado José Ronério, responsável pela operação, destacou a gravidade das práticas descobertas e a importância da ação conjunta para combater a exploração econômica dos povos indígenas.

“Infelizmente, a retenção de cartões bancários e documentos de indígenas é uma forma contemporânea de exploração, com raízes históricas no antigo sistema de barracão dos seringais, e que ainda persiste em algumas regiões do Acre. Nossa missão é romper esse ciclo, responsabilizando os envolvidos e garantindo a dignidade das comunidades atingidas”, afirmou o delegado.

Para a execução da operação, a Direção-Geral da Polícia Civil do Acre destacou 20 policiais civis para reforçar o efetivo local e garantir a amplitude das diligências. O delegado-geral da PCAC, Dr. José Henrique Maciel, ressaltou que o trabalho demonstra o compromisso da instituição com a justiça e a proteção dos mais vulneráveis.

“A Operação Padrão é resultado de um trabalho técnico e sensível, que evidencia a importância da atuação policial na defesa das populações tradicionais e indígenas. A Polícia Civil do Acre seguirá firme no combate a toda forma de exploração e na promoção de um ambiente de respeito e legalidade nas relações econômicas do estado”, destacou o delegado-geral.

Os investigados responderão por crimes contra a ordem econômica e ambiental, além de outras infrações identificadas durante o inquérito. A Polícia Civil continuará com as investigações para identificar possíveis novos envolvidos no esquema.

Ascom PC

Polícia Civil prende homem suspeito de abusar da enteada de 13 anos em Bujari

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Ação da Polícia Civil do Acre resulta na prisão de homem suspeito de abusar de adolescente. Foto: cedida

A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral do Bujari, prendeu na manhã desta quinta-feira, 13, um homem suspeito de abusar sexualmente de sua enteada, uma adolescente de 13 anos. A prisão é resultado de uma ação rápida e eficiente das equipes policiais, que atuaram de forma imediata após a denúncia.

De acordo com as investigações, os abusos teriam começado quando a vítima tinha 11 anos e se intensificaram recentemente, momento em que a adolescente decidiu procurar ajuda. Além dos atos de violência sexual, ela relatou ter sofrido constantes ameaças por parte do suspeito.

Diante da gravidade das informações e do risco à integridade da menor, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva, que foi decretada pela Justiça e cumprida ainda nas primeiras horas do dia, garantindo a proteção da vítima e a preservação das provas.

O delegado responsável pela investigação, Dr. Bruno Coelho Oliveira, destacou o empenho da equipe e a prioridade que a instituição dá a casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes.

“Trata-se de um crime grave e que exige uma resposta firme e imediata. A Polícia Civil tem atuado com rigor para proteger as vítimas e responsabilizar os autores desses atos”, ressaltou o delegado.

O delegado alertou ainda que crimes desta natureza vêm crescendo no município e que diversas investigações estão em andamento. Ele enfatizou que praticar qualquer ato sexual ou libidinoso com pessoa menor de 14 anos é crime grave, previsto no Código Penal como estupro de vulnerável, cuja pena pode chegar a 15 anos de reclusão. Gostaria que incluísse essa parte na minha citação.

Ascom Polícia Civil

MPAC reabre caso de idosa morta após ação policial em Rio Branco; entenda o caso

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Idosa passou mal após policiais invadirem sua residência. Ela não resistiu e faleceu/Foto: Reprodução

Novos vídeos ignorados pela investigação levam promotora a pedir nova apuração

O Ministério Público do Acre (MPAC) decidiu reabrir o caso da aposentada Maria José Pereira, de 67 anos, que faleceu após uma abordagem da Polícia Militar (PM) dentro de sua casa, no bairro Pista, em Rio Branco. A decisão foi tomada pela promotora Maria Fátima Ribeiro Teixeira após surgirem gravações que não haviam sido analisadas na apuração anterior.

A operação ocorreu em fevereiro de 2024. Na ocasião, integrantes da corporação entraram na residência sem autorização judicial, alegando que procuravam o filho da vítima, suspeito de furto. No entanto, conforme documentos apresentados pela família, o homem já estava preso havia dois anos. Durante o tumulto, a idosa passou mal, foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e morreu dias depois de um infarto.

Como o processo foi retomado

O caso havia sido encerrado por falta de provas. No entanto, as filhas de Maria José, Márcia e Magna Pereira, procuraram o MPAC e entregaram novos vídeos da ação. Além disso, o Juizado Especial Criminal também encaminhou imagens que mostram os momentos da abordagem.

Ao revisar os documentos, a promotora percebeu que os materiais não foram considerados pela Corregedoria da PM, responsável por investigar a conduta dos militares envolvidos. Por esse motivo, ela determinou que o processo fosse reaberto e que todo o material fosse enviado para nova avaliação.

Idosa passou mal após policiais invadirem sua residência. Ela não resistiu e faleceu/Foto: Reprodução

O que mostram as imagens

As gravações reforçam a versão da família de que houve excesso por parte dos policiais. Em outro processo, as filhas foram acusadas de desacato, mas acabaram absolvidas. Segundo o juiz, elas estavam emocionalmente abaladas, e a postura dos servidores foi desproporcional, o que contribuiu para o descontrole.

Durante a audiência, uma das mulheres relatou que um dos policiais chegou a zombar da situação, dizendo que “o caso já estava arquivado”.

Quem são os citados

Um dos nomes mencionados no boletim de ocorrência é o policial Manoel Ribeiro do Nascimento Neto. Ele é apontado como o responsável por agredir a advogada de defesa Helane Christina, na delegacia, quando ela tentava acompanhar as vítimas. Outros três integrantes da PM participaram da ação, mas ainda não foram identificados publicamente.

O que acontece a partir de agora

Com a reabertura do processo, a Corregedoria terá que analisar os vídeos e documentos que foram ignorados anteriormente. Se for comprovado que houve abuso, os envolvidos podem ser responsabilizados.

CONFIRA O DESPACHO NA ÍNTEGRA

Alerta: Acre corre risco de enfrentar temporais nesta quinta-feira, diz previsão

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Nesta quinta-feira (13), o tempo segue quente e abafado em todo o Acre, mas com instabilidade predominante. De acordo com o portal O Tempo Aqui, o dia será marcado por sol entre nuvens e chuvas pontuais, que podem ocorrer com forte intensidade em algumas regiões do estado, além de áreas do sul e sudoeste do Amazonas, Rondônia, Mato Grosso, Bolívia (planícies) e Peru (região de selva).

Leste e sul do Acre (microrregiões de Rio Branco, Brasileia e Sena Madureira): o tempo será quente e úmido, com chuvas localizadas e possibilidade de pancadas intensas em determinados pontos. A umidade relativa do ar deve variar entre 45% e 55% durante a tarde, e entre 90% e 100% nas primeiras horas da manhã. Os ventos sopram de forma fraca a calma, com eventuais rajadas, vindos do norte e com variações de noroeste e nordeste.

Centro e oeste do estado (microrregiões de Cruzeiro do Sul e Tarauacá): a previsão é semelhante, com clima quente e abafado, sol entre nuvens e chuvas fortes em áreas isoladas. A umidade mínima deve ficar entre 60% e 70% à tarde, e a máxima, entre 90% e 100% ao amanhecer. Os ventos sopram fracos, predominando de norte, com variações de noroeste e nordeste.

Temperaturas previstas:

– Rio Branco, Senador Guiomard, Bujari e Porto Acre: mínimas entre 22°C e 24°C, máximas entre 29°C e 31°C;

– Brasileia, Epitaciolândia, Xapuri, Capixaba e Assis Brasil: mínimas entre 22°C e 24°C, máximas entre 29°C e 31°C;

– Plácido de Castro e Acrelândia: mínimas entre 22°C e 24°C, máximas entre 29°C e 31°C.

 

Comerciantes de Rio Branco lamentam queda nas vendas e tentam manter otimismo para a Black Friday: “O dinheiro sumiu”

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Com o calor intenso e o movimento moderado no centro de Rio Branco, comerciantes locais já começam a preparar promoções para a Black Friday, marcada para o dia 28 de novembro. Apesar da expectativa positiva, muitos reconhecem que o cenário econômico difícil tem afetado o poder de compra dos consumidores.

A comerciante Maria Luziene, que trabalha com bolsas e acessórios, expressou otimismo, mas também preocupação com as dificuldades financeiras do público.

“Expectativa boa, mas infelizmente o dinheiro sumiu da praça”, afirmou.

Mesmo com as vendas fracas, ela garante que a loja está pronta para receber os clientes.

“Estamos preparadas, com bastante oferta e novidades. Vamos ver o que vai dar”, completou.

Já a empresária Juliane Oliveira da Silva, do setor de eletrônicos e assistência técnica, decidiu antecipar as promoções e relatou bons resultados.

“A nossa Black começou na segunda-feira e está sendo um sucesso. O Instagram está bem movimentado, o direct lotado. O povo gosta de novidade, desconto e preço”, contou.

Juliane acredita que o movimento deve aumentar até o dia 28.

“Se já está assim agora, imagina na Black. Eu mesma estou esperando pra renovar umas coisinhas. Gosto de desconto e de preço bom”, brincou.

Enquanto isso, os vendedores ambulantes e feirantes do centro da capital tentam manter o bom humor diante das dificuldades. O ambulante Frank ironizou a situação:

“Aqui a gente já vende tudo barato mesmo. Se fizer mais uma Black Friday, a gente vai acabar dando a mercadoria de graça.”

Com informações do ac24horas.

Fraudes no INSS: ex-ministro de Bolsonaro e deputados são alvos da PF

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© Policia Federal/divulgação

O ex-ministro do Trabalho e Previdência Social José Carlos Oliveira e ao menos dois parlamentares são investigados por suposto envolvimento na cobrança ilegal de mensalidades associativas de milhões de aposentados e pensionistas. Eles são alvo de uma nova etapa da operação Sem Desconto que a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta quinta-feira (13).

Servidor de carreira do instituto, Oliveira presidiu o INSS de novembro de 2021 a março de 2022, quando assumiu o comando do Ministério da Previdência Social, onde permaneceu até o fim do governo Bolsonaro, em 31 de dezembro de 2022. Na época, ele atendia pelo nome de José Carlos Oliveira, o qual alterou recentemente, por motivos religiosos, para Ahmed Mohamad Oliveira.

Em setembro, Oliveira depôs à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS e assegurou só ter tomado ciência da fraude relacionada às mensalidades associativas em abril deste ano, após a deflagração da primeira etapa da Operação Sem Desconto.

Autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, a operação desta manhã também atingiu o deputado federal Euclydes Pettersen Neto (Republicanos-MG) e o deputado estadual maranhense Edson Cunha de Araújo (PSB-MA), alvos de mandados judiciais de busca e apreensão.

Pettersen é citado nas investigações da PF e da CGU por supostamente ter vendido um avião a uma das entidades associativas investigadas. Já Araújo é vice-presidente de outra das associações, a Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA).

A Agência Brasil tenta contato com a defesa do ex-ministro e dos deputados Euclydes Pettersen Neto e Edson Cunha de Araújo e atualizará esta reportagem tão logo consiga suas manifestações.

Operação

Policiais federais e auditores da CGU estão cumprindo 63 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares diversas da prisão em 15 unidades da federação.

Os cumprimentos atingem os estados do Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal.

“Estão sendo investigados os crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial”, divulgou a Polícia Federal.

Mais cedo, a PF informou que prendeu o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto.

A defesa de Stefanutto informou que, até o momento, não teve acesso ao teor da decisão que resultou na prisão de seu cliente.

“Trata-se de uma prisão completamente ilegal, uma vez que Stefanutto não tem causado nenhum tipo de embaraço à apuração, colaborando desde o início com o trabalho de investigação”, diz a nota ao manifestar confiança de que comprovará a inocência do ex-presidente do instituto.

Agência Brasil

DNIT normaliza tráfego na ponte do Rio Caeté após cheia e reforça estrutura para garantir segurança

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O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que o trânsito sobre a ponte do Rio Caeté, entre os municípios de Feijó e Tarauacá, foi normalizado na manhã desta quinta-feira, 13, após o aumento repentino do nível das águas durante a madrugada.

Mesmo em obras e interditada para manutenção, a ponte foi liberada de forma controlada por equipes do órgão, que já haviam planejado ações preventivas para situações de emergência como essa. Segundo o DNIT, a medida foi necessária após o represamento das águas do rio durante a madrugada, o que levou à interrupção temporária do tráfego.

Em vídeo divulgado à imprensa, o superintendente do DNIT no Acre, Ricardo Araújo, explicou que o órgão já estava preparado para esse tipo de ocorrência, comum neste período do ano.

“O DNIT vem se planejando, porque sabemos que o Rio Caeté costuma ter repiquetes, ele sobe e depois desce. Ontem, por volta das 3h30 da manhã, o nível da água atingiu a lâmina do pontilhão provisório, e o trânsito precisou ser interrompido. Mas às 7h30 da manhã já estávamos passando por cima da ponte principal, que estava em manutenção”, afirmou Araújo.

O superintendente informou ainda que os serviços de recuperação do pilar da ponte do Rio Caeté já foram iniciados e devem seguir durante todo o período de inverno amazônico. A previsão é de que as obras sejam concluídas até abril de 2026, com a liberação total do tráfego.

“A empresa responsável já está no local. Nossa meta é trabalhar durante todo o período de chuvas para concluir a recuperação de um novo pilar. Enquanto isso, continuaremos operando no sistema Pare e Siga, garantindo a segurança e a fluidez do trânsito”, explicou o superintendente.

Araújo também anunciou que o DNIT irá reforçar a estrutura metálica da ponte, aumentando a segurança para a passagem de veículos.

“Já estamos com os estudos prontos para protender as vigas metálicas naquele segmento onde o pilar cedeu. Isso vai reforçar a estrutura e permitir a liberação completa do tráfego sem riscos”, destacou.

O DNIT informou que as equipes de engenharia permanecem no local, monitorando o comportamento do rio e as condições da ponte. O trânsito no trecho está fluindo normalmente desde as 7h30 da manhã, com acompanhamento técnico contínuo.

Auditores do TCE-AC fiscalizam escolas municipais de Assis Brasil

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Ação integra a segunda etapa de monitoramento das unidades de ensino

Uma equipe de auditores do Tribunal de Contas do Acre (TCE-AC) fiscalizou, entre os dias 10 e 12 de novembro, quatro escolas da rede municipal de ensino em Assis Brasil, no interior do estado.

A ação, executada por auditores da 7ª Coordenadoria Especializada de Controle Externo – Educação e Gênero, faz parte da 2ª etapa de um monitoramento das unidades de ensino que foi iniciada em 2023.

À época, os auditores inspecionaram 12 escolas das redes públicas municipal e estadual e identificaram diversos problemas como pisos danificados, desgaste excessivo de mobiliários, climatização inadequada, superlotação, entre outros. Além de Assis Brasil, foram visitadas escolas em Rio Branco, Sena Madureira, Brasileia, Tarauacá, Feijó e Xapuri.

“Esse trabalho que a gente faz é muito relevante porque visa a melhoria da educação como um todo. Vemos as crianças muitas vezes precisando de um espaço para brincar e a própria estrutura das salas muitas vezes pede por melhorias”, enfatizou o auditor de controle externo Gerson Januário, que integrou a comitiva.

Conferindo as reformas

De acordo com o auditor de Controle Externo Valdeci Duarte, a ação deu origem a um processo julgado pelo pleno do TCE-AC em 2024. A Secretaria de Educação de Assis Brasil teve um ano para sanar os problemas identificados em quatro escolas.

• Escola Vicente Bessa
• Escola Edilsa Maria Batista
• Escola Maria Ferreira da Silva
• Escola Simon Bolivar

Novos problemas identificados

Durante as fiscalizações os auditores puderam analisar o que foi feito, mas encontraram também inconsistências entre os relatórios apresentados pela gestão e o trabalho executado. Incluindo evidências de desvio de finalidade. Entre os problemas encontrados estão:

• Pintura incompleta ou executada com material diferente do relatado;
• Problemas em fiação elétrica;
• Falta de barras de apoio para pessoas com deficiência;
• Falta de calhas;
• Ausência de tanque séptico;

“Detectaram que ainda há falhas em algumas partes como armazenamento do gás, a pintura da escola que começou em 2024 e ainda não foi concluída. A gente agradece a presença do Tribunal de Contas e esperamos ansiosos que a reforma seja concluída”, disse o professor Carlos Alves, diretor da Escola Vicente Bessa.

Após ouvir os apontamentos feitos pelos auditores do TCE-AC, a secretária de Educação de Assis Brasil, Vanderléia Araújo, disse que o trabalho vai possibilitar a reorganização das reformas feitas pela pasta nas unidades.

“A gente recebe os auditores hoje como pessoas que vêm nos orientar como fazer o trabalho melhor e a partir de agora a gente vai reorganizar o nosso planejamento. A gente sabe que dentro da Educação tudo é constante. Vamos planejar novamente, avaliar o que nós já fizemos e o que ainda precisa fazer obedecendo as recomendações do Tribunal de Contas”, salientou.

Auditores farão novo relatório

Segundo Gerson Januário, um novo relatório será produzido para atualizar a situação das escolas de Assis Brasil.

“A gente verificou que grande parte da melhorias foi feita, mas algumas coisas não foram executadas como deveriam. Vamos preparar um relatório apontando as questões que estão faltando e vamos notificar o gestor para que apresente as justificativas necessárias”, explicou.

Por fim, Valdeci Duarte salientou a importância do trabalho desenvolvido pela 7ª Coecex do Tribunal de Contas.

“Esse trabalho vem de encontro aos anseios da área técnica de estar mais perto da comunidade e efetivamente a gente vê que a presença do Tribunal aqui no município faz uma grande diferença”, concluiu.

Coordenadora da Rede de Atenção Psicossocial defende cuidados em liberdade para pacientes do Hosmac

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Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira, 13, na sede da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), a coordenadora da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), Cristina Messias, esclareceu pontos sobre o processo de reestruturação da rede de saúde mental no estado e reforçou que não há qualquer plano de fechamento do Hospital de Saúde Mental do Acre (Hosmac).

Cristina explicou que atualmente o Hosmac abriga 11 pacientes considerados moradores, ou seja, que estão internados há mais de dois anos, além de outros 16 pacientes em tratamento no sistema penitenciário. Segundo ela, esses são os casos mais sensíveis e que exigem maior atenção dentro do processo de desinstitucionalização, previsto na Lei nº 10.216/2001, que estabelece diretrizes para o cuidado em liberdade de pessoas com transtornos mentais.

“Esses pacientes merecem uma atenção especial. A ideia é que possam ser cuidados em liberdade, no território, por equipes multiprofissionais. Ninguém aqui falou em fechar o Hosmac, seria uma irresponsabilidade neste momento”, afirmou Messias.

A coordenadora ressaltou que a saúde mental vai muito além do tratamento medicamentoso e envolve o trabalho integrado de assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, psicólogos e pedagogos, que atuam na ressocialização dos pacientes.

“Ninguém gosta de ficar preso. E ninguém merece ficar internado por 30 ou 40 anos por conta de uma crise. As pessoas com transtornos mentais, depois que são medicadas e estabilizadas, conseguem retomar suas vidas. Por isso, defendemos o cuidado em liberdade, com acompanhamento próximo das equipes da RAPS”, explicou a coordenadora.

Cristina lembrou que o modelo de atenção territorial já é realidade em algumas regiões do estado, como no Juruá, onde não existe hospital psiquiátrico. Nessa regional, os pacientes são acompanhados pelo CAPS Náuas, pela atenção básica e pelo Hospital do Juruá, retornando ao CAPS após a estabilização do quadro.

A coordenadora destacou ainda que o governo estuda formas de cofinanciamento dos municípios para fortalecer a RAPS em todo o Acre, de modo que o tratamento possa ser feito próximo às famílias.

“O que estamos construindo é um plano de cuidado, não um fechamento. A proposta ainda está sendo elaborada, e nossa intenção é que os municípios possam assumir sua rede de atenção psicossocial. Assim, as pessoas serão tratadas próximas de casa, e as famílias também serão cuidadas”, afirmou Cristina.

Cristina também reforçou que as pessoas com transtornos mentais têm o direito de viver em sociedade e que o objetivo do governo é ampliar e humanizar o atendimento.

“As pessoas com transtorno mental têm o direito de circular, estudar, trabalhar, namorar, participar da vida em comunidade. O que queremos é melhorar esse cuidado e garantir que ninguém fique desassistido”, concluiu.

Ibama aplica mais de R$ 13 milhões em multas e bloqueia créditos irregulares no setor madeireiro do Acre

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Fiscal vistoriando o material - Foto: Fiscalização/Ibama

Etapa da Operação Metaverso no estado também retirou 3,9 mil m³ de créditos fraudulentos dos sistemas oficiais de controle florestal

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou, no estado do Acre, mais uma etapa da Operação Metaverso, ação nacional voltada ao combate de fraudes no setor madeireiro. A iniciativa tem como foco coibir práticas ilegais como o desmatamento não autorizado, a falsificação de documentos e outras irregularidades na cadeia produtiva da madeira.

No Acre, a operação representou um avanço na análise da cadeia de custódia florestal, com a adoção de novos procedimentos de rastreabilidade capazes de acompanhar o percurso da madeira desde a origem na floresta até o consumidor final.

Como resultado das ações fiscalizatórias, foram lavrados 16 autos de infração, totalizando R$ 13,3 milhões em multas. As principais irregularidades constatadas foram a execução de planos de manejo florestal sustentável (PMFS) em desacordo com as licenças ambientais e a inserção de informações falsas no Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor) e no Documento de Origem Florestal (DOF), plataformas oficiais de controle da produção e transporte de madeira no país.

Durante a operação, foram apreendidos aproximadamente 424 m³ de madeira de diversas espécies florestais. Além disso, as equipes do Ibama cancelaram 3,9 mil m³ de créditos irregulares cadastrados nos sistemas DOF Legado e DOF+ Rastreabilidade, impedindo que esses saldos fossem utilizados para o chamado “esquentamento” de madeira de origem ilegal, prática em que documentos falsos são empregados para dar aparência de legalidade à madeira extraída de forma ilícita.

Vista aérea de um dos locais alvos de fiscalização – Foto: Fiscalização/Ibama

As inspeções também identificaram indícios de informações fraudulentas apresentadas por responsáveis técnicos (RTs). Diante das evidências, o Ibama encaminhará notificações ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) para que sejam adotadas as medidas administrativas cabíveis.

A Operação Metaverso faz parte de um esforço nacional de inteligência e fiscalização ambiental, voltado ao aprimoramento dos mecanismos de controle da produção, transporte e comercialização de madeira na Amazônia Legal. A iniciativa contribui diretamente para a preservação das florestas, a redução de ilícitos ambientais e o fortalecimento da gestão ambiental no país.

Informações Ascom Ibama