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Caminhoneiro sofre emboscada e é baleado na cabeça no bairro Santa Inês, em Rio Branco

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O caminhoneiro Smayle Maciel de Abreu, de 39 anos, foi ferido com um disparo de arma de fogo na cabeça na tarde desta terça-feira (18), na Rua Buriti, no bairro Santa Inês, região do Segundo Distrito de Rio Branco.

De acordo com informações obtidas através de investigações, a vítima teria supostamente sido atraída para uma emboscada.

O caminhoneiro teria colocado a bicicleta motorizada de seu filho a venda na OLX. Uma pessoa que mora no bairro Santa Inês teria se interessado pela bicicleta. Na tarde da última segunda-feira (17), o caminhoneiro marcou um encontro com o suposto comprador no pátio do estádio Arena da Floresta, ao chegar no local, um adolescente de aproximadamente 15 anos pegou a bicicleta para testar e sumiu com a bike.

Smayle voltou pra casa e postou a foto da bicicleta motorizada roubada oferecendo recompensa para quem encontrasse a bike. Uma pessoa entrou em contato com a vítima e supostamente disse onde estaria a bicicleta roubada. Smayle pegou seu veículo e foi tentar recuperar o bem roubado, mas foi surpreendido possivelmente por uma dupla em uma motocicleta, os criminosos o perseguiram, o garupa sacou uma arma de fogo e efetuou ao menos dois disparos em sua direção, em seguida os suspeitos fugiram tomando rumo ignorado.

Populares que escutaram o barulho dos tiros encontraram a vítima ferida no banco dianteiro do gol. Imediatamente ligaram para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Duas ambulâncias incluindo a de suporte avançado foram enviadas para atender a ocorrência, a vítima foi retirada do veículo e colocada no interior da ambulância.

Smayle foi atingido por um disparo de arma de fogo na região da nuca, o projétil ficou alojado na região da boca. Os paramédicos do Samu realizaram todos os procedimentos e foi necessário entubar o paciente.

A médica plantonista do Samu, Débora Gama, relatou que o estado de saúde de Smayle é considerado gravíssimo, pois houve exposição de massa encefálica.

“Realizamos todos os procedimentos necessários e após entubarmos o paciente, o encaminhamos ao Pronto Socorro para as devidas condutas da equipe médica plantonista do PS”, pontuou a médica do Samu.

O local foi isolado pela Polícia Militar para preservar a cena do crime.

O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Jurista Marco Aurélio Flores explica efeitos práticos da decisão de Gilmar Mendes sobre Gladson Cameli

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O advogado Marco Aurélio Guilherme Flores, um dos juristas mais respeitados do Acre, detalhou à reportagem da Folha do Acre os efeitos práticos da decisão do ministro Gilmar Mendes que impacta o processo envolvendo o governador Gladson Cameli.

Segundo o jurista, a determinação do ministro não encerra o caso, mas produz consequências imediatas no trâmite jurídico. “A decisão modifica o alcance de medidas e reorganiza o andamento do processo. Ela não absolve nem condena, mas redefine o cenário jurídico a partir de agora”, explicou.

Flores destacou que a decisão tem repercussões diretas sobre diligências em curso e pode influenciar a forma como o Ministério Público e as instâncias inferiores conduzirão os próximos passos. Para ele, o entendimento de Gilmar Mendes impõe ajustes processuais que devem repercutir entre o STJ e o MPF.

Apesar da complexidade da discussão, o advogado afirma que a decisão não representa encerramento da investigação. “O processo continua, mas sob novos parâmetros jurídicos”, concluiu.

STJ acelera análise sobre desdobramentos da Operação Ptolomeu e movimentação indica “pressa incomum” no gabinete da ministra Nancy

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Em uma movimentação atípica para processos de alta complexidade, o gabinete da ministra Nancy Andrighi, relatora da APn 1076/DF no Superior Tribunal de Justiça, imprimiu nesta terça-feira (18) um ritmo acelerado na análise do caso que dialoga diretamente com os desdobramentos da Operação Ptolomeu. As ações ocorreram horas depois de nova decisão proferida no Supremo Tribunal Federal, o que reacendeu a disputa jurídica em torno do caso.

A consulta processual revela uma sucessão de atos em curto intervalo de tempo,  juntada de múltiplas petições, despacho de expediente e, principalmente, a remessa dos autos “conclusos” ao gabinete da relatora às 17h26. No meio jurídico, “concluso” significa que o processo foi entregue à ministra e aguarda manifestação direta dela. É o movimento que precede decisões sensíveis.

A agilidade chamou atenção porque, pouco antes, o STF havia produzido nova decisão sobre pontos centrais da Ptolomeu. A reação quase imediata no STJ indica que Andrighi busca alinhar o andamento do processo às repercussões da Corte Suprema, evitando riscos de conflitos de competência e lacunas processuais.

Mesmo com o julgamento do caso adiado para 3 de dezembro pela Corte Especial, o gabinete da ministra manteve o processo em alta rotação. A entrada de petições de advogados após a decisão do STF, algumas pedindo extensão dos efeitos, outras solicitando reavaliação de medidas e provocou uma reacomodação interna que, aparentemente, a relatora optou por enfrentar sem demora.

No universo da Justiça Superior, em que grandes processos costumam tramitar com prazos elásticos, a sequência de atos em pouco mais de uma hora sugere que a relatora não pretende permitir que o caso fique suspenso ou estagnado. Pelo contrário: o conjunto das movimentações transmite a imagem de um gabinete disposto a acelerar análises técnicas e reordenar o processo à luz dos fatos novos.

A APn 1076/DF, que envolve autoridades com prerrogativa de foro e tem relação direta com informações surgidas no âmbito da Ptolomeu, volta, assim, a ocupar centralidade no STJ. A ministra Nancy Andrighi, reconhecida pelo perfil rigoroso e por decisões meticulosas, sinaliza que pretende chegar à sessão da Corte Especial com o caso lapidado e sem dependências pendentes do Supremo.

Em um processo permeado por tensão jurídica e repercussão política, a pressa incomum no gabinete pode ser lida como um esforço para evitar contradições, absorver os efeitos da decisão do STF e entregar à Corte Especial a versão mais atualizada e tecnicamente segura do caso.

A movimentação desta terça-feira não resolve o mérito, mas indica com clareza que o STJ não pretende perder tempo. E que, até o julgamento de dezembro, o caso seguirá em marcha.

Servidores pedem demissão de Pedro Pascoal após atraso no envio do PCCR da Saúde e gasto de R$ 1,2 milhão com consultoria

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Aos gritos de “Au, au, au, fora Pascoal”, servidores da Saúde tomaram conta do hall e do primeiro andar da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) na manhã de terça-feira (18). O coro em tom de rima era permeado de indignação dos servidores contra o atraso na entrega do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), plano este que o governo afirma estar em fase final desde 2024 após desembolsar o valor de R$ 1,2 milhão para que o plano fosse  elaborado pela Fundação Dom Cabral (FDC), contratada pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).

Um ano e quatro meses após a contratação, o documento ainda não foi apresentado integralmente à categoria. A demora acirrou o desgaste entre trabalhadores e governo e resultou em um dos protestos mais ruidosos já registrados desde o início das discussões sobre carreira e salários.

“A categoria ainda não teve acesso, não foi discutido com a categoria”, destacou o deputado Adailton Cruz.

Vale frisar que a demora, supostamente, calculada da Sesacre não se justifica, pois mesmo que a votação ou aprovação não ocorresse agora nada impediria a análise e construção coletiva de um plano que atenda a toda a classe, é o que defende o sindicato da categoria.

Sobre a contratação milionária vale frisar que a Fundação Dom Cabral foi contratada em fevereiro de 2024 para conduzir a reformulação do PCCR da Saúde sem que até hoje houvesse o plano pronto que justificasse o pagamento da vultuosa quantia.

A Sesacre anunciou, à época, que o plano seria entregue em julho daquele ano e que a consultoria atuaria com metodologia participativa, ouvindo sindicatos e representantes de todas as áreas.

Reportagens oficiais do período confirmam o valor de R$ 1,2 milhão para “formulação e revisão técnica do PCCR”. O governo defendia que a contratação garantiria um modelo moderno, com impacto financeiro calculado e alinhado à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

 De lá para cá, porém, sucessivas datas anunciadas pelo próprio governo foram descumpridas. Em 2024, o secretário Pedro Pascoal afirmou que o PCCR estava “praticamente pronto”. Em maio e agosto de 2025, voltou a assegurar que o plano “é o que mais avançou” dentro da gestão e que seria enviado à Aleac assim que houvesse “brecha fiscal”. Não houve envio.

Servidores dizem que nunca viram o documento final

A principal crítica dos profissionais é a falta de acesso ao conteúdo completo do plano, que não circula oficialmente entre sindicatos ou bases da categoria.

Durante o ato na Aleac, servidores relataram que o governo afirma ter concluído a proposta, mas não apresentou o texto integral impedindo análise detalhada. Parlamentares de oposição e independentes também dizem não ter recebido a minuta final.

 O atraso levou sindicatos a recorrerem à Justiça para estabelecer prazos e garantir participação efetiva no processo.

 A proibição de uma greve marcada pela categoria acirrou os ânimos. Nesta terça-feira (18), servidores lotaram o corredor de acesso ao plenário da Aleac e deram início ao coro dirigido ao secretário de Saúde.

Deputados presentes ao ato assumiram posições distintas. Adailton Cruz (PSB) e Edvaldo Magalhães (PCdoB) cobraram transparência e prazos. Já o líder do governo, Manoel Moraes (PP), afirmou que a implantação do plano é inviável no atual cenário fiscal, sendo vaiado após mencionar limites da Lei e Responsabilidade Fiscal

Governo alega entraves fiscais; categoria contesta

 O governo sustenta que o Acre se encontra no limite prudencial da LRF e que, por isso, qualquer aumento de despesa com pessoal — como a implementação do PCCR — só pode ocorrer após melhora dos indicadores. A Sesacre diz que o plano está pronto e que depende exclusivamente de viabilidade financeira para ser enviado à Aleac.

 Servidores contestam. Alegam que a LRF não impede a apresentação do projeto, apenas a imediata implementação de reajustes, e questionam a falta de um cronograma público e transparente.

Servidores da Saúde lotam Aleac durante protesto/Foto: Folha do Acre

 Também pedem a divulgação integral do estudo contratado com a Fundação Dom Cabral, incluindo diagnóstico, propostas de carreira e cálculos de impacto financeiro.

Alan Rick não descarta vice do MDB em sua chapa para 2026 e reforça aproximação com o partido

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O senador Alan Rick voltou a reconhecer a importância do MDB na construção de seu projeto político para 2026 e não descartou a possibilidade do partido indicar o candidato a vice-governador em sua chapa. A declaração foi dada nesta terça-feira, 18, durante reunião com lideranças emedebistas.

Questionado sobre a relação histórica que mantém com o MDB e sobre a expectativa de contar com o apoio da sigla na disputa ao governo do Acre, Alan Rick afirmou que a parceria segue firme. Ele destacou que o partido possui um legado marcante no desenvolvimento do estado, citando obras estruturantes nas áreas de habitação, saneamento, infraestrutura e estradas.

“O MDB é um partido que tem uma marca inegável no desenvolvimento do Acre. Se você olhar tudo o que temos hoje nessas áreas, tem o DNA do MDB, com grandes nomes do partido. Sempre cito uma referência de gestão, que é o ex-governador e ex-senador Flaviano Melo”, afirmou o senador.

Alan Rick reforçou que sua pré-candidatura não nasce de um desejo pessoal, mas de um “chamado da população”, segundo ele ouvido durante visitas aos municípios, conversas com prefeitos, vereadores e comunidades.

Para o senador, a participação do MDB em seu projeto vai além da aliança eleitoral. “O MDB pode nos ajudar muito a construir planos de governo, projetos para o Acre e ideias para um modelo de desenvolvimento econômico. É um partido muito importante”, ressaltou.

Sobre a possibilidade de o MDB indicar o vice em sua eventual chapa, Alan Rick disse que essa é uma discussão natural dentro do processo de construção política. “O MDB é importante para indicar vice, para indicar um candidato ao Senado, para ajudar a construir um modelo de gestão. Isso será dialogado ao longo do tempo, ouvindo lideranças e, acima de tudo, o povo do Acre”, declarou Rick.

O senador afirmou ainda que as visitas ao partido não são “de ocasião”, mas parte de uma relação contínua. “Eu espero que dê casamento”, concluiu.

Headscon faz balanço e registra aumento do impacto sobre ecossistema de games no Acre

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Foram mais de 13 mil pessoas impactadas na região, e 300 mil no País, com 100 formações. Objetivo é tornar impacto permanente com lançamento de Hub

Desde que a Headscon chegou ao Acre em 2023, primeiro com a marca Gamecon, mais de 13 mil pessoas da região participaram dos eventos e das iniciativas da plataforma no estado, com alcance digital próximo a 300 mil. Foram mais de 100 formações oferecidas no período, além de 48 jogosdesenvolvidos da Amazônia Legal inscritos na mostra competitiva de jogos, com 20 participantes e cinco premiados.

O objetivo da edição de 2025, aberta na manhã dessa terça-feira (18) no Sesc Bosque, em Rio Branco, no Acre, “a maior já realizada”, é justamente ampliar esse alcance formativo. Também anunciar novidades para o ano que vem, que devem incluir uma nova edição logo no primeiro semestre do ano que vem e o lançamento do Hub Headscon, espaço físico para ações formativas em tempo integral, ou seja, não só durante o período dos eventos.

“Quando você conversa com as pessoas impactadas, e olha para as histórias delas, você sente a transformação”, pondera Marcelo Minucci, coordenador geral da Headscon, durante a coletiva de imprensa que serviu de abertura para o evento. “Nós acreditamos que existe um espaço de transformação social e econômica muito poderoso no ecossistema de games.”

Para Ana Paula Rocha, CEO da Headscon, a edição de 2025, assim como as passadas, tem uma “vontade genuína” de mostrar o potencial econômico da indústria para a região, além da pretensão de influenciar políticas públicas e “descentralizar esse mercado”.

“Nosso foco como marca é estar na Amazônia, porque entendemos que as histórias que podem vir daqui, expressadas através dos games, geram impacto globalmente”, diz. “O mundo quer saber qual é a cultura amazônica e qual o potencial local.”

A executiva também celebrou o fato de que o número de jogos acreanos entre os inscritos na Mostra Competitiva de Games da Amazônia Legal é expressivo. Entre os 48 jogos já inscritos na mostra, 21 são do Amazonas, que ocupa a primeira posição do ranking estadual, com o Acre logo em seguida com onze games, seguido do Pará, com sete. Mais de 50 desenvolvedores já foram impactados.

São números que demonstram um potencial muito maior do que aquele mapeado pela Associação Brasileira de Empresas Desenvolvedoras de Jogos (a Abragames), cujo último mapeamento, de 2023, dava conta de apenas um estúdio formal de desenvolvimento estabelecido no estado do Acre.

“Não existe um evento similar no Brasil entregando coisas de tanto valor fora do eixo Rio-São Paulo. E o Acre vem se destacando, com jogos que começaram em game jams e evoluíram para projetos. O estado se torna referência na região ao ter um evento tão legal como esse”, afirma Olímpio Neto, CEO do estúdio amazonense Petit Fabrik e curador da mostra competitiva.

Políticas públicas para os jovens

Também participou da abertura e da coletiva de imprensa Taciana Neto Leme, coordenadora-geral de fortalecimento de capacidades dos entes federados do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional. Segundo ela, os games podem ser ferramentas para reduzir desigualdades sociais e econômicas entre as regiões do País, especialmente ao se considerar que os games são um mercado muito centralizado.

“Acreditamos muito na economia criativa, identificando quantas oportunidades e pessoas podem estar envolvidas, sobretudo o público jovem. (…) a juventude no mundo não está muito interessada em políticas públicas, não acredita muito no que os governos estão fazendo. Passamos a ter isso no radar para mostrar para a juventude que isso daqui [o evento] é política pública”, ela diz.

A executiva ressaltou o contexto amazônico, dizendo que os games são “poderosos” para atrair a juventude e um olhar internacional sobre a região, especialmente no momento de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) em Belém.

Para Taciana, este é um mercado de “potência criativa muito interessante, baixo impacto ambiental, alinhado com os ODS [objetivos do desenvolvimento sustentável], então apoiamos, valorizamos e reconhecemos o esforço e carinho da equipe”. Ela ainda afirma que apoiar a realização de um evento como a Headscon, além de outras iniciativas de formação de pessoas para o mercado de games, seria “uma forma de promover esse desenvolvimento (…) da região amazônica, que tradicionalmente tem indicadores econômicos e sociais desfavorecidos em relação a região sudeste”.

 

Manoel Moraes diz que atraso no PCCR da Saúde é técnico: ‘Criticar é fácil, difícil é resolver’

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O deputado estadual e líder do governo Manoel Moraes, se pronunciou sobre as críticas feitas ao atraso na apresentação do novo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) da Saúde, durante sessão ordinária desta terça-feira, 18, realizada na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). O parlamentar afirmou que o governo está trabalhando para concluir o documento, mas destacou que o processo envolve questões técnicas e jurídicas que exigem tempo.

Moraes rebateu críticas da oposição e explicou que a elaboração do plano foi contratada especificamente para atender a complexidade da área da saúde, que reúne mais de 300 subclasses profissionais.

“A única categoria que foi contratada é uma empresa para fazer um plano que seja justo. Porque dentro da saúde tem mais de 300 subclasses. Nós estamos trabalhando por bem de vocês. Eu já disse uma vez aqui que falar é bom, criticar é fácil. Difícil é resolver. Então, a gente está aqui tentando resolver”, disse o deputado.

O líder do governo também afirmou que o Executivo tem atuado dentro dos limites legais e ressaltou que o PCCR está em análise nos órgãos de controle.

“Onde está o problema? Está na Procuradoria do Estado. Por quê? Porque são muitas classes. Se fizer errado, depois vai ser questionado na Justiça. Hoje, [o plano] está no Ministério Público e na Procuradoria Geral do Estado. Então, o que é que vai acontecer? Quando a Procuradoria mandar de volta, já foi feito o estudo financeiro, o estudo político, já foi feito tudo. E, nós vamos partir para a última fase, que é executar. E vai ser executado, mesmo que alguns sejam contra, mesmo que digam que não, vai ser executado”, declarou Moraes.

Moraes disse ainda que o governo mantém respeito pelos servidores e que não há intenção de prejudicar a categoria. “Nós temos respeito pelos funcionários da saúde e também todos os funcionários do Estado do Acre. Agora, não se faz um plano da saúde da noite para o dia. Só as pessoas de má fé que dizem que faz. Se a pessoa tiver boa fé, não faz”, completou.

Headscon aponta avanço no setor de games e defende ampliação da presença amazônica no mercado

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A CEO da GameCon Acre 2024, Ana Paula Rocha, afirmou que a Amazônia ainda ocupa uma posição marginal no mercado brasileiro de desenvolvimento de jogos, mas que o cenário começou a mudar nos últimos dois anos. A declaração foi dada em vídeo institucional divulgado pela Headscon.

Segundo ela, a região amazônica representa apenas 2% dos desenvolvedores do país, índice considerado baixo diante do crescimento da indústria de games. Ana Paula afirma que a missão da empresa é ampliar essa participação e criar um ecossistema capaz de formar equipes, estimular estúdios locais e inserir novos desenvolvedores no mercado. “Nesse segmento de jogos, a Amazônia representa apenas 2% na área de desenvolvimento. O que a gente quer realmente é mudar esse cenário — e isso já começou. Quando chegamos aqui em 2023 não havia nenhuma equipe de jogos constituída, nenhum estúdio. Hoje temos mais de oito equipes no Acre preparadas para olhar para o mercado e criar seus jogos. A ideia é desenvolvimento de mercado, mostrar resultados e fazer com que a Amazônia tenha mais representação nesse setor”, afirmou.

A executiva atribui a mudança à combinação de capacitações, eventos e iniciativas de incentivo promovidas no estado desde 2023. Para ela, o Acre pode se tornar um polo emergente ao criar condições para que jovens programadores e artistas digitais ingressem na cadeia produtiva.

A GameCon Acre 2024, organizada pela Headscon, é apresentada como uma das plataformas para consolidar o setor na região. A empresa afirma que pretende aproximar talentos locais do mercado nacional e ampliar o acesso a oportunidades de negócios e formação.

O discurso reforça o movimento de interiorização da indústria de tecnologia e entretenimento, historicamente concentrada no eixo Rio–São Paulo. A Headscon aposta que a Amazônia pode ocupar espaço mais significativo no setor a partir de políticas de qualificação, visibilidade e estímulo ao empreendedorismo digital.

Gonzaga solicita reforço de efetivo da PF na fronteira do Acre com o Peru para melhorar fluxo durante final da Libertadores

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado estadual Luiz Gonzaga (PSDB), apresentou ofício ao superintendente da Polícia Federal no Acre, Carios Rocha Sanches, solicitando reforço de efetivo policial e ampliação do atendimento migratório nas unidades fronteiriças do Acre durante o período que antecede a final da Copa Libertadores entre Flamengo e Palmeiras que acontecerá no dia 29 de novembro, em Lima, Peru.

De acordo com o ofício, é necessário adotar medidas emergenciais e estratégicas para garantir a eficiência e segurança no atendimento migratório prestado pela Polícia Federal nas fronteiras do Acre com o Peru, haja vista que milhares de brasileiros vão chegar ao país vizinho por meio terrestre usando o estado como rota.

“Em razão da final da Copa Libertadores da América, a ser realizada na cidade de Lima, no Peru, estima-se que entre os dias 25 e 01 de dezembro de 2025 haverá aumento significativo do fluxo de passageiros que utilizarão as rotas terrestres internacionais, especialmente nos municípios de Assis Brasil e Epitaciolândia. Este cenário envolve não apenas veículos particulares, mas também ônibus e vans de excursão, muitos dos quais tendem a realizar a travessia no período noturno, momento em que o atendimento migratório se torna ainda mais sensível e demanda maior estrutura operacional”, diz trecho do ofício.

Diante do alto fluxo de passageiros que usarão o Acre como rota para chegar ao Peru, o deputado Gonzaga solicitou reforço imediato do efetivo policial nas unidades de fronteira, garantindo maior capacidade de atendimento e fiscalização durante todo o período de pico migratório.

O parlamentar também pediu a ampliação excepcional do horário de atendimento, especialmente nas unidades de Assis Brasil e Epitaciolândia, que recebem considerável volume de passageiros e necessitam operar de forma continua para evitar acúmulo, lentidão e riscos à segurança.

Gonzaga solicitou ainda a implementação de plantões estendidos ou equipes adicionais para o período noturno, assegurando fluidez nos procedimentos de entrada e saída do país e reduzindo congestionamentos fronteiriços.

Por fim, o deputado pediu adoção de ações preventivas de segurança e organização para garantir proteção aos viajantes, servidores e moradores locais, evitando situações de risco ou desordem decorrentes da grande movimentação.

“Reforço que a ampliação do atendimento na unidade de Epitaciolândia é imprescindível, pois trata-se de um dos principais corredores de acesso ao país vizinho, e tende a concentrar parte expressiva do fluxo decorrente das caravanas de torcedores. A presença reforçada da Polícia Federal contribuirá decisivamente para a ordem, segurança e regularidade documental dos viajantes”, concluiu.

“O que não estiver no Orçamento, como é que vai ser implementado em março, abril do ano que vem?”, questiona Edvaldo sobre o PCCR da Saúde

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O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) disse, durante a manifestação dos servidores da Saúde na Aleac, nesta terça-feira (18/11) que o governo do Estado ganha tempo com a desculpa de impedimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para não finalizar o PCCR da Saúde.

“Porque a história da imposição da Lei de Responsabilidade Fiscal vai ser uma outra forma que eles estão querendo ganhar esse ano para, depois, mesmo com a lei autorizando, não fazer. Porque façam comigo a seguinte conta: quando for dia 17 de dezembro aqui vai ser votado o Orçamento do Estado. O que não estiver no Orçamento, como é que vai ser implementado em março, abril do ano que vem?”, questionou.

Em outro trecho da fala dele, o parlamentar conclamou aos servidores que estejam presentes em dezembro durante a discussão do Orçamento para 2026.

“Quero dizer de público, logo depois do dia 15 de dezembro, nós vamos estar aqui. Vai ter a audiência pública do Orçamento e vai ter a votação do Orçamento. Os trabalhadores não estarão proibidos de acampar nessa Casa, de tomar conta dessa galeria, de tomar conta desse plenário, se necessário, para olhar no olho de cada deputado e de cada deputada e saber quem é a favor de vocês na hora do voto. Tem que botar o plano no Orçamento. É assim que a gente tira a famosa prova dos nove”, ressaltou.

Ainda de acordo com Edvaldo Magalhães, o governo vem protelando a finalização do PCCR, brincando com os sentimentos dos trabalhadores.

“Testemunhei os desabafos, eu vi choro naquela sala de comissões, tudo apostando na palavra da equipe de governo, que marcou uma data: 30 de setembro. Setembro passou e a promessa não se cumpriu. Houve paciência, houve compreensão. Os servidores deram ainda mais um prazo. Eles disseram que entregaria em novembro. Agora virou uma conversa de covardes, de mentirosos. ‘Só vamos entregar agora dia 31 de dezembro’. É querer bater na cara dos trabalhadores de Saúde. E desrespeito, é brincar com os sentimentos”.