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Sem Bolsonaro, Lula tem 46% e Flávio 36% em 2º turno, diz Quaest

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Pesquisa eleitoral divulgada nesta terça-feira (16/12), pela Genial/Quaest revela que em um possível segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Planalto, Lula venceria. Segundo a pesquisa, o petista aparece com 46% contra 36% de Flávio.

O levantamento ainda revela que se o segundo fosse com Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) ele teria 35%, contra 45% de Lula; o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD-PR) aparece com 35%, contra 45% de Lula; o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União-GO) com 33%, contra 44% de Lula; e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG) com 33%, contra 45% de Lula.

Os que não souberam ou não responderam correspondem entre 15% e 18% dos entrevistados na maioria dos cenários. Os indecisos ficam 3% e 4%.

A pesquisa divulgada nesta terça-feira, é a primeira em que o ex-presidnete Jair Bolsonaro (PL) não aparece como candidato na disputa ao Planalto.

O filho do ex-chefe do Planalto confirmou a pré-candidatura em 9 de dezembro, após o aval de Bolsonaro, preso desde 22 de novembro na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília (DF).

Metrópoles

Edvaldo denuncia descaso de empresas terceirizadas com o transporte escolar em Tarauacá e vai pedir inspeção ao TCE/AC

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O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) disse hoje (16/12) que vai solicitar ao Tribunal de Contas do Estado (TCE/AC) uma inspeção nas escolas rurais de Tarauacá. De acordo com o parlamentar, as empresas responsáveis pelo pagamento dos barqueiros não têm cumprido com suas obrigações, causando sérios prejuízos aos estudantes.

“Os alunos vão sofrer um grave prejuízo, porque dos dias letivos previstos, nem 60% dos dias foram cumpridos. Aprovei requerimento aqui para que tivesse audiência pública para tratar dessa pouca vergonha. A audiência não apareceu e nem foi marcada. Mas, eu marquei hoje para ir amanhã na presidência do TCE/AC para pedir uma inspeção de corpo presente nas escolas rurais de Tarauacá para apurar quantos dias letivos deixaram de ser realizados, porque as empresas responsáveis por entregar o combustível deixaram de fazer o seu papel. Contratados, devidamente pagos, mas que deixaram de cumprir. Isso é um crime contra uma geração, praticado reiteradas vezes. Isso vai comprovar de que quase metade dos dias letivos deixaram de ocorrer no ensino rural de Tarauacá, por falta de combustível para o transporte escolar”, disse Edvaldo Magalhães.

Ainda, segundo o parlamentar, as empresas Suplay e Locacre têm recebido um tratamento diferenciado por parte da gestão estadual. “Essas empresas, a Suplay, é responsável pelo transporte escolar de 71 barqueiros em Tarauacá, e a Locacre, com 38 barqueiros. O que está acontecendo com essas empresas é um escândalo. O tratamento que a gestão da Secretaria de Estado de Educação tem dado, de passar a mão na cabeça dessas empresas, inclusive é de se levantar suspeição. Uma dessas empresas já recebeu R$ 20 milhões esse ano, para atrasar pagamento de barqueiro que transporta aluno”, pontuou.

Governo do Acre compra drone para reduzir criminalidade e localizar desaparecidos

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O governo do Acre assinou um acordo de R$ 586 mil para adquirir um drone de médio porte, com recursos do Fundo Estadual de Segurança Pública (Fundeseg). O equipamento deve ser usado pela Polícia Civil e, segundo o Diário Oficial, faz parte de um plano para reduzir mortes violentas e aumentar a identificação de desaparecidos.

O plano prevê redução de 3,21% ao ano no índice de homicídios por 100 mil habitantes, além de ampliar em 6% a taxa de localização de pessoas em Rio Branco. De acordo com a secretaria, o drone será usado em investigações, buscas e monitoramento de áreas. A expectativa é que imagens aéreas e maior cobertura territorial tragam mais rapidez às operações policiais.

O convênio ocorreu por meio de pregão eletrônico e tem como fornecedora a empresa GoHobby Future Technology Ltda. Com vigência de 12 meses, o contrato foi assinado pelo secretário de Justiça e Segurança Pública, José Américo Gaia, e pela representante da empresa, Vanessa Vieira Paredes.

Câmara aprova texto-base do PL que estabelece regras da reforma tributária; veja como votaram os deputados do Acre

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (15) o texto-base da segunda etapa da regulamentação da reforma tributária, que estabelece regras para o comitê gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Foram 330 votos a favor e 104 contra. 77 deputados estavam ausentes na votação.

A proposta já havia passado pela Câmara, mas voltou para nova análise dos deputados depois que os senadores alteraram o mérito do texto.

Em linhas gerais, o projeto dita como será dividida entre estados e municípios a arrecadação do novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que une os atuais ICMS (estadual) e ISS (municipal). Um comitê gestor com 54 conselheiros vai administrar o novo tributo, que passará a ser cobrado integralmente a partir de 2033.

Votação da bancada do Acre

Dos oito deputados federais do Acre, sete votaram favoravelmente ao PLP 108/2024:

Antônia Lúcia (Republicanos/AC) – Sim

Coronel Ulysses (União/AC) – Sim

Eduardo Velloso (União/AC) – Sim

Meire Serafim (União/AC) – Sim

Socorro Neri (Progressistas/AC) – Sim

Zé Adriano (Progressistas/AC) – Sim

Zezinho Barbary (Progressistas/AC) – Sim

O único voto contrário foi do deputado Roberto Duarte (Republicanos/AC).

Adailton Cruz cobra inclusão da Saúde e Educação na destinação de recursos da loteria estadual

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O deputado estadual Adailton Cruz (PSB) manifestou preocupação com o projeto de lei que trata da destinação do lucro líquido da loteria estadual e cobrou a inclusão de áreas consideradas essenciais, como Saúde e Educação, durante sessão ordinária realizada nesta terça-feira, 16, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac).

Segundo o parlamentar, o texto prevê a distribuição dos recursos para algumas áreas prioritárias do Estado, mas deixa de fora setores fundamentais. “No projeto de lei, o lucro líquido da loteria estadual será distribuído para algumas áreas prioritárias do nosso estado, mas não há nenhuma citação de destinação desses recursos para a saúde e para a educação”, afirmou.

Adailton Cruz destacou ainda que o projeto menciona a destinação de recursos para o fundo previdenciário, voltado à garantia das aposentadorias, mas reforçou que a ausência de investimentos diretos na saúde e na educação é preocupante. “Vamos ter que debater bastante essa situação aqui, porque é inadmissível não distribuir recursos para áreas que são prioritárias para o nosso Acre”, disse.

O parlamentar ainda ressaltou a presença de representantes sindicais e de trabalhadores nas galerias da Aleac, especialmente da área da saúde. “Os nossos sindicatos estão aqui, os trabalhadores estão aqui dentro desta Casa, e isso mostra a força da mobilização. Vamos lutar para garantir os recursos necessários para executar nossos planos e valorizar cada categoria”, concluiu.

Incra libera mais R$ 1,18 milhão em créditos a 95 famílias assentadas no Acre

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“Hoje eu posso dizer que sou uma assentada. Depois de 8 anos de luta, fui reconhecida e este ano estou recebendo meus créditos. Estou muito feliz porque com esses recursos eu vou poder trabalhar mais na minha área, na minha chácara. Vou fazer o açude e fazer também uma destoca para aumentar meu cultivo, para poder ampliar a produção”.

Foi com este testemunho que a assentada Maria Gisele de Lima Souza e o seu companheiro, Adonai Pereira de Lima, do assentamento Walter Arce, falaram da importância de receber o Crédito Instalação Inicial. São recursos de R$8 mil, pagos pelo Incra, para os assentados que estão começando a se estruturar para viver da agricultura.

E assim como Maria Gisele, mais 95 famílias receberam no início de dezembro (03/12), o apoio para começarem a produzir e a estruturar suas novas vidas em assentamentos do Acre. O evento ocorreu na sede da Associação dos Servidores do Incra no Acre (Assincra/AC), na capital Rio Branco e conto com cerca de cem famílias beneficiadas, além de gestores e servidores do Incra no Acre.

R$1,18 milhão

Somente nesta cerimônia o Incra no Acre (Incra/AC) assegurou mais R$1,18 milhão em créditos produtivos para viabilizar e fomentar a produção agropecuária das áreas de Reforma Agrária no estado.

Os créditos da modalidade Apoio Inicial foram destinados a 42 famílias que agora contam com recursos no valor de R$ 8 mil cada. Destas, 21 famílias são do assentamento Walter Arce, em Bujari (AC) e outras 21 famílias vivem no assentamento Caquetá, em Porto Acre (AC) totalizando R$336 mil.

Já os créditos na modalidade Fomento foram para 53 famílias do assentamento Walter Arce, com o valor de R$ 16 mil cada, totalizando R$ 848 mil.

Políticas públicas

Para o superintendente do Incra/AC, Márcio Alécio, “esse avanço só é possível graças à reestruturação das políticas públicas do Governo Federal, com ampliação do orçamento do Incra e o apoio de lideranças políticas no Acre e em Brasília”, afirmou.

Alécio ressalta que o crédito é importante não apenas para as famílias assentadas, mas também para fortalecer a agricultura familiar e sustentável e impulsiona a Reforma Agrária no Estado. Para ele o dinheiro que entra injeta recursos e dinamiza a economia local junto a comerciantes, prestadores de serviços e profissionais liberais, que, aos poucos, passam a ver os assentados com outros olhos e compreendem a importância dos assentamentos para a atividade econômica no campo e na cidade.

Com informações do Incra/AC.

Calegário anuncia emenda para garantir pagamento e reajuste de servidores terceirizados no Acre

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Deputado Fagner Calegário/Foto: Ascom Aleac

Durante sessão ordinária realizada nesta terça-feira, 16, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado estadual Fagner Calegário (Podemos) anunciou a apresentação de uma emenda voltada aos servidores terceirizados que atuam no serviço público estadual.

Em seu discurso, o parlamentar defendeu a união dos servidores e dos deputados em busca de respostas para diferentes categorias. “Chegou o momento em que todos os servidores se unem. Que a gente possa estar minimamente buscando resposta para todas as categorias: educação, saúde e segurança”, afirmou.

Calegário informou ainda que pretende apresentar a emenda em conjunto com uma matéria de interesse do Tribunal de Justiça, que tramita na Casa. “Já quero adiantar que, quando a gente for tratar desse assunto, vou apresentar uma emenda para que, juntamente com a matéria do Tribunal, a gente possa estar apreciando algo que contemple todos os servidores públicos do nosso Estado”, disse.

O deputado também chamou a atenção para a situação das empresas terceirizadas, tema que, segundo ele, tem sido recorrente ao longo do ano. “Estamos discutindo o aumento do trabalhador terceirizado do próximo ano, mas ainda temos empresas e secretarias com repactuações pendentes dos anos de 2022, 2023, 2024 e 2025”, destacou.

Diante desse cenário, Calegário anunciou que irá apresentar uma emenda à proposta orçamentária para garantir a saúde financeira das empresas terceirizadas. “Quando eu falo de garantir a saúde financeira dessas empresas, estou falando de garantir o pagamento do salário do trabalhador terceirizado, para que a gente não chegue ao fim do mês com pessoas que trabalharam e não receberam”, explicou.

O parlamentar relatou ainda que tem recebido mensagens de trabalhadores denunciando atrasos salariais. “Hoje a gente recebe mensagem no WhatsApp e no Instagram de empresas que ainda não pagaram o mês, mesmo tendo recebido da secretaria. Também há empresas que recebem de forma deficitária, o que não garante o pagamento de toda a folha”, afirmou.

O deputado pediu o apoio dos colegas parlamentares, reforçando que a pauta deve ser tratada acima de disputas políticas. “Aqui não se trata de ser oposição, base de governo ou independente. Estamos tratando daquilo que é justo para quem trabalha o mês inteiro e, quando chega no final do mês, não recebe”, concluiu.

PF mira empresa de bets suspeita de escravizar brasileiros no exterior

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (16), uma operação contra uma empresa de apostas esportivas suspeita de aliciar brasileiros e submetê-los a condições análogas à escravidão no exterior, conforme informações da colunista Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.

A ação, batizada de Operação Dark Bet, apura um esquema de recrutamento feito por meio de redes sociais e plataformas digitais, com promessas de altos salários e empregos em empresas do setor de jogos on-line.

No exterior, as vítimas eram submetidas a jornadas exaustivas, retenção de documentos, restrição de liberdade, vigilância armada e imposição de dívidas. As investigações começaram após a prisão de 109 pessoas na Nigéria, entre elas cinco brasileiros, acusados de crimes cibernéticos.

Segundo a PF, os brasileiros foram contratados por uma empresa de jogos esportivos que opera duas plataformas no Brasil.

A Justiça autorizou 11 mandados de busca e apreensão nos estados do Ceará (CE), Maranhão (MA), Paraná (PR), Santa Catarina (SC) e São Paulo (SP), quatro prisões temporárias, o bloqueio e o sequestro de bens que superam R$ 446 milhões, além da suspensão das atividades das empresas investigadas e da retirada do ar das duas plataformas.

A operação apura crimes como tráfico internacional de pessoas para fins de exploração laboral, redução à condição análoga à de escravo, organização criminosa e delitos correlatos.

A Polícia Federal afirma que a investigação integra o combate a estruturas transnacionais de exploração de trabalhadores brasileiros.

Fonte: DCM

Empreendedores faturam R$ 139 mil na primeira semana de vendas na Feira e Vila Natalina

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Vila Natalina teve projeto e execução da Seop e recebe 33 empreendimentos, em frente ao Palácio Rio Branco. Foto: Bruno Moraes/Sete

Com decoração que reflete a celebração do Natal, a programação do Fim de Ano da Família, realizada próximo ao Palácio Rio Branco, na capital acreana, tem garantido a festa para famílias, amigos e namorados, neste mês de dezembro. Para os pequenos empreendedores presentes na Feira Natalina e Vila Natalina, a presença nos espaços já mostra resultados positivos com o faturamento, que ultrapassou R$139 mil, entre os dias 7 e 14 de dezembro, segundo dados da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete).

Promovidos pelo governo do Acre, por meio da Sete e em parceria com a Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola do Acre (Acisa), os espaços da Feira e Vila Natalina abrigam 60 empreendimentos diversos, que oferecem desde gastronomia regional e internacional, passando por brinquedos e artesanato, até itens de jardinagem e para presentes.

O valor alcançado em apenas uma semana corresponde a 46,2% do faturamento de R$300 mil, registrado em 2024. Para o titular da pasta, Marcelo Messias, a Feira e a Vila Natalina reafirmam a importância e o impacto das feiras para os empreendedores.

“Muitas famílias tiram o seu sustento das feiras e, neste fim de ano, a Feira e a Vila Natalina são oportunidades para mais de 60 pequenos negócios apresentarem seus trabalhos ao público, e ainda, garantir uma renda extra, essencial para o encerramento e início de ano”, destacou.

A projeção da Sete é de que, este ano, as vendas alcancem um crescimento de aproximadamente 30% em relação ao ano passado. De acordo com a diretora de Empreendedorismo da Sete, Patrícia Parente, os valores alcançados mostram o impacto real para o pequeno empreendedor.

“Estamos muito felizes porque, em pouco tempo de feira, já há um resultado tão impactante. Juntando todos os segmentos que estão presentes no nosso evento, as vendas já somam números que ultrapassam R$139 mil. É um impacto significativo e é o governo do Estado fazendo a diferença no bolso do empreendedor acreano”, destacou Patrícia.

Experiência aprovada

Na primeira semana de Feira Natalina, famílias e amigos reservaram um momento para conhecer a decoração de Natal e prestigiar os empreendimentos presentes. Em visita ao espaço, Thais Arruda aproveitou para passear com o marido, o filho e familiares: “A gente veio tirar o cansaço da semana, se distrair um pouco. A comida está muito gostosa”.

Após um dia de trabalho intenso, Vera Moraes e Maria Eduarda Ferreira aproveitaram a programação: “Eu vim porque é uma vila, e está muito linda mesmo. Não esperava ser tão bonita, fiquei encantada. Tudo ficou muito bonito, a praça, a vila, e a comida está bem gostosa”.

“Eu vim acompanhar. Gostei. A gente foi passear, fomos na carreta ali e viemos jantar”, acrescentou Maria Eduarda.

Programação

Com programação especial para o Fim de Ano da Família, a Vila Natalina conta com a participação de empreendimentos de artesanato, doces e presentes e fica localizada em frente ao Palácio Rio Branco, das 17h às 22h, até o dia 4 de janeiro.

Ao lado do Palácio Rio Branco, na Av. Arlindo Porto Leal, a Feira Natalina também reúne empreendedores dos segmentos de brinquedos, jardinagem e alimentação, das 17h às 22h, até o dia 28 de dezembro.

Assessoria

Dom Odilo transfere padre Júlio Lancellotti de paróquia e veta uso das redes

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O arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, determinou a transferência do padre Júlio Lancellotti da paróquia São Miguel Arcanjo, no bairro da Mooca, onde ele atuava há cerca de 40 anos. A decisão foi comunicada ao sacerdote por meio de uma carta recebida na última quarta-feira (10).

No documento, dom Odilo informa a transferência do padre, sem indicar publicamente qual será o novo destino. A comunicação também inclui a proibição do uso de redes sociais por padre Júlio, além da suspensão da transmissão online das missas dominicais realizadas na paróquia.

As missas celebradas por padre Júlio vinham sendo acompanhadas por fiéis de diferentes regiões do Brasil e do exterior por meio das transmissões digitais. O sacerdote também mantinha atuação ativa nas redes sociais, onde divulgava ações pastorais e posicionamentos públicos.

“Dom Odilo me pediu para dar um tempo. Ele acha que é uma forma de recolhimento e de proteção”, disse o religioso à coluna de Mônica Bergamo, da Folha. “Tem apenas que obedecer”.

Padre Júlio Lancellotti é conhecido pelo trabalho desenvolvido junto à população em situação de rua na capital paulista, por meio da Pastoral do Povo da Rua, iniciativa ligada à Igreja Católica. A atuação inclui distribuição de alimentos, atendimento pastoral e articulação de projetos sociais.

Entre os projetos recentes está a Biblioteca Wilma Lancellotti, inaugurada na rua Sapucaia, no bairro do Belém, voltada ao atendimento de pessoas em situação de rua. O espaço reúne cerca de 3 mil livros doados e promove atividades como rodas de conversa e incentivo à leitura.

A jornalista Denise Ribeiro, colaboradora no projeto, fez vários questionamentos num texto que viralizou nas redes. “Que motivos levariam dom Odílio a tomar decisão tão drástica em pleno final de ano? Que forças ocultas levariam o arcebispo a abrir mão de um homem dedicado a cuidar sem descanso da população mais vulnerável da cidade?”, escreveu.

“Por que dom Odílio, que em abril se aposenta, se dá ao trabalho de impedir o trabalho do padre Júlio numa paróquia que nunca foi cobiçada por ninguém? Será que a visibilidade, a autoridade e a popularidade do padre Jùlio causam tanto ciúmes, ira, inveja, a ponto de o arcebispo determinar que em janeiro ele já não esteja mais ocupando o lugar que sempre foi dele por direito e por trabalho diário? Será que suas recentes manifestações em favor do povo palestino o prejudicaram? Será que católicos incorporadores imobiliários e políticos de direita pressionaram para que ele desocupe a área?”

A Arquidiocese de São Paulo não divulgou, até o momento, nota pública detalhando os motivos da decisão nem informações adicionais sobre o futuro do padre na estrutura eclesiástica da cidade.

Dom Odilo Scherer está com aposentadoria prevista para abril de 2026, conforme as normas da Igreja Católica para bispos ao completarem 75 anos. A transferência ocorre no período final de sua gestão à frente da arquidiocese paulistana.

A decisão gerou manifestações públicas de apoio ao padre Júlio por parte de fiéis, entidades sociais e voluntários ligados aos projetos desenvolvidos por ele ao longo das últimas décadas.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre mudanças no funcionamento dos projetos sociais associados ao padre Júlio, nem sobre a continuidade das atividades da paróquia São Miguel Arcanjo após sua saída.

Fonte: DCM