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Gladson e Mailza entregam 450 títulos definitivos em Porto Acre e consolidam gestão como a que mais avançou na regularização fundiária

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Governador entregou 450 títulos definitivos na Vila do V, em Porto Acre. Foto: Diego Gurgel/Secom

Fortalecendo a regularização fundiária do estado e instituições religiosas, o governador Gladson Camelí esteve em Porto Acre, na Escola Edmundo Pinto de Almeida Neto, nesta quinta-feira, 11, para entregar mais 450 títulos definitivos de terra por meio dos programas Minha Terra de Papel Passado e Igreja Legal, que evidenciam a importância da propriedade devidamente registrada para o desenvolvimento da região.

Com mais essa ação, cheia de relatos emocionantes, o Instituto de Terras do Acre (Iteracre) já soma mais de 12 mil documentos entregues. Desta vez, os representantes de famílias urbanas e de instituições religiosas foram beneficiados pela Semana Solo Seguro Favela 2025, demonstrando o compromisso concreto do Estado em garantir segurança jurídica, dignidade e autonomia às famílias e entidades religiosas que há anos aguardavam por esse reconhecimento.

O valor total investido na cidade de 16.693 habitantes foi de mais de R$ 2,2 milhões na entrega desses documentos, que representam muito o reconhecimento do direito à terra, fruto de um trabalho técnico, social e jurídico que transforma vidas, garante direitos e abre caminhos para novas oportunidades de desenvolvimento.

O governador Gladson Camelí destacou que nenhum governo na história do Acre entregou tantos títulos definitivos quanto sua gestão, garantindo segurança para investimentos em suas propriedades. “Quem tem a sua terra, naturalmente vai investir para fazer melhorias. Isso movimenta o comércio e beneficia toda a cadeia econômica, que vai do material de construção até a mão de obra”, completou.

Mais de 12 mil títulos definitivos foram entregues durante a gestão de Gladson Camelí. Foto: Diego Gurgel/Secom

Ele ressaltou que a entrega de títulos definitivos representa cidadania e fortalecimento da economia do Acre. Para ele, a posse legal da terra incentiva os proprietários a investirem em melhorias, o que movimenta o comércio e beneficia toda a cadeia econômica, desde o setor de materiais de construção até a mão de obra.

Ele aproveitou a ocasião para agradecer à presidente do Iteracre, Gabriela Câmara, e sua equipe, além do Poder Judiciário e da Prefeitura de Porto Acre, pela parceria na execução do programa Minha Terra de Papel Passado, que vem concretizando o sonho de milhares de famílias acreanas e de entidades religiosas.

O governador também destacou o apoio dos deputados estaduais da Assembleia Legislativa, responsáveis pela aprovação de leis fundamentais para a gestão e da bancada federal de deputados e senadores, que viabilizam recursos para o desenvolvimento econômico e social do estado.

Ele ainda agradeceu aos vereadores e vereadoras da Câmara Municipal de Porto Acre, que mantêm contato direto com a população, e fez uma saudação especial ao prefeito Máximo Costa. “Todos vocês são verdadeiros parceiros do nosso governo”, afirmou.

Vice-governadora Mailza Assis diz que regularização deve continuar. Foto: Diego Gurgel/Secom

A vice-governadora do Acre, Mailza Assis, destacou a relevância da entrega de títulos definitivos de propriedade para a população de Porto Acre e todo o estado.

“Essa é uma política pública das mais eficientes e necessárias para o nosso estado. Hoje estamos entregando mais de 450 títulos, com investimento superior a R$ 2 milhões. Em todo o Acre, já são mais de 12 mil títulos entregues pelo governo”, afirmou.

Mailza reforçou que a regularização fundiária garante segurança jurídica e abre novas possibilidades para as famílias. “Quando conversamos com as pessoas e fazemos a entrega, vemos a felicidade e a esperança. Esse documento garante crédito, liberdade para construir e se desenvolver. É uma conquista que muda vidas”, disse.

Para ficar na história e memória

Após mais de duas décadas de espera, Domingas Marques, de 84 anos, não conteve a emoção ao receber o título definitivo de sua terra. “É só alegria! Alegria de receber meu título, de ter a certeza que a terra é minha. Deus abençoou para que eu tivesse esse documento em mãos. Esperei mais de 20 anos, e hoje posso dizer que fui abençoada por Deus e por Jesus. É um milagre na minha vida.”

Com voz firme, ela reforçou o quanto desejava esse momento. “Eu tinha muita vontade de ter este documento. A primeira vez não deu certo, mas agora Deus abençoou. É uma vitória para mim, já com tantos anos de idade. Que seja sempre abençoado por Deus.”

Romualdo Lima, filho de Domingas, também celebrou a conquista ao lado da mãe, destacando o valor do documento para a família. “É um motivo de comemoração, de alegria. É uma valorização da nossa propriedade, um gesto de gratidão. Por enquanto não tenho planos imediatos, mas o título já nos assegura que no futuro poderemos buscar apoio e melhorias para a casa.”

Auri Camilo Mesquita, 79 anos, moradora da Vila do V há meio século, descreveu o dia como inesquecível. “Está muito bonito. Estou feliz, feliz porque vou pegar o documento da minha casa. Esperei muitos anos por isso.”

Ela ressaltou o impacto da conquista no cotidiano da família. “Agora o fim de ano vai ser mais feliz. Mais feliz mesmo. Esse documento vai ficar marcado na minha memória.”

De forma unânime, os beneficiados destacaram o simbolismo profundo de dignidade, pertencimento e esperança que o título definitivo de terra representa para famílias que aguardaram por décadas.

Compromisso da gestão

Durante a solenidade de entrega de títulos em Porto Acre, a presidente do Iteracre, Gabriela Câmara, destacou o alcance histórico da gestão estadual na regularização fundiária.

“Com certeza, o governo do Gladson Camelí tem dado todas as condições para que o Iteracre avance e faça um número significativo de entregas, levando segurança jurídica e dignidade às famílias que recebem essa política pública. A partir dessa segurança, as pessoas conseguem investir e isso impacta também na economia do Estado.”

Ela explicou que o título definitivo garante não apenas a posse legal, mas abre portas para novos horizontes.

“Além da segurança jurídica, o documento possibilita acesso a crédito bancário, permitindo reformas, ampliações e valorização do imóvel. A pessoa pode vender ou comprar com tranquilidade. Ou seja, não mexe só com a segurança jurídica, mas também com a economia do município.”

Agência de Notícias do Acre

Edvaldo Magalhães diz que PL do Orçamento ‘não é imutável’ e defende cumprimento da RGA dos servidores já prevista na LDO

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O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) reforçou, durante a audiência pública, realizada hoje (11/12) pela Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), que o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) “não é imutável e o governo não tem o dom do acerto pleno”.

“Essa audiência é, para inclusive, a Comissão de Orçamento e a Casa ouvir as vozes dissonantes que aqui se manifestaram e, se tiver sensibilidade política e compromisso com os servidores, adotar medidas quando da votação do Orçamento. Isso precisa ser feito. E, não é a primeira vez que isso será feito. Isso já foi feito. Na última votação da LDO, nós construímos, ao longo de três dias, fazer constar a Revisão Geral Anual (RGA), que a rigor não precisava constar, mas precisou que fosse escrito para que o governo pudesse cumprir algo que é da sua obrigação”, disse o parlamentar.

Ao se dirigir diretamente ao secretário de Estado de Planejamento, Ricardo Brandão, Edvaldo Magalhães afirmou entender que a RGA já está incluída no PLOA, que será votada na semana que vem. “Eu estou entendendo, secretário Ricardo, que naquele valor que foi apresentado aqui, está incluído a RGA dos servidores, porque está escrito na lei”.

Em outro trecho da fala de Edvaldo, ele conclamou aos servidores públicos que estejam na Aleac na semana que vem, quando será votado o Orçamento. “Eu queria dizer aos companheiros do movimento sindical, venham terça e quarta-feira para cá. Precisamos conversar muito sobre isso. A questão dos servidores tem que se pactuado agora para quando abrir, já sabe o que vai fazer. Todo mundo sabe desse bê-á-bá. Não estou falando nenhuma novidade. Vão precisar ser intensificadas na semana que vem. Tem coisas que precisam ser escritas, porque, às vezes, só o que está sendo dito não é cumprido. Vamos escrever algumas coisas nesse Orçamento e eu tenho certeza que essa Casa tem responsabilidade”, completou.

Rio Branco diante do abismo fiscal: contas públicas projetam rombo de R$ 151 milhões em 2026

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Com déficit milionário, dívidas persistentes e previdência em risco, cidade enfrenta dilema entre arrecadação limitada e gastos obrigatórios que não param de crescer

Rio Branco projeta um déficit de mais de R$ 151 milhões em 2026, segundo dados oficiais da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O documento, publicado no Diário Oficial de quarta (10/12), revela que as despesas devem crescer em ritmo maior que as receitas, pressionando o caixa da prefeitura e colocando em risco o equilíbrio das contas públicas nos próximos anos.

De acordo com a LDO, a receita prevista para 2026 é de R$ 1,83 bilhão, enquanto os gastos somam R$ 2,04 bilhões. A diferença negativa se repete nos anos seguintes: em 2027 o déficit cai para R$ 70,8 milhões, mas volta a subir em 2028, chegando a R$ 114,7 milhões. O cenário mostra que, mesmo com aumento da arrecadação, os custos obrigatórios, principalmente com salários e encargos sociais, continuam pesando mais.

Outro ponto de atenção é a dívida pública. Embora haja previsão de queda, passando de R$ 300,8 milhões em 2026 para R$ 215,3 milhões em 2028, o resultado nominal permanece negativo, indicando que o endividamento líquido seguirá pressionando o orçamento municipal.

O histórico recente reforça a dificuldade. Em 2024, a prefeitura esperava arrecadar R$ 2,07 bilhões, mas conseguiu apenas R$ 1,67 bilhão, uma frustração de quase 20%. As despesas, por outro lado, ficaram acima do previsto, ampliando o déficit e evidenciando problemas estruturais na gestão financeira.

A situação da previdência dos servidores também preocupa. O fundo em capitalização registrou superávit de R$ 140 milhões em 2024, mas os cálculos atuariais apontam que, a partir da década de 2040, o sistema passará a acumular déficits contínuos. Já o plano em repartição apresenta saldo negativo todos os anos, exigindo aportes frequentes do Tesouro municipal.

Além disso, a prefeitura estima abrir mão de R$ 47,8 milhões em receitas em 2026 por causa de isenções e benefícios fiscais. Entre eles estão descontos de IPTU em áreas de risco de enchentes, incentivos para empresas em distritos industriais e renúncia de ISS em setores como saúde e educação. Embora já considerados nas projeções, esses valores reduzem a margem de manobra para enfrentar os gastos crescentes.

O Produto Interno Bruto (PIB) da cidade deve crescer de R$ 14,6 bilhões em 2026 para R$ 16,2 bilhões em 2028. A Receita Corrente Líquida também sobe, de R$ 1,7 bilhão para R$ 1,8 bilhão no mesmo período. No entanto, esse avanço não é suficiente para compensar o aumento das despesas obrigatórias, que seguem em ritmo acelerado.

Em resumo, os números oficiais mostram que Rio Branco terá de lidar com déficits persistentes, dívidas que continuam pesando e um sistema previdenciário que caminha para a insustentabilidade. O desafio da administração municipal será encontrar soluções para equilibrar as contas sem comprometer serviços essenciais e o futuro das aposentadorias dos servidores.

TJAC mantém condenação de casal por maus-tratos que causou morte de criança em Rio Branco

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Colegiado nega recurso e reafirma responsabilidade dos réus pela morte da criança

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) decidiu, por unanimidade, manter a condenação de um casal pelo crime de maus-tratos que resultou na morte de uma criança de dois anos. A decisão foi proferida no julgamento da Apelação Criminal nº 0802079-53.2016.8.01.0001, sob relatoria do desembargador Francisco Djalma e revisão do desembargador Samoel Evangelista.

Os apelantes buscavam reverter a sentença de primeiro grau, que os condenou a 5 anos e 4 meses de reclusão, em regime semiaberto. Eles alegavam não serem responsáveis pelo ocorrido e atribuíram as agressões ao irmão mais velho da vítima, de dez anos. Também pleitearam a redução da pena, a substituição por penas alternativas ou a concessão do sursis.

Ao analisar o caso, o colegiado destacou que o laudo pericial confirmou a materialidade do crime, registrando politraumatismo, esganadura e diversas lesões em diferentes estágios de cicatrização, indicando episódios repetidos de violência. Para o Tribunal, as provas demonstram que o casal, responsável pela guarda da criança, contribuiu por ação ou omissão para a situação de maus-tratos que levou à morte da vítima.

O voto do relator também ressaltou que a alteração da versão apresentada em juízo pelo irmão da criança não foi suficiente para afastar os elementos técnicos e documentais reunidos no processo. Testemunhos e demais provas revelaram um ambiente familiar marcado por rigidez extrema e castigos físicos.

A Câmara Criminal manteve a pena fixada originalmente, considerando que o aumento de um terço previsto no §3º do Art. 136 do Código Penal foi corretamente aplicado. O colegiado também considerou inviável a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, devido à gravidade do crime e ao fato de a pena superar quatro anos. Da mesma forma, a suspensão da prisão não pôde ser concedida, pois a condenação ultrapassa o limite legal e envolve violência contra pessoa vulnerável.

Não havendo reparação civil fixada na sentença, o pedido relativo ao seu afastamento foi considerado prejudicado. Com isso, os desembargadores decidiram negar provimento aos recursos e manter integralmente a sentença condenatória.

Entenda o caso

A criança de apenas dois anos morreu em novembro de 2015 após sofrer constantes maus-tratos enquanto estava sob os cuidados dos tios. De acordo com a investigação, a vítima era submetida a agressões frequentes — esganaduras, socos e tapas — tanto pelos acusados quanto por outras crianças da casa, sem que os responsáveis impedissem as violências. A perícia constatou politraumatismo causado por ação contundente, além de diversas lesões antigas, indicando um histórico prolongado de abusos. No dia da morte, a menina chegou à UPA já sem vida. Testemunhos, laudos e depoimentos demonstraram um ambiente de rigidez extrema, negligência e violência, caracterizando exposição ao perigo e abuso de meios de correção, resultando na morte da criança. Com base nas provas, ambos foram condenados por maus-tratos com resultado morte, com aumento de pena por a vítima ser menor de 14 anos.

Ascom TJAC

“Projetos não são discutidos com quem mais importa”, diz Kamai sobre tentativa de privatização de Bocalom

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A nova investida do prefeito Tião Bocalom para entregar à iniciativa privada os mercados municipais acendeu o alerta entre trabalhadores, feirantes e permissionários de Rio Branco — justamente os que mais seriam impactados pela medida e, paradoxalmente, os últimos a serem ouvidos pela gestão. A crítica veio dura do vereador André Kamai (PT), que classificou a proposta como mais um gesto autoritário e desconectado da realidade. “Os projetos não são discutidos com as categorias que interessam”, lamentou.

Kamai participou, nesta quinta-feira (11), de uma reunião com os permissionários para ouvir suas aflições. Ele reforçou que estará ao lado dos trabalhadores, garantindo que sua atuação na Câmara será firme e inegociável. “Privatização nunca vai ser boa para o trabalhador. Nunca”, declarou, lembrando que mercados públicos existem justamente para garantir espaço aos mais humildes — e não para virar negócio de quem busca lucro.

Durante o encontro, o vereador deixou claro que lutará contra qualquer tentativa de transformar o patrimônio público em ativo privado. Kamai destacou que experiências semelhantes — como no Shopping Popular, na Energisa e em outras concessões — resultaram em tarifas mais altas, precarização e exclusão. “Quando o mercado for privado, estará lá quem der lucro”, alertou.

O vereador também denunciou a contradição da gestão, que tenta privatizar um espaço no qual foram investidos quase R$ 40 milhões em dinheiro público, enquanto destina míseros R$ 100 mil para políticas de apoio à produção familiar. Para ele, o projeto é irresponsável, insensível e ignora completamente a vida de quem batalhou décadas para construir seu espaço nos mercados.

Com firmeza, Kamai reafirmou seu compromisso: “Meu voto está absolutamente contrário. Estou aliado à luta dos trabalhadores”. Para ele, qualquer mudança só pode nascer do diálogo real e do respeito ao povo que mantém vivos os mercados públicos de Rio Branco.

Assessoria

Por que cresce a rejeição ao nome de Bessias ao STF?

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A indicação de Jorge Messias, o “Bessias”, ao Supremo Tribunal Federal acendeu um alerta político, jurídico e social: estaria o Brasil diante de mais um capítulo da aproximação perigosa entre Executivo e Judiciário? A inquietação não surge por acaso. Em Brasília, entre parlamentares, juristas e observadores atentos, a pergunta que ecoa é se a Suprema Corte continuaria sendo guardiã da Constituição ou se estaria se tornando peça estratégica de um projeto político de poder.

Surge então a pergunta: que Justiça suprema está se formando no Brasil? O saber jurídico tornou-se coadjuvante, e a lealdade pessoal passou a ser priorizada, numa inversão do papel da Corte Suprema que compromete a qualidade jurídica das decisões vinculantes.

A preocupação não nasce de especulações, mas da trajetória pública do indicado. A teoria de Montesquieu, base da separação dos poderes e dos freios e contrapesos, pressupõe harmonia, mas também vigilância, autonomia e contenção recíproca. A Constituição brasileira incorporou esses princípios ao estabelecer, no artigo 2º, a independência entre Executivo, Legislativo e Judiciário. No topo do Judiciário, o STF deveria atuar como contrapeso maior, o bastão final contra abusos e autoritarismos.

Contudo, desde que o artigo 101 determinou que seus ministros devem possuir “notável saber jurídico” e “reputação ilibada”, esperava-se que as escolhas obedecessem a critérios técnicos, não a fidelidades partidárias. A indicação de Messias — cuja tese de doutorado exalta Lula e hostiliza adversários — reabre o debate sobre o que motiva hoje as nomeações à mais alta corte do país.

Sua atuação na Advocacia-Geral da União ampliou esse debate, especialmente após iniciativas classificadas por críticos como mecanismos de controle da informação. O receio é claro: retrocessos às liberdades, sejam negativas ou positivas, como definiu Isaiah Berlin. Para muitos, Messias representa mais um passo no avanço silencioso do Executivo sobre um Judiciário que deveria resistir, e não submeter-se.

O caso não é isolado. Flávio Dino, recém-empossado, também é visto por parte da opinião pública como um representante político dentro da Corte, reforçando a percepção de que o STF vem se tornando extensão do Planalto. É justamente essa tendência que alimenta insegurança jurídica, desconfiança institucional e uma sensação generalizada de que se dissolve, pouco a pouco, o Estado Democrático de Direito.

Restará ao Senado decidir se esse movimento avançará. Em 130 anos, a Casa rejeitou apenas cinco indicações para o Supremo. Agora, mais do que nunca, o peso político e histórico recai sobre os parlamentares — e, por consequência, sobre os representados, o povo brasileiro.

Talvez seja o momento, como escreveu Platão, de abandonar a caverna, confrontar a realidade e enxergar, sem sombras, o futuro que está sendo moldado.

A pergunta persiste, incômoda e necessária: estará o nome de Bessias prestes a se tornar mais um símbolo dessa mudança profunda na Suprema Corte?

Em tempo, Jorge Mesias ficou conhecido nacionalmente como “Bessias” após um áudio vazado da Operação Lava Jato, é o atual Advogado-Geral da União (AGU) e foi recentemente indicado pelo presidente Lula para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), sendo um jurista com forte lealdade ao PT, graduado e doutor pela UnB, com histórico de atuação em governos petistas, e que se destaca por sua capacidade de diálogo e alinhamento com pautas como a regulamentação das redes sociais.

Crise no comércio e revolta contra Bocalom: feirantes se rebelam contra privatização do Mercado Elias Mansour

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Os feirantes do Mercado Elias Mansour realizam, na manhã desta quinta-feira (11), protestos contra a grave queda nas vendas e contra a possibilidade de privatização do mercado municipal proposta pelo prefeito Tião Bocalom. Em ato de manifestação, o grupo bloqueou a Avenida Benjamin Constant, uma das principais vias de Rio Branco, causando transtornos significativos ao trânsito da região central.

De acordo com a RBTrans, agentes que estavam na entrada do Terminal Urbano tiveram de realizar intervenções emergenciais e redirecionar o fluxo de veículos para outras avenidas, a fim de evitar congestionamentos ainda maiores. O bloqueio durou parte da manhã e chamou a atenção de motoristas e comerciantes do entorno.

Feirantes fecham a Avenida Benjamin Constant nesta quinta-feira durante protesto em Rio Branco/Foto: Folhad o Acre

Os feirantes afirmam que as vendas despencaram entre 70% e 90%, gerando prejuízos que já comprometem a subsistência de dezenas de famílias. Muitos relatam que produtos são perdidos por falta de compradores e que, diante da crise, há trabalhadores se endividando para manter seus boxes abertos.

Além da queda drástica no movimento, os comerciantes protestam contra a possível privatização do Mercado Elias Mansour, medida que, segundo eles, ameaça direitos históricos e pode encarecer a permanência no local. Os feirantes também reclamam da falta de manutenção, de problemas estruturais e da dificuldade de atrair consumidores diante das atuais condições de funcionamento.

Feirantes fecham a Avenida Benjamin Constant nesta quinta-feira durante protesto em Rio Branco/Foto: Folha do Acre

“Não temos como continuar assim. As vendas caíram quase 90% e ninguém nos apresenta uma solução. É impossível trabalhar desse jeito”, disse uma feirante.

O grupo cobra diálogo efetivo com o poder público, transparência sobre qualquer proposta de privatização e ações imediatas para recuperar o fluxo de clientes no mercado.

Feirantes fecham a Avenida Benjamin Constant nesta quinta-feira durante protesto em Rio Branco/Foto: Folha do Acre

Feirantes seguem há quase 2 anos em galpão improvisado e temem privatização anunciada pela prefeitura

A rotina dos feirantes do Mercado Elias Mansour continua marcada pela incerteza e pela falta de condições adequadas de trabalho. Nesta quinta-feira, durante entrevista ao Folha do Acre, o feirante Geovan descreveu o cenário vivido por quem usa diariamente a estrutura improvisada oferecida pela Prefeitura de Rio Branco. Segundo ele, já são quase dois anos aguardando uma solução definitiva.

“Estamos há quase dois anos nesse galpão improvisado. Enquanto isso, uma feira segue a céu aberto no Terminal e a gente continua sendo pressionado e preocupado com essa privatização que o prefeito fala. É um absurdo”, afirmou.

O galpão utilizado atualmente pelos trabalhadores foi apresentado como medida temporária, mas tornou-se permanente sem que a prefeitura apresentasse um plano claro de conclusão das obras do mercado. A situação se agrava nos dias de chuva ou calor intenso, quando o espaço improvisado não oferece segurança nem conforto para feirantes ou consumidores. Já a parte dos feirantes que permanece no Terminal lida diariamente com sol, poeira, falta de higiene adequada e riscos sanitários evidentes.

Feirantes fecham a Avenida Benjamin Constant nesta quinta-feira durante protesto em Rio Branco/Foto: Folha do Acre

Apesar da precariedade das condições, a Prefeitura de Rio Branco tem avançado no discurso sobre privatizar espaços públicos de comercialização, incluindo feiras e mercados. Para os trabalhadores, a proposta chega no pior momento e sem diálogo transparente com as categorias. Segundo relatos, há preocupação de que a privatização resulte em custos adicionais, perda de autonomia e até impossibilidade de permanência no local.

Geovan resume o sentimento dos colegas como imensa insegurança sobre o futuro. “Estamos tentando sobreviver no improviso e agora ainda somos ameaçados com uma mudança que ninguém explicou direito”, disse.

Enquanto isso, comerciantes seguem divididos entre o galpão improvisado e a feira a céu aberto, ambos inadequados para atividades que movimentam a economia local e abastecem milhares de famílias todos os dias.

A Prefeitura de Rio Branco foi contactada através da Secretária de Comunicação, mas até o fechamento desta edição não havia resposta. O espaço segue aberto e assim que for enviada a nota, o jornal publicará o contraditório.

Feirantes fecham a Avenida Benjamin Constant nesta quinta-feira durante protesto em Rio Branco/Foto: Folha do Acre

Senado aprova PL Antifacção com penas que podem chegar a 120 anos

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O plenário do Senado aprovou nessa quarta-feira (10), por unanimidade, o projeto que cria um novo marco legal para o enfrentamento ao crime organizado no país. O texto reformula a proposta aprovada pela Câmara, em novembro. A versão do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ao PL 5.582/2025, do Poder Executivo, retorna para análise dos deputados.

Conhecido como PL Antifacção, o texto, que passou também nessa quarta pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), aumenta as penas para integrantes de grupos criminosos: líderes podem receber condenações de até 60 anos, com previsão de aumento de penas em casos específicos para até 120 anos, segundo o relator. O projeto também torna mais rígidas as regras de progressão de regime e determina que chefes de facções e milícias privadas cumpram pena obrigatoriamente em presídios federais de segurança máxima.

Alessandro explicou que seu parecer buscou aprimorar o modelo de combate a facções e milícias que exercem controle armado sobre territórios, intimidam comunidades e limitam a presença do Estado. O relator afirmou ter sido pressionado pelo lobby de diversos setores como o de corporações, da academia, dos tribunais e dos ministérios públicos:

O lobby que não teve acesso a esta Casa, sob o ponto de vista estruturado, foi o das vítimas, foi o da população que fica diuturnamente à mercê do domínio de facções e milícias. É em homenagem a essas, que não podem aqui acionar lobbies, que a gente faz o trabalho que faz aqui — disse.

Terrorismo

O relator removeu do projeto a tipificação do crime de “domínio social estruturado”, incluída pela Câmara para integrantes de facções, milícias ou paramilitares que controlam territórios. Vieira considerou que o conceito era amplo e pouco preciso, abrindo margem para distorções.

Durante a votação em plenário, senadores da oposição defenderam que o projeto equiparasse as ações de facções e milícias ao crime de terrorismo. Uma emenda apresentada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) com esse objetivo, porém, foi rejeitada pela maioria dos senadores.

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) afirmou que esses grupos agem de forma a espalhar pânico e restringir o direito de ir e vir de toda a comunidade.

Bandidos e narcotraficantes que usam drones para jogar granadas a esmo, dentro de comunidades onde a polícia, está subindo. Esse ato é o quê? Bombas lançadas por drones, granadas. Isso é terrorismo puro, disse o senador, ao defender que facções e milícias que adotam esse tipo de conduta sejam enquadrados na legislação antiterrorismo.

O senador Jorge Seif (PL-SC) apoiou a mudança, dizendo que a intenção formal das organizações não muda o impacto de suas ações sobre a sociedade. “Mesmo que organizações criminosas não tenham esse objetivo, o efeito final é o mesmo”, declarou.

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) defendeu que o Congresso reconheça explicitamente a gravidade desses crimes.

Terrorismo a gente tem que chamar pelo nome. O que está acontecendo no Brasil é terrorismo, disse.

Em resposta, Alessandro Vieira argumentou que a definição técnica de terrorismo não se aplica aos grupos que atuam no país, destacando que o terrorismo tem motivação política, ideológica ou religiosa. O relator afirmou que, apesar de produzir sensação de terror, a atuação dessas organizações visa apenas proteger atividades ilícitas e não pressionar governos ou populações por objetivos políticos. O senador lembrou que o enquadramento de um grupo como terrorista pode justificar ações militares e sanções externas contra o país.

Por mais que a sensação de terror seja uma consequência natural da ação das organizações criminosas, isso não as faz organizações terroristas. Não há nenhum benefício para o Brasil em reconhecer o Comando Vermelho, o PCC ou qualquer outra facção como terrorista, afirmou.

Atualização da lei existente

Uma das principais mudanças de Vieira foi a opção de atualizar a Lei das Organizações Criminosas, e não criar uma legislação paralela, abordagem que poderia gerar questionamentos e beneficiar condenados.

O relator também suprimiu dispositivos aprovados pelos deputados que, de acordo com sua avaliação técnica, violavam a Constituição, como: a extinção do auxílio-reclusão, a proibição de voto para presos provisórios, tipos penais considerados vagos e regras que enfraqueceriam garantias processuais.

Punições mais altas

O parecer endurece penas para integrantes, financiadores e líderes de facções e milícias. Homicídios cometidos por membros desses grupos passam a ter pena de 20 a 40 anos.

O projeto define como facção criminosa qualquer organização que dispute ou controle territórios ou atue em mais de um estado. Integrar ou financiar esses grupos passa a ser punido com 15 a 30 anos de prisão. Para quem ocupa posição de comando, a pena pode ser dobrada e chegar a 60 anos.

Além disso, o relator incluiu novas situações que permitem ampliar as punições, tanto para líderes quanto para membros de facções, milícias ou outras organizações criminosas, podendo elevar a condenação máxima para até 120 anos.

Progressão de regime mais rígida

O Senado estabeleceu critérios mais severos para progressão:

  • condenados por crimes hediondos devem cumprir o mínimo de 70% da pena no regime fechado;
  • integrantes de facções ou milícias precisam cumprir 75% a 85%, dependendo das circunstâncias;
  • reincidentes podem ter percentuais ainda maiores.

Inteligência e investigação: dados, infiltração e escutas

O texto atualiza instrumentos de investigação, permitindo: escutas ambientais e monitoramento por softwares especiais, com autorização judicial; acesso mais rápido a dados de investigados em hipóteses previstas em lei; pedidos emergenciais de informações, sem ordem judicial, quando houver risco à vida de alguém; interceptações telefônicas aceleradas, com autorização de até cinco dias e renovação possível.

O relator também restabeleceu a possibilidade de delatores atuarem como infiltrados — proposta original do governo que havia sido retirada no relatório da Câmara.

Integração institucional e banco de dados nacional

O projeto formaliza as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), que reúnem polícias e órgãos de investigação. Além da Polícia Federal (PF) e das polícias estaduais, poderão participar o Ministério Público, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Receita Federal e o Banco Central.

A proposta também cria um cadastro nacional de integrantes e empresas ligadas a organizações criminosas, que deverá ser replicado pelos estados.

Monitoramento no sistema prisional e visitas

O texto prevê o monitoramento de conversas e visitas a presos ligados a facções, mas mantém a inviolabilidade entre advogados e clientes, salvo em decisão judicial específica.

Pessoas condenadas por crimes previstos na Lei de Organizações Criminosas não terão direito à visita íntima.

Financiamento: nova Cide para bets

O relator incluiu a criação de um tributo (Cide) sobre apostas online (bets), com alíquota de 15%, sobre transferências de pessoas físicas para as plataformas. Essa contribuição terá validade até a cobrança plena do Imposto Seletivo criado na reforma tributária e os recursos serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública. A arrecadação estimada é de R$ 30 bilhões por ano.

Alessandro também propõe uma regra temporária de regularização para bets que atuam sem licença, com previsão de arrecadação adicional de até R$ 7 bilhões.

O relator eliminou as alterações feitas na Câmara sobre a destinação de recursos apreendidos para fundos de segurança. Em lugar disso, ele determinou que o governo apresente e regulamente, em até 180 dias após a sanção da lei, todos os fundos federais ligados à área de segurança.

O texto também fecha espaço para as bets que operam na clandestinidade, usadas para crimes, lavagem de dinheiro e concorrência desleal. Alessandro Vieira incluiu uma emenda de redação alinhada com a Receita e o Ministério da Fazenda que prevê medidas como a responsabilidade solidária de empresas de pagamento e instituições financeiras.

Uma bet ilegal só funciona porque alguém patrocina sua publicidade e porque alguma instituição permite o pagamento, afirmou.

Proteção a testemunhas

A versão aprovada pelo Senado mantém o tribunal do júri para julgar homicídios ligados ao crime organizado e prevê medidas de segurança para jurados e testemunhas, como sigilo de dados e interrogatórios por videoconferência. O relator destacou que a proteção constitucional não pode ser retirada por lei comum.

Responsabilização de agentes públicos

Quem for condenado por integrar, apoiar ou liderar facções fica inelegível por oito anos, mesmo antes do trânsito em julgado. Servidores públicos que colaborarem com essas organizações ou se omitirem podem perder o cargo imediatamente.

Combustíveis

Em razão da incidência do crime organizado no mercado de combustíveis, o senador incluiu regras mais rígidas de controle de formulação e venda de combustíveis na versão aprovada na CCJ, mas, no plenário, acatou emenda da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para rever esse trecho da proposta. Ele também acatou parcialmente emenda do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) sobre o tema.

A formulação de combustíveis deve ser melhor debatida em outro momento e já se encontra na agenda regulatória da ANP, que tem enfrentado esse tema administrativamente, disse.

O projeto exige que os postos de combustíveis e empresas da área façam o registro de operações de venda, transporte e armazenamento de petróleo, gás, biocombustíveis e combustíveis sintéticos.

Outras mudanças incluídas pelo Senado

Crime específico para recrutar crianças e adolescentes, com penas de 5 a 30 anos.

Possibilidade de bloquear energia, internet e telefonia de investigados.

Prazo de 90 dias para conclusão de inquéritos com investigados presos (270 dias para soltos), com possibilidade de prorrogação.

Agência Brasil

Carreta da Defensoria chega a Epitaciolândia para ação itinerante com serviços gratuitos

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A 43ª edição ampliada do programa Defensoria Itinerante reúne diversos serviços em assistência jurídica, social e em saúde para população

A Defensoria Pública do Acre (DPE/AC) realiza, no próximo sábado, 13 de dezembro, a 43ª edição ampliada do programa Defensoria Itinerante, no município de Epitaciolândia. A ação acontecerá das 8h às 15h, simultaneamente na Carreta da Defensoria e na Escola Bela Flor, localizada na BR-317, Km 01, bairro Aeroporto.

A iniciativa leva uma série de serviços gratuitos à população, incluindo atendimentos jurídicos, emissão de documentos, serviços de saúde, assistência social e atividades de qualificação profissional. O objetivo é garantir acesso facilitado a direitos e aproximar a instituição das comunidades.

Durante o evento, a população poderá acessar atendimento jurídico cível e criminal, consultar processos e buscar orientações e ações relacionadas a pensão alimentícia, guarda, adoção, tutela, curatela, defesa do consumidor, retificação de documentos, divórcio, inventário, investigação de paternidade, usucapião, registro tardio, demandas de saúde, entre outros.

A programação inclui também emissão de segunda via de certidões, serviços eleitorais, atendimentos médicos, odontológicos e psicológicos, testes rápidos, vacinação incluindo Covid e antirrábica para cães e gatos, eletrocardiograma, ultrassonografia, além de atendimentos em psiquiatria e nutrologia.

Na área social, serão ofertados serviços como vestuário social, atendimentos do Centro de Atendimento à Vítima, Ouvidoria-Geral do Ministério Público, Núcleo Psicossocial, Centro de Atendimento ao Cidadão e GTA. O evento também contará com corte de cabelo, palestra e orientações sobre qualificação profissional.

A edição ampliada é realizada em parceria com diversas instituições, sendo elas: Prefeitura de Epitaciolândia, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, Secretaria Municipal de Saúde, Ministério Público do Acre (MPAC), Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AC), Secretaria de Estado de Saúde do Acre (SESACRE), Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), SENAC e Sebrae.

Governo apresenta PLOA 2026 com previsão de R$ 13,8 bilhões e quer entregar Estado “saneado” ao fim da gestão

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Em audiência pública realizada na manhã desta quinta-feira, 11, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o secretário de Planejamento do Estado (Seplan), Ricardo Brandão, apresentou a Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para o exercício financeiro de 2026. A sessão foi convocada por meio do requerimento nº 134/2025, de autoria do deputado estadual Tadeu Hassem (Republicanos).

Ao detalhar o planejamento orçamentário, Brandão afirmou que o governo trabalha com recursos provenientes do Tesouro Estadual e de outras fontes, como convênios e operações de crédito. Segundo ele, a elaboração do orçamento seguiu uma diretriz central: encerrar a atual gestão em 31 de dezembro de 2026 sem deixar dívidas para o próximo governo, conforme determina a legislação brasileira.

“Quando alocamos os recursos para os órgãos de governo, seguimos a obrigatoriedade constitucional e também esse olhar de responsabilidade fiscal. Temos o compromisso da gestão de entregar, no último dia de 2026, um Estado totalmente saneado. Não recebemos o Estado nessa condição, mas iremos entregá-lo dessa forma, com todas as contas pagas e todos os servidores recebendo seus benefícios. Essa é uma obrigação legal e constitucional”, afirmou Ricardo Brandão.

A PLOA 2026 estima R$ 13.816.758.632,85 em receitas e despesas, representando um aumento de 10,9% em comparação com a LOA 2025. A maior parte da arrecadação prevista está concentrada nas Receitas Correntes, que chegam a R$ 14.097.558.663,66 — um crescimento de 10,1%. Em contrapartida, as Receitas de Capital tiveram queda de 17,2%.

Entre os destaques, houve um crescimento expressivo de 500% na previsão de receitas oriundas da alienação de bens, que passou de R$ 100 mil para R$ 600 mil. Já as operações de crédito sofreram redução de quase 30%.

As áreas prioritárias do Acre para 2026 estão assim distribuídas:

  • Educação: R$ 3.106.291.035,02
  • Saúde: R$ 2.178.672.448,49
  • Segurança Pública: R$ 1.540.468.211,05
  • Previdência Social: R$ 1.384.274.726,04

Brandão destacou que a classificação econômica da despesa demonstra um forte peso das Despesas Correntes, que somam R$ 12,3 bilhões, impulsionadas principalmente pelos gastos com pessoal no valor de R$ 7,2 bilhões.

As “Despesas de Capital”, por sua vez, sofreram redução de 6,58%, totalizando R$ 1.407.034.230,68. Os investimentos previstos chegam a R$ 1.048.540.671,41, queda de 14,5% em relação ao ano anterior.

O orçamento dos poderes e órgãos autônomos para 2026 totaliza R$ 1.499.263.190,24, ampliando os valores destinados nos dois anos anteriores.

Já as emendas parlamentares individuais somam R$ 99.792.871,34, representando aumento de 17,1% em relação a 2025.

Ricardo Brandão destacou que o volume de emendas vem crescendo significativamente ao longo dos últimos anos — de 2018 a 2026 — e que esse aumento tem impacto direto na oferta de serviços e políticas públicas no Acre.

“Tem havido um crescimento considerável, e esse crescimento se traduz em uma porta de serviços e políticas públicas mais variadas para a sociedade. Muitas ações que os órgãos de governo não conseguiam executar passam a ser viabilizadas pelo olhar do parlamentar, que está diariamente nos territórios acreanos e compreende suas necessidades”, afirmou o secretário.

Segundo ele, esse avanço reflete também o respeito e o compromisso do governo com a Assembleia Legislativa.

“Esse crescimento demonstra, na prática, o respeito e o compromisso do governo Gladson com esta Casa, que sempre esteve aberta ao diálogo. Temos um índice de execução de emendas da ordem de 97%. O que não é executado dentro do ano ocorre por impedimentos técnicos, não por falta de compromisso”, completou Brandão.

O secretário ressaltou ainda que as emendas têm papel fundamental no fortalecimento de diversas áreas, como educação, saúde, infraestrutura e apoio a organizações da sociedade civil.

“Em 2025, somando os R$ 85 milhões das emendas ao aporte extra aprovado pela Assembleia, o governo conseguiu firmar mais de 650 convênios com movimentos sociais, entidades da sociedade civil e órgãos estaduais. Isso demonstra a importância dessas emendas e o papel do Estado em trabalhar em harmonia com o Legislativo”, concluiu.