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TJAC divulga balanço da eleição para juízes de paz; Acre se torna pioneiro em realizar pleito 100% eletrônico

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O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) apresentou, na segunda-feira, 1º, o balanço oficial da eleição para juízes e juízas de paz realizada no último domingo, 30. O processo, considerado histórico, marcou o Acre como o primeiro estado brasileiro a escolher representantes para o cargo por meio de urnas eletrônicas, em um pleito exclusivo para essa função.

A coletiva de imprensa contou com a participação da presidente da Comissão Eleitoral de Rio Branco, juíza Luana Campos, e do secretário-geral do TJAC, Júnior Martins, que detalharam os números, reforçaram a segurança do procedimento e esclareceram dúvidas sobre o formato inédito.

Ao todo, 58.580 eleitores participaram da votação em Rio Branco e nos outros 21 municípios acreanos. Para garantir a execução do pleito, foram disponibilizadas 349 urnas eletrônicas, sendo 91 instaladas na capital. Toda a operação transcorreu sem intercorrências graves; a única ocorrência foi a falha na bateria de uma urna do interior, substituída rapidamente, sem impactos ao andamento da votação.

“Não tivemos nenhum contratempo. Desde a logística de distribuição das urnas até o deslocamento das equipes e o encerramento da votação, tudo ocorreu conforme o planejado”, afirmou a juíza Luana Campos.

A eleição mobilizou mais de duas mil pessoas, entre servidores, magistrados, voluntários e parceiros institucionais, que trabalharam simultaneamente nos 22 municípios das 8h às 17h.

Foram escolhidos 24 juízes de paz titulares, sendo 3 vagas destinadas a Rio Branco e 1 vaga para cada um dos demais municípios. Os eleitos serão empossados de acordo com o cronograma de cada comarca, após a homologação da Presidência do TJAC. O mandato terá duração de quatro anos, com previsão de uma nova eleição também por meio eletrônico ao fim do período.

Conta de luz dos acreanos ficará mais cara em dezembro; aumento será de R$ 1,88 a cada 100 kWh

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu que a bandeira tarifária que estará em vigor no mês de dezembro de 2025 será a bandeira amarela para todos os consumidores ligados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A decisão foi formalizada pelo Despacho nº 3.548, publicado nesta terça-feira, 2, no Diário Oficial da União (DOU).

O documento, assinado pelo superintendente de Gestão Tarifária e Regulação Econômica da Aneel, Leandro Caixeta Moreira, segue as diretrizes do Submódulo 6.8 do PRORET e normas que regem o setor elétrico no país.

Com a mudança, o adicional aplicado nas contas de luz será de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos, valor inferior ao cobrado no mês anterior. Em novembro, a bandeira vigente era a vermelha patamar 1, que representava um custo extra de R$ 4,46 por 100 kWh.

A bandeira amarela é acionada quando as condições de geração de energia apresentam maior risco e custo, mas ainda não exigem acionamento mais intenso de usinas termelétricas, como ocorre nos patamares da bandeira vermelha.

Governo Federal publica preços mínimos para produtos extrativos da safra 2026; Norte terá reajustes em itens como açaí, buriti e piaçava

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, no Diário Oficial da União desta terça-feira, 2, a Portaria nº 868/2025, que divulga os preços mínimos para os produtos extrativos da safra 2026. Os valores foram definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) por meio do Voto nº 72/2025, aprovado em 27 de novembro.

A medida, que entra em vigor em 1º de janeiro de 2026, estabelece parâmetros de garantia de renda para os produtores, especialmente os extrativistas da região Norte, que dependem desses produtos como fonte essencial de sustento. Segundo o Mapa, os preços mínimos funcionam como referência para políticas públicas de apoio à comercialização e servem como proteção contra oscilações do mercado.

Entre os itens listados, alguns registraram aumentos significativos. O buriti (fruto) teve o maior reajuste percentual, passando de R$ 2,63 para R$ 3,79 por quilo, uma alta de 44,11%. A piaçava (fibra) também apresentou crescimento expressivo, com reajuste de 29,53%, subindo de R$ 3,42 para R$ 4,43.

Outro destaque é o açaí (fruto), cuja demanda cresce anualmente no mercado nacional e internacional. O preço mínimo do quilo passou de R$ 1,98 em 2025 para R$ 2,28 em 2026, representando acréscimo de 15,15%.

Produtos tradicionalmente importantes para o extrativismo amazônico também tiveram aumento, como a borracha natural (Cernambi), que subiu 7,42%, e o babaçu (amêndoa), com reajuste de 10,24%.

Já itens como andiroba, cacau (amêndoa) e pequi mantiveram seus preços mínimos inalterados para o próximo ano.

Principais preços mínimos da safra 2026 — Região Norte (R$/kg)

Açaí (fruto): de 1,98 para 2,28 (+15,15%)
Buriti (fruto): de 2,63 para 3,79 (+44,11%)
Piaçava (fibra): de 3,42 para 4,43 (+29,53%)
Babaçu (amêndoa): de 6,35 para 7,00 (+10,24%)
Borracha natural (Cernambi): de 7,41 para 7,96 (+7,42%)
Mangaba (fruto): de 1,98 para 2,06 (+4,04%)
Castanha-do-Brasil (em casca): de 3,66 para 3,67 (+0,27%)
Macaúba (fruto): de 0,54 para 0,57 (+5,56%)
Murumuru (fruto): de 2,68 para 2,70 (+0,75%)
Andiroba / Cacau / Pequi: sem alteração

A Portaria reforça que todos os preços publicados são voltados aos produtores e valem para a safra de 2026 em toda a região Norte.

 

Governo anuncia acender das luzes no Palácio Rio Branco e divulga programação do Natal da Família

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O Natal da Família é um dos momentos mais mágicos do ano, e o governo do Acre, por meio da Fundação Elias Mansour (FEM), está empenhado em garantir uma das festas mais lindas da história. A programação natalina será aberta neste sábado, 6, no Palácio Rio Branco, com o tradicional acender das luzes que transforma o centro da capital em um cenário de encantamento.

Logo após a abertura oficial, o público poderá apreciar a emocionante Cantata de Natal apresentada pela Escola de Música do Acre. Este ano, o espetáculo contará com a participação de 160 pessoas, entre estudantes, professores e músicos, reforçando a tradição que já marca o calendário cultural do estado.

O presidente da FEM, Minoru Kinpara, destaca que o Natal é um momento de celebrar as famílias e o amor. Para ele, a data reforça a importância da união, da convivência e do cuidado coletivo, valores que orientam cada detalhe da programação natalina preparada pelo governo do Acre.

“Realizar o Natal da Família significa, para nós, um ato de respeito, carinho e valorização da família acreana. Por isso, o governo estadual organiza, com todo cuidado, amor, dedicação e esforço, essa programação, valorizando a família, que é a base da sociedade. Quando cuidamos da família, estamos cuidando do povo acreano”, afirma.

A partir de sábado e até o dia 30 de dezembro, uma das atrações mais aguardadas será a presença do Papai Noel e da Mamãe Noel na casinha montada em frente ao Palácio Rio Branco. De segunda a quinta-feira, eles receberão as crianças para fotos e momentos especiais. Já de sexta-feira a domingo, a programação ganha ainda mais vida com a chegada dos personagens Duende, Soldadinho de Chumbo e Bailarina, ampliando o clima lúdico e festivo.

Além disso, a feira da economia solidária também estará presente, oferecendo produtos artesanais e valorizando o trabalho de empreendedores locais. Para a criançada, brinquedos infláveis estarão disponíveis todas as noites, garantindo diversão em meio ao ambiente iluminado e repleto de magia.

“Natal é um momento de celebração, de alegria e, acima de tudo, de gratidão. Mas é preciso que essa programação, que está sendo feita com todo carinho, tenha a participação das famílias, porque são elas, a presença de cada um, que trazem brilho, magia e alegria”, completa Kinpara.

Mais atrações da programação:
6 de dezembro (sábado)

18h às 19h: DJ Lauro Félix e Sax Samuel Vieira;
19h às 19h30: Abertura do mês natalino e acender das luzes;
19h30 às 20h45: Cantata de Natal.
7 de dezembro (domingo)

18h às 19h: DJ Black e Sax Samuel Vieira;
19h às 19h45: As pastorinhas do Segundo Distrito;
19h45 às 20h45: Coral e orquestra do Colégio Adventista de Rio Branco;
20h45 às 21h45: Grupo musical E-Music.
12 de dezembro (sexta-feira)

18h às 19h: DJ Lauro Félix e Sax Samuel Vieira;
19h às 19h45: Coral da Vila;
19h45 às 20h45: Coral da Assembleia Legislativa;
20h45 às 21h45: Banda de Música Mirim da Polícia Militar.
13 de dezembro (sábado)

18h às 19h: DJ Lauro Félix e Sax Samuel Vieira;
19h às 19h45: Vozes Cantando o Amor;
19h45 às 20h45: Coral Vida – Igreja Comunidade Batista Vida;
20h45 às 21h30: Grupo Vibe e Grupo Trinca.
14 de dezembro (domingo)

18h às 19h: DJ Black e Sax Samuel Vieira;
19h às 19h45: Banda 3D – Colégio Militar tiradentes;
19h45 às 20h45: Banda Caribeam Músicos – James, Eullis, Nilton e Junior;
20h45 às 21h45: Banda do 4º Batalhão de Infantaria de Selva.
19 de dezembro (sexta-feira)

18h às 19h: DJ Lauro Félix e Sax Samuel Vieira;
19h às 19h45: Amigos Solidários;
19h45 às 20h45: Colégio Militar Dom Pedro II;
20h45 às 21h45: Sexta Harmonia.
20 de dezembro (sábado)

18h às 19h: DJ Black e Sax Samuel Vieira;
19h às 19h45: Coral da Igreja São Sebastião – Musical Espetáculo Amor Nasceu.
19h45 às 20h45: Coral da Ufac;
20h45 às 21h45: Banda de Música Mirim da Polícia Militar.
21 de dezembro (domingo)

18h às 19h: DJ Lauro Félix e Sax Samuel Vieira;
19h às 19h45: Orquestra Sheican e Coral Harmonia;
19h45 às 20h45: Show Natalino com Yana Sarquis e Banda;
20h45 às 21h45: Banda da Polícia Militar do Acre – A Furiosa.

Pix movimenta R$ 166 bi e bate recorde de transações na Black Friday

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O volume diário de transações feitas pelo Pix registrou um novo recorde na última sexta-feira (28), dia da Black Friday, conhecida pelo grande volume de promoções e descontos no comércio.

Segundo nota divulgada pelo BC (Banco Central), foram realizadas 297,4 milhões de transações no dia, superando o recorde anterior, de 290 milhões.

De acordo com a autoridade monetária, o valor financeiro movimentado nessas operações chegou a R$ 166,2 bilhões. “O resultado é mais uma demonstração da importância do Pix como infraestrutura digital pública, para o funcionamento da economia nacional”, diz o Banco Central.

CNN

Automedicação cresce e preocupa especialistas: até remédios comuns podem causar intoxicação e agravar doenças

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Especialista da Afya Cruzeiro do Sul alerta para riscos que vão de alergias e úlceras ao aumento da pressão arterial e intoxicações

O consumo de medicamentos sem orientação médica segue crescendo no Brasil e acende um alerta entre profissionais de saúde. De acordo com dados nacionais, 30% dos casos de intoxicação registrados no país são consequência direta da automedicação, prática comum mesmo com remédios considerados “inofensivos”, como analgésicos e anti-inflamatórios.

Em Cruzeiro do Sul, a especialista Karine Oliveira, docente da Afya Cruzeiro do Sul, reforça que o hábito de se medicar por conta própria traz riscos que a maioria da população desconhece. “A automedicação envolve o uso de substâncias sem orientação adequada e, muitas vezes, em doses altas. Isso torna a prática perigosa, porque aumenta a chance de eventos adversos”, explica.

Embora muitos medicamentos sejam vendidos sem receita, isso não significa que são isentos de riscos. O uso inadequado pode provocar uma série de complicações. “Entre os problemas mais comuns estão gastrites, úlceras, aumento da pressão arterial, alergias, resistência ao uso de antibióticos e até intoxicação”, detalha Karine.

Anti-inflamatórios e analgésicos, por exemplo, lideram as estatísticas de reações adversas, principalmente quando usados de forma contínua ou combinados com outras substâncias.

Influência das redes sociais amplia comportamento perigoso

Para a especialista, a popularização de conteúdos nas redes sociais tem potencializado ainda mais a automedicação, especialmente entre jovens e adultos em busca de soluções rápidas para emagrecimento ou ganho de energia. “Com a facilidade de acesso à informação, muitas pessoas têm seguido recomendações de influenciadores e utilizando medicamentos de forma inadequada, inclusive os emagrecedores, sem prescrição médica”, alerta.

A tendência preocupa porque muitos desses produtos possuem mecanismos complexos de ação e podem afetar o sistema cardiovascular, metabólico e neurológico.

Karine orienta que alguns sinais devem acender o alerta e demandar atendimento imediato.

“Febre persistente, dor intensa que piora, falta de ar, alterações no nível de consciência e qualquer suspeita de reação alérgica ou intoxicação medicamentosa são motivos para interromper o uso e procurar assistência médica”, enfatiza.

Afya Amazônia

A Afya tem uma forte relação com a Amazônia, com 16 unidades de graduação e pós-graduação na Região Norte. O estado do Acre conta com uma instituição de graduação (Afya Cruzeiro do Sul). Tem ainda onze escolas de Medicina em outros estados da Região: Amazonas (2), Pará (4), Rondônia (2) e Tocantins (3). Além delas, a Afya também está presente na região com 3 unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém (PA), Manaus (AM) e Palmas (TO).

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 20 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil, e “Valor 1000” (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em http://www.afya.com.br e ir.afya.com.br.

Assessoria

Lei da água potável nas escolas deve atender mais de 137 mil alunos no Acre; entenda

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Proposta foi sancionada nesta segunda pelo presidente Lula, que aplicou vetos para evitar punições financeiras e priorizar soluções práticas para comunidades vulneráveis

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aprovou a Lei nº 15.276/2025, que estabelece como obrigatória a oferta de água potável e condições sanitárias adequadas em todas as instituições de ensino do país. A norma, publicada no Diário Oficial da União (DOU), modifica a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e também a legislação referente à alimentação escolar.

O texto foi promulgado com vetos parciais. Lula suprimiu trechos que previam sanções financeiras às escolas que não cumprissem a exigência. Para ele, retirar recursos poderia punir comunidades já fragilizadas. “Não se pode punir quem já sofre com a falta de infraestrutura”, afirmou.

No Acre, a nova lei encontra terreno fértil para aplicação, já que a precariedade da rede de ensino havia sido denunciada meses antes. Em setembro, parlamentares da Assembleia Legislativa (Aleac) expuseram a gravidade da situação.

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) declarou que “a negligência do governo estadual com o patrimônio educacional ficou escancarada”. A deputada Antônia Sales (MDB) reforçou o alerta ao destacar que “pintura não segura concreto rachado nem madeira frouxa”, além de relatar unidades sem água potável e climatização.

Dados oficiais

Essas críticas se somam a levantamentos que revelam a dimensão do problema. Segundo o Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025, três em cada dez escolas públicas do Acre não possuem abastecimento de qualidade. Já o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), em parceria com o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), apontou que 220 escolas da rede estadual e municipal estavam sem esse recurso em 2024, de um total de 596 em funcionamento.

O estudo mostra ainda que 137.459 estudantes foram diretamente atingidos pela carência de infraestrutura, o que amplia a urgência da medida.

A série histórica reforça esse quadro preocupante. Em 2021, eram 201 escolas sem água potável; em 2022, o número aumentou para 209; em 2023, chegou a 227; e em 2024, recuou levemente para 220. Embora haja uma leve redução, os dados revelam que o problema permanece estrutural.

Cidades como Feijó (44 escolas), Cruzeiro do Sul (23), Mâncio Lima (8) e Bujari (11) concentram parte significativa da crise, evidenciando que a precariedade não se limita às áreas rurais, mas alcança também os centros urbanos dos municípios.
Com a nova legislação, recursos federais poderão ser destinados à implementação de sistemas de saneamento básico e ao fornecimento emergencial de água. Além disso, a norma estimula soluções sustentáveis, como o aproveitamento da chuva, e prevê apoio técnico para gestores locais.

Dessa forma, órgãos de fiscalização e entidades ligadas à educação avaliam que o Acre ganha respaldo jurídico para enfrentar um problema histórico e reduzir desigualdades regionais.

Governo Lula assegura continuidade de cursos a distância na Ufac

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O governo federal prorrogou até 2027 os atos de recredenciamento de cursos de Educação a Distância (EaD) de instituições de ensino superior em todo o país. A medida, publicada na Portaria Seres/MEC nº 876, de 28 de novembro de 2025, inclui a Universidade Federal do Acre (Ufac), garantindo que a instituição mantenha suas atividades digitais sem risco de interrupção.

O ato administrativo se apoia em uma série de normas recentes: o Decreto nº 11.691/2023, que reorganizou a estrutura do MEC; o Decreto nº 9.235/2017, que estabeleceu regras de regulação e supervisão do ensino superior; e o Decreto nº 12.456/2025, que redefiniu a política nacional de EaD. Além disso, a decisão está vinculada à Portaria MEC nº 381/2025, que criou um calendário regulatório para os processos de credenciamento e recredenciamento.

Na prática, a prorrogação significa que os cursos a distância, que são fundamentais para estudantes que vivem em regiões isoladas do Acre, terão segurança jurídica para continuar funcionando. Em um estado marcado por grandes distâncias e dificuldades de acesso, esse formato se consolidou como ferramenta essencial para democratizar o ensino superior.

O gesto do presidente Lula (PT) também tem dimensão política. Ao assegurar a permanência da Ufac no sistema, o Planalto envia um recado sobre a importância estratégica da Amazônia Ocidental. “Educação não pode ser privilégio das capitais. Temos de levar oportunidades a quem vive longe dos grandes centros”, disse o presidente em cerimônia recente sobre o novo marco da EaD.

O ministro da Educação, Camilo Santana, reforçou o mesmo ponto ao destacar que a modalidade é vital para regiões periféricas do país. “A distância não pode ser barreira para o conhecimento. Nosso compromisso é garantir que cada jovem, mesmo nos lugares mais remotos, tenha acesso à universidade”, afirmou.

Irmãos donos da JBS compram termelétricas de Cruzeiro do Sul, Feijó e Tarauacá

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Expansão de negócios dos irmãos Batista no Acre é oficializado no Diário da União

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), aprovou nesta segunda-feira (1/12), sem restrições, a aquisição das termelétricas de Cruzeiro do Sul, Feijó e Tarauacá pela J&F. Com potência combinada de 69,47 MW, as usinas respondem por cerca de 20% do fornecimento do estado.

O despacho, publicado no Diário Oficial da União (DOU), formaliza a entrada dos irmãos Joesley e Wesley Batista no setor elétrico do Acre, por meio da administradora Âmbar Energia. A decisão encerra um movimento iniciado no mês de outubro, quando o processo foi protocolado e submetido à análise. Logo depois, em novembro, o Cade deu publicidade ao ato de concentração pelo edital nº 826.

Segundo avaliação do próprio conselho, a compra não altera de forma significativa a concorrência no mercado. A transação, registrada sob o processo nº 08700.011294/2025-86, transfere todos os ativos, direitos e obrigações da Energias do Acre SPE Ltda., que é subsidiária do Grupo Rovema.

Sediado em Porto Velho (RO), o conglomerado está presente na região Norte em áreas como comercialização de veículos, pneus, locação de ônibus, nutrição animal e geração energética em sistemas isolados. Nos autos, a companhia informou que a venda das três usinas está alinhada ao seu plano de desinvestimento.

Agora, com a aprovação formal, a Âmbar Energia amplia seu portfólio em um estado que historicamente esteve à margem do sistema interligado nacional.

Império em expansão

A empresa soma mais de 6,5 GW de potência máxima, o que equivale a cerca de 7% da geração nacional. Com 56 usinas espalhadas pelo país, controla térmicas no Rio Grande do Sul, Paraná e Amazonas, assim como pequenas centrais hidrelétricas em Minas Gerais e Santa Catarina.

Nos últimos meses, o grupo notificou aquisições de distribuidoras, a exemplo da Amazonas Energia e da Roraima Energia. Em outra frente, a sociedade ainda investe na Eletronuclear, reforçando o seu posicionamento estratégico em janelas de risco para a segurança energética do país.

Além disso, a J&F também é dona da JBS, a maior processadora de carnes do mundo, e da Eldorado Brasil, no setor de celulose, estabelecendo-se como uma potência empresarial.

Audiência pública marca início da análise da LOA 2026 na Câmara de Rio Branco

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A Câmara Municipal de Rio Branco realizou, na manhã de segunda-feira, 1º de dezembro, a audiência pública destinada a discutir o Projeto de Lei Complementar nº 33/2025, que estima a receita e fixa a despesa do Município para 2026. Os trabalhos foram conduzidos pelo vereador Márcio Mustafá, presidente da Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação, com secretaria do vereador Bruno Moraes. Participaram da mesa técnica o secretário municipal de Planejamento, Wilson Leite, e a diretora de Orçamento Municipal, Renata Costa, além de representantes de instituições, servidores da Prefeitura e membros da sociedade civil.

Na oportunidade, Mustafá afirmou que discutir a LOA é mais que um procedimento formal. “Aqui não tratamos apenas de números, mas de prioridades. Discutimos qual cidade queremos construir, onde precisamos investir mais e de que forma cada real do orçamento pode gerar mais resultados para a população de Rio Branco”, destacou. Ele ressaltou ainda o papel do Legislativo no processo. “Nosso papel é garantir que o orçamento reflita as reais necessidades da cidade e, principalmente, que chegue onde precisa chegar: nas comunidades, nos serviços essenciais, na vida das pessoas”, acrescentou.

O secretário Wilson Leite agradeceu a oportunidade de apresentar a proposta orçamentária e reforçou a transparência do processo. “Destaco a importância dessa audiência, onde a gente traz e compartilha com toda a população os números de Rio Branco e como chegamos a esses valores para definir a Lei Orçamentária Anual”, afirmou. Ele também reconheceu o trabalho da equipe técnica da Prefeitura: “A equipe da Secretaria de Planejamento se dedicou bastante para que apresentássemos todos esses números dentro dos prazos e dentro de uma realidade do município”.

Na exposição técnica, a diretora de Orçamento Municipal, Renata Costa, explicou os fundamentos da proposta e apresentou a evolução das receitas e despesas. “A LOA é um instrumento de execução da provisão de arrecadação e fixação das despesas. Ela precisa ser compatível com o PPA e com a LDO”, disse. Renata também detalhou as reduções aplicadas em algumas previsões de receita: “A operação de crédito prevista para 2025 era de R$ 175 milhões e foi reduzida para R$ 67 milhões. Além disso, a receita patrimonial não atingiu o valor estimado no ano anterior, o que exigiu ajustes para 2026”.

Representando o Movimento Junino, o coordenador-geral da Liga de Quadrilhas, Paulo Leopoldo Lima, utilizou a tribuna para defender a inclusão do segmento no orçamento municipal. “O Movimento Junino já é um patrimônio cultural no estado, e no município a gente precisa rever isso também. Não dá para tratar um movimento que está há mais de 20 anos construindo cultura como se ele não existisse”, afirmou. Ele destacou o impacto econômico das quadrilhas nas comunidades: “Uma saia de quadrilha custa, no mínimo, R$ 500. Só com 40 pares, um grupo gasta R$ 20 mil apenas com esse item. É um trabalho que movimenta costureiras, aderecistas, coreógrafos e empreendimentos comunitários”.

Durante o período de debates entre os parlamentares, o vereador Fábio Araújo (MDB) fez questionamentos sobre a participação popular e sobre o orçamento dos fundos municipais. “Não chegou a 1% da população na consulta pública. Ou ela não foi divulgada ou não despertou interesse. Isso precisa ser revisto”, pontuou. Em relação à cultura e ao esporte, ele demonstrou preocupação: “O Fundo Municipal de Cultura tem apenas R$ 100 mil previstos para 2026, e o Fundo de Esporte, R$ 50 mil. É um retrocesso enorme”.

Zé Lopes (Republicanos) ressaltou demandas apresentadas pela população nos bairros. “Eu ando muito nas comunidades, e a falta de água nunca foi tão grave. A gente precisa colocar recursos para começar a resolver isso. A população cobra pavimentação, limpeza pública e segurança”, afirmou.

Samir Bestene (PP) também destacou áreas que considera sensíveis para 2026. Ele lembrou que algumas secretarias enfrentaram dificuldades em 2025 devido ao orçamento limitado e alertou: “Essa redução de mais de R$ 60 milhões vai impactar diretamente áreas como agricultura familiar, assistência social e investimentos”.

Já o vereador André Kamai (PT) destacou a baixa adesão popular à consulta pública. “Se o povo não vai até nós, a gente precisa ir até o povo. A participação popular não aconteceu porque não houve confiança de que esse debate teria efetividade”, disse. Ele também apontou a necessidade de fortalecer políticas culturais e esportivas. “A Liga de Quadrilhas sozinha movimenta R$ 5 milhões na economia, mas o orçamento previsto para toda a cultura é praticamente o mesmo valor que o Município gasta em luzes do Natal”, afirmou.

Por fim, Felipe Tchê (PP) chamou atenção para o impacto da redução de investimentos. “Em 2025, os investimentos estavam previstos em R$ 529 milhões. Em 2026, caem para R$ 375 milhões. É uma queda brusca que afeta políticas fundamentais”, declarou. Ele pediu atenção especial a áreas como agricultura familiar e assistência social.

Após as intervenções, o secretário Wilson Leite respondeu às observações apresentadas e explicou os limites legais e financeiros enfrentados pelo Município. Ele mencionou, por exemplo, o impacto da inadimplência na taxa de limpeza pública.

“Lançamos R$ 20 milhões e arrecadamos apenas R$ 9 milhões. A inadimplência passa de 50%, o que compromete os serviços”. Wilson também lembrou que parte significativa do orçamento já é vinculada: “Hoje, 80% do orçamento é comprometido por despesas obrigatórias, como saúde, educação, precatórios e folha de pagamento”.

Encerrando a audiência, o presidente Márcio Mustafá reforçou que o debate sobre a LOA continuará nas comissões permanentes e depois em plenário. “Este espaço é para construção coletiva. As discussões seguirão até a votação final da lei orçamentária”, disse.