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CCJ do Senado aprova PEC que cria escala de trabalho 5×2

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A proposta sobre o fim da escala de trabalho 6×1 foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, em que fica proibida a chamada “escala 6X1”, na qual são seis dias trabalhados por semana para ganhar uma folga, na última quarta-feira, 10.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC), propõe uma escala de trabalho de dois dias de descanso para cinco dias trabalhados, a escala 5×2. A proposta de emenda à Constituição reduz de forma gradual a jornada de trabalho semanal para até 36 horas, distribuídas em cinco dias, e estabelece dois dias de descanso remunerado, de preferência sábado e domingo.

Atualmente, a jornada prevista na Constituição é de até 44 horas. Pela proposta, a redução seria feita de forma escalonada com 40 horas máximas no primeiro ano de vigência das novas regras, a partir de 1º de janeiro.

Nos anos seguintes, a jornada teria a diminuição em uma hora até chegar às 36 horas. As mudanças, conforme a PEC, não devem implicar a redução de salário. Na prática, a proposta constitucionaliza a chamada jornada 5×2.

O texto agora já pode ser pautado no plenário do Senado, mas ainda não tem data para ser analisado. Com a proximidade do recesso parlamentar, marcado para 23 de dezembro, a pauta pode ficar para o ano que vem.

No plenário, o rito para a votação prevê cinco sessões de debate e deliberação em dois turnos. Para a aprovação, são necessários os votos de 49 senadores, nas duas etapas.

A análise, no entanto, pode ser acelerada se houver acordo político para um calendário especial, por exemplo, e pedidos de quebra do chamado interstício – o prazo entre os dois turnos de votação.

Se for aprovado no Senado, o texto segue para a análise dos deputados. Na Câmara, as PECs são analisadas pela CCJ e depois por uma comissão especial antes de ir ao plenário, onde também precisam ser votadas em dois turnos.

Concluída essa etapa, a PEC vai ao plenário. A aprovação exige 3/5 dos deputados, ou 308 votos, em dois turnos de votação. Se o texto aprovado pela Câmara não tiver mudanças, a PEC segue para promulgação. Caso seja alterado, retorna ao Senado.

Por se tratar de uma PEC, o texto não vai à sanção presidencial, ou seja, não necessita o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O próprio Congresso Nacional promulga a emenda após aprovação nas duas Casas. Para isso, deve haver consenso no texto entre Câmara e Senado.

Deputada Antônia Lúcia esclarece gastos da cota parlamentar e reforça compromisso com transparência e presença nos municípios

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A divulgação recente de dados parciais sobre o uso da cota parlamentar da deputada federal Antônia Lúcia (Republicanos-AC) gerou interpretações que, segundo a equipe do mandato, não refletem a realidade da atuação desenvolvida ao longo de 2025.

A parlamentar afirma que os números divulgados ignoram o contexto operacional de um mandato que mantém atividade contínua nos municípios acreanos, com amplo trabalho de fiscalização, acompanhamento de obras e atendimento direto à população.

De acordo com informações oficiais da Câmara dos Deputados, todas as despesas são legais, auditadas e seguem rigorosamente as normas de controle interno da instituição.

A cota parlamentar existe justamente para garantir que deputados tenham meios de exercer suas funções em todo o território de seus estados — especialmente em regiões de difícil acesso, como o Acre:

A equipe da deputada destaca que o mandato adotou uma estratégia de presença constante nos municípios, o que envolve viagens terrestres e aéreas, equipes técnicas, visitas de fiscalização e acompanhamento de investimentos federais. Esse modelo de atuação, mais próximo das comunidades e lideranças locais, naturalmente demanda recursos maiores de logística e suporte operacional.

Segundo a assessoria, a maior parte dos resultados entregues, emendas aplicadas, obras acompanhadas, convênios liberados e ações de fiscalização que  depende diretamente dessa presença física nas cidades. “Trabalhar distante do Acre reduziria custos, mas também reduziria entregas. A deputada escolheu o caminho da proximidade”, diz a equipe.

Comunicação institucional é parte do dever de prestar contas à população

Outro ponto levantado de forma descontextualizada foi o valor destinado à comunicação institucional. A assessoria esclarece que a divulgação de ações parlamentares não se trata de autopromoção, mas de obrigação legal de transparência, prevista no regime democrático.

Em um estado com extensões territoriais amplas, municípios isolados e baixa circulação de informação, atualizar a população sobre fiscalizações, liberações de recursos, agendas e resultados é parte essencial da função pública. A comunicação cumpre papel de prestação de contas e permite que os cidadãos acompanhem, de forma contínua, como o mandato está atuando.

Além disso, todos os contratos e serviços de comunicação são aprovados pela Câmara e seguem normas de licitude, economicidade e auditoria. 

A deputada reforça que continuará trabalhando de forma ativa nos municípios acreanos, mantendo seu padrão de transparência e responsabilidade com os recursos públicos. A equipe destaca que críticas fundamentadas são parte da democracia, mas que informações precisam ser apresentadas com contexto, sob pena de gerar percepções distorcidas sobre a atuação parlamentar.

Debate sobre “divórcio dos auditores” gera nova crise política na capital; entenda o que está em jogo

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Medida do Executivo regulamenta a carreira de fiscais tributários, divide sindicatos e obriga Câmara a mediar impasse

O Projeto de Lei Complementar nº 402/2025, que reorganiza a administração tributária de Rio Branco e regulamenta a função de auditor fiscal da Receita Municipal, foi retirado de pauta na última sessão ordinária da Câmara antes do recesso de fim de ano. A decisão, tomada nesta quinta (11/12) após falta de consenso e protestos, adia a discussão para 2026 e representa uma derrota para o Executivo, que havia encaminhado a proposta em regime de urgência urgentíssima.

O projeto previa a adequação da legislação municipal às exigências da Reforma Tributária, aprovada pela Emenda Constitucional nº 132 de 2023. O texto estabelecia um quadro específico com progressão automática a cada três anos, verba de atividade fixada em 10%, adicional de titulação de até 20%, além de indenização de transporte de R$ 1 mil mensais e gratificações de direção e chefia que chegam a R$ 4 mil.

“Não é sobre reajuste. É uma atualização da lei para garantir independência técnica e evitar, por exemplo, interferência política no nosso trabalho”, disse Rogério Gonçalves, presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais de Tributos (Safirb). Ele criticou a forma como o projeto foi enviado: “Mandaram ontem para votar hoje. Aí gerou desconfiança e os colegas passaram a achar que existia algum privilégio, o que não é verdade”.

Para o Safirb, a regulamentação buscava dar autonomia técnica e instrumentos equivalentes aos demais fiscos, em linha com a nova estrutura nacional que cria o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e exige integração entre União, estados e municípios.

“A partir do ano que vem, a reforma vai funcionar de fato e o fisco municipal precisará atuar lado a lado com as administrações estadual e federal. Para isso, temos que atualizar nossa lei orgânica. O IBS [imposto substituto do ICMS] muda completamente nossa atuação, então precisamos de autonomia e instrumentos legais equivalentes aos demais fiscos”, afirmou Gonçalves.

Do outro lado, a Associação dos Servidores Municipais de Rio Branco (Assermurb), presidida por José Augusto da Silva, justificou a articulação contrária ao projeto. “Estão privilegiando apenas um grupo e deixando os demais de fora. Queremos que todos sejam incluídos. Este divórcio é injusto!”, declarou.

Os servidores das carreiras de vigilância sanitária, de urbanismo e de meio ambiente acreditam que a separação formal da estrutura tributária abre espaço para diferenciações futuras, especialmente na remuneração.

Como resultado, a insatisfação repercutiu de forma direta no Legislativo. O vereador Antônio Morais (PL), que já havia manifestado apoio ao ex-presidente do Safirb, Pedro Maia, mudou de posição e agora defende a unificação das categorias. “Hoje vejo que é uma pegadinha contra os fiscais. Defendo tabela única”, disse, em discurso lido como cena política para agradar a maioria.

O parlamentar André Kamai (PT) também criticou a condução do processo. “O problema não é só o conteúdo, mas a forma. Mandaram sete projetos em urgência, sem debate. Fomos pegos de surpresa”, afirmou. Segundo a Reforma Tributária, a redação constitucional não obriga unificação ou separação de auditores, mas reforça a autonomia de cada ente federativo para organizar seus quadros funcionais. Isso evidencia que o conflito em Rio Branco é local e político, não jurídico.

Sem traquejo político, a gestão do prefeito Tião Bocalom (PL) transferiu o custo político para a Câmara. Assim, os vereadores foram obrigados a suspender a sessão e negociar a portas fechadas com os trabalhadores, assumindo papel de mediadores de um embate que deveria ter sido resolvido pelo Executivo.

O episódio mostra como a ausência de diálogo transformou uma pauta técnica em crise institucional, expondo fragilidades e deixando o Legislativo como palco de uma disputa sindical que só voltará à agenda meses depois.

Márcio Bittar diz que aconselhou Jair Bolsonaro a escolher o filho como candidato a presidente do Brasil

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Durante entrevista ao programa Gazeta Entrevista, da TV Gazeta, nesta quinta-feira, 11, o senador Márcio Bittar (PL) fez uma longa defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e afirmou que seu apoio para a sucessão presidencial está fechado com o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ).

Bittar afirmou que, embora evite dar “palpites” ao ex-presidente, decidiu aconselhá-lo pessoalmente sobre quem deveria disputar a Presidência caso Bolsonaro permaneça inelegível. Segundo o senador, sua orientação foi direta: “Se eu fosse o senhor, eu botava o Flávio”.

“Eu, no lugar do senhor, se não pudesse ser candidato, botava um Bolsonaro. Quem criou tudo isso foi o senhor. Quem tirou os conservadores do armário, quem tirou os liberais na economia do armário foi o senhor. E está pagando um preço pessoal e familiar como nenhum outro. Se o senhor escolhe outra pessoa, qualquer que seja, vai pegar um poder que é seu, que o senhor criou, e passar para alguém que esse poder depois não volta mais”, declarou Bittar.

Para o senador acreano, seria injusto Bolsonaro repassar a liderança construída ao longo dos últimos anos para outro nome que “não teria como devolver esse capital político”. Flávio, afirma Bittar, seria o herdeiro natural desse espaço.

O parlamentar relatou ainda que estava em Cruzeiro do Sul quando recebeu a confirmação de que Bolsonaro havia oficializado o nome do filho como pré-candidato, e que, antes de acreditar, pediu para checar se não se tratava de fake news. Após confirmar, disse ter sentido “alívio” e afirmou que já organiza uma agenda para levar Flávio à Amazônia no início de 2026, para conhecer aldeias indígenas e compreender melhor as pautas da região.

“Minha convicção é absoluta: o próximo presidente do Brasil ou é Lula, ou é Flávio, e eu sou Flávio. Vou trazê-lo aqui no começo do ano que vem, ele já disse que quer conhecer. Estou preparando um documento com um consultor ligado a mim sobre a Amazônia. Quero ajudar o Flávio, que é carioca, a compreender um pouco mais sobre a região. Ele já me disse que quer ir a uma aldeia indígena para ver a realidade dos indígenas da Amazônia. Vou levá-lo à aldeia do Mato Grosso, que é uma experiência única no Brasil. Estou feliz e aliviado”, destacou.

Bittar também voltou a exaltar Jair Bolsonaro, a quem disse ter “amor”, e classificou a indicação de Flávio como um gesto de grandeza do ex-presidente. Segundo ele, integrantes do Centrão tentaram convencer Bolsonaro a abrir mão de indicar um sucessor em troca de vantagens políticas, mas o ex-presidente teria recusado.

“Bolsonaro mostrou mais uma vez a alma grande que tem. Está claro que não faltavam pessoas do tal Centrão querendo fazer acordo para favorecê-lo na questão da anistia ou qualquer outra coisa, desde que ele abrisse mão de uma candidatura dele ou de alguém indicado por ele. Mesmo preso por um crime que não cometeu, ao indicar o Flávio, ele expôs um monte de gente que no silêncio queria o voto do Bolsonaro, mas não queria o Bolsonaro”, afirmou.

Para Bittar, o silêncio de parte da classe política após o anúncio revelou quem realmente apoia o ex-presidente.

“Quando Bolsonaro lança seu filho, seu primogênito, ele expôs muita gente que não era nada, que hoje é governador, senador. Um monte de gente que ficou em silêncio por uma semana. E o que esse silêncio demonstra? Que queriam o voto do Bolsonaro, sem o Bolsonaro”, concluiu.

Educação indígena: MPF recomenda adesão do estado do Acre e municípios ao novo Plano de Ações Articuladas do MEC

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O Ministério Público Federal (MPF) recomendou que a Secretaria de Educação do Estado do Acre e as Secretarias Municipais de Educação de Santa Rosa do Purus, Marechal Thaumaturgo e Jordão realizem, no prazo de dez dias, a adesão ao Novo Plano de Ações Articuladas (PAR) 2025–2028. A medida tem o objetivo de assegurar que todas as demandas específicas da educação escolar indígena estejam contempladas, especialmente a construção de escolas, formação de professores, transporte, entre outras.

Na recomendação, o procurador da República Luidgi Merlo Paiva dos Santos destaca a educação escolar indígena como direito constitucionalmente protegido, devendo respeitar os processos próprios de aprendizagem, as línguas, culturas e tradições dos povos originários, bem como garantir educação bilíngue e intercultural, conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). O documento também ressalta obrigações previstas na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que estabelece que programas educacionais voltados às comunidades indígenas devem ser elaborados em cooperação com elas e adequados às suas necessidades específicas.

A recomendação enfatiza que o Novo PAR, reformulado pelo Ministério da Educação para o período 2025–2028, é o principal instrumento de diagnóstico, planejamento e acesso de estados e municípios à assistência técnica e financeira da União. O plano de ações vai permitir o financiamento de obras de infraestrutura escolar, transporte, formação de professores, climatização, equipamentos tecnológicos, entre outras ações essenciais para a educação básica.

Para o MPF, a adesão é especialmente relevante nos municípios onde a educação indígena é municipalizada, como Santa Rosa do Purus, Marechal Thaumaturgo e Jordão, e também para o estado do Acre, responsável pela execução da política educacional indígena. A recomendação reforça que a inclusão das demandas apresentadas pelas próprias comunidades é condição necessária para acesso aos recursos federais destinados ao fortalecimento das escolas indígenas.

O MPF fixou prazo de cinco dias para que as secretarias de educação informem se acatam a recomendação e apresentem a comprovação da adesão ao Novo PAR. Em caso de não acatamento, os órgãos deverão justificar formalmente sua decisão. A ausência de resposta será interpretada como negativa e poderá resultar na adoção das medidas judiciais cabíveis.

Ascom MPF

Calegário recebe Prêmio Laço Branco e reforça compromisso no combate à violência de gênero

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O deputado estadual Fagner Calegário foi homenageado com o Prêmio Laço Branco, um importante reconhecimento concedido a personalidades e instituições que atuam de forma efetiva na luta pelo fim da violência de gênero. A cerimônia, organizada pela Secretaria da Mulher, destacou iniciativas que fortalecem a proteção, a dignidade e os direitos das mulheres acreanas.

Calegário ressaltou que o prêmio simboliza a continuidade de um compromisso firme assumido desde o início de seu mandato. “Esse reconhecimento reforça a responsabilidade que temos de seguir avançando em políticas públicas que protejam vidas e garantam às mulheres um ambiente de respeito e segurança”, afirmou.

O parlamentar também acumula ações importantes na luta pelo fim da colmeia contra mulher: é autor de leis sancionadas que ampliam a proteção às mulheres e promovem independência e autonomia para vítimas de violência, garantindo instrumentos legais que fortalecem sua segurança e possibilidades de reconstrução.

Além da atuação legislativa, Fagner Calegário tem reforçado a pauta com investimentos significativos. Só em 2025, destinou mais de R$ 500 mil em emendas parlamentares para a Secretaria da Mulher, ampliando projetos de combate à violência, campanhas de conscientização e redes de acolhimento às vítimas.

Com um mandato que tem gerado oportunidades e transformações, o parlamentar reafirma seu compromisso com a construção de um Acre onde todas as mulheres possam viver com liberdade, proteção e oportunidades. “Seguiremos trabalhando com seriedade, diálogo e sensibilidade humana”, destacou o deputado.

Deracre e Prefeitura concluem asfaltamento de 14 ruas em Cruzeiro do Sul

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O cronograma prevê a pavimentação de 30 ruas no total, em diferentes regiões de Cruzeiro do Sul. Foto: cedida

O governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), em parceria com a Prefeitura de Cruzeiro do Sul, concluiu o asfaltamento de 14 ruas em diferentes bairros do município. A presidente do Deracre, Sula Ximenes, afirmou que o trabalho conjunto acelera entregas e amplia os resultados.

“O asfaltamento dessas 14 ruas reforça o compromisso do governador Gladson Camelí em garantir investimentos que melhorem a vida das pessoas. Quando unimos forças com as prefeituras, conseguimos ampliar resultados e fortalecer o desenvolvimento das cidades”, destacou.

As frentes de serviço incluíram intervenções na Travessa Santa Teresinha (Santa Teresinha), Raimundo Leite de Melo (Aeroporto Velho), Projetada C, ao lado da Cohab (Aeroporto Velho), Ramal da Gazin (Miritizal), Aristides Cerqueira (São Cristóvão), Travessa Mário Gomes (São Cristóvão), Maloka (Nova Olinda), Travessa Humberto Grandidier (São Salvador), Ifac Projetada A (Nova Olinda), Ifac Projetada B (Nova Olinda), Travessa Padre Arnold (Nossa Senhora das Graças), Projetada D, ao lado da Marmoraria (Nossa Senhora das Graças), Projetada E, ao lado da Colorado (Nossa Senhora das Graças) e Newton Prado (Saboeiro). Ao todo, foram pavimentados 4.360 metros de vias.

O secretário municipal de Obras, Carlos Alves, ressaltou que o investimento atende demanda antiga dos moradores. “Esse asfaltamento é um compromisso do prefeito Zequinha Lima com a cidade. Estamos acompanhando de perto cada etapa, garantindo obras com qualidade e que tragam melhorias reais para as comunidades”, disse.

O cronograma prevê a pavimentação de 30 ruas no total, em diferentes regiões de Cruzeiro do Sul.

Assessoria

“O que é possível fazer com R$ 14 reais?”, questiona presidente do Sindicato dos Especialistas ao cobrar valorização dos servidores na LOA 2026

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O presidente do Sindicato dos Especialistas Executivos do Estado do Acre (SINDEEX-AC), Fábio Macedo, representando uma frente única composta por 23 sindicatos, apresentou uma série de reivindicações relacionadas ao orçamento do Estado para 2026. A discussão ocorreu durante audiência pública realizada na manhã desta quinta-feira, 11, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), a partir do requerimento nº 134/2025, de autoria do deputado estadual Tadeu Hassem, que trata da “estimativa da receita e fixação da despesa do Estado para o exercício financeiro de 2026”.

Macedo destacou que os sindicatos têm buscado, ao longo dos anos, discutir a revisão dos Planos de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCRs) das categorias, mas que o Governo do Estado, segundo ele, sempre alegou impedimentos decorrentes da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Para superar esse entrave, a frente sindical passou a estudar alternativas que permitam recomposição salarial e melhorias nos benefícios sem violar a legislação.

Entre as principais demandas apresentadas estão a majoração do auxílio-alimentação de R$ 500,00 para R$ 1.000,00 para todos os servidores, independentemente do cargo; a criação de um auxílio-saúde no valor de R$ 1.000,00 para profissionais que ainda não recebem esse benefício; e a reposição inflacionária de 20,39% referente ao período de 2023 a 2026, por meio da Revisão Geral Anual (RGA).

O sindicalista criticou o reajuste de 5,08% divulgado pelo governo, que, segundo ele, utiliza cálculo baseado em juros simples e resulta em aumentos irrisórios para quem recebe complementação salarial. “Nós temos colegas e servidores públicos do Estado que ganham complementação de salário e tiveram R$ 14,00 de aumento. Eu coaduno a todos que estão nessa casa, o que é possível fazer com R$ 14,00?”, questionou.

Macedo também lamentou que os servidores públicos não tenham sido mencionados na apresentação do secretário Ricardo Brandão, apesar de representarem forte impacto na folha. Ele ressaltou que o Estado opera abaixo dos limites constitucionais permitidos para gastos com pessoal, que variam entre 50% e 60% da arrecadação. Ao comentar o histórico de crescimento orçamentário, o presidente citou que, entre 2018 e 2026, “vem tendo um crescimento considerável”, o que, segundo ele, deveria se refletir em melhores políticas públicas e valorização do funcionalismo.

“Me entristece os servidores públicos não terem sido citados ali. Só dizem que tem um impacto de 46% da folha e da arrecadação do Estado onde nós sabemos que constitucionalmente, estados e municípios sempre chegam a 50% e 60%. Então nós estamos abaixo, não estamos sendo um estovo por carregar o Governo do Estado”, declarou Macedo.

Outro ponto levantado foi a discrepância entre os reajustes concedidos aos servidores e o aumento das emendas parlamentares, que, segundo Macedo, somam 2.080% no mesmo período. Ele ainda apontou distorções nos repasses aos poderes, alegando que o Estado destina valores superiores aos previstos pela Constituição, o que representaria um gasto adicional de R$ 1,7 bilhão, montante que, segundo ele, poderia resolver o déficit previdenciário e ainda financiar os PCCRs das categorias.

“Só que a gente tem que discutir qual vai ser a prioridade. Ou nós vamos priorizar os servidores públicos do Estado do Acre, ou vamos discutir efetivamente uma LOA que possa atender a todos e não apenas alguns. E eu digo isso com conhecimento de caso, pois sou servidor público de carreira, concursado em primeiro lugar como técnico em gestão pública e depois, em primeiro lugar, como administrador para esse Estado. Conheço gestão pública, sei do que estou falando. E eu acho que para a gente fazer uma transformação, ela tem que passar por todos”, destacou Fábio.

Fábio Macedo declarou ainda que a frente sindical atua de forma técnica, sem alinhamento partidário, e que continuará propondo artigos e incisos para serem incluídos na Lei Orçamentária Anual (LOA 2026). “Nós queremos fazer um trabalho sério e foi por isso que os 23 sindicatos se reuniram para tecnicamente discutir o orçamento”, afirmou.

“Nós temos 201 servidores do alto escalão, que representa quase 55% de todo o pagamento da Folha do Estado. Então hoje a gente conhece os ganhos, os benefícios que estão sendo concedidos. Tem gente ganhando auxílio combustível de quase R$ 3.500 reais. Nós temos servidores públicos que ganham complementação de salário. Ninguém pode ganhar menos que um salário mínimo, R$ 1.518. E nós temos servidores que ganham complementação de salário e que o aumento de 5,0% representou 14 reais. A Frente Única de Sindicatos, composta por 23 sindicatos está à disposição para discutir, dialogar e fazer proposituras sérias em prol do desenvolvimento do Estado do Acre”, concluiu.

Acreanos já receberam de volta mais de R$ 17,9 milhões por descontos indevidos no INSS

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Mais de R$ 17,97 milhões já foram devolvidos a aposentados e pensionistas do Acre devido a descontos associativos não autorizados em benefícios do INSS. Com isso, 23.813 pessoas no estado já foram ressarcidas pelo Governo do Brasil. Em todo o país, o acordo de devolução atingiu nesta semana a marca de R$ 2,74 bilhões pagos a quatro milhões de beneficiários. O ressarcimento é realizado diretamente na conta onde o segurado recebe o benefício, com correção pelo IPCA, e sem necessidade de ação judicial.

O prazo para adesão ao acordo segue aberto, e o procedimento é gratuito e simples. O INSS também informou que, no caso de ações judiciais individuais ajuizadas antes de 23 de abril de 2025, pagará 5% de honorários advocatícios. Podem aderir ao acordo os beneficiários que contestaram descontos indevidos e não receberam resposta da entidade em até 15 dias úteis, aqueles que tiveram respostas irregulares — como uso de assinaturas falsificadas ou gravações de áudio no lugar de documentos válidos — e quem sofreu descontos entre março de 2020 e março de 2025. Pessoas que têm processo na Justiça também podem participar, desde que ainda não tenham sido ressarcidas e concordem em desistir da ação.

O procedimento começa com a contestação do desconto, que pode ser feita pelo aplicativo Meu INSS, pela Central 135 ou nas agagens dos Correios até 14 de fevereiro de 2026. Após a contestação, o beneficiário deve aguardar a resposta da entidade, que tem prazo de até 15 dias úteis. Caso não haja retorno, o sistema libera automaticamente a opção de adesão ao acordo. Nesta nova etapa, o INSS também está autorizando a adesão de quem recebeu respostas irregulares das entidades. A confirmação da participação pode ser feita pelo aplicativo Meu INSS ou presencialmente nos Correios. Pelo app, o usuário deve acessar sua conta, entrar em “Consultar Pedidos”, selecionar “Cumprir Exigência”, ir até o último comentário, escolher “Sim” em “Aceito receber” e enviar. A adesão não pode ser realizada pela Central 135.

A contestação dos descontos pode ser feita até 14 de fevereiro de 2026. Mesmo após essa data, a possibilidade de adesão ao acordo continuará disponível para quem tiver direito, desde que a contestação tenha sido registrada dentro do prazo previsto.

Senado aprova projeto que reconhece professores da educação infantil como profissionais do magistério

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A proposta segue agora para sanção da Presidência da República

O Plenário do Senado aprovou na quarta-feira, 10, o projeto de lei que inclui os professores da educação infantil entre os profissionais do magistério (PL 2.387/2023). A proposta segue agora para sanção da Presidência da República. Caso seja confirmada, a medida garantirá a educadores que atuam em creches e demais espaços da educação infantil o direito ao piso salarial nacional e ao enquadramento em planos de carreira.

O texto aprovado define que são considerados professores da educação infantil — etapa que atende crianças de zero a cinco anos — aqueles que exerçam funções de docência e tenham sido aprovados em concurso público, independentemente da nomenclatura do cargo. A formação mínima exigida é o nível médio na modalidade magistério ou curso superior.

De autoria da deputada federal Professora Luciene Cavalcante (PSOL-SP), o projeto teve relatoria no Senado das professoras Dorinha Seabra (União-TO) e Leila Barros (PDT-DF). Durante a votação, Dorinha afirmou que a aprovação representa um avanço importante no reconhecimento da categoria. Leila Barros destacou que investir na educação infantil significa fortalecer as bases do desenvolvimento do país.

Os senadores Flávio Arns (PSB-PR), Izalci Lucas (PL-DF), Magno Malta (PL-ES) e Damares Alves (Republicanos-DF) também declararam apoio à proposta, ressaltando a relevância do trabalho desenvolvido na primeira infância. A presidente da Comissão de Educação, Teresa Leitão (PT-PE), elogiou a atuação do movimento Somos Todas Professoras, que defende a valorização dos profissionais da educação infantil. Para ela, a creche é a porta de entrada das crianças no processo educacional e deve ser tratada com prioridade.

Com a aprovação no Senado, o projeto aguarda análise final do Executivo para que as mudanças passem a vigorar em todo o país.