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Gonzaga visita cooperativas rurais no Juruá e reforça apoio à agricultura familiar no Acre

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Luiz Gonzaga, cumpriu uma extensa agenda política com representantes de cooperativas de produtores rurais na região do Juruá neste final de semana. Os encontros tiveram como objetivo buscar incentivos para a produção agrícola no estado.

No sábado (15), o parlamentar se reuniu com representantes da Cooperfam, Cooperativa de Agricultura Familiar e Economia Solidaria do Vale do Juruá, em Rodrigues Alves. Gonzaga conversou com produtores rurais da região e colocou o Legislativo acreano à disposição dos trabalhadores para buscar melhorias para o setor agrícola na região do Juruá. O parlamentar também anunciou a destinação de emenda para fortalecer o trabalho da cooperativa.

Ainda no sábado, Gonzaga se reuniu com representantes da Cooperativa Juruá Alimentos, que também trabalha com incentivo a produtores rurais e agricultura familiar, em Cruzeiro do Sul.

Gonzaga, que tem como uma de suas bandeiras de mandato o apoio ao homem do campo, afirmou que está à disposição para buscar apoio e incentivar cooperativas que têm o compromisso de gerar emprego e renda aos acreanos.

“Acredito que o cooperativismo representa uma solução promissora para o nosso estado e país. A Aleac tem sido fundamental nesse processo. Nossa presença aqui visa, também, ouvir as demandas dos cooperados, pois em breve teremos a oportunidade de destinar emendas para ajudar o homem do campo. A produção agrícola é essencial para o nosso estado, pois sem produção não há desenvolvimento. O município e o estado necessitam produzir para gerar empregos, renda e riqueza. A riqueza provém, em grande parte, do agronegócio, da terra. Por isso, é imprescindível valorizar e apoiar aqueles que trabalham nesse setor”, disse o deputado.

A presidente da Cooperfam, Maria Cordélia, agradeceu ao deputado Gonzaga pelo apoio ao cooperativismo e afirmou que o incentivo do Legislativo vai beneficiar centenas de famílias em Rodrigues Alves.

“Quero aproveirar para agradecer ao deputado Gonzaga pelo apoio que tem nos dado e tenho certeza que com essa emenda vamos crescer ainda mais e ajudar mais famílias em Rodrigues Alves”, disse Cordélia.

Gefron apreende quase 18 kg de maconha durante patrulhamento na Resex Chico Mendes, em Xapuri

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Durante uma ação de rotina na área da Reserva Extrativista Chico Mendes (Resex), em Xapuri, o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) apreendeu, nesta segunda-feira (17), aproximadamente 18 quilos de maconha. A droga estava dividida em 18 pacotes, cada um pesando cerca de um quilo.

A apreensão ocorreu no Ramal São João do Guarani. De acordo com informações da equipe, os policiais realizavam patrulhamento quando avistaram uma motocicleta conduzida por um homem que carregava uma mochila. Ao perceber a presença dos agentes, o suspeito abandonou a moto e fugiu para dentro da mata, deixando a mochila para trás.

Poucos metros depois, os policiais localizaram o material descartado, encontrando os pacotes de maconha. O homem conseguiu escapar e ainda não foi localizado.

Segundo o coordenador do Gefron, coronel Assis, a ocorrência segue em andamento. A droga e a motocicleta apreendidas serão encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil de Xapuri para os procedimentos legais.

Três deputados acreanos apoiam PEC da Reforma Administrativa, proposta que altera regras do serviço público

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A reforma administrativa (PEC 38/2025), em discussão no Congresso Nacional, recebeu o apoio de 171 deputados federais, entre eles três representantes do Acre: Antônia Lúcia (Republicanos), Zé Adriano (PP) e Zezinho Barbary (PP). A proposta, elaborada por um grupo de trabalho da Câmara, tem gerado amplo debate por promover mudanças estruturais no funcionamento do serviço público brasileiro.

A PEC 38/25 é organizada em quatro eixos principais:

⦁ aumentar a eficiência na administração pública, com metas e foco em resultados;
⦁ garantir inclusão digital por meio do governo eletrônico;
⦁ profissionalizar e reestruturar carreiras do Executivo;
⦁ eliminar privilégios, como a aposentadoria compulsória para magistrados e membros do Ministério Público.

As novas regras não se limitam ao governo federal e também alcançarão estados e municípios. A intenção declarada é modernizar a máquina pública e melhorar a efetividade das políticas governamentais.

Um dos pontos centrais da proposta é a criação de mecanismos de planejamento estratégico, com acordos de resultados, metas anuais e avaliações periódicas de desempenho. Esses indicadores influenciarão progressões na carreira, nomeações para cargos em comissão e pagamento de bônus. O texto prevê ainda que eventuais avaliações negativas poderão ser revistas por um colegiado, garantindo contraditório e ampla defesa ao servidor.

A PEC também propõe mudanças profundas nas formas de ingresso e permanência no serviço público. Entre elas, a chamada “entrada lateral”, que autoriza que até 5% das vagas de determinadas carreiras sejam ocupadas por profissionais externos, sem a necessidade de concurso público. O ponto é alvo de críticas por abrir margem para indicações políticas e reduzir oportunidades para candidatos que se preparam para concursos.

Outra medida polêmica é a previsão de que novos certames dependam de um dimensionamento prévio da força de trabalho, o que pode restringir a abertura de concursos conforme vacâncias e substituir essa prática por estratégias das gestões públicas.

A proposta também estende o período de estágio probatório e altera benefícios tradicionais, como licenças-prêmio e adicionais por tempo de serviço, temas que têm mobilizado sindicatos e servidores em todo o país.

A PEC 38/2025 segue em tramitação e está sob análise em comissão especial.

Headscon Acre reúne cultura gamer, criatividade amazônica e debates nacionais sobre o futuro dos jogos no Brasil

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Convenção recebe mostra de jogos da Amazônia Legal, programação gratuita e participação da ACJOGOS-RJ em painéis sobre marco legal e associativismo

Entre os dias 18 e 20 de novembro, Rio Branco recebe a Headscon Acre – Convenção Nacional de Cultura Gamer, Criatividade e Futuro, evento que acontece no Sesc Bosque, em um espaço dedicado à cultura digital, ao desenvolvimento de jogos e às expressões criativas da Amazônia. A programação é gratuita e tem como objetivo integrar tecnologia, identidade amazônica e economia criativa. Durante os três dias de evento, o público encontrará talks, oficinas, e-sports, K-pop, cosplay, board games, experiências artísticas e espaços de experimentação. 

Além disso, a programação inclui a segunda edição da Mostra de Jogos da Amazônia Legal, com demos jogáveis, produções autorais e instalações criadas por desenvolvedores da região, bem como associações de diferentes estados, entre elas a Associação de Criadores de Jogos do Estado do Rio de Janeiro (ACJOGOS-RJ). O presidente da entidade, Márcio Filho, integra dois debates: um sobre o Marco Legal dos Jogos e outro sobre associativismo e a organização coletiva do setor. As mesas discutem o fortalecimento de uma rede nacional de desenvolvedores e o papel das associações estaduais na consolidação de ecossistemas criativos.

Segundo Márcio Filho, o encontro reflete um momento estratégico para o setor no país: “Reunir diferentes regiões para debater políticas públicas, formação e organização coletiva é fundamental para que o Brasil tenha um ecossistema de jogos robusto. O Acre mostra que a cultura gamer amazônica tem voz, potência e identidade próprias. Fortalecer associações estaduais e aproximar criadores de diferentes territórios é o caminho para que os jogos assumam, aqui, o papel econômico e social que já ocupam em diversas grandes economias”. 

A HEADSCON reúne debates sobre IA e criatividade amazônica, mostra de jogos regionais, temas ligados à cultura gamer, inclusão, direção criativa e campeonatos como FIFA, Free Fire e CS2. Também promove mesas sobre políticas públicas, economia criativa e fortalecimento dos ecossistemas de desenvolvimento. A diversidade de públicos, como gamers, criadores, educadores, coletivos indígenas, startups, estudantes e famílias, coloca o evento entre os mais plurais da cultura digital no Norte do país.

Serviço

Evento: HEADSCON Acre – Convenção Nacional de Cultura Gamer, Criatividade e Futuro 

Data: 18, 19 e 20 de novembro de 2025

Local: Sesc Bosque – Rio Branco (AC)

Entrada: Gratuita

Retire seus ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/headscon-acre-convencao-nacional-de-cultura-gamer-criatividade-e-futuro/3179667 

Lutador acreano se emociona ao lembrar do pai após conquistar primeira vitória no UFC

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Matheus Camilo carrega anéis do patriarca Gentil Camilo como símbolo de fé e memória

“Isso era do meu pai. Quando ele morreu, eu peguei e faço questão de levar em todas as lutas.” Foi assim que o acreano Matheus Camilo, 25 anos, explicou os dois anéis que pendem de seu pescoço e que atravessaram o continente com ele até Nova Iorque (EUA).

No último sábado (15/11), no Madison Square Garden, esses símbolos de memória estiveram presentes em sua primeira vitória no UFC, diante do russo Viacheslav Borshchev, por decisão unânime dos juízes.

O triunfo não foi apenas esportivo. Para Matheus, foi também espiritual e afetivo. “Desde o começo, ele sempre esteve do meu lado, sempre acreditou em mim. Hoje estou aqui fazendo esse sonho. Fico emocionado”, disse, lembrando do pai, Gentil Camilo, que foi uma das vítimas da Covid-19 em 2020.

Dentro do octógono, o atleta lembra que o combate exigiu adaptação. “Eu queria derrubar e finalizar, mas ele estava muito liso no chão. Então tivemos que mudar a estratégia e estabilizar o jogo em pé”, explicou.

A vitória também marca o retorno do Acre ao mapa do UFC. Desde 2017, quando Francimar Bodão venceu em Londres (Inglaterra), nenhum lutador acreano havia triunfado na disputa.

Após o resultado, o acreano falou diretamente ao público que acompanhou sua conquista. “Aqui é Brasil no peito. Todos, aí, que tem um sonho, nunca desistam de vocês. Eu vim lá de baixo, mas Deus é maravilhoso e a gente tá aqui. Obrigado, galera!”

Matheus Camilo estreou no UFC no ano passado, mas foi derrotado por um rival norte-americano, em Las Vegas (EUA). A primeira vitória veio agora, como resultado de persistência e fé. “Muito grato, estou muito feliz, é como se fosse um sonho pra mim. Nem acredito ainda”, resumiu.

Nos 122 anos do Tratado de Petrópolis, Acre celebra história, tradição e protagonismo nacional

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Em 15 de junho de 2025, Acre comemorou 63 anos desde que foi elevado à categoria Estado. Foto: Pedro Devani/Secom

O Acre volta seus olhos para um de seus capítulos mais decisivos: o Tratado de Petrópolis, acordo que afirmou o destino do povo acreano e reafirmou sua identidade no cenário nacional. A celebração deste marco, lembrado todo 17 de novembro, torna-se um chamado à memória e um tributo ao caminho que consolidou o território no coração do Brasil. Em cada linha dessa história, escrita com coragem e bravura, pulsa a força de um povo que nunca deixou de lutar por sua terra e por seu lugar no mapa.

Muito antes do acordo firmado entre Brasil e Bolívia em 1903, o território que viria a ser o Acre já era palco de disputas e definições territoriais. O primeiro marco relevante dessa trajetória remonta ao Tratado de Madri, assinado em 1750, que reformulou as fronteiras dos territórios de Portugal e Espanha no continente sul-americano. Embora não remetesse diretamente da região acreana, o tratado abriu caminho para a ocupação portuguesa em áreas mais próximas ao oceano Pacífico, inaugurando uma nova dinâmica geopolítica na Amazônia.

Mais de um século depois, o Tratado de Ayacucho, assinado em 23 de novembro de 1867, na Cidade de la Paz de Ayacucho, definiu as novas fronteiras entre Brasil e Bolívia, estabelecendo que a região acreana pertencia ao país vizinho. Apesar disso, a intensa migração de brasileiros para os seringais e as explorações econômicas locais começaram a transformar o cenário.

A tensão crescente entre posse legal e ocupação real culminou na Revolução Acreana, movimento liderado por seringalistas e figuras emblemáticas como Plácido de Castro. Entre 1899 e 1903, os revolucionários protagonizaram batalhas e acordos que expressavam o desejo de integração ao Brasil. A luta política e militar levou o governo brasileiro a negociar diretamente com a Bolívia.

Tratado de Petrópolis é um marco da diplomacia brasileira. Foto: Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural da Fundação Elias Mansour

Como resultado, o Tratado de Petrópolis foi assinado em 17 de novembro de 1903, incorporando definitivamente o território do Acre ao Estado nacional e garantindo os direitos da população que já habitava a região. O acordo se tornou um dos capítulos mais simbólicos da história diplomática do país e um marco de afirmação para o povo acreano.

Acre vira estado

Décadas mais tarde, outro momento histórico marcou a presença do Acre dentro da Federação. Em 15 de junho de 1962, o então presidente João Goulart sancionou a Lei nº 4.070, que elevou o território à categoria de Estado. A data é celebrada anualmente como o aniversário do Acre, reforçando a importância de reconhecer e valorizar a evolução política, econômica e social alcançada desde então.

O chefe do Executivo estadual, Gladson Camelí, destaca que, desde que assumiu o governo, o Acre tem avançado de forma significativa e, para o futuro, espera garantir mais oportunidades, desenvolvimento e dignidade aos cidadãos.

“O povo acreano é guerreiro e lutou para ser brasileiro. Nestes 122 anos da assinatura do Tratado de Petrópolis, reforço meu compromisso de seguir trabalhando para cuidar de todas as pessoas que vivem em nosso estado. Celebrar esta data enquanto governador me enche de orgulho, porque ela representa não apenas a nossa história, mas também a força e a união que moldaram o Acre. Ver o estado crescer, fortalecendo suas tradições e avançando com responsabilidade, é um privilégio que levo comigo todos os dias”, afirma o governador.

Governador Gladson Camelí demonstra amor e orgulho do estado. Foto: José Caminha/Secom

Construção da identidade acreana

Datas como o aniversário do Tratado de Petrópolis carregam significados que vão muito além da celebração simbólica. Elas funcionam como lembretes fundamentais da trajetória que moldou o Acre e reforçam a importância de manter viva, no cotidiano das pessoas, a verdadeira história do estado. Revisitar esses marcos históricos é uma forma de preservar a identidade acreana e fortalecer o sentimento de pertencimento entre as novas gerações.

Segundo a historiadora e professora do programa Pré-Enem Legal, Manuely Costa, um dos pontos centrais desse processo é garantir que esses ensinamentos estejam sempre presentes na sala de aula. Ela destaca que o conhecimento histórico é uma ferramenta poderosa para despertar nos estudantes o entendimento sobre as lutas, conquistas e desafios que marcaram o povo acreano.

“Para construirmos essa ideia de memória e pertencimento a este local, é fundamental que tenhamos conhecimento sobre a nossa história. Nada melhor do que datas como esta para promovermos discussões e levá-las para a sala de aula. Dessa forma, o aluno pode refletir, o que é muito importante para a constituição da nossa identidade”, frisa Manuely.

A historiadora ressalta ainda que manter datas como o Tratado de Petrópolis vivas no ambiente escolar e no cotidiano dos acreanos cria um vínculo natural entre história, identidade e amor à pátria. Para ela, quando o aluno compreende o passado, passa também a valorizar a trajetória que permitiu ao Acre ocupar o lugar que tem hoje no cenário nacional.

“A história é feita de memória e de elementos que nos fazem retornar ao passado. Precisamos revisitar esse passado, pois, caso contrário, não conseguiremos construir o futuro. Lembrar uma data histórica é justamente trazer de volta a lembrança de um acontecimento que foi importantíssimo para a formação do nosso estado”, observa Manuely.

Vice-governadora Mailza: “Nosso Acre é um orgulho para todos.” Foto: Neto Lucena/Secom

Estado avança

Em todas as áreas do poder público, o Acre vem registrando avanços significativos que refletem diretamente na qualidade de vida da população. Educação, saúde, segurança, meio ambiente e administração têm recebido investimentos contínuos e ações estruturantes que impulsionam resultados reais. O governo destaca que essas melhorias fazem parte de uma estratégia integrada que busca modernizar o estado, fortalecer políticas públicas e ampliar oportunidades.

Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) do Acre alcançou R$ 26,3 bilhões em 2023, registrando um crescimento real de 14,7%. Esse resultado não apenas representa o maior desempenho desde o início da série histórica, em 2002, como também evidencia a solidez do avanço econômico do estado. O ritmo de crescimento acreano foi 11,5 pontos percentuais superior à média nacional, que ficou em 3,2%.

Esse movimento de forte expansão dá continuidade ao desempenho positivo observado em 2022, quando o Acre já havia registrado um crescimento de 6,0%, sendo o quinto maior do país naquele ano. A combinação de investimentos estratégicos e fortalecimento de setores produtivos consolida um ambiente favorável para o desenvolvimento sustentável. Esses números comprovam que o Acre está no caminho certo, avançando de maneira consistente e se posicionando como referência de crescimento na região amazônica.

A vice-governadora, Mailza Assis, ressalta que o dia 17 de novembro é uma data para relembrar as raízes do Acre, fortalecer a identidade do povo acreano e reafirmar o compromisso do governo do Estado com as futuras gerações.

“A história do Acre é marcada por emoção, coragem e superação. O Brasil inteiro precisa conhecer e reconhecer como o povo acreano lutou para fazer parte deste país, com garra, determinação e um profundo amor à pátria. Essa data é muito mais do que uma simples celebração. Ela representa aquilo que há de mais valioso em nossa terra, a força de um povo que nunca desistiu. Esse é o verdadeiro símbolo de patriotismo”, pontua Mailza.

Preservação ambiental

O Acre também se destaca nacionalmente pela forma como cuida de suas florestas e de seus recursos naturais. Inserido no coração da Amazônia, o estado desenvolveu ao longo dos anos uma relação de profunda responsabilidade com o meio ambiente, compreendendo que sua riqueza natural é um patrimônio que precisa ser protegido hoje para garantir futuro às próximas gerações.

Com 84% de sua cobertura florestal preservada, o Acre figura entre os líderes em conservação ambiental no Brasil. Esse indicador revela não apenas a força das políticas públicas implementadas, mas também o compromisso da população acreana com práticas sustentáveis e com o uso responsável dos recursos naturais.

Ao adotar um modelo de governança verde reconhecido nacional e internacionalmente, o estado tem conciliado desenvolvimento econômico com preservação. Programas de controle, monitoramento e valorização da floresta em pé têm guiado ações que fortalecem cadeias produtivas sustentáveis, como a borracha, a castanha e o manejo florestal comunitário.

“Esse esforço coletivo demonstra que é possível crescer sem abrir mão da cultura amazônica. O Acre reafirma diariamente seu papel de guardião da floresta, mostrando ao Brasil e ao mundo que desenvolvimento e conservação podem, e devem, caminhar lado a lado”, salienta Gladson Camelí.

Acre no protagonismo nacional

Com o constante crescimento econômico e social, o Acre consolida seu lugar no protagonismo nacional. Os olhos do Brasil se voltam cada vez mais para o estado, que tem mostrado capacidade de avançar sem perder suas raízes, seus valores e sua identidade.

No centro de todas as políticas públicas permanece um princípio que orienta cada ação do governo: cuidar das pessoas. É essa dedicação que impulsiona o Acre a seguir adiante, fortalecendo sua presença no país e projetando novos horizontes para sua população.

“Nosso estado merece ser celebrado todos os dias. Nossa história precisa permanecer viva na memória e no imaginário de todos os brasileiros. Somos um povo aguerrido, resiliente e profundamente conectado às riquezas que a nossa natureza oferece. Seguimos juntos, lapidando o diamante que é o Acre”, finaliza o governador.

Agência de Notícias do Acre

Motta mantém votação do PL Antifacção mesmo com críticas do governo

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© Lula Marques/Agência Brasil

Mesmo com críticas do governo federal, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), manteve a votação do substitutivo do projeto de lei (PL) Antifacção para esta terça-feira (18).

“O projeto aumenta as penas para integrantes de facções e dificulta o retorno às ruas, também cria e integra os Bancos Nacional e Estaduais de Dados sobre as Organizações Criminosas. Vamos em frente com responsabilidade e a urgência que o tema requer”, afirmou Motta, nesta segunda-feira (17), em rede social.

Existe a expectativa de o relator, deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), apresentar um novo texto antes da votação, que será a quinta versão do substitutivo em pouco mais de uma semana.

O governo federal sustenta que o substitutivo do relator Derrite desfigurou a iniciativa do Executivo enviado ao Parlamento para combater as organizações criminosas e que o parecer vai criar um “caos jurídico” que pode beneficiar os criminosos.

O secretário nacional de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça e Segurança Pública Marivaldo Pereira disse à Agência Brasil que o texto vai atrasar as investigações e ações penais em andamento.

“Se a proposta for aprovada do jeito que está, vamos assistir a um verdadeiro caos jurídico, porque há uma série de normas conflitantes que vão abrir uma oportunidade para que os investigados comecem a questionar qual é a norma efetivamente aplicada”, argumentou.

O governo ainda reclama da decisão do relator de retirar recursos federais que financiam a Polícia Federal (PF).

“Mandamos uma proposta com o objetivo de descapitalizar o crime. O relator apresentou uma proposta que descapitaliza os fundos de segurança do governo federal. A proposta do jeito que está descapitaliza os fundos do governo federal e vai prejudicar diretamente as operações da PF”, completou Marivaldo.

Especialistas tem apontado ainda que o projeto pode dificultar as investigações do Ministério Público (MP). O relator informou à Agência Brasil que vai ajustar o texto para não deixar dúvidas quanto ao papel do MP no combate às organizações criminosas.

Relator

O relator do PL Antifacção, Guilherme Derrite, prometeu apresentar o 5º parecer com novas alterações ao texto. Para ele, as críticas tem como alvo o aumento das penas para membros de organizações criminosas.

“Hoje, faccionado que mata uma criança pode ficar preso só 4 anos e 8 meses. O governo federal queria que continuasse igual. No meu relatório, a pena vai a 30 anos, pelo menos 21 em regime fechado. Saímos de menos de cinco anos para 21. Tirem conclusões sobre a indignação de tanta gente”, afirmou Derrite em uma rede social.

O projeto original do governo aumentava as penas contra membros de facções criminosas, mas não no nível proposto pelo novo relator. O governo tem informado que concorda com o aumento de penas, mas pede que sejam preservadas as demais contribuições do PL original.

Versões

O relator Gulherme Derrite apresentou quatro versões distintas do PL Antifacção com ajustes para atender as críticas do governo e de especialistas.

Uma das mudanças retirou a obrigatoriedade de a PF apenas atuar contra facções com algum pedido formal do governador do estado, medida vista como retirada de atribuições da PF.

O relator Guilherme Derrite, que se licenciou do cargo de secretário de Segurança de São Paulo apenas para relatar esse projeto, sempre negou que tentou tirar as prerrogativas da PF.

Outra mudança do relator retirou a previsão de incluir as facções na Lei Antiterrorismo, o que poderia, segundo o governo e especialistas, ser usado por nações estrangeiras para intervirem em assuntos internos do Brasil.

Agência Brasil

Com ata publicada, STF se aproxima da ordem de prisão de Bolsonaro

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© Lula Marques/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou nesta segunda-feira (17) a ata do julgamento em que a Primeira Turma rejeitou os primeiros recursos do ex-presidente Jair Bolsonaro contra sua condenação a 27 anos e três meses de prisão em regime inicial fechado por crimes contra a democracia.

A formalidade oficializa o resultado do julgamento, encerrado na sexta (14), em que a Primeira Turma rejeitou por unanimidade os primeiros embargos de declaração, tipo de recurso que visa esclarecer alguma contradição ou omissão na decisão condenatória.

A rejeição aproxima Bolsonaro de uma ordem para que seja preso em regime fechado. O próximo passo é a publicação do acórdão, decisão colegiada que detalha por escrito a rejeição do recurso, com base nos votos dos quatro ministros que participaram do julgamento – o relator, Alexandre de Moraes, além de Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia.

Como os votos são sucintos, com pouca revisão de texto a ser feita, a expectativa é que a publicação do acórdão que rejeitou o primeiro recurso de Bolsonaro ocorra logo, até terça (18). Com isso, o prazo para novos recursos começaria a contar na quarta (19).

Como há réu preso, os prazos são contados em dias corridos, mesmo em feriado e fim de semana. Contudo, se o último dia cair num sábado ou domingo, o fim do prazo fica adiado para o primeiro dia útil subsequente.

Caminhos

A partir da publicação, a defesa de Bolsonaro teria dois caminhos para adiar a prisão: apresentar novos embargos de declaração contra a rejeição dos primeiros; tentar os embargos infringentes, tipo de apelo que se baseia na divergência de algum ministro para tentar reverter a condenação.

No caso de um segundo embargo de declaração, que pode ser apresentado no prazo de cinco dias a partir da publicação do acórdão, é possível que Moraes, como relator, considere o novo recurso “meramente protelatório”. Isto é, sem viabilidade jurídica, sendo apresentado pelos advogados somente para adiar a prisão.

Nessa hipótese, pela contagem de prazos, uma ordem de prisão poderia ser proferida ainda na última semana de novembro.

No caso de embargos infringentes, é possível que o ministro também negue andamento, com base na jurisprudência do Supremo. Desde o julgamento do ex-governador de São Paulo Paulo Maluf, em 2017, que a Corte exige ao menos dois votos divergentes para admitir esse tipo de recurso. No caso de Bolsonaro, há somente uma divergência, do ministro Luiz Fux.

Se os infringentes forem negados, contudo, a defesa pode tentar ainda um agravo, questionando a rejeição do embargo pelo relator. Isso, em tese, poderia adiar eventual prisão, uma vez que o agravo precisaria ser analisado pela Primeira Turma, com consulta à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Em situações similares, porém, o próprio Moraes já decidiu que esse tipo de recurso, o agravo, não possui efeito suspensivo, isto é, não impede o cumprimento da pena.

Viabilidade

Há pouca expectativa, contudo, que qualquer desses caminhos possa evitar a prisão de Bolsonaro. Por exemplo, o ministro Luiz Fux, único a votar pela absolvição do ex-presidente, não participa do julgamento de nenhum recurso.

Isso porque em outubro, após ter ficado isolado no voto pela absolvição, o ministro pediu transferência da Primeira para a Segunda Turma do Supremo, em vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Com isso, Fux deixou de participar de qualquer deliberação na Primeira Turma.

Local da prisão

O local em que o ex-presidente deve cumprir pena ainda não foi definido. Uma das possibilidades verificadas pelo Supremo é uma ala especial no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, que é voltada a policiais militares presos e fica segregada dos demais detentos.

Pela jurisprudência do Supremo, por ser ex-presidente Bolsonaro tem direito a ficar em uma sala especial, mesmo que instalada em um presídio de segurança máxima comum. A instalação poderia ser montada também em algum edifício da Polícia Federal ou em uma unidade militar, por exemplo.

A defesa do ex-presidente se prepara, contudo, para pedir para que cumpra pena em casa, por motivos de saúde. Bolsonaro sofre de diferentes males, em especial distúrbios na pele e complicações da facada que levou na barriga durante a campanha presidencial de 2018.

A prisão domiciliar por motivos humanitários está prevista na lei e foi concedida recentemente no caso do ex-presidente Fernando Collor, por exemplo, que ficou preso por uma semana em uma penitenciária de Maceió antes de receber autorização para cumprir pena em casa. Ele é portador de transtornos como o Mal de Parkinson e distúrbios de humor.

Bolsonaro já se encontra, há mais de cem dias, em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica. A medida está relacionada a outra investigação, sobre uma suposta participação do ex-presidente numa tentativa de obstruir o andamento da ação penal do golpe.

Agência Brasil

Pane elétrica em bomba de captação interrompe abastecimento de água em Sena Madureira

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Uma pane elétrica na bomba de captação do Rio Iaco interrompeu, na manhã desta segunda-feira, 17, o abastecimento de água em Sena Madureira. O problema foi registrado por volta das 6h e deixou diversos bairros sem fornecimento.

De acordo com o gerente do Serviço de Água e Esgoto do Acre (Saneacre) no município, Adjerbisson Mendonça, as equipes atuam desde as primeiras horas do dia para restabelecer o sistema. “Estamos trabalhando desde as 6 da manhã para tentar solucionar o problema e normalizar o abastecimento. Já solicitamos a vinda de uma equipe de Rio Branco para nos ajudar. No momento, o abastecimento está paralisado”, afirmou.

O Saneacre informou que ainda não foi identificado o que causou a pane, embora a suspeita inicial seja de uma queda de energia elétrica. A autarquia afirmou que a previsão é de que o abastecimento seja restabelecido assim que o reparo for concluído.

Moradores devem seguir economizando água até a normalização completa do serviço.

Com informações do Diário do Purus.

Natural de Tarauacá, Thomas Silva conquista medalhas em mundiais de parajiu-jítsu: “Deus me sustentou”

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Atleta narra em primeira pessoa sua trajetória de fé e recomeço após acidente

Cinco anos atrás, o tarauacaense Thomas Silva mergulhou em um rio e voltou diferente. É que, com o impacto de um mergulho mal programado, o rapaz bateu a cabeça no chão e quebrou a cervical, ficando tetraplégico. Hoje, aos 25 anos, ele carrega no corpo as marcas do acidente, mas também no olhar a certeza de que a vida recomeçou.

No início de novembro, o atleta atravessou oceanos para competir em dois campeonatos mundiais de parajiu-jítsu e voltou com três medalhas no peito: duas pratas em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e um bronze em Bangkok, na Tailândia. Mais do que os pódios, trouxe também uma história que ele mesmo conta, em palavras simples, como quem abre o coração:

“Eu nunca tinha entendido o motivo do meu acidente. Todos diziam que Deus tinha um propósito pra minha vida, e eu não conseguia compreender. Agora, em 2025, consegui chegar em outro continente pela primeira vez, representando Tarauacá, o Acre e o Brasil.”

O caminho até ali não foi reto. Houve noites de dúvida, dias em que o corpo pedia descanso e a mente quase desistia.“Existiram muitas batalhas internas. Mesmo assim, Deus me sustentou. Ele me deu fôlego quando faltou ar, coragem quando o medo bateu e direção quando a mente quis vacilar.”

No tatame, cada luta é também contra o passado. Ele não fala apenas de medalhas, mas de sentido. “Vejo que fui escolhido para mostrar o caminho certo. Não vejo apenas uma conquista. Vejo o cuidado de Deus em cada detalhe. Quando entregamos nossos sonhos nas mãos Dele, somos levados a lugares que jamais imaginaríamos chegar.”

A narrativa se mistura com o suor da competição e a fé que o move. O jiu-jítsu, que começou em 2018 como prática esportiva, tornou-se depois do acidente uma forma de recomeço. Em 2024, ele voltou ao combate como cadeirante e, desde então, coleciona medalhas em torneios nacionais.

Ao falar de sua trajetória, Thomas Silva não se coloca como herói. Ele prefere ser testemunha de um caminho possível. “Essa vitória é resultado de muitas batalhas internas. Seja qual for a sua luta, Deus está contigo também. E quando Ele está no controle… a vitória é só consequência.”