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Lula sanciona lei que veta uso da linguagem neutra na administração pública

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Presidente Lula: Foto/Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.263/2025, que cria a Política Nacional de Linguagem Simples em todos os órgãos e entidades da administração pública direta e indireta da União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Entre os pontos mais destacados da nova legislação está a proibição do uso de linguagem neutra em documentos, comunicados e materiais oficiais, reforçando que a comunicação pública deve seguir normas gramaticais tradicionais e ser compreensível para toda a população.

A lei tem como principal objetivo tornar a comunicação governamental mais clara e acessível, garantindo que qualquer cidadão consiga entender informações e orientações emitidas pelo poder público. Para isso, determina que órgãos e entidades adotem técnicas e padrões de linguagem simples na elaboração de documentos, informativos e demais conteúdos voltados ao público.

Além de facilitar o acesso à informação, a política busca reduzir barreiras de compreensão, promover transparência, melhorar o atendimento ao cidadão e incentivar maior participação social. A intenção é que a comunicação oficial seja direta, objetiva e organizada.

A legislação estabelece princípios como foco no cidadão, clareza, transparência e acessibilidade. Define ainda uma série de diretrizes para orientar a produção textual dentro do poder público, como uso de frases curtas, ordem direta, explicação de termos técnicos, eliminação de jargões e organização lógica das informações. Também determina que conteúdos destinados a pessoas com deficiência sigam padrões de acessibilidade previstos em lei.

Outro ponto relevante é que documentos dirigidos a comunidades indígenas devem ser publicados, sempre que possível, também na língua da comunidade destinatária, acompanhando a versão em português, fortalecendo o acesso à informação de forma inclusiva.

Cada Poder e cada ente federativo deverá regulamentar internamente como aplicará as regras da Política Nacional de Linguagem Simples. A lei passa a valer imediatamente após sua publicação.

GovTechs: proposta do Instituto Gamecon quer facilitar uso de games por governos

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Arranjo legal será lançado na próxima semana para aproveitar potencial das GovTechs, empresas que facilitam uso de games e tecnologia por governos

O Instituto Gamecon está na fase final de formulação de um framework – estrutura pré-definida de ferramentas e documentos – que pode servir como base para o emprego de jogos eletrônicos por governos para execução de políticas públicas. O arranjo foi desenvolvido com consultoria do professor Antonio Isidro da Silva Filho, professor de inovação em políticas públicas da Universidade de Brasília, e deve estar disponível para uso de governos em todo o Brasil a partir do primeiro semestre do ano que vem.

“Criamos um conjunto jurídico que acabou de ser aprovado pelo governo do Acre. O objetivo é validar o modelo e que os governos possam comprar esses jogos”, explicou Ana Paula Rocha, CEO da Headscon Acre 2025, na coletiva de imprensa do evento realizada nessa terça-feira (18) no Sesc Bosque, em Rio Branco.

A próxima fase do processo prevê a publicação de um edital que convoca estúdios e empresas para criarem soluções gamificadas para uso de governos. “Esse processo levou um longo tempo, e devemos lançar essa parceria oficialmente na próxima semana”, adiantou Ana Paula.

A expectativa é que na edição de 2026 da Headscon do Acre, prevista para o primeiro semestre, alguns dos jogos desenvolvidos já possam ser mostrados.

“Esse arranjo jurídico em alta complexidade é um modelo replicável e estamos buscando fundos internacionais e investidores para que esse programa seja reproduzido em diversos estados brasileiros. E o Acre será quem chutou essa bola primeiro para o gol”, ponderou a CEO.

O uso de tecnologia e soluções de games em políticas públicas em áreas como saúde e educação, por exemplo, faz parte do escopo de empresas e organizações chamadas de GovTechs, assunto que foi tema de amplo debate durante a edição da Headscon no Espírito Santo. É ideia é gerar inovação na gestão pública e economizar recursos públicos usando tecnologia e inovação.

Em missão oficial no Acre, Socorro Neri destaca urgência no enfrentamento às violências invisíveis contra mulheres

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Em missão oficial no Acre, a deputada federal Socorro Neri participou na terça-feira, 18, do lançamento da campanha 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher, promovida pela Secretaria de Estado da Mulher (Semulher), em Rio Branco. Logo em sua fala, a parlamentar chamou atenção para o agravamento das violências contra mulheres e meninas no país e para a necessidade de transformar o enfrentamento em política de Estado.

“Há um movimento mundial de recrudescimento da violência contra a mulher, que se espalha em todas as suas formas. Quando olhamos para o feminicídio e vemos que o Acre, infelizmente, está no topo dessa chaga tão vergonhosa, precisamos lembrar que esse é apenas o ponto final de uma série de violências invisíveis e naturalizadas”, afirmou Neri.

A deputada também alertou que, ao normalizar violências simbólicas, institucionais, morais, físicas e psicológicas, a sociedade “gera, a cada dia, agressores em potencial”. E reforçou: “Não é fácil ser mulher no Brasil, não é fácil ser mulher na política. Nós não podemos deixar na conta das mulheres esse custo subjetivo. É não desistir, não recuar, seguir lutando. E isso tem que ser política de Estado.”

O evento, realizado no auditório da Fecomercio, marcou a abertura oficial da mobilização estadual que integra o calendário anual de ações voltadas ao enfrentamento das diversas formas de violência contra mulheres e meninas no Acre. Representantes de órgãos públicos, instituições parceiras, movimentos sociais e profissionais da rede de proteção participaram do lançamento.

Durante o encontro, a Semulher apresentou o planejamento das ações que serão realizadas ao longo da campanha, com foco na disseminação de informações, fortalecimento da rede de atendimento, formação de equipes, programas educativos e articulação intersetorial.

Neste ano, a campanha traz o lema “21 dias pela vida delas. Quebre o silêncio”, convocando toda a sociedade a se posicionar diante da realidade da violência contra as mulheres.

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, enfatizou a importância da mobilização: “Essa campanha é de extrema importância. Não podemos deixar que nossas mulheres sejam vítimas de violência. Toda a sociedade precisa se conscientizar e combater a violência contra a mulher e o feminicídio.”

A programação segue até dia 10 de dezembro, com atividades formativas, ações de conscientização e mobilização social em todo o estado.

Socorro Neri propõe projeto de lei que isenta Imposto de Renda para profissionais da Educação

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A deputada federal Socorro Neri apresentou o Projeto de Lei 5862/25, que propõe a isenção do Imposto de Renda para profissionais da educação básica e superior que recebem remuneração de até R$ 10 mil. A proposta abrange não apenas docentes, mas também equipes pedagógicas e técnico-administrativas que atuam diariamente para garantir o funcionamento das escolas e universidades brasileiras. Para Neri, reconhecer esse conjunto de profissionais é essencial para fortalecer a educação pública e promover justiça fiscal.

O texto se diferencia de outras iniciativas em discussão no Congresso por ampliar o alcance do benefício. Enquanto a maior parte das proposições limita a isenção aos professores, o projeto apresentado pela parlamentar inclui todos os profissionais da educação básica e os docentes do ensino superior. Ao estabelecer um teto salarial, a medida direciona a desoneração às faixas de baixa e média remuneração, evitando distorções e garantindo que o impacto seja mais expressivo para quem mais precisa.

A deputada também destaca que a proposta se soma a avanços recentes que beneficiam a categoria. Em razão da Lei 1087/25, mais de 65% dos professores da educação básica, além de parcela ainda maior dos servidores de apoio que recebem até R$ 5 mil, já estarão isentos do Imposto de Renda a partir de janeiro de 2026. O novo projeto amplia esse alcance e consolida uma política robusta de valorização profissional.

Outro aspecto central da proposição é a responsabilidade com as contas públicas. O PL 5862/25 prevê uma fonte de compensação para a renúncia fiscal, seguindo as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal. A desoneração deverá ser equilibrada por meio de ajustes em outras receitas tributárias da União. Para a deputada acreana, valorização profissional e equilíbrio fiscal devem caminhar juntos: “É perfeitamente possível avançar em medidas de reconhecimento aos trabalhadores sem descuidar da sustentabilidade das finanças públicas”, destaca.

O projeto seguirá agora para análise nas comissões temáticas da Câmara dos Deputados. Para Socorro Neri, a iniciativa integra uma agenda mais ampla de fortalecimento da educação pública: “O futuro do Brasil depende dos professores. Eles são o fator mais determinante para o sucesso da educação escolar. Valorizá-los, portanto, deve ser política estratégica para o desenvolvimento do nosso país.”, conclui.

O julgamento da Ptolomeu, o desgaste de Pedro Pascoal e a amnésia de Bocalom: veja os bastidores da movimentação política

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A pressa do STJ

O STJ marcou o julgamento de Gladson Camelí para 3 de dezembro. Quem entende Brasília sabe: quando a Corte Especial anda depressa, não é amor, é urgência.

Nancy Andrighi

Ao que tudo indica a ministra Nancy Andrighi está determinada a liquidar essa fatura da Operação Ptolomeu ainda este ano mesmo.

Efeito Gilmar? Só lá!

A decisão de Gilmar Mendes balançou a Ptolomeu no STF, mas no STJ o efeito foi outro: acelerou. Enquanto a defesa pedia tempo, o STJ ‘serviu café forte’ e disse “vamos resolver isso já”. É a velha disputa de território institucional e Camelí virou o tabuleiro.

Concluso, rapidinho

Em poucas horas: juntada, despacho, petição analisada e concluso à relatora. No STJ isso equivale a uma sirene tocando. Quem esperava banho-maria viu fritura em fogo alto.

O governador e o calendário

Marcar julgamento antes do recesso é o tipo de gesto que, em política, diz mais do que voto. Se fosse para segurar, segurava. Se fosse para aliviar, tirava de pauta. Não tiraram. Ao contrário: empurraram para o centro do palco.

Gladson Camelí está confiante

O governador Gladson Camelí segue como sempre, confiante e trabalhando firme. Gladson espera o julgamento justo e dentro das quatros linhas, como se diz por aí.

Pascoal e o PCCR de R$ 1,2 milhão

A Sesacre gastou R$ 1,2 milhão com a Fundação Dom Cabral para fazer um PCCR que ninguém nunca viu. A consultoria foi entregue. O PCCR, pelo visto, foi abduzido.

O plano que só existe na imaginação

A categoria espera há mais de um ano e meio pelo resultado do tal planejamento. Enquanto isso, Pedro Pascoal insiste em dizer que o plano “avançou”. Avançou tanto que sumiu da vista.

Conceitual

O PCCR do servidores da Saúde é quase uma obra de arte conceitual: custou caro, mas existe apenas no discurso.

LRF, a melhor amiga da Sesacre

Para contratar consultoria de R$ 1,2 milhão, Pedro Pascoal nem lembra da LRF. Para entregar o PCCR, aí sim a LRF vira Muralha da China. É impressionante como a “responsabilidade fiscal” só aparece quando o assunto é servidor.

Grito de guerra

Na Aleac, o protesto foi direto: “Au, au, au, fora Pascoal!”. Se a gestão já estava desgastada, o coro oficializou o obituário político do secretário dentro da própria categoria que ele deveria representar.

Atenção, Gladson!

O governador deveria entender o desgaste que Pedro Pascoal lhe custa, mas pelo visto alguns em torno de Gladson o cegaram para enxergar o preço que lhe custa isso.

Bocalom no mundo da fábula

Enquanto isso, o prefeito Tião Bocalom segue repetindo a narrativa de que foi o “único opositor do PT no Acre” em uma história pontuada pela amnésia. Os acreanos nem ligam mais para essa ridícula polonização.

Oposição de ocasião

Bocalom tenta se vender como guardião do antipetismo raiz, mas vive de reescrever capítulos que a população lembra muito bem. É um Batman que foi treinado pelo Coringa tentando fingir que nunca tocou nas cartas do baralho. Logo ele que foi secretário de ninguém menos que Jorge Viana.

A incoerência permanente

O prefeito Bocalom adora um discurso inflamado contra o PT, mas não entrega nem metade do que fala. A polarização virou o lanchinho dele. Mas e a gestão? Essa continua emperrada entre buracos, ônibus quebrados e promessas não cumpridas.

Desgaste para todo lado

O governo enfrenta a Ptolomeu. A Sesacre enfrenta os servidores. A Prefeitura de Rio Branco enfrenta a realidade. E o acreano, esse sim, enfrenta todos eles.

Bom dia a todos

Vereador Zé Lopes reforça campanha de ativismo e cobra criação da Secretaria da Mulher

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Durante a sessão da Câmara Municipal desta quarta-feira, 19, o vereador Zé Lopes (Republicanos) fez um pronunciamento firme em apoio à campanha da ONU dos 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra meninas e mulheres. Em sua fala, o parlamentar destacou que o combate à violência de gênero deve ser um compromisso coletivo, que envolve tanto o poder público quanto a sociedade.

“Eu quero reforçar o compromisso que deve ser de toda a sociedade, a campanha da ONU de 21 dias de ativismo contra a violência contra as meninas e mulheres, uma campanha que nos convoca a romper o silêncio e assumir nossa responsabilidade diante de uma realidade que fere, adoece e mata”, declarou.

Zé Lopes também voltou a cobrar ações práticas do Executivo municipal. Segundo ele, desde o início do seu mandato, tem insistido na necessidade de criação da Secretaria da Mulher, uma promessa de campanha do atual prefeito que, segundo o vereador, foi deixada de lado.

Além disso, o parlamentar criticou a ausência de publicação da lei que institui os grupos reflexivos para agressores, proposta apresentada por ele em maio e aprovada por unanimidade na Câmara. O texto deveria ter sido publicado em até 30 dias pela prefeitura, mas até o momento segue parado.

“Eu tenho cobrado a secretaria da mulher, que foi inclusive uma das promessas de campanha que o prefeito esqueceu. A gente apresentou em maio um PL dos grupos reflexivos pra agressores, um projeto aprovado por unanimidade nesta casa, e que deveria ter sido publicado em até 30 dias pela prefeitura. É um absurdo que a prefeitura até hoje não publicou a lei que nós aprovamos dos grupos reflexivos pra agressores”, criticou.

Cresce número de municípios do Acre com presença de uma facção ou mais, diz estudo

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Todos os municípios do Acre seguem com presença de pelo menos uma facção criminosa, e subiu o número de cidades acreanas com mais de uma organização criminosa. Isto é o que aponta o estudo “Cartografias da violência na Amazônia”, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em parceria com o Instituto Mãe Crioula (IMC), publicado nesta quarta-feira (19), e que abrange os estados da Amazônia Legal.

A publicação confirmou o que já havia sido apontado na edição de 2024, com a presença de facções em 100% dos municípios. Contudo, naquele ano, eram 18 municípios com atuação majoritária de uma organização.

Além do Acre, a Amazônia Legal é formada por mais oito estados: Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e por parte do Maranhão, num total de 772 municípios. A área foi delimitada em 1953 por uma lei federal com o objetivo de criar políticas para o desenvolvimento socioeconômico da região.

O estudo destaca a presença das facções Comando Vermelho (CV), Bonde dos 13 (B13) e Primeiro Comando da Capital (PCC) no estado do Acre. Todos os 22 municípios estão sob influências de grupos criminosos, sendo que o CV se encontra hegemônico em 17 municípios.

A pesquisa de novembro do ano passado indicava que apenas Santa Rosa do Purus e Acrelândia não havia presença de facções. Contudo, foi apontado que o cenário pode modificar por conta da dinâmica dos grupos criminosos, e foi o que aconteceu, já que os dois municípios agora têm facções.

Em todas estas cidades há apenas a presença do CV. Antigas facções existentes no estado, como a Irmandade Força Ativa Responsabilidade Acreana (IFARA), foram incorporadas a outras, dentre elas o B13 e o PCC, que são aliadas no estado.

“O Acre tem se tornando um estado estratégico para a rota do narcotráfico, sobretudo a partir do rio Juruá, por onde parte da cocaína peruana e skunk colombiano adentram a Amazônia. Ao longo do vale do Rio Juruá, o CV vem exercendo o controle da rota, seguindo em direção ao estado do Amazonas até Manaus”, cita o documento.

Informações G1

Governo divulga resultado preliminar do curso de formação do concurso do Detran; veja os nomes

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O Governo do Acre divulgou nesta quarta-feira (19) o resultado preliminar do Curso de Formação para os cargos de Agente de Autoridade de Trânsito e Examinador de Trânsito, referentes ao concurso público promovido pela Secretaria de Estado de Administração (SEAD) e pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran). A lista foi publicada em nova edição do Diário Oficial do Acre (DOE).

De acordo com o documento, o resultado está organizado por cargo, vaga, nome do candidato e número de inscrição, seguindo ordem alfabética. A publicação confirma que mais de 100 candidatos foram aprovados no Curso de Formação, com participantes de municípios como Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Brasileia entre os classificados.

Os candidatos que desejarem contestar o resultado preliminar poderão apresentar recurso exclusivamente por meio eletrônico. O procedimento deve ser feito pelo formulário disponível no site Instituto Aocp, acessando a aba “Links”, a partir de 00h00 do dia 21 até 23h59 do dia 22 deste mês, conforme horário oficial de Brasília.

Após o período de recursos, o concurso seguirá para a fase de análise e divulgação do resultado final do Curso de Formação.

Dúvidas sobre procedimentos e etapas podem ser esclarecidas com o Instituto AOCP, responsável pela organização do processo seletivo.

CONFIRA A LISTA:

Ônibus do transporte coletivo cai em ribanceira após falha mecânica, em Rio Branco

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Mais um incidente foi registrado com um ônibus da empresa Ricco Transportes, que presta serviço de transporte coletivo na capital Rio Branco. Desta vez, o motorista de um ônibus que faz a linha Belo Jardim perdeu o controle da direção e o veículo saiu da pista.

O veículo desceu uma ribanceira às margens da BR-364, no km 1, nas proximidades da ponte sobre o Igarapé Judia, no bairro Belo Jardim 1, durante a madrugada desta quarta-feira, 19, em Rio Branco. O coletivo retornava para a garagem depois de completar o trajeto sentido Centro–bairro.

De acodo com informações da polícia, não houve ferido durante o acidente.

A ocorrência foi registrada depois que uma possível falha mecânica teria impedido o condutor de estabilizar o ônibus, fazendo com que ele saísse da pista e parasse próximo ao igarapé. Não havia passageiros no momento do acidente.

A equipe da empresa mobilizou outros ônibus para tentar retirar o veículo, mas as tentativas não surtiram efeito. Somente com o apoio de um caminhão-guincho de grande porte o coletivo pôde ser levantando e removido da ribanceira.

Nova reserva de quase 20 mil hectares é destinada ao povo Apurinã, em Boca do Acre

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Lideranças Apurinã/Foto: Denise Starbova

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) oficializou, por meio da Portaria nº 1.372/2025, publicada nesta quarta-feira, 19, no Diário Oficial da União (DOU), a criação da Reserva Indígena Valparaíso, destinada ao usufruto exclusivo do povo Apurinã. A nova área está localizada no município de Boca do Acre, no sul do Amazonas, e representa um marco na proteção territorial e na garantia dos direitos dos povos originários da região.

De acordo com a portaria assinada pela presidenta da Funai, a reserva foi constituída em áreas não destinadas das Glebas Bom Lugar e Afluente, totalizando aproximadamente 19.876,88 hectares, o equivalente a quase 20 mil hectares de território protegido. O perímetro da reserva alcança mais de 64 mil metros, conforme detalhamento técnico publicado no documento, que traz a descrição completa dos vértices e coordenadas geográficas, referenciadas ao sistema SIRGAS2000.

A medida atende ao Estatuto da Funai, ao Decreto nº 12.581/2025, à Portaria nº 1.458/2023 da Casa Civil e ao que determina a Lei nº 6.001/1973 (Estatuto do Índio). A portaria também recomenda que a Diretoria de Demarcação de Terras Indígenas adote as providências necessárias para a transferência da gestão das áreas federais envolvidas para a Funai, em articulação com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU).

A portaria entra em vigor na data de sua publicação.